quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Formigas



Grão de areia sozinho não é nada. Palha em meio à plantação, também não. Não que não sejam, mas não é comum dar-lhes o valor devido quando parecem tão ínfimos ou pouco significantes ao nosso mundinho particular. Dá-lhes valor quem os conhece com o tato, quem sabe diferenciar pelo toque a mais pura simplicidade.

Lembro-me de que quando era criança que adorava brincar com formigas. Formiguinha passeando na calçada não é nada, pensava, e então ia lá, atazanar a pobre coitada. Ela seguia seu caminho e eu colocava um galhinho na trilha, para forçá-la a achar uma saída. Rapidamente, andava pra lá e pra cá até dar a volta e passava por cima se fosse preciso. Forte, obstinada. A cercava por minutos a fio, rindo com inocência infantil. Então eu a fazia subir pela minha mão e ela, seguindo a luz ou algo que eu não sabia o que era, continuava a caminhar, a extrapolar, a querer chegar sabe Deus onde.

Então, pra dificultar, eu cortava-lhe uma perninha, mas ainda assim ela continuava viva. Então, tirava-lhe outra e sem entender como, ela persistia. Fácil mesmo era cansar de tudo aquilo e então, pah! Com um pisão acabava com a história. E fácil seria se fosse assim com tudo na vida. Querer não ir à escola e dizer que “não vou”, querer não comer feijão e deixar no prato, querer se molhar na chuva e simplesmente ir e, pah! Pronto.

Mas quem disse que a formiguinha anda sozinha? Já pisei em formigueiro e senti a família inteira subindo por minhas pernas, picando a cada movimento e fazendo minha circulação se transformar em um pesadelo de angústia e dor. Quanto mais você se debate, mas arde e parece que elas nunca vão sair todas do seu corpo, sempre sobra uma e ela te machuca como fossem cem.

E por falar em cem, o que dizer da força que tem a bichinha, que carrega cem vezes o seu peso? Andando em grupos, porque trabalham em filas, podem erguer um castelo e abrigar milhares de seres iguaizinhos e tão fortes quanto. Podem se enfiar pelas frestas e tomar uma casa inteira ou abrigar-se em qualquer espaço quente onde possam procriar e dominar. Milhares, que sozinhas não representam nada, só que uma puxa a outra e dá a vez no seu caminho.

Poderiam ser mais uma pequena vida se ficassem lá no seu mundinho sem ninguém pra mexer com elas. Mas sempre tem alguém que vai querer desafiar sua força. E aí, de inocentes não tem mais nada. Mesmo parecendo tão frágeis, leves e ao menor estalo se despedaçarem, tem a sorte de voarem com o vento. Então, ninguém segura. Recomeçam tudo sozinhas e quando se vê estão com mais um exército formado pronto a defender-se de quem as queira cortar as perninhas. E lembrando, a formiguinha nunca está sozinha e por isso jamais será extirpada por completo, mesmo você sendo o maior sádico do planeta.

Depois de alguns pisões em formigueiros dos mais diversos tamanhos, aprendi duas coisas: a olhar por onde ando e a respeitar os limites. Elas lá e eu aqui, no mesmo mundo e em mundos diferentes. E, pensando bem, como tudo na vida tem uma causa e um efeito, acho que, por bem, elas mereceriam um destaque pelas lições que me ensinaram.

Se pudesse escolher-lhes um codinome, seriam, “mentirinhas”... (acho que da próxima vez quero nascer tamanduá).




Angelica Carvalho

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Existe cor de mentira?


