sábado, 14 de março de 2009

Sugadores de energia, xô!


Já ouviram falar em vampirismo? Vampiros existem! Não aqueles dos filmes (seria bom levar uma mordida do Lestat, não?), eu não estou falando desses maravilhosos do filme “entrevista com vampiro”. Falo daquelas ocasiões em que algumas pessoas chegam perto de nós e aos poucos vamos ficando cansadas e sem energia, bocejando. Esses são os vampiros do mundo real que chegam e sugam toda a nossa vitalidade. Parece que precisam se alimentar dos outros para poderem estar vivos. Nos envolvem em uma nuvem de pensamentos negativos e parece que ficamos até desnorteados com o turbilhão. Para ilustrar: uma vez estava na sala de aula na faculdade e havia uma cadeira vazia do meu lado. Eis que entra uma criatura dessas e resolve sentar-se ali e conversar comigo. Acabou minha aula. Fui ficando cansada e cada vez pior, já não ouvia o que o professor dizia e perdi a capacidade de raciocinar. Estava passando mal por causa daquele garoto. Inventei uma desculpa e saí da sala para tentar me recuperar. Que sensação horrorosa! Tive que esperar o intervalo para mudar de lugar. O fato é que talvez esse garoto nem soubesse de sua capacidade de “sugar” os outros. Há alguns anos, eu era uma vítima recorrente dessas criaturas, porque não queria ser mal educada e dava atenção a elas. Mas aprendi a lidar com esses vampiros. O segredo é não ter dó e quando sentir que alguém assim está chegando, pensar que se está em uma redoma de luz protegida por Deus e simplesmente não dar atenção a essa criatura. Prefiro ser mal educada e manter minha energia elevada, do que ser atenciosa. Cuidem-se! Tenham sempre à mão estacas de madeira e balas de prata.
VAMPIROS! SAIAM DE RETRO!!!!!
Beijos e bom final de semana!

Isis de Barczack

sexta-feira, 13 de março de 2009

Vovó já dizia



Sai de retro me lembrou coisas imemoráveis que vovó dizia.
Desde os tempos de criança escuto esse palavreado, para as coisas não ser perderem no passado vou deixar aqui registrado, coisas que vovó dizia!
‘na casa do homem honesto deus é sempre bom vigia’
‘não que cuspa pra cuspa que não lhe caia na cara’
‘quem se mete com o redentor sempre será crucificado’
‘cão que ladra não morde’
‘pau que nasce torto morre torto’
‘quem semeia vento colhe tempestade’
‘macaco velho não põe a mão na cumbuca’
‘deus ajuda quem sedo madruga’
‘sua alma, sua palma’
‘apressado come cru’
‘cavalo dado não se olha os dentes’
‘todo deus tem fiéis, todo diabo seus assecias’
Coisas que vovó dizia sempre me causam uma sensação estranha, porque na verdade tudo acontecia, sai de retro!

Sai de retro é misturar ateu, islão, cristianismo, hinduísmo, budismo, adventista, sikhismo, santo daime, umbanda, judaísmo, espiritismo, xamanismo, fé baha’í, bruxaria com um pedaço de marrom glacê, ao ritmo de pagode com cheiro de vela acesa. Sai de retro!




Day Araújo

quinta-feira, 12 de março de 2009

Sai de retro, imperialismo masculino



Que o mundo presencia e levanta que agora é a vez de nós, MULHERES, estamos cansadas de ler, ouvir, assistir. O que eu venho levantar aqui, não só por meu orgulho feminino, mas também por ele, é nos fazer refletir do porque termos estampados em nossos livros de história e arte figuras masculinas. Por que ele, Aristóteles, e não ela? Por que ele, Mozart, e não ela? Por que Platão, Newton, Picasso, Freud, Napoleão, Carnot... e não elas? Claro que esses mesmos livros que estampam eles nos trazem uma possível resposta, que na verdade só alimenta nossa auto-piedade, mostranto toda a opressão que nós, MULHERES, sofremos.

Em berços como na Europa, onde muitos deles nasceram, nós não podíamos nem nos reunir em número igual o superior a cinco que íamos presas. Tudo bem que para nós, MULHERES, a idade média perdurou até o século XIX, e que o império levantado pelas mão branca dos homens europeus fosse dífícil de ser derrubado, É aí que entra a grande questão, será que NÓS estamos buscando isso, ou será que nos acostumamos à nossa possição submissa, confortável? Será que estamos fadadas a aceitar que memórias de grandes mulheres do passado sejam ligadas a sofrimento, como as Marias (Santas)? Será que nos conformamos em sermos homenageadas pela nossa posiçáo secundária de mãe, ou esposa? Será que vamos sempre aceitar a idéia de fugirmos para terras distantes como fez Madalena, e aceitar que pintem nossa imagem totalmente contrária ao que fomos, sem ao menos podermos ser estudadas, e deixar que cada um tire sua própria conclusão ao nosso respeito? Será que temos que morrer solitárias,em fogueiras, quando apenas pensamos em hastear nossas bandeiras?

