sábado, 5 de abril de 2008

Sexo para todos os gostos


O homem respira fundo e fica observando, por alguns segundos, a mulher que está a sua frente. Ela é um pouco mais jovem que ele, tem cabelos escuros, olhos claros, seios fartos, coxas volumosas e um ar de inocência que deixa aquele homem louco.
Sem pensar ele a coloca contra a parede e a beija com violência. Da mesma forma começa a arrancar seu vestido, rasga a calcinha e a joga na cama. Agora, ele a beija com cuidado e vagarosamente. O beijo passa por todos os contornos do corpo da mulher que retribui. Com muito carinho ele a penetra e o gozo não demora a chegar.
Depois de ler o conto em um blog qualquer, Maria – uma jovem de 30 anos que há seis meses não tem relações com ninguém - desliga o computador e vai para o quarto molhada de tanto tesão. Quando olha sua cama vê que está fazia. Maria deita, tenta dormir, mas não consegue. A cada virada que dá em sua cama vê a imagem de um homem a agarrando. Então Maria acaba voltando ao computador, a única forma de prazer que ela tem!

Josiany Vieira

sexta-feira, 4 de abril de 2008

10 bons motivos para transar virtualmente


Calma! Não estou fazendo uma apologia ao sexo virtual. Sou completamente a favor do contato carnal, da pegação, da relação saudável entre duas pessoas. Sexo é bom e todo mundo sabe disso. Então por que fugir dele? Bom, sejamos francas, temos fases e fases. Que mulher que nunca passou por aquela fase negra super depressiva, que se acha feia, gorda, sem graça, péssima companhia e que só usa as calcinhas furadas e velhas, já que elas são as mais confortáveis? Sabe aquelas fases que você quer mesmo ficar solteira porque você está tão chata que nem você mesma se agüenta, quem dirá outra pessoa? Nessas horas temos que agradecer a existência da Internet, afinal, hoje, se quisermos nos entocar em casa por uma semana ou um mês, podemos. Sim, uma espécie de homem das cavernas moderno, com conexão banda larga. Hoje é possível ir ao supermercado e pedir uma pizza com um click, então, por que não gozar com um click? Então, lá vai, 10 bons motivos para que você tenha uma maravilhosa noite (ou dia) de sexo e muito prazer.


1. Calcinha sexy? Renda? Super produção? Bobagem, menina. Fique com a sua boa e velha calcinha, seu pijama de bolinhas e suas grossas meias de lã. Se quiser, não precisa nem escovar os dentes. Vá para frente do computador, escolha um Chat, ou algo assim, um bom nick, (algo como: MORENA LOUCA PRA GOZAR) e mande bala. Pense que ninguém está te vendo, sendo assim, você pode inventar qualquer coisa para o seu parceiro virtual, inclusive que está totalmente nua, só com o lap top sobre as coxas.


2. Você pode ser quem quiser, sabe aquelas medidas das coelhinhas da playboy? “Tenho 1,75 de altura, peso 54 quilos, 90 cm de peito, morena, olhos verdes, a bunda da Juliana Paes e a boca da Angelina”. Pode ser homem, pode ser mulher, puta, bailarina, santa, virgem... O que sua imaginação mandar.


3. Nada de censuras ou pudores, afinal, você e sua calcinha furada estão sozinhas em casa, então, você pode se permitir qualquer coisa, inclusive aquelas tão sórdidas que você nunca teve coragem de contar para um parceiro (de carne e osso deitado na sua cama) com medo que ele saísse correndo.


4. Você pode dispensar o cara a hora que bem entender, de duas deliciosas maneiras: deixá-lo teclando sozinho ou falar aquele desaforo que nunca teria coragem de dizer para um homem ao vivo.


5. Você vai gozar como quiser e a hora que quiser, não terá a menor possibilidade de não atingir o prazer por causa de um pau mole ou de uma ejaculação precoce.


6. Você pode usar alguns dos tantos apetrechos virtuais existente hoje, como por exemplo, massageadores que podem ser acionados pelo parceiro que está do outro lado. A indústria do sexo (virtual) está mais criativa do que nunca. Você praticamente só precisa de uma porta USB.


7. Sexo seguro sim, minha cara. Nada de doenças ou ter que parar uma transa nos finalmentes por falta de camisinha.


8. Depois de gozar você pode dormir, comer chocolate, fumar, sair correndo pela casa, tomar um vinho, ligar para um amigo, entrar no orkut, fazer o que quiser sem ninguém te criticar e sem ter que se preocupar com o outro.