Certa vez me disseram que mentirinha branca não tem problema de ser contada. Mentira agora tem cor?Branca, amarela, preta, vermelha, verde, caramelo, azul, não importa: mentira sempre será mentira!
Começamos a ser bombardeados pela mentira desde crianças. Mentiram para a gente quando disseram que o “velho do saco” iria nos raptar se virássemos a esquina da rua, que a bruxa iria pegar se fizéssemos “arte”, que o Papai Noel e o coelhinho da páscoa invadiam nossa casa quando durmíamos. Meu Deus!Quanto tempo levou para que eu custasse a acreditar que “velho do saco” não existia e que não era todo velhinho que carregava uma sacola na rua que seria um, quantas vezes sonhei com essa bruxa feia e tive medo dela, simplesmente para não fazer alguma “arte” que na verdade toda a criança faz e quantas noites em anos e anos varei acordada esperando a porra do coelhinho vir, em compensação, fugia de medo do papai Noel (quem era ele para invadir a minha casa sem dar as caras?).
Pois é, não importa mentira sempre será mentira e faz mal. E o maior pecado está em acharmos que a mentira tem cor, que a mentira branca nunca irá atingir ninguém. Não existe mentir pelo bem de ninguém: uma mentira contada para “o bem” de algo ou alguém é apenas um ponto de vista da pessoa, que não esta se colocando na situação ou na pele da outra. É que nem traição: se alguém um dia lhe disser que não contou que viu seu namorado beijando outra pelo seu bem, dê-lhe um soco na cara. Isso mesmo: tem gente que acredita que viver na mentira dói menos!
Mentir que está feliz, mentir que comeu e que gostou, mentir que está satisfeita, mentir que ama e é amado, mentir sobre qualquer coisa tem suas conseqüências, nem que seja para você mesmo: o veneno da mentira fica contido em si e o único que sai perdendo é você. Nunca minta: fale somente aquilo que sabe que é verdadeiro e sincero. Mentira não tem cor e nunca terá.É invisível e assim que deveria ser: mas cuidado, se tu acha que cor ela tem, pode ser que ela vire uma mentira preta, isso sim. E aí, meu caro, será muito pior!





Bianca Nascimento

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Tema da semana: Mentirinhas inocentes

Maria Pinocchia e as Mentirinhas Inocentes


Era uma vez, uma menina chamada Maria Priscílaba que era fã da história do Pinocchio, pois achava as mentiras que o boneco contava muito engraçadas. Aos cinco anos de idade, esta garota estava jogando futebol dentro de casa, quando de repente, a bola caiu na estante e quebrou um vaso valioso. Quando sua mãe, dona Laura, chegou do trabalho e viu aquele estrago, perguntou:
- Quem quebrou o meu vaso?
Maria respondeu:
- Foi Tobi, o nosso gato de estimação!
O problema foi que dona Laura acreditou nesta história e sua filha sentiu uma sensação de alívio depois de sua primeira mentira. Deste jeito a criança pensou:
- Foi apenas uma mentirinha inocente.
Aos seis anos de idade, Maria foi ao Jardim da Infância e ao passar pela cozinha, da escola, viu que havia um delicioso bombom em cima da mesa. A menina, não pensou duas vezes, entrou às escondidas no recinto, roubou o doce e foi para a sala-de-aula. No meio da aula a cozinheira abriu a porta e indagou:
- Quem comeu o bombom que estava na cozinha?
Maria respondeu:
- Foi o bicho-papão!
Alguns alunos ficaram assustados e exclamaram:
- Bicho-papão, socorro!
Desta maneira Maria sentiu aquele alívio que vinha depois de uma mentira e refletiu:
- Foi só uma mentirinha inocente.
No primário, esta garota inventou um jeito novo de colar nas provas: como sentava atrás com a turma do fundão, ela colocava um papel com dicas da matéria no seu estojo e olhava para as resposta quando a professora estava distraída. Todo o final de bimestre, a mestra perguntava:
- Qual é o seu segredo para tirar notas boas, Maria Priscílaba?
Desta maneira a estudante respondia:
- Meu segredo é estudar bastante!
Assim ela pensava:
- Tudo o que disse agora foram apenas mentirinhas inocentes.
O problema era que a cada mentirinha inocente que Maria dizia, não era o seu nariz que crescia e sim o seu orgulho.
No segundo grau, Maria ficou bonita e virou representante do grêmio estudantil. Por ser muito popular, esta jovem tinha muitos namorados e usava a sala do grêmio para dar “amassos” nos rapazes da escola e a cada dia da semana era a vez de um moço diferente.
O tempo passou e Maria Priscílaba entrou na política e permaneceu anos dentro dela através de seu ar falso de dama respeitável. Porém quando ela completou sessenta e cinco anos de idade colocaram um vídeo, na Internet, mostrando esta senhora colocando dinheiro dentro da calcinha. Então, naquele mesmo dia, ao sair de casa uma jornalista perguntou à Maria Priscílaba:
- Por que a senhora estava colocando dinheiro dentro na calcinha?
A entrevistada respondeu:
- Como ainda sou bonita e gostosa, também, trabalho num bordel de luxo. As câmeras secretas me filmaram num momento em que eu tinha acabado de fazer um “streap-tease” e por isto os clientes encheram a minha “calçola” de: reais, euros e dólares.
Assim a repórter comentou:
- Está na cara que esta história é mentira...
- O nome da senhora deveria ser Maria Pinochhia!
Após isto a política disse:
- Não sei se aqui existe uma mentira inocente ou uma inocente sem mentira.
A jornalista falou:
- Aqui tem uma mentira sem inocente, isto sim.