O que eu observo, e acredito que seja a grande diferença, e que fizeram ser eles, e não elas, é que existe uma qualidade nesses grandes homens: a coragem. Eu sei que ela existe em muitas de nós, MULHERES, porém fica a meia luz no nosso intímo, e não explícita e super explorada como neles.

CORAGEM de arriscar num sonho, e contruir um avião. ]

CORAGEM de dizer não, mesmo que um universo todo espere um sim.

CORAGEM de ao observar uma maçã caindo, "se jogar" naquela teoria.

CORAGEM de explodir uma idéia, e implodir uma guerra.

CORAGEM de fazer uma extensão, um doutorado, coragem de sair in louco e defender aquela idéia, ainda que seu companheiro passe a noite com seu baby recém-nascido.

CORAGEM DE OUSAR.

CORAGEM DE ENFRENTAR.

CORAGEM DE DENUNCIAR.

CORAGEM DE LIBERTAR.

É isso que nos falta,CORAGEM! Existe uma geração à nossa frente que esperam que façamos isso, que façamos a diferença. Não podemos esperar que outras Joanas D'arcs apareçam de braços cruzados quando temos todas as ferramentas ao nosso alcance, ou apenas aceitar que assim sempre foi, assim sempre será. Nossa semana passou, e qual de nós lembramos de colocar isso no nosso blog que é essencialmente feminino? Especialmente por que ele comemora um ano nesse dia, onde estavamos nós que não nos abraçamos, ocupadas com nossas posições secundárias?

Não nos conformemos em estar "acima" apenas na horizontal. CHEGA DE NOS CONFORMARMOS EM SER MUSAS INSPIRADORAS E FICAR ALI, ALHEIA A QUESTÕES QUE SÓ NÓS TEMOS AS RESPOSTAS.

Sai de retro, imperialismo maculino. Sai de retro, machismo que existe em nós. Sai de retro, tudo que nos prende ao passado, porque agora é nossa era. Eu acredito que os gênios das mulheres, que estamparão as histórias e estórias futuras, estão muito próximas a nós, se conformando em brilhar pela metade.

Que a CORAGEM nos seja tão indispensável e utilizada como nossas bolsas!!!

UM GRANDE BEIJOS A TODAS VOCÊS, MULHERES. GRANDE BEIJO A VOCES TAMBÉM, HOMENS. DEIXO AQUI MEU MILENAR AGRADECIMENTO, POR "CANTAREM TÃO BEM NOSSAS COMPOSIÇÕES".



Maria Jaqueline

quarta-feira, 11 de março de 2009

Lenda do Tapete de Pele de Onça


Nos anos oitenta eu tinha uns parentes que moravam numa mansão antiga , localizada no bairro Cabral , em Curitiba . Eu gostava passar as férias escolares naquele lugar , pois o casarão sempre foi enfeitado com objetos interessantes e algo que sempre me chamou a atenção era um tapete de pele de onça , que ia da cabeça do animal até a sua cauda . Um certo dia eu estava brincando com esta peça , acariciando a pele da onça como se ela estivesse viva . Quando , de repente , meu padrinho Argeu disse :
- Encantada , com o tapete de onça , né ?!
- Eu comprei este objeto no interior do Rio Grande do Sul e esta pele tem uma lenda interessante :
- Quando uma onça é morta e vira tapete , dizem que ela volta a vida toda a sexta – feira de Lua cheia e anda pela casa da pessoa que comprou este objeto .
Assim contei esta história para o meu primo Rodrigo , que exclamou :
- Eu não acredito nesta lenda idiota !
Depois de falar isto , o garoto começou a chutar o tapete .
A noite chegou , olhei na folhinha e percebi que aquela seria uma sexta – feira de Lua cheia .
Quando eu estava dormindo , no meio da madrugada , senti uma criatura lambendo a minha mão . Então , abri os olhos , tive a sensação de que o tapete de onça estava olhando para mim e gritei :
- Socorro !
O meu primo , Mauro , que dormia no quarto ao lado abriu a porta e perguntou :
- O que houve ?
Deste jeito apontei para o tapete e expliquei :
- Esta onça estava me lambendo .
Desta maneira ele falou :
- Estas coisas não existem .
- Colocarei este objeto no quarto do Rodrigo .
Na manhã seguinte tomei café com Rodrigo e ele comentou :
- Tive um pesadelo com o tapete de onça .
- Sonhei que o bicho criou vida e me atacou . Acordei com a sensação de corpo mordido , mas notei que eu não tinha marca nenhuma .
A partir daquele dia passei a ter medo deste tipo de tapete .