9. Qualquer envolvimento sentimental, nesses ambientes, é praticamente impossível. Por mais que o sexo seja bom, duvido que você se apaixone por alguém com o nick Pau de Mel (não é, Mazé?!).


10. 65% dos participantes de uma pesquisa (feita em 2000) realizada no Brasil, já fizeram alguma forma de sexo pela Internet, se você ainda não fez, está na mais do que na hora de provar.



Mônica Wojciechowski

quarta-feira, 2 de abril de 2008

Sexo com as máquinas

E o tema da semana aqui no blog é cybersex. Mas cybersex no entanto, não se restringe apenas à internet, e sim se amplia a todas as tecnologias que servem como extensão do ser humano (para ser bem mcluhaniana). Se pensarmos dessa forma, os "dildos" (ou vibradores) já são tecnologias analógicas de tecno-sexo pré ciberespaço.

Mas segurem a onda ai, porque sexo em chats de batepapo e webcams muito em breve será coisa do passado rs, a tendência dentro de pouco tempo será o sexo com as máquinas (Sex with Machineso é tb uma música do produtor alemão de electro Anthony Rother ) ou sexo com robôs , o que, de acordo com essa matéria poderá reduzir e até encerrar com a prostituição humana.





Quem não lembra do robô amante vivido por Jude Law em Inteligência Artificial? Ou da sexy andróide Rachel Rosen em Blade Runner - que causava o maior frisson no policial "supostamente" humano Deckard? Ao final Deckard é andróide mesmo, no entanto a questão de humanos que se apaixonam por andróides já estava presente no livro que deu origem ao filme (Do androids dream of electric sheep? Os andróides sonham com ovelhas elétricas) escrito por Philip K. Dick em 1968, vejam bem, 68, ano de contracultura, flowerpower e liberação sexual.

Então, essa é uma idéia que persegue o imaginário pop há um bom tempo, mas que somente nos últimos anos parece estar se convertendo em realidade (muito mais por uma questão de ordem técnica do que por falta de imaginação). Acredito na multiplicidade de vivências e na realização de desejos - sejam eles online ou offline - não creio em substituições do sexo carnal pelo virtual, ou dos humanos pelas máquinas, mas sim em uma convivência de fatores que poderão ser experienciados e agregados de múltiplas formas e jeitos.

E, pra fechar os exemplos de cybersex na cultura massiva,
a música do projeto belga Lords of Acid
(não achei vídeo dessa música no youtube
e tb não pude compartilhar o áudio
pq eu só tenho .wav e não consegui converter pra mp3
pra poder postar via ijiggle)

Cybersex - Lords of Acid
If you wanna talk my name is Kinky Thing
If you wanna flirt I'm your secret fling
I'm your cyberslut, gonna make you see
I can make you happy if you play with me
You can find my picture but when you start
I'll get you addicted, gonna steal your heart
I can be the girl in your wettest dream
I'm the ultimate cyber Kinky Thing

Chorus :
In cyberspace I'm your cyberbaby
I'm supersexy and supernasty
Let's misbehave where no one can see
In cyberspace it's just you and me

bjos
Lady A.

terça-feira, 1 de abril de 2008

Chatrooms

Edy, 23 anos, ainda com reminiscências físicas da adolescência. No auge de sua potencialidade e curiosidade sexual, resolve entrar num chatroom. Subgrupo? Lésbicas e afins.
Nickname? GATA MOLHADA
- Oi. Alguem afim de tc?
Imediatamente PAU DE MEL responde reservadamente:
- Olá. Podemos tc?
Edy, de tão excitado que estava leu “Pão de Mel” e respondeu:
- Sim.
PELADO CAM também dá oi.
TESUDA pergunta:
- Está mesmo molhada?
- Ainda mais agora que vc apareceu.
AMIGO DE LES: - Afim de fazer amizade?
PAU DE MEL: - Oi travou aqui. Ainda está aí?
- Sim, to.
TESUDA: - De qual Estado vc pinga?
- São Paulo. E vc?
PAU DE MEL: - Tc de onde linda?
Edy, finalmente se dá conta do nick da pessoa.
- Eu não sou afim de paus.
PAU DE MEL: - Vc é bi?
TESUDA: - Também. Posso saber sua idade?
- Maior de Idade...
- Eu tenho 25.
- Só gosta de mulher ou é bi?
- Hj só quero saber de mulher. E vc?
- Também. Aliás sempre.
- Como vc está vestida agora? Isso se vc está...
- To peladinha, pensando em como vc é? Vc se considera bonita?
- Eu sou um tesão. E vc?
- Só de me ver vc tem um orgasmo
.