Luciana do Rocio Mallon

sábado, 11 de setembro de 2010

Energia pura



Raio de sol que ilumina
Macarrão no prato
Sanduíche bem recheado
Um abraço apertado
Escalar a montanha
Ouvir a música que gosta
Dançar sem vergonha
Beijar com amor
Tocar a grama
Sentir a natureza
Perceber o som dos pássaros
Furar a onda
Fechar os olhos e respirar
Boas risadas e amigos
Praia, areia, cheiro de protetor solar
Cantar com emoção
Sexta-feira fim do dia
A praça, a feira
Crianças que brincam
Bolachinha com amendoim
Vodka com energético
Torcida de futebol
A história de um menino albino
Liberdade




Liliana Darolt

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Deixa pra lá



O tempo passa e os números no relógio ao canto da tela aumentam junto com minha respiração.
Que vazio, que branco. Não consigo pensar em nada além de matérias jornalísticas, resenhas sobre história da arte e dinâmicas em sala.
Minha mente é uma agenda da faculdade, vivendo cega em tempestades e dilúvios arrebatadores. Não sobra espaço para outros pensamentos.
Livros! Tenho ainda dois livros para entregar na biblioteca. Com atraso. Multa de R$ 12,00. Ah se não existisse esse último feriado…
Que vazio de idéias! Não consigo pensar em nada e isso é a mais pura verdade.
De repente, penso em dormir e extrair algo de um sonho, mas logo me lembro que há meses meu sono é como água parada. Dormir seria apenas perda de tempo.
Alguma referência? Nem Fernando Sabino ou Veríssimo poderiam me ajudar. É tudo minha culpa. Não há nada que viva em minha mente e deva ser escrito. Pelo menos, não por enquanto.
Até porque a sensação que tenho é que minha criatividade vive oca. Funciona até certo ponto, mas no baque da primeira pressão, rompe-se como porcelana.
Nada. Meus dedos não conseguem se mexer. Meus olhos rodeiam o escritório buscando uma inspiração, como se objeto algum no mundo fosse uma história com letra maiúscula e ponto final por si só. Isso não existe.
Eu não existo. A única coisa que eu faço (fazia) direito esvaiu-se de mim como um perfume que, no primeiro instante do banho, ao sentir as gotas tocarem a pele, aproveita para fugir daquele que não o merecia.
Perfume não foge, criatividade sim.
Mas e agora, aonde achá-la?
Talvez seja um castigo por eu estar escrevendo durante o expediente. Um castigo inconsciente, um auto flagelo, uma maneira que minha consciência arranjou de me fazer parar de divagar enquanto estou no trabalho.
Não importa. Preciso escrever.
Ainda não tomei a injeção. Pior que não terei tempo antes das aulas começarem. E nem quando acabarem.
Terei de ir a farmácia durante o intervalo. Vou perder o intervalo. Que maravilha. Eu ia passar na biblioteca pegar algum livro que me avivasse a criatividade, mas não vai dar tempo. Tudo bem.
Não ia adiantar mesmo.
Uma hora. Esse é o limite para minha bomba relógio explodir.
Tenho sorte de estar sozinha por aqui. Todos foram para reunião, só eu fiquei. Talvez se houvesse um pouco de barulho, eu pensasse em algo…
Minha cabeça dói. Não gosto de perder tempo, preciso cumprir minhas metas, meus prazos, meus planos, meu sonhos…
Às vezes penso que tenho coisas demais. Preocupações demais. Compromissos, vontades, sonhos, desejos, pra que se necessita deles, se quando preciso de uma boa história, eles só me esfumaçam a visão?
Adoraria um aspirador de problemas para a mente. Sim, para a mente. Afinal, o problema só é chamado assim porque eu quero, e porque eu o considero como tal. De nada adiantaria eliminar os obstáculos na vida real. O verdadeiro efeito se daria se eu os tirasse de meus pensamentos. Afinal, o que é uma conta atrasada no mundo concreto, e o que o é na minha mente?
É uma conta. Números, papel, códigos. Fatos a serem resolvidos amanhã, quem sabe. Não importa.
Quase consigo ouvir os mecanismos da bomba dentro de mim. Menos de uma hora. Tenho que finalizar isso.
Tenho uma mania horrível de não acabar o que começo. Aliás, nunca tenho bem certeza se realmente comecei. Isso é complicado.
Eu deveria começar um texto, isso sim que eu deveria fazer.
Mas para isso, eu preciso começar a ter uma idéia. E aí?
Vou procurar em outros sítios, e o texto fica pra semana que vem.