Luciana do Rocio Mallon

terça-feira, 10 de março de 2009

SAI DE RETRO COISA RUIM!


Vai de retro. Há três anos eu uso esse termo para uma pessoa que cruzou minha vida. Começou assim: eu tinha amizade com uma menina no ensino médio e, por motivos da vida, acabamos brigando (já briguei até na frente do cursinho). O pior foi que essa fulana era espírita (nada contra religião, porém tudo aquilo que é usado para o “mal”, não é de Deus, não é?) e no caso dela foi exatamente para isso.
Certo dia, depois de uns três meses sem falar com ela, fui para a aula com mina amiga e percebe que ela fixava o olhar em mim (e eu olhava toda hora para trás para retribuir suas encaradas). Porém, naquele dia percebi que algo não me passou bem, e eu comecei a ficar mal, com um enjôo e uma dor no abdômen (até então não estava assim). Percebi que recebia certa “interferência negativa” da onde ela se acomodava. Não deixei aquilo subir na cabeça, afinal, eu nem acreditava muito nessas coisas do mau naquela época. Porém, à medida que menos ia pensando, mais a dor aumentava. Dor física, real, que me pegou no momento mais fraca (a primeira e única vez). Não agüentei e tive que ir embora, verde, azul, roxa, quase desmaiando pelos corredores do Positivo. Liguei para minha mãe, e ela foi me buscar. Cheguei em minha casa, que estava reforma, e deitei em um colchão na sala toda empoeirada. E ali perambulei por entre dores umas 4 horas , tomando remédio e sem passara dor. Até que, a mulher que limpava a casa de vez e quando naquela época e que nem me conhecia direito passou por mim e me localizou no colchão, morta quase acabada. Pediu licença para minha mãe e chegou perto de mim e disse: “Está menina não está bem né?!”. Minha mãe lhe disse que não e não entendia o porquê eu estava assim. E ela, olhando para mim disse: “ Cuidado com amizades, fizeram algo muito ruim para você. Cuidado com a inveja e com quem andas”. Minha mãe se incomodou , não gostou de tal atitude da mulher mas sem permissão , ela lança uma oração ajoelhada em meu lado.
“Senhor, manda embora o que está junto com essa menina, eu não aceito, salva tua filha”, disse a mulher. “Essa menina tem que cuidar com amizades, ela está com uma cor diferente, uma cor que eu conheço bem. Isso não é bom. Mas se Deus quizer, ela vai melhorar”, completou ela para minha mãe e foi embora jurando que eu iria ficar bem. Caramba, naquela época ela nem sabia nada sobre mim. Até que, minutos depois, a dor foi passando só apenas sobrando a mágoa carnal das dores que sinti. Fui até meu computador e conectando meu e-mail recebi uma mensagem daquela menina, aquela que não falava comigo a meses, mandou uma mensagem sem sentido justamente aquele dia, pedindo para que eu a deixasse em paz (como se ao fosse ao contrário). Depois disso, me lembro de ter piorado e ter ido ao médico de madrugada. Sei que muitos dizem que não foi nada demais, mas eu sinti que não foi algo “comum” (e quem conhece esses assuntos sabe disso).Não foi só comigo que ela tentou , com outro conhecido também (chegou a mandar uma pedra de cristal para um amigo nosso que ela gostava na época e que gostava de mim meu que depois fomos descobrir que era cheia de coisas ruins. Assim que melhorei, comecei a acreditar sim que nos nossos momentos de fraqueza essas coisas podem acontecer, mas que nos deixa lições. E no meu caso, de que as pessoas podem ser anjos e demônios também, que elas podem sim ser más e usar o mal contra nós. Apenas tenho três palavra são meu favor para ela e contra todo o mal que me possam causar “SAIM DE RETROOOOOOOOOOOOOOOOOOO”.



Bianca Silva

segunda-feira, 9 de março de 2009

Tema: Sai de Retro

Vade Retro, Satanás!


Essa expressão, usada em rituais de exorcismo – para expulsar demônios e afins, acabou sendo incorporada ao nosso vocabulário como mais uma expressão idiomática que usamos quando queremos que algo se afaste de nós. Ficar doente? Vade retro!

