domingo, 14 de março de 2010

Comer Ou Não Comer?


Já sei que religião política e futebol não se discutem, no entanto, me peguei a pensar na época do calendário que estamos vivendo, a Quaresma, e antes das criticas já aviso aqui que apesar de respeitar todas as religiões que até hoje conheci, ainda não tenho rótulos dessa ou daquela entidade religiosa, mesmo porque não sou adepta do Catolicismo, nem mesmo das Neo-Pentecostais dentre outras religiões, tampouco sou cética e pretendo atacar, pelo contrario, foi apenas um fato curioso percebido.
Esclarecimentos feitos vamos desenvolver...
Estamos na Quaresma, respeitada pelo Cristianismo, são 40 dias de penitencia, quarentena para purificação de corpo e alma através da oração. Corresponde ao tempo que Jesus Cristo esteve no deserto sofrendo tentações do demônio, e, antecedem a festa máxima do cristianismo que é a morte e ressurreição de Cristo celebrados na Sexta Feira da Paixão e Páscoa respectivamente.
A quaresma inicia na Quarta-Feira de cinzas após o carnaval e se estende até a Quinta-Feira do Senhor quando da inicio as celebrações da paixão e ressurreição.
Antigamente se usava respeitar todas as restrições impostas pela igreja nesse tempo de reserva e oração, hoje em dia a tradição perdeu-se m pouco e nem todas as pessoas ainda que católicas costumam respeitar ou penitenciar. Principais preceitos pregados durante a Quaresma:

Tempo de oração e reflexão
As igrejas católicas mantêm suas imagens cobertas por panos roxos
Fazer jejum
Não cortar unhas e cabelos
Não participar de festas
Não cortar unhas e cabelos
Não participar de festas
Não comer carne
Fazer sacrifícios
Abster-se dos pecados

Apesar de todos esses costumes, a Quaresma tem perdido seus simbolismo e seu real significado que é o encontro do homem com Deus e a busca de seu perdão. Isso porque na maioria dos casos (o meu inclusive) as pessoas não se lembram da Quaresma e quando lembram é logo da Páscoa e da festa com ovos e chocolates. Ainda existem aqueles que pregam o jejum e evitam comer isso ou aquilo.
E pensar que seja fazendo abstinência ou esperando pelo chocolate, as pessoas insistem em por pra fora da boca o que querem, falam sem pensar julgam sem se julgar, esquecendo que o importante mesmo é aquilo que sai da nossa boca e não o que entra nela.

Rezar o terço.






Fernanda Bugai

sábado, 13 de março de 2010

À morte, À Loucura e À Doença


Ela é um mistério
Mas não tenho pressa de desvendá-la
Assusta, amedronta
Parece que depois acalma
Pra alguns céu, pra outros inferno
Pra mim, onde tiver paz
É aquele lance de vida eterna?
Espero que não seja monótono
Uma passagem, uma ponte
Para o além
Quem sabe dizer?
Ninguém voltou pra esclarecer
À morte
A hora certa

Ouse fazer
O que ela quer dizer?
Pode não ser convencional
Mas que graça tem ser normal?
Uma pitada de emoção e aventura
E de repente tudo muda de figura
O preto e branco fica colorido
O silêncio se transforma em música
Quem está parado sai correndo
Ou fica ali, no mesmo lugar
Vale o que é diferente
Arrisque, invente
Torne mais intenso
Movimente, vá mais fundo
À Loucura
Um empurrãzinho

Dor de cabeça
Preocupação sem saída
Pergunta sem reposta
A dor, o cheiro, a dúvida
Pode afastar, mas pode aproximar
Buscar solução
Se torna a única opção
Se pergunte, porque?
Porque é assim que tem que ser
Vá atrás da corgem, da força
Ou se entregue, desacreditado
Quais as chances de vitória?
As mesmas, para os dois lados
Se está escrito quem vence, não sei
Mas enquanto respirar, tem que lutar
À doença
A cura

Paras todas elas juntas, A Vida.