Letícia Mueller

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Picardia



Li num blog por estes dias maravilhosos de feriadão uma frase inteligente e bem humorada: “Não leve a vida tão a sério. Você nunca sairá vivo dela”. Resolvi começar por mim mesma e mudei o contexto. Ao invés de reclamar que a folga tá acabando e nesta quinta volto ao trabalho, postei no meu facebook: “Quarta... faltam dois dias pra sexta”. Questão de visão.
E é assim. Ver o lado bom da vida é uma questão de mudança de hábito, visão mais trabalhosa pra muita gente e por isso pouco aplicada em muitos casos. O cidadão acorda reclamando por que já é dia e depois segue reclamando que gostaria de mais tempo pro café. Adiante, reclama do trânsito engarrafado, da obra na via pública e quando consegue estacionar o maldito carro reclama ter que andar duas quadras até a empresa. Lá chegando reclama da demora do elevador, depois do cafezinho que tá ruim, da pilha de trabalho sobre a mesa, da hora do almoço que não chega e até do filho que liga perguntando sobre a lição de matemática. “Porra, por que não perguntou quando eu tava em casa?”, esbraveja o adorável ser humano. E seguem as horas e os dias e até do fim de semana que chegou reclama, porque tá calor demais ou tá frio demais, ou porque só faltam dois dias pra começar tudo de novo.
Chega a ser patético narrando, mas você já se analisou durante o dia pra ver quantas vezes reclama? Sabia que pensando 30 minutos positivamente por dia, estará exposto ao pessimismo do inconsciente coletivo por 22 ou 23 horas? Experimente se policiar durante um único dia e anote suas ações. Perceberá tristemente que por mais que não tenha reclamado, pensou em reclamar. Ah, pensou. Que vontade que dá de colocar a culpa em qualquer coisa que não seja a sua própria escolha né?
Trabalhar com a própria dor ou limitações não é fácil, mas é sim, uma questão de escolha. Você pode, sim, escolher a forma como vai passar o resto da sua jornada neste planeta. Ao invés de achar que a vida é uma luta e que a mudança será dolorosa, que tudo é difícil por que não experimentar a visão Charles Chaplin da coisa. Pense que a vida é uma oportunidade esplendorosa de aprendizado, que com o tempo você pode, sim, desapegar do que não te serve mais e seguir em frente aprendendo pra mais tarde dividir estas experiências com mais alguém.
Desta forma o dia pode começar com um sorriso e uma bela espreguiçada, um muito obrigado por mais um dia de trabalho, seguido de um café na padaria da esquina, e a decisão de deixar o carro em casa e ir caminhando ou de bicicleta por aquela ciclovia que foi construída. O elevador pode ser uma oportunidade de encontrar aquele colega que não vê há um tempão que te convida pra tomar um chá. O trabalho flui melhor depois que você organiza as prioridades e a hora que o filhote ligar você vai ter tempo e prazer em ouvir a voz do pequeno.
Concordo que rir de tudo pode até ser desespero. Mas levar a vida com bom humor é saber lidar com as percepções e descobrir que uma boa parte do que vivemos nesta vida não pode ser tão importante, nem tão sério ou tão grave. Salve a picardia...


Angelica Carvalho

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Aparências Poéticas



A única criatura e o único ser,
Guiado pela paixão e pelo prazer,
Quem nem liga para o que é parecido...
É o anjo misterioso chamado cupido!