Pesquisando, descobri uma matéria da revista Super Interessante que relata, entre outras informações, o aumento do número de exorcistas, fazendo com que, em 1999, a Igreja editasse na Europa o Ritual de Exorcismos e Outras Súplicas. O manual foi lançado no Brasil em 2005 e já vendeu 2 100 exemplares. Nele, são encontradas instruções detalhadas para empreender um ritual de exorcismo. Curioso, não? Se quiserem mais informações acerca desse tema é só acessar esse link (http://super.abril.com.br/superarquivo/2006/conteudo_472625.shtml)

Agora, voltando ao dia-a-dia, todos temos nossos “demônios”: angústias, inquietações, indignações, problemas diversos. Para mim, uma forma de “exorcizar” esses sentimentos é colocar pra fora, seja numa boa conversa ou em uma atividade física. O importante é que eles fiquem bem longe de mim, vade retro.

Hasta la vista,
Andréa Penteado

domingo, 8 de março de 2009

Oh, vida...


Terminou de arrumar a mala mas sabia que estava esquecendo de alguma coisa, só não sabia o que. Foi até a cozinha, sua namorada saiu do banheiro e veio a seu encontro dando um selinho sem graça de “bom dia”. Sentaram-se e ele percebeu que seu decote na blusinha era tão generoso que parecia que seus mamilos iam cair na xícara de café. Comeu o mamão por ser saudável, mas estava amargo, longe do padrão que a mercearia do seu Nicolau costumava oferecer. Pensou em adicionar açúcar, mas lembrou de seu hemograma e dos conselhos do médico. Terminou a medíocre refeição, foi para seu quarto e, como já estava quente, resolveu trocar os tênis por chinelos: operação inválida, as tiras haviam se soltado e ele teria de andar com calçados fechados o final de semana todo, mesmo na areia. Apressou sua namorada para saírem, não queria pegar trânsito, mas ela ainda tinha de se maquiar e essa manobra costumava durar mais tempo do que arrumar as malas (e ela havia feito duas malas, uma para roupas, e uma frasqueira para “extras”, que ele nunca entendeu bem o que eram). Enquanto sua garota se esmerava no rimel, ele teve a idéia de tentar tirar aquela manchinha desagradável que obstruía sua visão no óculos de sol, mas não deu certo, aquele tal limpa-tudo era tão eficaz que lesionou a película protetora e fez um dano irreversível na lente esquerda. Para acelerar a saída, resolveu já ir levando as malas para a o carro e foi então que percebeu que teria de fazer “duas viagens” devido ao peso. Na primeira levou sua mochila e os “cacarecos” da namorada, sentindo que seria vítima de comentários maldosos dos vizinhos que o vissem carregando uma frasqueira rosa e uma mala lilás. Na segunda, foi a vez de seu violão, cujo encordamento novo ele esquecera de comprar, e da mochila do notebook, cuja bateria ele esquecera de recarregar. Ela saiu do banheiro com uma sainha tão curta que todos os barqueiros de Pontal iriam se oferecer para lhe dar a mão na entrada da embarcação. Certificaram-se de que as janelas estavam todas fechadas e deixou o dinheiro para a diarista em cima da mesa (a mais do que o de praxe, já que ela havia pedido aumento, e ele não tinha como negar pois não vivia sem seus serviços). Já no carro, ouviu um barulhinho estranho no motor quando girou a chave na ignição, mas não havia o que fazer, era arriscar ou ficar em casa, apreciando o feriado na cidade vazia. Na saída para a estrada, percebeu que não conseguiram evitar o engarrafamento. O calor levantou uma fedentina próxima à perigosa favela que margeava a rodovia, justamente no ponto em que mais demoraram no engarrafamento. Começaram a vir também os insetos, e então ele se deu conta de que não havia comprado refil para o Protector Elétrico, o que significava noites em claro tentando matar os pernilongos a toalhadas no quarto da pousada. Foi quando também se lembrou de que esquecera de desativar o despertador automático da TV, o que significava que, na manhã do dia seguinte, o aparelho iria ligar sozinho e assim iria permanecer, para deleite de suas almofadas, únicas telespectadoras na casa para os salutares ensinamentos do programa Globo Ecologia. O trânsito começou mesmo a fluir quando o sol já estava a pino e seu braço esquerdo já dava garantias de que ficaria bem mais moreno que o direito (ou mais assado). Mais adiante na estrada, os postos de pedágio para pagarem os buracos que um dia ainda virão a ser tapados, os donos da concessionária garantem. Parada para um xixi básico naquela lanchonete de beira de estrada cujo chão é aconselhável se pisar com pernas de pau. Sua namorada queima a boca no bafo do pastel e garante que por conta disso não poderá beijar pelos próximos dois dias, passando em seguida uma pomadinha contra assaduras que guarda na frasqueira rosa. Retomam a estrada e, já próximos de Pontal, o tempo começa a virar e nuvens negras e ameaçadoras se fazem presentes no horizonte. Entram na barca e o mar está tão mexido que ele sente o mamão amargo voltar à sua glote, epiglote e parte posterior da língua. Chegam na Ilha e tem de desembarcar na água mesmo, pois o trapiche está em reformas. Ele molha sua calça, mas já não se importa, pois está começando a chover mesmo. Ela reclama que sua mala e sua frasqueira encheram de água pelos barqueiro descuidados. Caminham com os calçados fazendo barulhos esquisitos ao expulsar de seu interior a água salobra a cada pisada. Chegam na pousada e ele então retoma aquele pensamento tido ainda em casa, quando teve certeza de estar esquecendo algo, só não sabia o que: “cadê meu cartão de crédito?”. Enquanto tenta ganhar a confiança da atendente e negociar o violão como parte do pagamento, sua namorada o pega pelo braço e o puxa para um canto: “estou com enjôo. E não é por causa da viagem na barca”. Ele não sabe se ri ou se chora. Ou se faz ambos.