Liliana Darolt

sexta-feira, 12 de março de 2010

Caiu Do Céu


Caiu do céu, literalmente. Distraída, divagando tranquila pela rua, sem compromisso algum, uma idéia arrebatadora bateu em alta velocidade na cabeça de Geórgia. Caiu, acertou, doeu.
Ela olhou para cima, tentando achar o engraçadinho que havia feito a traquinagem, mas ele foi mais rápido que ela. Todas as janelas dos prédios ao redor estavam, ou fechadas, ou totalmente desabitadas.
Geórgia foi obrigada a parar para se recuperar do baque. Sua cabeça doía e ela mal conseguia olhar para a idéia caída no chão, inteira, sem um arranhão. Os olhos ameaçavam embaçar, as pernas desfaleciam, a respiração ficou difícil, mas, a curiosidade falou mais alto. Com muito esforço, ela conseguiu chegar perto do objeto celeste, afinal ela tinha que saber quanto pesava aquela idéia que quase a matara.
Passado o susto, Geórgia até que se animou com o acidente. No outro dia, ligaria para a patroa explicando tudo TIM-tim por TIM-tim, pedindo desculpas por não poder ir trabalhar e servir couverts na reunião de trabalho do patrão, realizada todas as sextas-feiras. Que pena.
Ah, sem contar que teria assunto para tricotar por até uma semana. Infelizmente, passados esses 7 dias, ficaria chato contar a história pois outra notícia já a teria substituído. Que pena.
Pensando bem, até que Geórgia ficou feliz com o acidente, considerando-se super sortuda. Poxa, não é toda quinta que uma idéia cai do céu justo na sua cabeça. Bem na sua cabeça! Dentre bilhões de cabeças espalhadas pelo mundo, caiu justamente na sua, véspera de sexta-feira, dia de sair. Ela estava indignada com sua sorte. Olhava para o céu e agradecia ao que quer que fosse que tivesse lhe dado esse magnífico presente: uma folga de sexta e babadoscalientesprazodevalidade7dias.
Resolveu até parar numa lotérica no caminho para casa. Apostou no coelho. Amanhã é sexta-feira.
Ainda pensando no que ocorrera, Geórgia começou a refletir se esse acaso não tinha alguma ligação com os astros, o alinhamento dos planetas, a lua, um eclipse, algo assim... Então, passou na banquinha e comprou uma revistinha que lia de vez em quando no salão.
O horóscopo estava simplesmente impressionante. Parecia que alguém passara uma semana ao seu lado e escrevera o artigo somente para ela, dizendo frases como:
“Fase produtiva.Aproveite o tempo livre para cuidar de assuntos mal resolvidos. Fique atenta a pequenos acidentes do cotidiano e tome cuidado com os novos amores”.
Incrível. Tudo a ver. Provavelmente a mulher que escreveu o artigo é uma vidente e visualizou meu rosto em uma bola de cristal. Estupefata com as semelhanças, Geórgia refletia também sobre a junção de todas as frases, tentando mostrar algum esquema que a guiasse durante o restante do mês. Primeiro, concluiu que deveria estar sempre alerta na rua, para evitar que mais idéias caíssem sobre sua cabeça e fizessem algum estrago maior.
Pequenos acidentes do cotidiano, ok.
Segundo, assistir mais televisão, anotar todas as boas receitas (sem preguiça) e testá-las uma a uma. Impreterivelmente.
Fase produtiva, ok.
Terceiro, ir amanhã à “Black House” com as suas amigas, e no fim de semana, se sobrar dinheiro, experimentar todas as boas baladas que ainda não teve a oportunidade de conhecer, o que era vergonhoso. Porém, tentar não se envolver seriamente com os caras que ficasse. Levar para casa, dormir com ele, tudo bem, mas sem trocas de telefone, MSN e Orkut. E ai do cara se adicioná-la mesmo sem ela ter passado o endereço ou nome do seu perfil. Isso seria um caso sério de perseguição, de polícia. Melhor prevenir.
Aproveitar tempo livre para cuidar de assuntos mal resolvidos e cuidar com novos amores, ok,ok.
Com tudo planejado, Geórgia estava quase chegando em casa, quando lembrou que deixara a idéia do céu na rua, inteirinha e sem nenhum arranhão.
Como havia sido burra! Não sabia como andavam as chuvas de idéias, mas tinha certeza que uma assim tão grande e resistente não caía há algum tempo, aproximadamente uns 150 anos. Ouvira isso no rádio. Um locutor com uma belíssima voz grossa falando que não se faz mais arte como antigamente, na época dos grandes clássicos e coisas do gênero. Aí ele falou alguma coisa sobre arte e idéia, mas Geórgia não vai saber explicar direito.
Enfim, tendo consciência da idiotice que fez em deixar a idéia lá, de ter chego a pegá-la na mão, ter reparado que ainda estava intacta mesmo com a queda, ela voltou a passos largos e rápidos para o local do “acidente”.
Para sua surpresa, a idéia continuava ali, exatamente no mesmo lugar, estirada na calçada, intacta e perfeita. Os pedestres que passavam por ela pareciam nem notá-la, não fosse o fato de desviarem-na, ainda que indiferentes.
Geórgia estranhou a cena e até mesmo encontrar a idéia ainda ali. Na verdade, pensando bem, ela tinha voltado não pela idéia em si, mas sim para adquirir a “prova do crime”, caso alguém não acreditasse nela.
Será que a levava para a casa? Depois de uma semana, ela já não teria valor algum, a não ser que soubesse tirar algum proveito da idéia como idéia, propriamente dita. Mas, ela não ia saber fazer isso. Deixaria-a guardada na estante, ocupando espaço, e seria como todas as outras idéias que teve durante a vida (obviamente que essas não caíram do céu).
Não sabia o que fazer. E ainda tinha mais a preguiça, a falta de tempo, a falta de vontade. Será? Poderia ao menos tentar durante essa semana que ela seria realmente usada.
Isso! Levaria a idéia para a casa.
Geórgia, saindo de seus pensamentos e voltando à realidade, virou-se para pegar a idéia, no mesmo instante em que um homem, já nos seus 50 anos, trajando um suéter e calças de veludo, óculos e cabelos levemente desgrenhados, passou pela idéia e, sem hesitar, levou-a consigo. Contente e entusiasmado. Até parecia andar mais rápido, de tão ansioso.
E Geórgia ficou ali, paralisada, vendo sua idéia ir embora nos braços de outra pessoa que talvez a concretizasse.
Se ela ficou triste?
É claro que ficou, mas não é porque esse tal de objeto celeste caiu justo na sua cabeça que a idéia lhe pertence, certo?
É... certo.


Letícia Mueller

quinta-feira, 11 de março de 2010

Todos Os Dias, Todas As Horas.


Nesse 8 de março, comemoramos mais um Dia Internacional da Mulher. E como diria o grande filósofo alemão Friedrich Nietzsche, “na vingança e no amor a mulher é mais bárbara que o homem”.

Lutamos, reivindicamos e conquistamos o poder sobre nossas próprias vidas, para fazermos o que até então somente homens estavam “aptos” a fazer: manter a independência. Independência financeira, intelectual, moral, social, psicológica. Mas uma coisa precisa ser lembrada e valorizada. A mulher não precisa mais, hoje, ser “feminista” e sim feminina. Não precisa se masculinizar para ser respeitada. É da fragilidade e sensibilidade que tira a força que precisa.

A mulher é mãe, amiga, companheira, dona de casa, profissional... Não deve encarar tudo isso nem como fardo, nem como glória, afinal fomos programadas para isso. Ousaria dizer que a mulher é a importante peça que conecta o homem ao seu presente, seu futuro e seu passado e que a verdadeira vocação da mulher é inspirar os homens ao cuidado, ao carinho.

Não meçam força, não enfrentem, a força da mulher deve ser delicada e única. Um provérbio judaico bem diz: "Cuida-te quando fazes chorar, uma mulher, pois Deus conta as suas lágrimas... A mulher foi feita da costela do homem e não dos pés para ser pisada, nem da cabeça para ser superior... E sim do lado para ser igual, debaixo do braço para ser protegida e do lado do coração para ser amada!”.

Sabe muito bem o significado do amor, pois a mulher é vida e gera a vida. Tem que, portanto, ser forte sim, mas sem gritar; tudo ou quase tudo pode ser feito com uma voz doce e suave. Não deve exigir; com seu jeitinho todo especial, consegue o que quer. Não precisa ter medo de perder; recuar faz parte da estratégia para avançar com mais força.

Por isso, Viva a Mulher, não só no dia 8 de março, ou no Dia das Mães, ou no Dia das Avós. Viva e não esqueça de viver, porque mulher é mulher todos os dias, todas as horas.