Uma mariposa escura,
De vida obscura,
Apaixonou-se pela gravata à borboleta...
Do garçom com perfume de violeta!

Uma cobra que rastejava pelo jardim,
Entre a margarida e o jasmim,
Apaixonou-se pela mangueira,
Que jorrava uma água faceira!

O colibri perdeu-se no quintal...
E de um jeito natural...
Apaixonou-se pela couve-flor...
Com ardor, primor e louvor!

O pavão com todo o seu colorido,
Foi flechado pelo sapeca cupido...
E com toda a sua nobre e chamativa beleza...
Apaixonou-se pelo leque da princesa!

A única criatura e o único ser,
Guiado pela paixão e pelo prazer,
Quem nem liga para o que é parecido...
É o anjo misterioso chamado cupido.








Luciana do Rocio Mallon

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Prazer feminino



Esta história de que mulher precisa de homem para ser feliz já está passada. Principalmente a felicidade diz respeito ao prazer sexual. Isso mesmo: apesar de ainda ser um tabu, o prazer feminino pode acontecer de diversas maneiras, ainda mais quando estimulado pela própria mulher.
Muitas vezes há um pensamento invisível em nós de que só o homem tivesse prazer e a mulher fosse um pecado ter, ou no míninmo, vergonhoso para se confessar. Nenhuma menina diz quando “pegou” no mal sentido um homem, quantas vezes já se masturbou e como faz para sentir prazer (coisa que homens fazem, contando uns aos outros). Tudo bem, mulher não fala, mas faz tudo isso. Então, já que fazemos e sentimos, pois temos o mesmo organismo, sentimentos, sentidos e sensibilidade do homem, por que não fazer isso da melhor maneira possível? Para isso, aqui vão três dicas quentes para a mulher que gosta de si mesma e de sentir prazer!

Chuveirinho: Sabe aquele chuveirinho que todo mundo tem em casa?Já sabe então o que fazer da próxima vez que tomar banho. Uma dica é tirar o chuveirinho e apertar a boca da mangueirinha pressionando com o dedo, para que o jato fique mais forte.

Vibrador: pode parecer passado, mais os vibradores ainda são uma das melhores formas para que a mulher atinja o clímax. O segredo está em qual comprar e em como usar. Hoje há vibradores de diferentes maneiras, com diferentes funções. Uma dica é usá-los no clitóris ao invés da vagina, pois a estimulação será muito maior.

Orgasmo clitoriano: A mulher não precisa apenas sentir orgasmo vaginal, geralmente ocasionado em relações sexuais. O orgasmo clitoriano é uma ótima pedida. A dica é saber estimular bem o clitóris, sem para (vale o uso do vibrador ou cruzar as pernas para ajudar).


E aproveitando a ocasião, ontem (06/09) foi o Dia do Sexo. Então, para de ler esse texto e vá logo experimentar estas dicas!

Fonte: masturbacao.feminina.vilabol.uol.com.br/




Bianca Nascimento

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Semana de Tema Livre

Aproveitar agora


Muitas pessoas no mundo dizem ter vindo para esta vida para vencer, que só os fortes vencem, que o mundo é dos espertos e coisas neste sentido. Depois de vencer obstáculos a meta é de conquistar, tudo aquilo que se pode, bem materiais, pessoas e sentimentos, conquistar tudo e todos. Depois de vencer e conquistar é necessário multiplicar, aqueles bens, aquelas pessoas, o status, o conhecimento, os sentimentos.
Em meio a tantas metas ambiciosas, esquecemos de manter, de aproveitar, de pensar que estamos por aqui de passagem, e seja um bom dia desconhecido, a brisa do vento em nosso rosto, a chuva mansa de madrugada, o mendigo na rua que nos dá oportunidade de ser generoso, seja o gesto mais singelo, a coincidência mais infeliz (aparentemente), devemos aproveitar, aproveitar cada instante, cada momento e cada oportunidade. Aproveitar esta vida terrena, apreciar o mínimo, o pequeno, respeitar aos outros humanos e animais, poderíamos também tentar ser bons, melhores que ontem, não em matéria mas em espírito.
Não sabemos quantas vezes voltaremos em cada lugar, quantas vezes mais veremos cada pessoas, a vida é cheia de imprevistos. Estar aqui agora pode não significar estar daqui a pouco, poderíamos disseminar amor ao invés de guerra, plantar o bem junto com as árvores, fazer da competição ato de união, tudo agora, porque às vezes pode ficar tarde, pode não dar tempo, pode ser que não consigamos ouvir aquele assunto importante daquela pessoa que convivemos todo dia e deixamos para depois, pode ser que não possamos contar para alguém como é importante em nossa vida, porque tudo passa, a vida passa, o tempo passa, e depois o que fica é a saudade.