Mario Lopes

sábado, 7 de março de 2009

Tudo me irrita!

Já sou irritada e inconformada por natureza. Mas o que tem me irritado muuiiiiiiito... é o calor. Porque uma irritação leva a outra. Calor. Bem mais de 30°. Alguém consegue dormir?? Pernilongos. Só aparecem no calor. Irritam.
Quem dorme com aquele zunido terrível que parece penetrar no cérebro!!?? Se não se dorme direito, não se trabalha direito. Já vou irritada para o trabalho porque não descansei. E não para por aí, sair para visitar clientes, nesse trânsito!! É o próprio inferno ardendo em lavas. Se abro, a janela volto sapecada, se deixo fechada, volto cozida. O braço de caminhoneiro é clássico! (Tudo bem, nesse caso uma parcela de culpa é minha que não enchi o cilíndro de ar). Vou até o cliente e o atendo parecendo o Coringa do Batman porque, a essas alturas, não existe mais maquiagem! Só suor pra todo lado. E suar me irrita muuiito!
Beijinho nem pensar! A próxima etapa é voltar para casa e encontrar o namorado. Grudeenntto!! Desmanchando de calor. Não há romance que resista!! Ninguém merece!
E o ciclo continua. Noite mal dormida e muito mal humor durante o dia.
É. Que venha logo o inverno e traga o ar europeu e todas as delícias desta cidade: pinhão, quentão, filminho, edredom... ai que delícia!


Beijos a todos!!


Isis de Barczack

sexta-feira, 6 de março de 2009

Meu sobrenome me irrita


Nos anos oitenta eu tinha uma amiga chamada Sílvia da Silva Pinto que não gostava do seu nome . Na hora de colocar seu nome nas provas , ela escrevia Sílvia S. P .
Uma vez uma professora perguntou :
- Sílvia , quero que você saiba que não devemos abreviar os sobrenomes .
- Por favor , qual é o seu sobrenome ?
A menina repondeu :
- Professora , não quero falar .
Mas a mestra insitiu :
- Sílvia , diga o seu sobrenome , por favor ...
- O que isto tem de mais ?
Então a menina cochichou :
- É que meu sobrenome é : da Silva Pinto .
Deste jeito a professora falou :
- O que ?
- Não escutei direito !
A garota levantou – se da carteira , cochichou as palavras no ouvido da mestra e depois exclamou em voz alta :
- Escutou como o meu sobrenome é feio , professora ?!
Alguns anos se passaram então eu e minha amiga Sílvia da Silva Pinto fomos nos matricular numa academia de ginástica . Chegando lá pegamos a senha e a recepcionista , uma jovem que aparentava ter menos de dezoito anos , chamou pelo número de minha colega . Então esta secretária disse :
- Identidade , por favor !
Minha amiga deu o documento para a garota , que comentou em voz alta :
- Sílvia da Silva Pinto ?!
- Este nome é engraçado ...
- Os nomes Sílvia e Silva me lembram de várias canções . Sílvia é o nome de uma música da banda Caminha de Vênus e o sobrenome Silva tem num funk em que o cara canta : ele é só mais um Silva que a estrela não brilha ...
- Além de me lembrar de um desenho animado cujo o personagem Dino da Silva Sauro ...
Ao escutar isto , levantei – me da minha cadeira, fui até a mesa da recepção e cometei com Sílvia :
- Vamos embora desta academia que esta secretária está debochando de você !
Alguns dias após deste fato , fomos a um evento de escritores da alta sociedade paranaense . Lá sentamos perto de algumas senhoras chiques . Uma das damas perguntou – me :
- De que família você é ?
- Qual seu sobrenome ?
Assim respondi :
- Meu sobrenome é Mallon , senhora .
A mulher indagou – me outra vez :
- E de que descendência européia , você é ?
- Afinal , em Curitiba somos todos praticamente europeus ...
Deste jeito respondi :
- Sou descendentes de espanhóis .
Naquele momento a madame olhou para Sílvia e perguntou :
- E você ?
- Qual é o seu sobrenome ?
Sílvia ficou vermelha e respondeu baixinho :
- Da Silva Pinto .
A senhora fez cara de espanto e exclamou :
- Silva ? !
- Pinto ? !
Depois a madame colocou um guardanapo nos lábios e deu uma risadinha .
Então eu cometei :
- A família Silva foi a mais importante do território brasileiro , a principal desbravadora desde o Brasil – Colônia .
- E quanto ao Pinto , a Sílvia pelo menos tem a vantagem de carregar sempre um com ela . Isto causa inveja a qualquer mulher fogosa .
Minha amiga deu uma gargalhada e saímos daquela mesa .