"Existem três coisas que os homens podem fazer com as mulheres: amá-las, sofrer por elas, ou torná-las literatura." ( Stephen Stills )




Angelica Carvalho

quarta-feira, 10 de março de 2010

Lenda De Que Comunista Come Criancinha



Era maio de 1979 , eu tinha cinco anos de idade e estava voltando da escola de ônibus com o meu tio Miguel , quando vi uma senhora falando para o seu filho :

- Cuidado com comunista . - Porque comunista come criancinha !

Ao escutar estas palavras me assustei . Então perguntei para o meu tio :

- Comunista e o homem do saco são as mesmas coisas ?

Assim meu tio respondeu :

- São , sim . - A diferença é que os sacos dos comunistas são vermelhos e feitos da mais pura seda.Já , o saco do velho saco é pobre e feio . - Ah , e não se esqueça : - Comunistas vestem vermelho , dizem que todos somos iguais , fingem que gostam de distribuir presentes e a maioria é composta por idosos .

Após ouvir isto , logo pensei :

- Será que o Papai – Noel é comunista ?! - Afinal , ele é idoso , veste vermelho , tem saco e possui aquele discurso de que somos todos iguais ... - Bem , é melhor se precaver . A partir de hoje nunca mais sentarei em colo de Papai – Noel nenhum .

O tempo passou , chegou o ano de 1987 e a professora de História estava dando aula sobre Comunismo , quando abriu o livro numa página onde havia um idoso e exclamou :

- Este é Karl Marx , o pai do comunismo científico !

Então , assustada , logo comentei :

- Nossa ! - Este Karl Marx é a cara de um velho mendigo , que passava na minha rua e todos diziam que era o homem do saco que comia criancinhas . - Será que é por causa dele que existe aquela lenda que diz que comunista come criancinha ?

Desta forma a mestra explicou :

- Não é , não . - Na verdade , os comunistas nunca comeram crianças . - Esta lenda surgiu na época do assassinato do Tzar Nicolau . Naquele período a Rússia era o país mais pobre do mundo . Por isto os boateiros falam que , naquele tempo , a crise estava tão braba que os russos , logo que o sistema comunista conseguiu o poder , estavam comendo carne humana de crianças mortas que morriam de fome pelas ruas .

Após esta aula , fui para casa , liguei o rádio e o locutor disse :

- Na minha época diziam que comunista comia criancinha . - Mas só agora descobri que o Michael Jackson é comunista !

Depois que ouvi este comentário caí na gargalhada , pois em 1987 começaram a aparecer os escândalos envolvendo este cantor .





Luciana do Rocio Mallon

terça-feira, 9 de março de 2010

Heroínas Do Novo Século


Eva, Cleópatra, Rainha de Sabá, Rainha Elisabeth, Joana D’arc e tantas outras que marcaram a história. Hoje, somos nós. As mulheres do século XXI, que fazem a história da mulher moderna e a mulher do futuro.
Mas como toda mulher, temos nossos medos, sonhos e desejos. E estas mulheres do passado, o que pensavam, como sentiam? Se formos pensar, hoje temos muito mais liberdade, muito mais direitos. Mas quais são nossos problemas, os problemas da mulher moderna?
Hoje, a mulher moderna reclama só por ser mulher. Tem mania de dizer que sofre todo mês com dores que o homem nem sonha como seria. Sofremos e sofremos por longos dias, com dores e confusões hormonais de nossos organismos. Mas no fundo, sabemos e sentimos que toda a dor nada mais é que o processo natural e divino que temos de gerar dentro de nós e dar vida a um novo ser humano no mundo.
Outras vezes sentimos e reclamamos pelo "macho" sentir prazer muito mais facilmente que nós. Mas sabemos que por mais difícil que seja chegar ao tal prazer tão facilmente como os homens, quando acontece é mágico e podemos sentir a mesma coisa em poucos instantes, sem ter que espera para isso.
Também não gostamos do jeito do homem ser e ficamos com raiva ,julgando-os todos iguais, ou seja, não podem ver um rabo de saia. Mas somos espertas suficientemente para saber que hoje temos direitos iguais e podemos tranquilamente apreciar um bíceps e uma coxa passando na rua ou aproveitar com vários, se assim quisermos. Os homens machistas podem até pensar que somo qualquer uma tomando tal atitude, mas os homens espertos e inteligentes vão aproveitar a mulher mais ousada e com atitude dos novos tempos.
Criamos alguns dilemas desnecessários em torno da mulher hoje, mas se olharmos pra trás, veremos o quanto nossas antepassadas sofreram tantos outros dilemas e ainda enfrentaram seus dilemas internos, sem absorvente, sem pílulas, sem anestesia para parir, sem casamento por amor.
Vamos deixar de pensar que a mulher de hoje tem problemas e sim enfrentarmos e aproveitarmos o ser que hoje conseguimos ser. Não temos que preocupar excessivamente com aparência, com a pele, com gorduras que não vão nos transformar mais ou menos bonitas. Devemos sim sermos suficientemente capazes e autênticas, não importa quem somos ou como somos. A mulher de hoje é a mulher do futuro, a geração autêntica, original e autônoma.
Hoje e sempre nós somos as heroínas da nossa história!