Edy foi se empolgando tanto com a evolução da conversa reservada com TESUDA, que já nem lia as saudações de NEGÃOMALHADO, HUM, CALCINHA, FOGUINHOSARADO, CAVALO PAUZUDO ou mesmo SAFADINHA, MORENA SEXY, BIA e ANINHA CHUPADORA.
A conversa entre Edy (GATA MOLHADA) e TESUDA corria solta em altos níveis eróticos. Ou melhor, “baixos” mesmo, que Edy se sentia poderoso. Ele achava maravilhoso como aquela lésbica era tão direta e gostava de fazer as mesmas coisas que ele. Estava convencido que sexualmente não há diferença nas preferências entre garotos e garotas, pelo menos pra quem gosta de meninas. Era uma identificação mútua.

TESUDA:
- Minha molhadinha deliciosa, valeu pela rapidinha, mas preciso voltar ao trabalho.

- A gente podia se encontrar nessa mesma sala amanhã. Que tal?
- É...a gente se vê.

Edy, extasiado e feliz desliga o computador e vai pro banho bater uma.
Do outro lado, Ricardo, desliga o computador e resolve chamar os amigos pra tomar uma cerveja.
Toca o telefone na casa de Edy.

By Mazé Portugal
PS: Qualquer semelhança dos nicks ou teor inicial das conversas com a realidade não é mera coincidência.

segunda-feira, 31 de março de 2008

Cybersex desejo proibido ou reprimido?

eu adorei a bota rs tenho uma parecida heheee super sexy.
O Cybersex está na moda?
O que é?
Resumex: um mix de cyber + sex (básico, né)...
A palavra Cyber = Cibernética (do grego, "kybernetiké", piloto, no sentido utilizado por Platão para qualificar a ação da alma) foi cunhada por Norbert Wiener (1894-1964) em 1948... para designar a [ciência da comunicação] e do controle, seja nos [seres vivos], ou seja nas máquinas, isso me lembra minhas aulas do mestrado...
E Sex dispensa apresentações.. sexy, sexo...
Sexo virtual, sexo nos games, sexo nos vídeos, sexo é a palavra mais procurado no google...
Por que proibir ou reprimir?
Estamos no século XXI com milhões de informações, fotos, imagens, vídeos e pessoas online 24h como fugir das tentações... quem procura acha...
Cada um que faça amor ou sexo do jeito que quiser...
Cada um que faça suas negociações com as esposas, maridos, namorados... ou faça muito bem escondido para não ter dor de cabeça...
Achei bem interessante...
Internautas declararam no artigo Cybersex in Portuguese Chatrooms: A Study of Sexual Behaviors Related to Online Sex, publicado no Journal of Sex & Marital Therapy, de Alexandra Carvalheira e Francisco Allen Gomes
“ter mais prazer numa relação sexual online do que numa relação real”
gente tem gosto pra tudo... eu prefiro alguém de carne e osso para curtir com toda certeza!
Essas pessoas vivem no mundo online... fantasias 24h por dia... onde tudo é permitido... sem a famosa desculpa "estou com dor de cabeça, cansada", sem filhos batendo na porta ou dormindo na cama dos pais... sem sogra ouvindo atrás da porta... tolmente livres no seu mundo de prazer...
Estão certos, errados... quem pode julgar?
Outro depoimento “o sexo online é uma das atividades mais importantes nas suas vida neste momento”
são fases da vida... se eles estão felizes assim, porque julgar... ahh é errado, é pecado....
Cada um com seus fetiches!
E viva a liberdade de sonhar, viajar, gozar... viver a vida com fortes e cyber emoções.
Uma moda Cybersex... é sensual, com decotes, roupas justas (rainha do Matrix a super Trinity), tecidos com nanotecnologia, apetrechos tecnológicos, vibradores, roupinha transparentes (de preferência vermelha veja nas fotos a esposa e o no sr. Bigode), apetrechos diferentes... use a sua criatividade...

