
VAMPIROS! SAIAM DE RETRO!!!!!
Beijos e bom final de semana!
Isis de Barczack




Nos anos oitenta eu tinha uns parentes que moravam numa mansão antiga , localizada no bairro Cabral , em Curitiba . Eu gostava passar as férias escolares naquele lugar , pois o casarão sempre foi enfeitado com objetos interessantes e algo que sempre me chamou a atenção era um tapete de pele de onça , que ia da cabeça do animal até a sua cauda . Um certo dia eu estava brincando com esta peça , acariciando a pele da onça como se ela estivesse viva . Quando , de repente , meu padrinho Argeu disse :
- Encantada , com o tapete de onça , né ?!
- Eu comprei este objeto no interior do Rio Grande do Sul e esta pele tem uma lenda interessante :
- Quando uma onça é morta e vira tapete , dizem que ela volta a vida toda a sexta – feira de Lua cheia e anda pela casa da pessoa que comprou este objeto .
Assim contei esta história para o meu primo Rodrigo , que exclamou :
- Eu não acredito nesta lenda idiota !
Depois de falar isto , o garoto começou a chutar o tapete .
A noite chegou , olhei na folhinha e percebi que aquela seria uma sexta – feira de Lua cheia .
Quando eu estava dormindo , no meio da madrugada , senti uma criatura lambendo a minha mão . Então , abri os olhos , tive a sensação de que o tapete de onça estava olhando para mim e gritei :
- Socorro !
O meu primo , Mauro , que dormia no quarto ao lado abriu a porta e perguntou :
- O que houve ?
Deste jeito apontei para o tapete e expliquei :
- Esta onça estava me lambendo .
Desta maneira ele falou :
- Estas coisas não existem .
- Colocarei este objeto no quarto do Rodrigo .
Na manhã seguinte tomei café com Rodrigo e ele comentou :
- Tive um pesadelo com o tapete de onça .
- Sonhei que o bicho criou vida e me atacou . Acordei com a sensação de corpo mordido , mas notei que eu não tinha marca nenhuma .
A partir daquele dia passei a ter medo deste tipo de tapete .
Luciana do Rocio Mallon









Alguns dias depois eu estava limpando as janelas , esfregando o pano no vidro para o lado de fora , quando notei que um homem na veneziana do apartamento abaixo gritava :
- A poeira deste pano está caindo na minha careca !
Minutos depois ele apertou a campainha e exclamou para minha mãe :
- A menina está limpando a janela , do lado de fora , e toda a poeira está caindo no meu apartamento !
Assim minha mãe respondeu :
- Isto não acontecerá mais . Pois chamarei a atenção da garota .
Então ela pediu para que eu parasse de limpar o vidro .
Semana depois deste episódio peguei o elevador, com minha amiga , e dentro dele estava o vizinho , do apartamento de baixo , que comentou com uma senhora :
- Tem gente aqui que toca piano ...
- Mas toca muito mal !
- Toda a vez que certas pessoas tocam piano tenho que sair de dentro do meu apartamento !
Após o vizinho sair do elevador , comentei com a minha colega :
- Não existe a lenda do Abominável Homem das Neves ?!
- Pois , é ...
- Eu vivo uma lenda urbana , dentro deste prédio , chamada : O Abominável Homem de Baixo .
No verão de 1987 a dona de uma boutique da quadra ao lado resolveu fazer um desfile de modas , onde as moradoras do prédio em que eu morava iriam ser as manequins . O evento seria no térreo .
No meio do desfile o abominável jogou água no térreo , por meio dos tubos de ventilação , e o líquido caiu em uma das modelos de biquini , que no mesmo instante foi aplaudida . Pois o público pensou que aquele líquido era um tipo de efeito especial . A partir daquele instante o homem carrancudo jogou água em todas as manequins do evento e a festa foi um sucesso .

Inclusive o apresentador exclamou :
- Inspirado neste efeito especial com água ...
- Lançarei em meu clube um novo concurso de beleza intitulado : Garota Molhadinha !
Reza a lenda que a partir deste incidente em Brasília foi criado uma competição de modelos , que fez sucesso no final dos anos oitenta , chamada : Garota Molhadinha , onde cascatas caiam nas candidatas .
Em setembro do mesmo ano eu e minha irmã Gisele estávamos no elevador , quando o vizinho do apartamento de baixo entrou com várias sacolas cheias de doces . Assim ele deu um saco de guloseimas para a minha irmã e exclamou :
- Feliz dia de São Cosme e Damião !