Bianca Nascimento

segunda-feira, 8 de março de 2010

Semana de tema livre

Cabelo É Tudo


Lembro da minha adolescência, quando minhas amigas gastavam fortunas com xampus cheios de promessas nos rótulos, alisantes, encrespantes, na esperança de ficar com o cabelo dos sonhos; e eu, com um cabelo liso, brilhoso e comprido, até a cintura. E o melhor: sem gastar picas. Fazia de tudo com meu cabelo: pintava de preto azulado, vermelho beterraba (uma ocasião ele ficou laranja cenoura), passava henna, água oxigenada, pintava de vermelho de novo, fazia luzes... E sempre ficava o máximo.
Há quatro anos não fazia nada diferente no meu cabelo, até que este final de semana fiz um corte novo nele e pintei novamente.
Fiz umas luzes meio diferentes, aloiradas nas pontas, ficou maravilhoso, sem ficar vulgar. Deu um up, sabe como é? Depois de duas longas horas, saí me sentindo uma diva, como definiu a Micheli Carvalho, minha hair stylist.
Cabelo bonito emoldura o rosto, dá leveza, deixa a gente com uma imagem mais alegre e tem um papel importante no nosso look. E a cada dia que passa, os cortes de cabelo estão mais ousados e sofisticados.
Cortar o cabelo traz benefícios para os fios, porque as partes mais danificadas do seu cabelo sugam as proteínas do restante do fio. Ao retirá-las, com o corte, tu equilibras novamente o ciclo de alimentação do fio. Legal, não?
Seguem abaixo, algumas dicas simples para vocês cuidarem dos cabelos:
Para desembaraçar os cabelos, divida-o em mechas e vá desembaraçando mecha por mecha, do meio ao final, depois junto à raiz. Não desembarace o cabelo no chuveiro, porque molhado, ele é mais frágil.
O xampu abre os poros do cabelo, portanto, cabelos lisos e oleosos também precisam de condicionador, que é o responsável por fechar os poros do fio. O importante é escolher o condicionador ideal para seu tipo de cabelo.
Para aumentar o volume do cabelo, use henna neutra, e para diminuir, prenda o cabelo ainda úmido com uma toca caseira, feita de meia de nylon; ou então, use óleo de silicone, nas pontas.
Escovas arredondadas dão forma aos cabelos, as de diâmetro maior, alisam e as mais estreitas, dão volume. Escovas com cerdas mais unidas devem ser utilizadas em cabelos lisos, e escovas com cerdas separadas, para cabelos crespos. Escolha a escova certa para seu cabelo!
Faça escova com os cabelos úmidos e não secos.
Corte as pontas dos cabelos uma vez por mês. Se você quiser deixar o cabelo crescer, corte-o de três em três meses.
Gurias, vou dar a senha para vocês: para o outono-inverno, a tendência são as cores beges e douradas nos cabelos. A raiz pode aparecer, mas raiz mal retocada dá uma aparência de desleixo no visu; então, cuidado para não perder a suavidade do look.
Consulte seu cabeleireiro ou hair stylist (agora está na moda este nome) e veja qual a cor que combina melhor com seu tom de pele. Tons de pele mais amarelados, podem usar cores mais frias e foscas, as chamadas acromáticas; tons de pele mais branca e rosada, podem usar qualquer cor.
Outra dica legal são as mechas flashes, tom sobre tom; intercalando loiro claríssimo, castanho médio ou claro e um tom mais escuro na raiz.
Então, amiga, corre lá! Aproveita que hoje é o nosso dia e vai dar um up no look, uma iluminada no visu e já entra aquecida na estação nova com energia renovada!
Feliz Dia Internacional da Mulher!


Karime Abrão

domingo, 7 de março de 2010

Como Ser A Pessoa Mais Chata Do Mundo


Rafael aparentemente era um cara legal, gente bacana. Ah mas isso era só aparência, ninguém sabia que por trás daquele cara extrovertido existia um chato de galochas.
Isso porque Rafael nunca aceitou ser quem era nunca conviveu bem com as decisões que ele mesmo tomou, nunca aceitou as pessoas a sua volta, sempre quis mudar o mundo.
Os amiguinhos de colégio, nenhum era bom para ele. Passou por todas as igrejas da cidade, mas não gostou de nenhuma. Morava numa cidade pequena, deixou os pais e foi para uma maior. Tinha um bom emprego, queria um melhor. Fazia a faculdade que sempre quis, deixou de lado porque não era aquilo que queria. Os amores, nunca lhe eram suficientes.
Para Rafael o problema sempre estava com os outros, um tinha tal defeito, aquele tinha aquele outro. Deixava dos amores para se converter à igreja, deixava da igreja para se converter aos amores. Especulou a concorrência, perdeu o emprego, reclamou da faculdade perdeu a bolsa, quis voltar para a cidade natal, mas não foi bem-vindo, e o defeito continuou sendo alheio.
Na verdade Rafael nunca quis parar para pensar que na verdade, ele não estava bem com ele mesmo, não sabia o que queria da vida, não tinha escolhas bem definidas, e as que aparentemente eram bem definidas com o tempo para ele apresentavam defeitos.
E nessas idas e vindas passou a vida de Rafael, de repente 50 anos! 50 anos e 30 empregos, 50 anos e 8 faculdades, 50 anos e muitos “amores”, 50 anos e 50 religiões, tudo mal acabado, tudo mal resolvido.
E agora Rafael? Ninguém gostava dele, era a inconsistência em pessoa, era a complexidade na forma humana, chegou aos 50 sem amigos, sem família, sem irmãos, sem emprego, sem faculdade, sem religião. Chegou aos 50 anos da mesma maneira que saiu da cidadezinha quando tinha 18, com tudo e sem nada.
Pagou 2 anos de terapia, colocou defeito no terapeuta e o resultado final não seria diferente: Rafael, você teve 50 anos de experiência e por 50 anos você pode se transformar numa pessoa chata e mal resolvida. O tempo não pára Rafael, os anos passaram, as pessoas se foram e oportunidades cessaram.
Rafael cabisbaixo sai do consultório refletindo, só então percebeu que se ferrou a vida inteira, por ser uma pessoa chata, mal-resolvida que apenas via defeitos alheios e nunca se encarou verdadeiramente em frente ao espelho.



Fernanda Bugai

sábado, 6 de março de 2010

Cantadas Ensinadas Por Revistas Femininas



Meu nome é Luciana do Rocio , moro em Curitiba ,cidade onde o clima é frio e os homens são mais gelados ainda . Por isto , nunca tive um namoro sério . Na verdade , sempre tive dificuldade para lidar com os homens e , principalmente , para se aproximar deles . Por isto , sempre recorri aos conselhos dos manuais de paqueras das revistas femininas . Mas , o problema é que na prática , estes conselhos são decepcionantes , pois , para mim , nunca deram certo e ainda por cima me fizeram pagar muitos micos . Citarei alguns exemplos abaixo :



Numa revista estava escrito , que para iniciar uma conversa com um homem , o melhor método é perguntar as horas . Então um belo dia , me aproximei de um homem , que estava no ponto de ônibus e perguntei :

- Por favor , você tem horas ?

Assim , ele fez uma cara de bravo e falou :

- Você está me achando com cara de relógio ? Deste jeito , eu fiquei quieta .



Numa outra revista estava escrito que , num restaurante , o melhor método para paquerar é ficar sentada com o seu grupo de amigas , ao lado do banheiro masculino e sempre demonstrar alegria . Então , numa lanchonete , eu e minhas amigas , sentamos próximas ao toalhete dos homens . Mas , como tenho problemas de visão e estava sem os óculos , eu sempre arrastava a mesa cada vez mais próxima ao banheiro masculino , para ver os homens passarem com mais nitidez . Só que exagerei sem querer , então , um rapaz que queria usar o toalhete , falou :

- Esta mesa está atrapalhando a passagem do banheiro . Além disto , vocês estão dando risadas demais .

Após isto , ficamos quietas .