Alguns "modelitos" que encontrei na rede... que dispensam comentários.
Qual modelito Cybersex você prefere?
Participe dê a sua opinião.

1. O casal mega/ultra cybersex.
2. Com o pijama no chão.
3. Sr. Bigode no momento cybersex.
4. Trinity cybersex fatal.

clique na imagem para ampliar e se divertir ou se ficar excitado aproveite para "brincar"!

Bjks Aletéia

domingo, 30 de março de 2008

Os iguais se repelem

Nada como a arte mais impactante do mundo para gritar informações que às vezes nos negamos a aceitar. Os opostos podem não se atrair de forma magnética e absoluta, porém se seduzem de maneira involuntária e, aparentemente, inexplicável. Mas só aparentemente. Da tela do cinema transbordam exemplos que já estão impregnados no inconsciente coletivo (vide a enquete “Qual o casal mais inviável do cinema?” da comunidade Centro Europeu Cinema Digital: http://www.orkut.com/CommPollResults.aspx?cmm=29124951&pct=1180236722&pid=442073868).
Em King Kong, a delicada personagem de Naomi Watts apaixona o gigantão truculento, acerebrado e peludo mais querido da sétima arte; em Geração Proteus, uma máquina sólida e fria copula com a suave e humana Julie Christie, em Terminal, uma aeromoça cosmopolita fica encantada com um homem cujo universo se restringe a um aeroporto. Os exemplos continuariam indefinidamente: Titanic, A Primeira Noite De Um Homem, Perdas E Danos, Meninos Não Choram, Ghost... daria para fazer um blog só de casais com características opostas.
Na música não é diferente. Sem querer ir muito longe, de Eduardo E Mônica a Romance Ideal, a velha história do amor improvável que acaba dando certo (ou enlouquecendo os amantes) é um clichê inevitável, recorrente e perpétuo. É o Côncavo E Convexo do Roberto Carlos. Poderíamos passear também por outras artes para testemunhar novos exemplos desta bizarra mecânica do desejo, mas fiquemos com o cinema, onde tudo é (por motivos óbvios) mais flagrante.
Seja para abrir ou para fechar diálogos de potenciais casais cinematográficos, a dificuldade é sempre externada de alguma forma, pois é ela que garante o desenrolar interessante da trama e nos faz torcer. Em Orgulho E Preconceito, a heroína afirma categoricamente: “você seria o último homem do mundo com quem eu me casaria”, para logo em seguida sentir-se magnetizada pela boca de seu interlocutor. Em Saída De Mestre, a primeira frase dita pela arrombadora de cofres ao ex-parceiro de seu pai criminoso é “eu já não disse que nunca mais queria ver seu rosto?”, sendo que os dois (obviamente) acabam o filme juntinhos como se aquela frase quisesse dizer justamente o contrário. A regra é repelir para conciliar.
Para complicar ainda mais a situação, os casais iguais parecem sempre fadados a uma relação fracassada. No clássico Era Uma Vez No Oeste, a meretriz de Claudia Cardinale se vê na sina de solitária ao perceber que o bandidão de olhos azuis vivido por Henry Fonda é muito similar a ela, bem como os demais bandoleiros presentes no filme. E o casal mais famoso do cinema, Scarlett Ohara e Rhett Butler de E O Vento Levou, também não leva sorte por, segundo o próprio personagem de Clark Gable, serem iguais demais.
Mesmo que não haja incompatibilidade pelas próprias peculiaridades dos personagens, as forças opositoras acabam vindo de fora. Alguém acredita que Romeu seria tão apaixonado por Julieta, e vice-versa, se não houvesse a objeção feroz das famílias Montecchio e Capuleto? Notoriamente, a famosa incompatibilidade de gênios vem somada a forças adversas do ambiente: não bastasse Julie Andrews ser totalmente avessa ao estilo absurdamente rígido de Christopher Plummer em A Noviça Rebelde, ela ainda tem de enfrentar uma rival ardilosa, sua condição de celibatária e a ascensão do nazismo em solo austríaco. Quanto mais desfavorável o contexto, mais oportunas se tornam as circunstâncias para o enlace do casal. Mais os opostos se atraem. Até no inocente Encantada tudo tem de chegar ao limite do inviável: envenenamento, bruxaria e um dragão gigante, só para levar ao clímax uma circunstância que por si só teria tudo para dar errado. Ou alguém apostaria no enlace de um cético advogado de Nova York com uma princesa de conto de fadas?
A resposta para o mistério da oposição atrativa, que nem cupido parece entender muito bem, não está na sessão de romances das locadoras, mas sim na de documentários. Mais precisamente nos referentes a ciências (?!). Na coleção Cosmos do falecido astrônomo americano Carl Sagan pode ser lançada uma luz esclarecedora sobre o tema. Aparentemente, a explicação não tem nada a ver com glamour ou romance. Einstein afirmou que a menor distância entre dois pontos não é uma reta. E, para complicar ainda mais, sentenciou enigmaticamente que uma reta, no espaço, é uma curva. As duas colocações se complementam. O universo é como um balão inflado, cuja parte de matéria se encontra na fina superfície de borracha. Sendo assim, se você atirar uma flecha no infinito, que sempre avance em linha reta no universo, ela irá descrever uma parábola e acertar... suas costas. Em outras palavras, se você avançar no cosmos para procurar a coisa mais distante que existe nele encontrará a si mesmo. E existe algo mais opositor e complementar a você do que você mesmo? O que procuramos no outro é também nosso avesso, nossas costas.