Luciana do Rocio Mallon e Sílvia da Silva Pinto

quinta-feira, 5 de março de 2009

Ser, permanecer...eis a questão!

Definitivamente não sou a pessoa mais pacienciosa do mundo, não. E para ser ainda mais sincera, estou passando uma fase delicadíssima, diante disso, é mais que óbvio que tudo me irria. Mas tem coisas que não necessita de nenhum esforço sobrenatural para me levar para aquele lugar... Tem uma comunidade do orkut que diz: Tem dias que tudo me irrita. Eu faço parte dos mebros vips... Entrarem no meu quarto em momentos inadequados (embora eu divida o quarto com meu irmão) acho super chato outras pessoas da casa frequentarem, isso me tira do sério mesmo. Indivíduos que ultrapassam pela direita... Pessoas que travam a fila do supermercado (exceto velhinhas e velhinhos e pessoas com alguma necessidade que realmente explicam o porque da demora)...

Eu me irrito com a nossa curta memória política.


Me irrito quando ligo e não atendem o celular.
Me irrito com a falta de boa vontade , e mais ainda com gente que oferece ajuda e depois pula fora.
Me irrito com o pc que trava no meio de algo importante ou urgente.
Me irrito com gente que fala alto.

Me irrito quando ligo no 0800 (numero 1).
Me irrito com hipocrisia, com preconceito.
Me irrito com a falta de justiça.
Agora tem uma coisa que trabalha em algum lugarzinho do meu cerebro é musica sertaneja à tarde no verão, me irrita de uma forma inexplicável.
Primeiro o calor que sinto aumenta, depois começo a sentir palpitar o meu coraçao, é horrivel e tira meu astral, meu humor... e me irrita... dá vontade de pedir para desligarem, de chorar... tudo...Vai entender??? Mas é fato..
Maria se irrita facil?
Não, só quando respira...

(Desligando)


Maria Jaqueline

quarta-feira, 4 de março de 2009

Vizinhos Implicantes Me Irritam : O Abominável Homem de Baixo

Em 1986 , quando eu tinha doze anos de idade , meu pai foi transferido de Curitiba para Brasília . Na nova cidade fomos morar num prédio no quarto andar .
Já na primeira semana fiz novas amizades e alguns amigos me avisaram que o vizinho do andar de baixo era mal – humorado e andava em seitas esquisitas .
Logo meu piano chegou e eu comecei a treinar as lições . No meu primeiro treino , neste apartamento novo , notei que alguém batia com um cabo de vassoura no teto de baixo , porém não dei muita atenção .