Num outro manual de paquera , eu li que quando a mulher deseja puxar conversa com um homem desconhecido , ela deve chama – lo por um nome qualquer e inventar que ele é parecido com um velho conhecido dela , que ela não vê a muito tempo . Por exemplo : a moça vê um homem bonito num shopping . Então , ela pode se aproximar falando :

- Boa – tarde , Henrique !

Assim , o rapaz poderá falar :

- Não sou Henrique .

Mas , a moça deverá insistir :

- Você é muito parecido com um Henrique que estudou no meu colégio ...

A revista falou que , desta maneira , a mulher poderá engatar uma conversa produtiva com um homem desconhecido . Porém , tentei experimentar este método de paquera na prática e foi um fiasco . Eu estava num shopping , vi um homem bonito e falei :

- Boa – tarde , Henrique !
Então , o homem respondeu deste jeito :

- Sua louca , vê se eu tenho cara de Henrique !

Deste jeito , saí de fininho .



Numa outra revista , estava escrito que a mulher ao paquerar no ônibus deve encarar o homem pelo qual está interessada . Porém , na minha época de colégio , eu sempre pegava o mesmo ônibus e tinha um menino que achava bonito . Então , um dia eu resolvi seguir o conselho da revista e passei a viagem inteira encarando o moço . Mas , após ao descer no mesmo ponto , o rapaz veio conversar comigo , deste jeito :

- Por que você estava me encarando ?

Assim , eu respondi :

- Eu não estava encarando a sua pessoa , deve ser impressão sua .

Porém , o rapaz perguntou :

- Por acaso eu estou com a roupa suja ? - Por acaso tem doce na minha cara ?

Então , sem graça , eu falei :

- Desculpa .



Num outro manual de paquera , estava escrito : - Muitas vezes é a mulher que precisa tomar a iniciativa ... Então , uma vez , eu estava na rua e de repente um menino deu um panfleto para mim . Ao olhar para este rapaz , achei ele muito interessante . Deste jeito , eu passei várias vezes na mesma rua , para pegar o seu panfleto e principalmente para ver se ele puxava conversa comigo . Passei cinco vezes , no mesmo local , mas na sexta vez , ele me disse :

- Você não está passando demais nesta rua não ? - Você não acha que está pegando muitos panfletos meus ? - Acho melhor você não pegar mais os meus papéis , pois , as outras pessoas também precisam ler as minhas propagandas .

Aqui , precisei sair de fininho outra vez . Numa outra revista , estava escrito que os melhores ambientes para paquerar eram os “ cibers café “ e as livrarias . Então , seguindo o conselho desta revista , fui tentar alguma coisa nestes lugares . No “ ciber café “ resolvi me sentar numa fileira , onde ao meu lado , havia um rapaz numa sala de bate – papo – virtual . Como achei o moço interessante , tentei ver em que “ chat “ virtual ele se encontrava e que pseudônimo ele usava . Assim , descobri que ele estava no chat de amizades e que seu “ nick “ era Grilo Falante . Então , naquela fileira , liguei o computador do “ ciber café “ , acessei a Internet daquele local e entrei na conversa virtual , com o pseudônimo de Vidente , jogando esta conversa , na tela daquele moço : “ Vidente entra na sala virtual ... Vidente fala para Grilo Falante :

- Boa – tarde !

Grilo Falante responde para Vidente :

- Boa – tarde !

Vidente diz para Grilo Falante :

- Eu sei que você está num “ Ciber Café “ , vestindo uma calça jeans , uma camiseta vermelha e um tênis estilo Gonga .

Grilo Falante fala :

- Isto deve ser uma brincadeira .

Vidente continua :

- Você é moreno , tem cabelo comprido e usa uma mochila preta , que está no chão neste momento .

Grilo Falante diz :

- Aposto que você é algum homossexual psicopata .

Vidente responde : - Sou mulher .

Grilo Falante pergunta :

- Onde você está , neste Ciber Café ?

Vidente responde :

- Estou bem do seu lado .

“ Então , naquele momento eu vi na tela , a seguinte mensagem :

“ Grilo Falante sai da sala ... “

Após isto , o rapaz pegou sua mochila , foi até o caixa pagar pelo uso do micro e saiu correndo pela rua . Bem , após estas péssimas experiências , algumas dúvidas passam pela minha cabeça :

- Será que as cantadas de revistas femininas , realmente , não dão certo ?

- Será que eu sou feia demais ?

- Será que os curitibanos são frios muito além da conta ?

- E , com você leitor , já aconteceu algo semelhante ?