Fernanda Bugai

domingo, 5 de setembro de 2010

Defeitos e virtudes


Bonitinho, mas ordinário
Rico, mas mercenário
Querido, mas grudento
Amigo, mas ciumento
Humorista, mas inconveniente
Ousado, mas inconseqüente
Charmoso, mas orgulhoso
Verdadeiro, mas rancoroso
Agradável, mas envergonhado
Popular, mas abandonado
Simpático, mas bajulador
Elegante, mas impostor
Parceiro, mas interesseiro
Compreensível, mas fofoqueiro
Atraente, mas bruto
Desenvolto, mas astuto
Contagiante, mas exagerado
Romântico, mas estereotipado
Observador, mas inseguro
Conquistador, mas imaturo
Carismático, mas tratante
Comunicativo, mas desgastante
Inteligente, mas perturbado
Cavalheiro, mas desastrado
Independente, mas vazio
Estiloso, mas vadio






Bruna Roveda de Almeida

sábado, 4 de setembro de 2010

Inevitáveis conclusões


O mundo queima, a violência bate na sua porta, cuidado!
Posso pensar diferente? Tenho direito? Obrigada.
Saber o que está falando e acreditar no que diz, é diferente. Preste atenção.
A velocidade impossível pode perder o movimento do dia pra noite. Perceba.
Um olhar, um sabor, um amor. Memórias, lembranças. Sorriso por dentro.
Um dia de sol, outro de chuva. São todos seus. Viva.
A vontade, o desejo. Mate-os, antes que eles consumam você.
Entre poder e sabedoria, escolha o que sabe usar. Pense bem.
Alegria e tranqüilidade em ser quem você é. Consciência limpa.
Olhe para todos os lados, sempre. Uma surpresa, um detalhe. Veja.
Capitalismo desenfreado, insanidade, exagero, falta de escrúpulos. Vergonha.
O que fez acontecer, como faz pra mudar? Tem saída? Dá tempo?
Se passar por mim, para, preciso entender. Descobrir o sentido. O motivo.
Corre solto, deixa rolar, também é bonito desse jeito. Natural.
Precisamos respirar e onde está o ar? Podemos dividir o último suspiro?
Desespero, sofrimento, cai na cabeça, tira debaixo dos pés. Urgente.
Cada um tem o seu, porque merece ou porque procura. Justiça.
O que fazer dos dias da vida, pra onde levar as expectativas? Futuro.
A dor, o amor, o calor. Apoio incondicional, esperança, paciência. Cura.
Tá difícil então cresce, é pra provar que dá pra se salvar. Pra já.
Perdão, sentimento nobre. Coração leve, mente pura. Liberdade.
Entre todos os contrastes, existe o tão buscado equilíbrio. Meta.
Na descoberta das respostas, na corrida pelo novo, pelo belo, no passar
do tempo, do vento, visionários pensamentos, curiosidade.
Está lá fora, abra a porta, aproveite esse presente.