É zen. É yin yang. Mal e bem, sorte e azar, amor e ódio andam juntos. É como seu tórax e suas costas. Ao contrário do que muitos pensam, as oposições não são facções distantes: céu lá no firmamento, inferno lá debaixo da terra. Estão lado-a-lado. São as famosas duas faces da mesma moeda. Não esqueçamos que a baixíssima temperatura o gelo queima. E que o cúmulo da alegria é chorar de tanto rir.
Os extremos nos são atraentes porque os limites são nossa condicionante genética. A superação é nosso instinto mais primitivo. Desde as bactérias que consistiram nas primeiras formas de vida, fomos evoluindo continuamente. Essa evolução tem por prerrogativa atravessar as adversidades. Só se cresce através delas, só aumenta o músculo que eleva os halteres. Somos seres incompatíveis à vida: não fossem nossos artifícios tecnológicos, seríamos os mais vulneráveis animais da natureza. Aqueles de pele fina, que sucumbem a uma infinidade de viroses, que adoecem por água não filtrada e alimentos não lavados. Contudo, somos atraídos pela natureza, porque somos parte dela. É um casamento com o meio que nos cerca. Somos avessos às agruras do ambiente mas mesmo assim dependentes dele. Os opostos em convívio perpétuo. Só nos complementa aquilo que nos faz crescer, aquilo que nos exerce alguma força de oposição. E o casal compatível não é aquele em que o homem e a mulher vestem moletons da mesma cor, praticam os mesmos esportes e um completa a frase do outro. Estes terão o tédio por karma. Passarão a eternidade procurando novas drogas de aluguel num vídeo coagido, como diria o Rappa, preferencialmente com um home theatre de som bem poderoso para não precisarem conversar, já que entenderão dos mesmos assuntos e até saberão o que o outro está pensando.
Incrível como a leitura disso tudo é tão clara na natureza e na arte. No amor selvagem dos animais, a mutilação e até a morte de um dos cônjuges durante a cópula seriam uma ameaça à perpetuação das espécies, não fosse a lei da atratividade dos opostos. Via de regra, o macho aceita e se submete à sanha e ao apetite da fêmea por uma ordem natural do universo: astros menores (machos) são atraídos pelos maiores (fêmeas). Para copular é preciso mostrar-se preparado, só assim se é escolhido. A troca parece justa: uma vida por outras várias que irão nascer. E ao parir, momento de ápice de qualquer fêmea, também é necessário estar preparada para agonia, choro, vísceras e o delírio de gerar um novo ser. A dor e o prazer caminham em perturbadora harmonia.
Luís Fernando Veríssimo afirmou que o contrário do amor não é o ódio, mas sim a indiferença. E é por isso que Scarlett Ohara só percebe que ama Rhett Butler quando ele, ao ser indagado sobre o que ela fará da vida sem tê-lo a seu lado, lhe diz “sinceramente, não dou a mínima”. Porque enquanto se odiavam era sinal de que ali havia a possibilidade do amor: a faísca próxima ao elemento de combustão. E também é por isso que Martin Luther King repetia: “o que me preocupa não é o grito dos maus, mas o silêncio dos bons”. Os opostos se atraem não porque se conflitam, mas porque se complementam. Já a indiferença é o nulo, o neutro. O nada. A eletricidade pode salvar um paciente em cirurgia ou matar uma criança por um curto circuito. Ela cura ou fere. O ponto neutro significa desativá-la. Há um lado ótimo em se perceber que ira e tolerância são quase irmãs: a esperança de paz para a humanidade, de um dia vermos judeus e palestinos, chineses e tibetanos, americanos e o resto do mundo abraçados e dividindo o mesmo planeta sem discórdia. A sabedoria dos samurais lhes permitia ver o oponente não como um indivíduo que devia ser extirpado, indigno de existir, mas como um agente necessário à sua própria evolução. Ao ponto de agradecerem seus desafetos.
Na condução deste raciocínio, pode se ter a impressão de que o bom casal é feito de rivais. Não se trata disso. Casais, bem como qualquer tipo de dupla (ou mesmo grupo), precisam se estimular mutuamente, necessitam alimentar centelhas de antagonismos que os façam evoluir, juntos e individualmente. Lennon e McCartney passaram a vida criando obras antológicas, mas também se degladiando. O time quase invencível de Bernardinho é formado por atletas no ápice da tensão, exaustão e competitividade, mas se denominam uma família. Só é imprescindível que o estímulo mútuo esteja acompanhado de respeito. E que a relação não seja de disputa ou cobrança: o que você precisa é de alguém inspirador. E só a diferença é inspiradora. Não existe nenhum grande pintor que tenha vivido apenas de auto-retratos.