Luciana do Rocio Mallon

sexta-feira, 5 de março de 2010

Borin Chine

Trabalhando em seu imenso laboratório, repleto de entulhos, objetos estranhos, livros milenares carcomidos por traças e milhares de papéis rabiscados com esquemas incompreensíveis, Túlio praticamente se camuflava em meio a tanta bugiganga. Ele próprio parecia pertencer àquela miscelânea de coisas bizarras, algumas gigantescas a ponto de tocarem o teto, e outras, tão minúsculas quanto uma caixinha de fósforo.
Ele estava há horas debruçado sobre sua longa mesa, franzindo os olhos pequenos, mesmo usando lentes grossíssimas para corrigir sua presbiopia, e quase regendo um concerto com as peças. Seus movimentos alternavam em momentos de euforia e calma, mas sempre eram precisos e previamente calculados. O cabelo branco amarelado, comprido e encardido, pendia sobre seus olhos de minuto a minuto, e grudava na testa, misturando-se com o suor.
Túlio trabalhava no que considerava não apenas a sua mais genial invenção, mas a melhor e mais genuína invenção de todo o mundo e de todos os séculos. Trabalhava no que considerava fenomenal, de extrema utilidade e relevância para todos, desde o bebê recém nascido até o senhor de bengala. Amava aquele projeto como o filho que não teve e desejava seu sucesso acima de qualquer coisa. Não que tivesse alguma dúvida quanto à eficácia de sua própria criação e muito menos da reação do público diante de sua geringonça, mas como qualquer cientista que se preze, sabia que um pouco de ceticismo era sempre fundamental.
Enquanto suas mãos mexiam-se velozmente com placas de ferro, parafusos, botões e molas, a mente de Túlio imaginava como seria o mundo após a descoberta da máquina, quando a notícia já tivesse sido espalhada e as pessoas já estivessem usando-a diariamente. Imaginava os homens engravatados conversando sobre política, quando de repente alguém toca no assunto e a movimentação é geral:
- Não sei como conseguimos viver tantos anos sem isso. É a cura de todos os males!
Donas de casa e domésticas, em fila de mercado e padaria:
-Você viu esse negócio que saiu agora pra vender? Gente, depois que a minha patroa comprou um desses, ela não fala em outra coisa.
- A minha também. Até chegou a me falar que eu tinha que comprar um também, mas aí eu ri né. Falei que com meu salário eu nunca ia conseguir guardar dinheiro suficiente. Aí sabe o que ela me respondeu? “Deixa comigo então, vou providenciar um aumento”.
-É, então é sinal que a máquina funciona mesmo heim?
Crianças na escola, porteiros, dentistas, celebridades, policiais... todos, impreterivelmente, falariam da máquina como a um fenômeno. As autoridades mundiais e locais, vendo a repercussão da invenção, bem como os benefícios que estava trazendo para a população, cogitou a possibilidade de criar uma lei garantindo o direito de toda a família de ter um exemplar em sua casa, melhorando a qualidade de vida e saúde mental e física de todos. A lei foi imediatamente aprovada e apoiada pelos cidadãos, contentes com as mudanças políticas que estavam ocorrendo.
A máquina tornava a todas pessoas humanamente melhores.
O mundo estava mais feliz e vivia em paz, porém, não importa quão boa esteja a realidade, sempre há um grupo de pessoas dispostas a estragar a harmonia, alegando motivos que mais se auto afirmam do que justificam a causa. Pessoas assim provavelmente nasceram com apenas uma missão: sempre discordar e se mostrar eternamente insatisfeitos.
O grupo foi surgindo discretamente a partir de boatos. Alguém disse que alguém odiou a invenção, que disse que deu briga no vizinho porque um dia o pai da família se negou a ligar a máquina, etc... O grupo revolucionário estava formado.
Era impossível identificar um rebelde apenas pela aparência. Geralmente, eles se entregavam através do comportamento, da fala e dos trejeitos. Não faziam parte de nenhuma classe social, não usavam nenhum uniforme ou criaram um símbolo que os identificasse. Eram tiranos, altivos e verdadeiros carrascos por natureza, porém o perfil de cada um variava imensamente. Dentre a imensa gama de revolucionários espalhados pelo mundo todo, existiam os que torturavam os ouvidos alheios com asneiras e sons mortíferos, ou os que assassinavam o tempo do ouvinte por horas e horas, sem concluir absolutamente nada; os que não admitiam ver o sucesso de outros e faziam críticas, mais por proteção própria do que conhecimento de causa; os que se deliciavam em apenas provocar e fazer graça com qualquer um que julgasse dar uma boa piada, fosse ele amigo ou não, e centenas de outros perfis que além de irritantes e perturbadores, tentavam causar o caos e tirar o encanto daquela máquina encantadora.
Quais eram os argumentos desses malfeitores? Eles alegavam que o mau humor, a piada sem graça, a “enxeção” de saco, a petulância, a voz alta, a intromissão e a dor de cotovelo deveriam ser defendidos incessantemente, ou seja, defendiam a si mesmos como verdadeiros chatos em potencial, esquecendo que afetavam a todos a sua volta e ninguém era obrigado a aguentar sua chatice.
Egoístas, defendiam apenas a própria identidade e não eram capazes de aceitar seus defeitos, diferente dos ex chatos, que notando a melhora de sua vida e das pessoas ao redor, não se rebelaram contra a máquina e uniram-se ao grupo dos simpáticos e divertidos.
Mas nada podia mudar a cabeça dos rebeldes intransigentes e teimosos. Além de se negarem a usar a máquina diariamente, eles almejavam destruí-las e proibir sua fabricação no mundo todo. Uma guerra fora lançada.
Passou a ser comum ver alguma discussão séria acontecendo em uma rua, loja, mercado, ou qualquer outro lugar. Chatos e não chatos, que antes da invenção já não se aturavam, passaram a sentir ódio mortal uns pelos outros e até as coisas mais insignificantes se tornavam motivo de brigas.
Chefes rebeldes demitiram seus melhores funcionários, e melhores funcionários rebeldes foram demitidos por seus chefes simpáticos. Famílias brigavam e se separavam, amigos de infância discutiam entre si e rompiam amizades, vizinhos eram linchados e expulsos de suas próprias casas pela vizinhança...
O caos estava instalado e nenhum lado ousava se render, porém as máquinas continuavam seguras em casa, salvo uma grande quantidade que fora destruída durante as batalhas. A guerra tomou tal proporção que alguns nem mais sabiam porque brigavam, discutiam, esbofeteavam, chutavam, xingavam e odiavam.
Túlio assistia a tudo de seu laboratório. Não ousava sair à rua, um porque sabia que os rebeldes o agrediriam, e dois porque não tinha tempo para descansar. Mesmo com toda a confusão, pedidos do mundo todo não paravam de chegar, juntamente com máquinas e mais máquinas estraçalhadas necessitando de conserto.
O cientista não conseguia aceitar aquela guerra sem fundamento, originada por sua criação que de início fora tão benéfica e fizera tão bem a todos. Não seria um criador de monstros.
A sua máquina descambou para um caminho totalmente oposto à proposta. Ao invés de acabar com o mau humor e a chatice das pessoas, tornaram-nas todas semelhantes e ainda piores. Os não-chatos mal sabiam, mas não diferiam em mais nada dos seus inimigos.
Irritado com tanta hipocrisia, Túlio olhou para aquela imensidão de máquinas espalhadas pelo seu laboratório, e decidido, ligou para um caminhão de reciclagem. Nunca mais tocaria em uma coisa daquela, fosse para arrumá-la, construí-la ou usá-la.
Sabia que seria odiado pelo resto da vida por cada habitante do planeta, mas não estava mais nem aí para ninguém... para todos os chatos do mundo.