Alguns dias depois eu estava limpando as janelas , esfregando o pano no vidro para o lado de fora , quando notei que um homem na veneziana do apartamento abaixo gritava :
- A poeira deste pano está caindo na minha careca !
Minutos depois ele apertou a campainha e exclamou para minha mãe :
- A menina está limpando a janela , do lado de fora , e toda a poeira está caindo no meu apartamento !
Assim minha mãe respondeu :
- Isto não acontecerá mais . Pois chamarei a atenção da garota .
Então ela pediu para que eu parasse de limpar o vidro .
Semana depois deste episódio peguei o elevador, com minha amiga , e dentro dele estava o vizinho , do apartamento de baixo , que comentou com uma senhora :
- Tem gente aqui que toca piano ...
- Mas toca muito mal !
- Toda a vez que certas pessoas tocam piano tenho que sair de dentro do meu apartamento !
Após o vizinho sair do elevador , comentei com a minha colega :
- Não existe a lenda do Abominável Homem das Neves ?!
- Pois , é ...
- Eu vivo uma lenda urbana , dentro deste prédio , chamada : O Abominável Homem de Baixo .
No verão de 1987 a dona de uma boutique da quadra ao lado resolveu fazer um desfile de modas , onde as moradoras do prédio em que eu morava iriam ser as manequins . O evento seria no térreo .
No meio do desfile o abominável jogou água no térreo , por meio dos tubos de ventilação , e o líquido caiu em uma das modelos de biquini , que no mesmo instante foi aplaudida . Pois o público pensou que aquele líquido era um tipo de efeito especial . A partir daquele instante o homem carrancudo jogou água em todas as manequins do evento e a festa foi um sucesso .

Inclusive o apresentador exclamou :
- Inspirado neste efeito especial com água ...
- Lançarei em meu clube um novo concurso de beleza intitulado : Garota Molhadinha !
Reza a lenda que a partir deste incidente em Brasília foi criado uma competição de modelos , que fez sucesso no final dos anos oitenta , chamada : Garota Molhadinha , onde cascatas caiam nas candidatas .
Em setembro do mesmo ano eu e minha irmã Gisele estávamos no elevador , quando o vizinho do apartamento de baixo entrou com várias sacolas cheias de doces . Assim ele deu um saco de guloseimas para a minha irmã e exclamou :
- Feliz dia de São Cosme e Damião !


Depois que este homem saiu , comentei com Gisele :
- Acho melhor você nem comer estes doces , pois esta pessoa não gosta da gente .
Algum tempo se passou e os vizinhos do andar de cima se mudaram . Porém mesmo aquele apartamento estando vazio , a minha família escutava o barulho de alguém arrastando um bujão de gás todas as noites . Comentei sobre o fato com os meus amigos e eles falaram que a culpa era do fantasma de uma mulher que morreu arrastando um botijão de gás no prédio . Eles falaram que a alma desta senhora invadia os apartamentos que ficavam vazios e por isto era possível escutar ruídos de alguém arrastando um bujão de gás .
Com relação ao vizinho de baixo , o ser implicante continuou reclamando do barulho que a gente fazia para uma espécie de síndico do local .
Em julho de 1988 minha família voltou para Curitiba . Porém ,em agosto do mesmo ano , quando o apartamento estava vazio o abominável voltou a reclamar dos supostos ruídos para o síndico que disse :
- Aquele pessoal já foi embora em julho .
- Com certeza você exagerava nas reclamações ...
- Tome cuidado com o fantasma da mulher do gás !
- Pois ela faz barulhos insuportáveis a noite , como o senhor já constatou .



Luciana do Rocio Mallon

terça-feira, 3 de março de 2009

Tudo me irrita!


Gente do céu quando fui começar a escrever esse post já comecei irritada porque a bosta do meu vizinhu tava no telhado!Isso mesmo... o cara reforma o telhado todo dia , incrível,e eu abro a p** da janela e tá o veio ali! Que droga, tenho que parar de escrever pra ir ao dentista.....já volto!
Bom, voltei, e mais uma vez me irritei no dentista...eu prontinha pra ir lá e ela me diz q tenho que volta porque tinha um caso pra fazer tarde e não ia dar tempo de fazer o meu!Nessa hora, minha dor de cabeça já estava começando a evoluir (a coisa que mais me irrita no mundo são essas minhas malditas dor).Voltei e passei numa loja e vi uma estátua egípcia podre de linda mas me inconformei quando vi o preço (droga, não pode compra o que quero irrita pra cacete!).Bom, finalmente cheguei em casa e nessa hora já estava quase batendo a cabeça na parede de dor....então deitei. Putz, mas descansar que é bom nada né, porque aqui em casa ninguém parava de falar o tempo todo, e eu com aquela dor gritando nos meus ouvidos. E a droga do remédio não fazia efeito nunca....com muito custo dormi um pouco.Acordei já irritada e vem direto escrever aqui...e merda do teclado não ajuda tenho que voltar toda hora no texto e corrigir!Fora esse calor desgramado, vou te contar...e pior...meu e-mail não ta abrindo as mensagens desde sexta-feira.Além do mis devo ter irritado Mário semana passada pois não mandei texto porque p** do cérebro não processava nenhuma lenda urbana!


Escrevi um pouco do meu dia de segunda feira porque geralmente segunda é o dia que praticamente me irrito mais (mas os outros também hehe). SIM, é isso mesmo, tudo me irrita e eu vou para de escrever porque esse teclado já ta enchendo demais!