Uma pesquisa americana mostrou que os casais que mais perduram no relacionamento são aqueles em que os dois brigam demais e aqueles em que ambos não brigam nada. Claro que não são sinônimo de casais felizes, mas, de certo modo, se atraem com suas diferenças ou se toleram em meio a elas. Os casais em que só um dos lados briga são aqueles em que há maior índice de divórcio. Óbvio: um dos dois lados é o neutro, é a indiferença. Ele apaga a relação. É o botão off.
O paradoxo dos opostos que se atraem (paradoxo, não contradição) fica evidente até mesmo nos filmes antigos. E isso não por causa das histórias e sim da técnica. O preto e branco é oposto e complementar. O preto, ausência de todas as cores, se casa perfeitamente com o branco, presença de todas as cores – ao contrário do que nossos olhos querem falsamente nos afirmar, pois acreditamos que a página em branco está esperando para ser preenchida, ledo engano. Luz e sombra, dia e noite. Opostos. Atraentes. A estética do código binário.
O problema é que toda vez que alguém ataca a teoria de que os opostos se atraem lança comparações estapafúrdias: logo imaginam um maestro casado com uma cantora sertaneja. Claro que daí se cai no ridículo. O correto seria imaginar o maestro casado com uma artista plástica: ele auditivo, ela visual; ele intérprete, ela autoral; ele erudito, ela sábia. São os opostos com um fio condutor. Evoluindo juntos, sem ser nos mesmos trilhos, porque senão seria egoísmo e não amor. Outro contra-argumento de baixo nível (de inteligência) é apontar para a garota meiga casada com o mau caráter que a espanca: ora, neste caso não é um problema de carência de similaridades, mas sim de ausência de coerência, de amor próprio, de dignidade, de auto-estima, de respeito, de tudo. É preciso que haja oposição sadia, oposição com convergência. Não fosse a necessidade do “algo em comum”, diríamos que Madre Thereza de Calcutá e Saddam Hussein formariam o par perfeito. É preciso uma mesma diretriz, um mesmo “corpo”, uma mesma moeda. E oposição não quer dizer radicalismo, não é oito ou 80, está mais para 15 ou 30, que tal? Caso contrário, faltará companheirismo, e não se sustenta uma relação feita totalmente de “você-lá-eu-cá”. É preciso estar junto, só não se deve “ser” junto. A oposição radical cai no absurdo daquela anedota do masoquista pedindo ao sádico: “me bate”, ao que o outro responde prazerosamente: “não”.
É importante notar que mesmo com a “ausência de tudo”, não há como negar que algo em comum a tal moça meiga encontrou em seu marido-algoz. E também aí se encontra um estímulo primitivo. A imagem clássica de nossos ancestrais das cavernas, quando em casal, não é a de um macho e uma fêmea de mãos dadas. Ele a arrasta para seu abrigo puxando-a pelos cabelos. O mesmo impulso que leva uma moça de fina estirpe dos dias de hoje a se imaginar nos braços do rude pedreiro que faz a reforma de seu jardim de inverno. A imensa maioria dos homens acredita que as mulheres caem em contradição ao desejarem um parceiro que seja, ao mesmo tempo, poeta e estivador do cais do porto. Não há nenhuma incoerência nisso, é que todos queremos também a oposição dentro de nossos próprio cônjuges. Somos ambiciosos e desejamos toda a palheta de cores, não nos contentamos apenas com o cinza ou o amarelo. Nós homens também queremos essa amplitude e dicotomia. Não foi Nelson Rodriguez quem afirmou que “todo homem quer uma mulher que seja uma dama na sociedade e uma puta na cama”?
Nós queremos a oposição porque equilíbrio não é apenas a imagem da balança estática, com os dois pesos em igualdade, é também a gangorra em seu sobe-desce, o pêndulo indo para lá e para cá, o desafio me tirando do ponto de conforto, da apatia.
A coisa mais em comum que dois cônjuges devem ter é a individualidade. E você sabe que ama verdadeiramente uma pessoa quando percebe que quer que ela seja exatamente como é, e não como você gostaria que ela fosse – simplesmente porque daí deixaria de ser a pessoa que você ama. O certo não é “eu te amo APESAR das nossas diferenças”, mas sim “eu te amo POR CAUSA das nossas diferenças”. Quem procura alguém que seja seu espelho, vai passar a vida correndo atrás do próprio rabo. Lançado flechas ao infinito. Um cupido de si mesmo, apunhalando-se pelas costas.
E só para fechar a questão: se os iguais se atraíssem mesmo, todos seríamos gays.
Se alguém pensa o oposto disso tudo, que se manifeste, porque o oposto me atrai.