Liliana Darolt

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

O que há de mais íntimo em público


Eu pegava o ônibus ainda um pouco vazio, quase no início da linha. Antes de entrar, eu sempre examinava os vidros e as portas. Quanto mais espaços em branco visíveis, maior era a chance de eu entrar. Aquele mar de gente que enchia os ônibus formava sempre uma massa escura fácil de ser identificada, e reprimida. Eu não entro em ônibus cheios.
Era cedo... Faltavam 2 minutos para as 6. Os trabalhadores ainda desligavam seus computadores, guardavam suas ferramentas e tiravam seus uniformes enquanto eu já estava dentro do tubo, imponente, a primeira da fila. Que fila?
Agora já começavam a chegar. Primeiro, uma moça de sandálias rasteira. A sola branca do pé manchava a pele cor de chocolate que desenhava a unha do dedão. Pele grossa, ressecada, dura. Nem precisaria de sandálias. Antes assumisse e andasse descalça que estaria mais protegida.
Chega um rapaz de terno e bolsa de couro. Alto, elegante, bem apessoado. Paga a passagem com o valor máximo. Uma nota de vinte novinha em folha.
Um homem de 50 anos, usando um boné com o número 13 e o nome de Dilma estampado em letras amarelas, trajando uma camisa puída e calças moletom, está do lado de fora, colocando as mãos no bolso em um ato de desespero. De tempos em tempos, junta todas as moedas na palma da mão, separando-as para um lado e para o outro em uma conta que só mesmo ele ou Deus para entender.
Mais cinco pessoas vão enchendo o tubo.
Entra uma menina jovem, de uns 25 anos. Bela, longos cabelos loiros, grandes olhos negros enfeitados com cílios curvos como de uma boneca. Usa salto alto, calça justa, blusa decotada que deixam a mostra os grandes seios siliconados. Vê-se pela bolsa que ela é uma universitária, que estuda em uma universidade particular, paga, cara. Ela parece deslocada naquele ambiente, como se o único motivo que estivesse andando de ônibus fosse por seu carro estar na revisão e todos os seus amigos e parentes não pudessem levá-la ao seu destino.
Entram mais pessoas. Chega o ônibus.
Vou direto para a porta 4, já me prevenindo contra os futuros e inevitáveis congestionamento de pessoas. Alguns companheiros de tubo parecem pensar como eu, e ficam perto da porta de desembarque, aonde alcança minha visão.
Uma jovem ao meu lado me chama a atenção. Encostada sobre um cano, ela parece não se mover com o balanço do veículo. Sua expressão, de tão estática, chega a assustar. Ela parece triste, braba, irritada, era difícil definir. Fácil era sentir uma vontade incontrolável de consolá-la, de dizer que ela logo logo estaria em casa.
Foi então, durante esse ímpeto de benevolência, que comecei a notar em seu perfil, a única parte de seu rosto visível de onde eu estava. Devia ter uns 20 anos, era morena, prendia os cabelos no alto da cabeça, e a franja, estava presa pra trás, formando um topete. Tinha olhos amendoados, grandes, e verdes, contrastando com sua pele levemente bronzeada. Os lábios eram carnudos, sensuais, e algo dizia que um lindo sorriso escondia-se por ali.
Era tão linda! Como eu queria ver seu rosto inteiro, de frente. Fiquei alguns minutos com o olhar preso nela, até que desisti. Nada no mundo a faria virar o rosto.
Um celular toca. É um daqueles toques antigos de música clássica, tipo Beethoven. Eu procuro pelo dono do celular, mas fui lenta demais. O telefone já havia parado de tocar.
O ônibus pára em uma estação e a sensação é a de que dezenas de pessoas foram desovadas ali dentro. Já são 18horas e 4 minutos, e o ônibus está cheio, lotado.
Mesmo próxima a porta 4, 3 pessoas disputam meu humilde lugar. Não se importam com a minha presença. Eu faço manobras pra evitar o máximo de contato corporal possível, mas parece tão difícil quanto plantar uma bananeira por ali. De repente, sinto o toque da mão de um homem tocar repentinamente em meu dedo, e como reflexo, tiro minha mão imediatamente. O senhor de 50 anos com o boné da Dilma, me olha constrangido e pede desculpas. Ele passa o resto do trajeto fazendo mil e uma macaquices, se concentrando para não encostar mais em mim. O senhor de camisa puída.
O telefone toca novamente, aquele com o toque do Beethoven. Me distraio por alguns segundos, e quando vejo, aquele homem elegante de terno e bolsa de couro está falando ao celular. Um celular velho, meio carcomido, feio. Quando noto que suas unhas combinam muito bem com o estado de celular, vejo que sua calça social está cheia de furinhos feito por traças e a bolsa de couro está toda desgastada. Enganou bem.
Aliás, a bela jovem loira universitária foi flagrada coçando os ouvidos, e logo em seguida, roendo as cutículas da unha. Talvez ela tenha esquecido o álcool gel dentro do porta-luvas do carro na revisão.
Mais uma parada. Estação Central. Como em uma maré, várias pessoas deixam e várias entram no ônibus. Foi no meio desse movimento que, discretamente, a bela menina misteriosa ao meu lado se dirigiu para a saída e eu tive uma das maiores decepções. A garota do perfil lindo tinha os lábios tortos, olhos caídos, e um queixo um tanto quanto avantajado. Resumindo: era feia, muito feia. Porém, poderia ser uma modelo de perfil.
Decepcionada, eu me viro para a janela, e não me movo enquanto não chego aonde tenho de descer.
Chego em casa pensando que deveriam proibir os passageiros de ficarem olhando um para os outros. É impossível, eu sei.
Nesse dia, fui dormir triste... envergonhada e triste.