Depois que este homem saiu , comentei com Gisele :
- Acho melhor você nem comer estes doces , pois esta pessoa não gosta da gente .
Algum tempo se passou e os vizinhos do andar de cima se mudaram . Porém mesmo aquele apartamento estando vazio , a minha família escutava o barulho de alguém arrastando um bujão de gás todas as noites . Comentei sobre o fato com os meus amigos e eles falaram que a culpa era do fantasma de uma mulher que morreu arrastando um botijão de gás no prédio . Eles falaram que a alma desta senhora invadia os apartamentos que ficavam vazios e por isto era possível escutar ruídos de alguém arrastando um bujão de gás .
Com relação ao vizinho de baixo , o ser implicante continuou reclamando do barulho que a gente fazia para uma espécie de síndico do local .
Em julho de 1988 minha família voltou para Curitiba . Porém ,em agosto do mesmo ano , quando o apartamento estava vazio o abominável voltou a reclamar dos supostos ruídos para o síndico que disse :
- Aquele pessoal já foi embora em julho .
- Com certeza você exagerava nas reclamações ...
- Tome cuidado com o fantasma da mulher do gás !
- Pois ela faz barulhos insuportáveis a noite , como o senhor já constatou .

Gente do céu quando fui começar a escrever esse post já comecei irritada porque a bosta do meu vizinhu tava no telhado!Isso mesmo... o cara reforma o telhado todo dia , incrível,e eu abro a p** da janela e tá o veio ali! Que droga, tenho que parar de escrever pra ir ao dentista.....já volto!
Bom, voltei, e mais uma vez me irritei no dentista...eu prontinha pra ir lá e ela me diz q tenho que volta porque tinha um caso pra fazer tarde e não ia dar tempo de fazer o meu!Nessa hora, minha dor de cabeça já estava começando a evoluir (a coisa que mais me irrita no mundo são essas minhas malditas dor).Voltei e passei numa loja e vi uma estátua egípcia podre de linda mas me inconformei quando vi o preço (droga, não pode compra o que quero irrita pra cacete!).Bom, finalmente cheguei em casa e nessa hora já estava quase batendo a cabeça na parede de dor....então deitei. Putz, mas descansar que é bom nada né, porque aqui em casa ninguém parava de falar o tempo todo, e eu com aquela dor gritando nos meus ouvidos. E a droga do remédio não fazia efeito nunca....com muito custo dormi um pouco.Acordei já irritada e vem direto escrever aqui...e merda do teclado não ajuda tenho que voltar toda hora no texto e corrigir!Fora esse calor desgramado, vou te contar...e pior...meu e-mail não ta abrindo as mensagens desde sexta-feira.Além do mis devo ter irritado Mário semana passada pois não mandei texto porque p** do cérebro não processava nenhuma lenda urbana!

Escrevi um pouco do meu dia de segunda feira porque geralmente segunda é o dia que praticamente me irrito mais (mas os outros também hehe). SIM, é isso mesmo, tudo me irrita e eu vou para de escrever porque esse teclado já ta enchendo demais!
Beijos da irritadinha nata!(quem conhece, sabe! Hahaha).
Bianca Silva



Acordou do nada. Olhou para o lado e lá estava ela. Pela tênue luz que a lua despejava através das frestas da persiana, percebeu que era realmente linda como da primeira vez que a viu. No criado mudo ainda repousava o copo plástico com água e alguns cubos de gelo esperando derreter por completo. Suspirou, sentiu um arrepio pelo frio sobre o dorso nu. Não era para tanto, ainda estavam no verão. Admirou o repouso daquela mulher que conhecera há poucos dias. Inconformava-se com aqueles lábios tão bem desenhados não se prestarem a assobiar. Aproximou a face e sentiu sua respiração frágil e tão suave que aparentava inexistir. Chegou a achar que estava morta, posto que a pulsação das omoplatas quase não se via. De bruços, sua pele morena-clara nos ombros adquiria um tom quase dourado. Ela mexeu-se e escondeu sem querer sua face: os cabelos cobriram metade do rosto, a outra metade cavou espaço no travesseiro. Ele quase a despertou para poder voltar a apreciá-la. Dedicou-se então a admirar a silhueta montanhosa e ondulada coberta pelo lençol. Logo amanheceria. Mas cadê sono quando se sabe que cada segundo é importante, quando o tempo daquela união estava se escasseando tão rápido quanto o gelo que aos poucos sumia no copo ao lado.
Ele sabia que era por pouco tempo, só não sabia quanto. Talvez um mês. Dois, se tivesse sorte. Já previa que iriam se ver com frequência cada vez maior. Que fariam uma ou duas viagens. E trocariam juras de amor, esquecendo toda a pieguice das frases feitas, dos olhares hipnotizados, das mãos que se acariciariam no escuro do cinema em busca de emoções maiores que o filme. Tudo intenso. Tudo fugaz. Pronto para acabar quando se conhecessem de verdade, e os defeitos individuais envenenassem os sonhos a dois.
Sentia-se um lobisomem de amores, alguém que deveria ser trancado quando o sol caísse para evitar causar mais lesões em corações desavisados. Incluindo o dele próprio. Beijou o alto daquela cabeça de cabelos castanhos, cheirosos de shampoo, e voltou a deitar, conformado com sua maldição. Pouca chance de cura havia para sua licantropia. Ele sabia ser vítima da maior de todas as lendas urbanas: a de que, na noite, nunca ninguém encontra amor verdadeiro.
Mario Lopes