Mario Lopes

Será que ele existe?

Desde o início da civilização, a fêmea busca incessantemente encontrar o parceiro ideal. Aquele que manda flores, diz que você está linda de cinco em cinco minutos, que topa discutir a relação a qualquer hora, liga todos os dias, deixa de ir na partida de futebol com os amigos para ir olhar vitrines no Shopping com você, se dá bem com a sogra, não arrota na sua frente, não fala palavrão, abre a porta do carro para você entrar, leva seu cachorrinho para passear, não entra com sapatos sujos em casa, não palita os dentes na sua frente, troca a lâmpada da lavanderia que está queimada a dias, não faz xixi fora da privada... ufa! Cansei!
Enfim, querida leitora, este homem perfeitinho não existe, a não ser que seja condicionado para tal!
Mas nem tudo está perdido, o homem ideal pode estar bem perto de você. Basta abrir seu coração, prestar atenção ao seu redor, baixar um pouco a guarda, relevar, e, às vezes, aceitar as diferenças.
Nós mulheres modernas, estamos muito exigentes e esquecemos muitas vezes que também carregamos na bagagem um milhão de imperfeições (e algumas bem piores do que essas).
Quer coisa pior do que uma mulher na TPM? Pelo amor de Deus! Sai de perto! Ficamos choronas, mal-humoradas, doloridas, deprimidas... entre outras coisas.
Coitados! devemos dar um desconto eterno, só pelo fato de eles nos suportarem neste período tão “obscuro” de nossas vidas! Santos homens!
O grande “x” da questão é que somos diferentes, bem diferentes por sinal. E são essas diferenças que nos atraem e nos completam. Não entendo porque as mulheres de hoje vivem querendo ser iguais aos homens.
Cada um tem um papel a ser desempenhado, não sei porque querer misturar tudo. Depois ficam aí reclamando que eles não querem nada sério conosco. Qual homem que vai querer casar com outro homem? ( salvos os gays,é claro).
Nós mulheres, não precisamos ficar querendo provar o tempo todo para o mundo que somos capazes. O mundo já sabe disso! Devemos sim, é admitir que também somos frágeis, dengosas, precisamos de cuidados especiais, carinho, que gostamos de ser paparicadas e queremos sim, um homem ao nosso lado para nos cuidar. Não entendo qual o problema e o porquê da vergonha de assumir isso!
Mulheres do meu Brasil! Voltem a ser mulheres! E, garanto, vai chover de homens querendo casar com você.
Porque homem pra casar é aquele que enxerga essa grandeza da mulher, que sabe da sua capacidade, da sua competência, não duvida disso, mas mesmo assim, a trata com muito carinho e respeito, porque, no fundo no fundo, sabe que ela precisa muito dele, e como precisa!