Letícia Mueller

quinta-feira, 4 de março de 2010

De Chatos E Loucos Todos Temos Um Pouco


Fumaça de cigarro é chata. Ex fumante também.
O filho dos outros é chato. O seu só está com sono.
A pessoa que não consegue se expressar é chata.
Entrevista com pergunta idiota é chata.
A política é chata. O eleitor, tacanha.
Aula é chato. Aula no sábado de manhã é que é.
Burocracia, fila, dente doendo enjoa.
O amigo invejoso é chato. E você se preocupando com isso, também.
A esposa sabe ser chata. O marido não sabe o quanto é.
Mau hálito é chato. Boca cheia de batom, idem.
O bêbado fica chato. O sóbrio é chato.
Sexo demais, um dia, fica chato. Mas fica, heim... bem capaz !!
Falar demais é chato. Não falar é câncer.
Tem música, livro e filme chatos. E tem os piores, aqueles sem nada pra dizer.
Zíper aberto, cravos e espinhas são chatos. Mas que saudade da adolescência.
Quem não entende a piada é um chato. Porque nos fez ficar com cara de idiotas, claro.
O cara chato é do contra, te entrega, te faz respirar fundo e perder a paciência. E você continua falando com ele, ainda que de vez em quando.
Remédio ou creme que você paga uma fortuna e depois descobre que não resolve é chato.
A dúvida é chata. Cuidado com a resposta.
Segunda-feira é chata. E o resto da semana?
Cutucão é chato, briga de trânsito é chata, falta de respeito é chata.
Tudo o que é demais é chato. O de menos, também.
Comentário impertinente é chato, opinião alheia é chata, mas se fechar pro mundo é chato.
Nós somos todos chatos porque sempre tem alguma coisa pra nos chatear. Mas isso, só se quisermos, e quando quisermos. E como diz Mário Quintana: “Há duas espécies de chatos: os chatos propriamente ditos e... os nossos amigos, que são nossos chatos prediletos”.
Bora todo mundo sifu junto, então !!!


Angelica Carvalho

quarta-feira, 3 de março de 2010

Ângela E Os Chatos


Ângela era uma jovem órfã pobre, que era obesa e tinha os cabelos enrolados. Ela morava com sua tia Janice, que era muito rígida com os serviços domésticos. Toda a vez que a sobrinha limpava algo, a tia não ficava satisfeita e mandava a garota repetir. A pobre achava tudo isto muito chato. Mesmo assim ela executava as ordens calada e não reclamava, apenas pensava consigo mesma:
- Tia Janice, sua chata, dane-se!
Ao completar dezoito anos Ângela arrumou o seu primeiro emprego numa loja de roupas onde suas outras colegas tinham mais de quarenta anos de idade. Já na primeira semana de serviço as demais funcionárias passaram a fazer perguntas pessoais para a nova contratada, que dava as informações de boa vontade. Ângela era uma empregada dedicada, esforçada e pontual. Mesmo assim quinze dias depois, de sua contratação, as colegas de Ângela passaram a perturbar a pobre. Pois sempre perto da moça, elas davam as seguintes indiretas:
- Tem gente que é solteira aqui e tem a vida boa. Pois quando chega em casa não tem marido chato para perturbar.
- Há pessoas que sempre vestem a mesma roupa para trabalhar.
- Existem garotas que não sabem que já inventaram a escova progressiva e remédios para emagrecer.
Ângela sempre sofria com as implicâncias das suas colegas de trabalho. Sem falar, que quando a jovem saía, as outras mulheres aproveitavam para falar mal dela ao dono da loja, com a intenção de que ele despedisse a garota. Uma vez Ângela chegou do almoço e pegou as outras funcionárias tendo esta atitude. A pobre achava toda esta situação muito chata. Porém ela agüentava tudo calada e dentro de si mesma ela dizia:
- Colegas de trabalho chatas, danem-se!
Um ano se passou e, finalmente, Ângela ganhou férias. Para aproveitar a sua folga ela alugou uma casa na praia, mas antes contou a novidade para todos os seus parentes. Assim a donzela chegou ao imóvel de veraneio. Porém quando ela estava colocando a casa em ordem a sua prima Charlote passou, no local, para fazer uma visita. Como ela ficou até tarde da noite, Ângela convidou a moça para pousar no local. Charlote não só aceitou o convite como afirmou que desejava permanecer naquela casa do litoral junto com Ângela que, por educação, aceitou a proposta. Porém, dia após dia, ela passou a conhecer o lado chato de sua prima. Pois a intrusa pegava seus biquínis, toalhas e cosméticos emprestados sem pedir licença. Além disto, Charlote saía todas as noites para as baladas, chegava de madrugada bêbada sempre acompanhada por um homem diferente e fazendo muito escândalo. Ângela achava tudo isto muito chato e por isto não via o momento das suas férias acabarem. A única frase que a donzela falava para ela mesma era:
- Prima Charlote, sua chata, dane-se!
Quando seu período de folga cessou, a jovem voltou para a cidade. Mas percebeu que algo estava estranho com o seu corpo, pois sentia muita coceira nos pêlos pubianos. Por isto ela resolveu consultar uma ginecologista. Esta médica constatou que a donzela estava com uma infestação causada por um inseto da família do piolho chamado Phtirus Púbis, mais conhecido na linguagem popular como Bicho-Chato, ou, Pediculose Pubiana. A doutora, também, afirmou que isto aconteceu porque ela dividiu toalhas e biquínis com sua prima. Então para curar este problema, a médica receitou um remédio e pomadas para Ângela, que achou esta situação muito chata. Assim toda a vez que ela usava os remédios receitados pela ginecologista, a moça pensava:
- Phtirus Púbis, seu chato, dane-se!
Alguns dias depois, quando Ângela saía para seu trabalho, um pássaro atacou a pobre, bicando seu corpo violentamente e no final da briga a ave caiu morta no chão. Mas, Ângela apenas desmaiou. Os vizinhos, que viram tudo, chamaram a ambulância e quando a donzela acordou no hospital, o médico afirmou que ela foi atacada por uma ave chamada bicho-chato-de-orelha-preta. Desta vez ela não agüentou e exclamou:
- Bicho-chato-de-orelha-preta, dane-se!
Até hoje Ângela convive com chatos de todas as espécies: tia rígida, colegas de trabalho, primas intrometidas, Phtirus Púbis e até com o bicho-chato-de-orelha-preta que fez um ninho numa árvore no pomar de sua residência.