Letícia

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Biografia


Fortemente inclinada à aventura, dona de si até demais, independente e até um pouco reacionária. Baixinha invocada, cheia de querer entender de tudo, acha que pode conquistar o mundo. Cheia de tatuagem, até piercing na língua já colocou, mas hoje se contenta apenas com três furos em cada orelha. Beijou cedo, perdeu a virgindade cedo, casou cedo, teve filhos cedo e acha que nunca é tarde pra recomeçar.
Se gaba do sorriso, dos olhos e do jeito infantil mas adora ouvir que sua boca é seu melhor pedaço. Se atira, não teme, cai, levanta, olha com vontade de morder e quando morde se refestela com o gosto molhado de suor. Pede quando precisa, grita quando quer, parece que nada vai parar essa menina, parece que nada lhe falta, que tudo ela pode, que tudo ela faz.
Mas nem de toda inconseqüência é feita a liberdade.
Nem toda aventura pode deitar ao seu lado.
Da independência lhe falta o abraço.
Reacionária que derrete com um sussurro, invocada só se o beijo não for de verdade.
De tudo um pouco, entender mesmo não entende, mas sabe amar só pelo tato, pelo trato, 0pelo jeito de olhar. Conquista devagar, vai se mostrando lentamente, pra poder confiar.
A roupa, o cabelo, a cor e o peso da maquiagem nos olhos só disfarçam. Se olhar fundo nos olhos encontrará a força, mas não sozinha. Colada está a paixão.
O beijo inocente tornou-se quente, impetuoso e desaforado. Antes quietinha, mansa, quase congelada. Em uma reviravolta, trocou o pudor por fervor, o lençol desarrumou, o vinho entorpeceu, o fôlego perdeu e queria sempre mais e mais e mais... Pode mostrar sua alma, sim, pode. Mas só depois, bem depois. Ensinaram a ela que o sorriso pode ser freqüente, mas na medida certa, se é que existe sentido para isso. Que os olhos são o caminho para a verdade então fixe os seus neles se quiser descobrir quais as pedras que encontrará no caminho.
Se for pra cair, levanta de novo, mulher, mas mais um passo em falso e desta vez está doendo. A menina começa a marejar os olhos e então pensa de novo em tudo o que precisa fazer. Levanta, mulher, e encara. As sementes precisam ser regadas e não serão suas lágrimas que conterão o líquido necessário ao crescimento das plantas.
Doce, mimada, manhosa, como resistir... Incisiva, determinada, segura, como entender? Não passa de uma afável valente.


Angelica Carvalho

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Você está magnificamente linda


Desconfie de todos aqueles que te elogiam demais. Daqueles que te exaltam demasiadamente. Daqueles que ressaltam diversas vezes que é “muito seu amigo”. Daquele que te perdoa facilmente até quando tu faz uma puta de uma cagada. Daquele que muito te admira quando até mesmo você sabe que não deu o seu máximo. Daquele que dá muitas gargalhadas até da piada sem graça que você faz. Daquele que diz que põe mão no fogo por você na frente dos outros. Daquele que acredita que você é perfeito. Daquele que diz amar tudo o que você faz. Desconfie daqueles que se intitulam seu amigo conhecendo você a menos de um mês. Desconfie da boca de onde saem muitos elogios. Somente de uma coisa não desconfie: do seu potencial, do seu valor, da sua capacidade, do seu arrependimento, da sua fé. Confie mais em si mesmo!

“É na prática do elogio que residem às maiores falsidades, pois normalmente ele vem sempre acompanhado de interesses obscuros." (Ivan Teorilang)


Bianca Nascimento