Beijos da irritadinha nata!(quem conhece, sabe! Hahaha).

Bianca Silva

segunda-feira, 2 de março de 2009

Tema da Semana: Isso me irrita.

Coisas irritantes que me irritam


Sou uma pessoa da paz, de bem com a vida, talvez um pouco mal humorada antes de uma fumegante caneca de café matinal. Mas tem coisas que acontecem no dia-a-dia que me irritam, umas mais outras nem tanto, resolvi listar aleatoriamente, conforme vou lembrando. Me irrita:
Falta de educação.
Perder a ponta do durex.
Carros com sons potentes e músicas pavorosas. Confirmando a regra de que quem escuta música alta escuta porcaria.
Correntes mandadas pela Internet.
Portas e gavetas de armário abertas.
Bip de telefone celular acabando a bateria.
Torneira mal fechada, pingando.
Vizinhos sem noção: ocupam a vaga do seu carro e quando você pede pra tirar, acham ruim e demoram uma era para aparecer. Colocam sacos de lixo no corredor para levar depois.
Filme dublado
Incompetência. A incompetência de um médico quase me ferrou uma vez.
Má vontade.
Gente falsa.
Gente inconveniente.
Gente que me subestima.
GeNTi ki IsKreVi AxIM
Gente super animada as 6h30.Mas animada tipo professor de lamba-aeróbica que tomou Prozac e vai transar na Disneylândia com uma coelhinha da Playboy, sabe como é?
Quando no trânsito, o sinal abre e ninguém arranca, ficam esperando o que?
A falta do uso do plural, por exemplo:
- Por favor, qual o preço dessas camiseta?
- Me veja seis pãozinho.
- Manda dois pastel de carne.
Mascar chicletes com a boca aberta.
Quem fica escolhendo o arroz na fila do buffet por quilo.
Gente que tem vínculos afetivos com o celular, que dorme com ele sob o travesseiro, não fica 5 minutos sem olhar pra ele, cola adesivos, pendura coisas.
Ficar com os pés molhados em dia de chuva.
Não terminar algo que comecei.

Hum é acho que é isso, me irrita às vezes não saber como concluir um texto.

Besos
Andréa Penteado

domingo, 1 de março de 2009

Insone sem alento


Acordou do nada. Olhou para o lado e lá estava ela. Pela tênue luz que a lua despejava através das frestas da persiana, percebeu que era realmente linda como da primeira vez que a viu. No criado mudo ainda repousava o copo plástico com água e alguns cubos de gelo esperando derreter por completo. Suspirou, sentiu um arrepio pelo frio sobre o dorso nu. Não era para tanto, ainda estavam no verão. Admirou o repouso daquela mulher que conhecera há poucos dias. Inconformava-se com aqueles lábios tão bem desenhados não se prestarem a assobiar. Aproximou a face e sentiu sua respiração frágil e tão suave que aparentava inexistir. Chegou a achar que estava morta, posto que a pulsação das omoplatas quase não se via. De bruços, sua pele morena-clara nos ombros adquiria um tom quase dourado. Ela mexeu-se e escondeu sem querer sua face: os cabelos cobriram metade do rosto, a outra metade cavou espaço no travesseiro. Ele quase a despertou para poder voltar a apreciá-la. Dedicou-se então a admirar a silhueta montanhosa e ondulada coberta pelo lençol. Logo amanheceria. Mas cadê sono quando se sabe que cada segundo é importante, quando o tempo daquela união estava se escasseando tão rápido quanto o gelo que aos poucos sumia no copo ao lado.
Ele sabia que era por pouco tempo, só não sabia quanto. Talvez um mês. Dois, se tivesse sorte. Já previa que iriam se ver com frequência cada vez maior. Que fariam uma ou duas viagens. E trocariam juras de amor, esquecendo toda a pieguice das frases feitas, dos olhares hipnotizados, das mãos que se acariciariam no escuro do cinema em busca de emoções maiores que o filme. Tudo intenso. Tudo fugaz. Pronto para acabar quando se conhecessem de verdade, e os defeitos individuais envenenassem os sonhos a dois.
Sentia-se um lobisomem de amores, alguém que deveria ser trancado quando o sol caísse para evitar causar mais lesões em corações desavisados. Incluindo o dele próprio. Beijou o alto daquela cabeça de cabelos castanhos, cheirosos de shampoo, e voltou a deitar, conformado com sua maldição. Pouca chance de cura havia para sua licantropia. Ele sabia ser vítima da maior de todas as lendas urbanas: a de que, na noite, nunca ninguém encontra amor verdadeiro.


Mario Lopes