Luciana do Rocio Mallon

terça-feira, 2 de março de 2010

Chatices Da Vida


Tantas coisas que temos que ouvir. Tem chatos que já começam desde a gestação das nossas mães. Ficam importunando-as e claro, isso reflete até em nós:
“É menino ou menina?Aposto que vai ser um machinho do pinto roxo”
“Ué, esse bebe não chuta quando eu ponho o ouvido na barriga”
“Não coma doces!Você devia comer coisas mais saudáveis se não tua criança vai nascer raquítica e desnutrida”
“Tua vagina nunca será mais como antes”
“Nossa, você vai ver quando ele nascer..tudo fica diferente, tanto na vida como nos seus seios”
“Ah, legal saber que está grávida. Nossa, eu não posso mais com isso!Criança é um inferno..digo pelos meus”
Tadinhas de nossas mamães! E nós, ouvíamos tudo isso e não sabíamos que era só o começo. Na infância , a mesma coisa: Chatices a se ouvir...de mães, tias, tios, vô, vó entre outros
“Essa menina(o) tá crescendo rápido demais”, como se nós tomássemos um remédio escondido para crescimento sem que nossos pais descubrissem
“Coma mais verdura menino. Quer morre desnutrido?”
Pré - adolescência
“ E aí menina, como está na escola?Olha os gavião, viu?To com minha espingarda lá em casa”, daquele tio solteirão que não tem nada pra fazer muito menos falar
“Ela virou mocinha ontem!”, sua vó falando pra família inteira da sua primeira menstruação
“E ai, o Chico já te visitou então?hehe”, aquele tio mais puto da família com aquela risada mais puta e sarcástica te dedurando perto dos outros

Adolescente
“E aí, já decidiu o que vai fazer da vida?”, daqueles colegas que já decidiram qual curso vão fazer no vestibular ou daqueles familiares bem sucedidos e que deram certo na sua família
“Olha lá de você se chegar tarde em casa, viu?E se cuida nessa festa. Se você morrer lá, eu te mato”, por aquela mãe que não deixa fazer quase porra nenhuma
“Que porra é essa?”, quando você mostra o teu projeto de ciências para o seu irmão

Entrando na fase adulta

"E aí, não vai trabalhar não?daqui a poco vai casar e aí?vai viver de quê?"

"E os namorados, como vão?", daquela sua tia pentelha que acha que você deve namorar a faculdade toda

"Cade os pretendentes então?" , dessa sua mesma tia

"E aí, quando sai o casório?", daquela amiga chata quando você mal começo a namorar

"E aí, quando vão vir os bebezinhos?", daquela mesma tia chata que não espera quase nem você ter sua lua de mel

"E ai, quando vai ter o segundo filho", depois de você ter acabado de parir o primeiro e assim por diante

"E o emprego lá, tá rendendo em?", quando você acaba apenas de ter trocado de carro, afinal , você trabalhou que nem um camelo pra isso

"Tá ficando rico em?", só porquevocê comprou uma TV que queria desde a época que foi lançada e esperou o preço abaixar

E assim continua,

no casamento

na aposentadoria

na velhice.

Segue a vida e os chatos existentes nela. Não sei como será daqui pra frente na minha , só sei que ainda terei que ouvir cada coisa!

"E aí, valeu a pena você não ter feito aquelas coisas que você queria?", você ouvindo aos 80 anos de idade, quando mal pode andar, daquele seu amigo que envelheceu junto e você reencontrou numa mesa de xadrez no parque, lhe jogando na cara tudo o que você não fez ou deixou de fazer.

Este tipo de chatice, faça de tudo pra não ter que ouvir lá na frente!





Bianca Nascimento

segunda-feira, 1 de março de 2010

Tema da semana: Chatos do mundo todo, fodam-se!

Urubulinos Do Mundo, Fodam-se!


Não tem coisa mais chata que uma pessoa chata do teu lado.
Aquela pessoa “erva daninha”, que põe defeito em tudo, que só vê o lado ruim das situações, que quando entra no ambiente, o clima pesa e para quem sempre tem alguma coisa de ruim acontecendo na vida.
Existem pessoas assim, por toda parte: no trabalho, no convívio familiar, no happy hour no boteco depois do trabalho, na turma de amigos. Aquele pinta meio vampiro, cujo convívio é um perigo para tua sanidade mental e física, porque ele te rouba toda a energia vital. Eu tive uma colega de trabalho assim... Ela me abraçava e eu quase desmaiava de tão fraca que ficava. Me sentia nauseada, meio tonta. Impressionante.
De pessoas assim, temos que manter distância. Se tivermos obrigatoriamente, que conviver com elas, pelo menos, temos que tentar evitá-las o máximo possível.
Pessoas urubulinas são normalmente invejosas e frustradas, cuja vida e existência não satisfazem suas necessidades e que não tomam nenhuma atitude para mudar esta situação, porque é mais fácil minar a vida alheia.
Ter critério na hora de escolher nossas companhias é importante. Temos que nos cercar de pessoas que agreguem valor à nossa vida, que dêem brilho aos nossos dias; e descartar o convívio com pessoas que impedem nosso crescimento pessoal e profissional, que não ficam felizes com nosso sucesso e nossas conquistas, por menores que sejam.
Eis aqui, algumas técnicas práticas para gerenciar o convívio com este tipo de criatura:
Técnica da Bruxa: faça uma simpatia para “amaciar” esta pessoa. Na primeira lua minguante do ano, pegue uma fotografia recente dessa pessoa, passe mel por toda foto, depois a dobre, de forma que a estampa e o mel fiquem para dentro. Amarre com uma fita branca, formando uma cruz. Jogue no telhado de sua casa e deixe lá. Essa pessoa se tornará um mel, de tão doce que irá ficar. Utilize sempre para o bem.
Técnica do espelho: faça com a pessoa chata a mesma coisa que ela faz contigo. Se ela é uma pessoa negativa, comece a minar tudo o que ela disser. Num dado momento, ela vai te perguntar: “o que é isso?”; aí tu explicas para o sujeito que tu só estás fazendo com ele exatamente o que ele faz com os outros.
Técnica da redoma de vidro: quando esta pessoa começar a falar coisas negativas ou reclamar de alguma coisa, imagine que tu estás envolvido por uma redoma de vidro e que nada do que ela disser ou fizer, vai te atingir. Parece meio idiota, mas com a prática, funciona.
Técnica da tranqüilidade: devolva os comentários maldosos e negativos, com perguntas em tom de voz tranqüilo, que façam com que a pessoa pense a respeito do que está falando. O melhor de tudo é fazer perguntas simples e objetivas, em tom de voz baixo, fazendo com que a criatura fique cada vez mais sem argumentos.
Técnica da Cordialidade: normalmente pessoas negativas assim refletem sua insegurança interior e falta de amor próprio. Devolva os comentários com frases positivas e cordiais.
Técnica da Intolerância: quando a seção carniça começar, fique de frente para a criatura, junte o dedo polegar com o dedo indicador de suas duas mãos, respire fundo, olhe nos olhos do urubu e ao expirar lentamente, diga: “ah, vai te fuder...!” Vire de costas e saia caminhando tranquilamente.




Karime Abrão