Flávia Kadowaki

sexta-feira, 28 de março de 2008

Teoria errada

A teoria de que os opostos se atraem é correta na lei da física. Na lei da atração humana ela peca. Nós, humanos, somos todos iguais e gostamos de coisas novas, do diferente. A diferença sempre foi mais atrativa. A mulher toda certinha um dia já beijou um homem com perfil totalmente ao contrário, quem é rico já teve interesse pelo mundo dos pobres (nem que seja só para saber como é) e quem nunca teve fetiche por alguém comprometido? Quem nunca quis saber como seria ousar, aprontar, fazer algo fora do comum para a sua sociedade? Quem nunca quis fazer amor em locais diferentes? Com pessoas que não podia? Quem nunca teve tara por um professor(a)?
No relacionamento afetivo isso fica muito evidente. Depois de um tempo de relacionamento todo casal precisa criar maneiras e métodos diferentes para quebrar a rotina e mudar. Pois tudo que fica muito comum fica chato. Não é? Claro que todos gostamos de algo seguro, principalmente no relacionamento, mas podemos mudar em alguns sentidos.
Ano passado assisti uma peça que abordava diversos relacionamentos. Em um deles a história era mais ou menos assim: A mulher, uma secretária, era toda certinha e apaixonada pelo marido, que também era todo certinho. Ela só usava roupas comportadas, nada de decotes! Ele era muito tímido e quase não falava com outras pessoas. Todo dia eles tomavam café, banho, escovavam os dentes e pegavam o ônibus no mesmo horário. Depois do trabalho chegavam em casa no mesmo horário, assistiam televisão e iam dormir. E assim a rotina se repetia... e se repetiu durante anos. Num certo dia a mulher foi numa despedida de solteira. As amigas, não tão certinhas assim, deram um porrete na moça que depois de beber todas revelou que tinha fetiche por homens de atitude, que agarram a mulher, tiram a roupa e a jogam na cama. Bem ao contrário do seu amado marido.
No outro dia, quando a pobre chega em casa o marido está enfurecido pois uma “amiga” de sua mulher contou a ele sobre o modelo de homem ideal para ela. Ele brigou, não a deixou falar e saiu de casa. Depois de dias sumido e de choro constante da sua esposa um homem abre a porta de casa, a pega no colo, tira sua roupa e a joga na cama. Este homem era o seu marido! O casal inovou... que mulher nunca comprou uma lingerie para estrear com o parceiro? Quem nunca tentou posições novas na cama? Acessórios? Fantasias? Locais incomuns? O diferente sempre atrai mais!!!
Mas voltando ao assunto... muitas pessoas acham que o casal não combina por ser diferente e um gostar de algo que o outro não gosta. Neste caso pode apostar que alguma coisa os dois gostam ou fazem igual. Eu, por exemplo, morro de medo de altura. Tenho tanto medo que a minha primeira viagem de avião foi trágica. Vou contar só para vocês terem noção de como sou medrosa.
Tinha combinado com uma amiga de irmos de ônibus para Porto Alegre e de voltarmos de avião. Na volta, já com as passagens compradas, minha amiga teve que ficar por lá.. e eu estava sozinha. Fiquei branca de pavor e para ajudar o avião estava com turbulência. O piloto disse: senhores passageiros a turbulência está ocorrendo por causa de algumas nuvens. A besta aqui comprou na janela (ai ai ai) e resolveu olhar para ver as nuvens. Quando olhei para cima não tinha nuvem nenhuma no céu, daí resolvi olhar para baixo. Entrei em pânico!! Nunca mais andei de avião!
Imagine só que eu namoro um paraquedista! Meu namorado ama estar no ar e pular do avião... Claro que eu acho isso maravilhoso. A coragem dele em gostar destas coisas que tenho tanto medo. Quando nos conhecemos isso foi uma coisa que me atraiu.
E tem várias outras coisas que somos diferentes. Sou jornalista e ele engenheiro, eu gosto de português e ele de matemática, prefiro ficar em locais confortáveis e ele gosta de ir para o mato conhecer cachoeiras, eu prefiro carro e ele moto, e assim vai. Mas também temos muito em comum. Adoramos churrasco, sair com os amigos, ficar em casa deitado sem fazer nada, comer nachos, etc..
Ou seja, temos semelhanças e diferenças, como qualquer ser humano. Está aí a graça!
Na quinta-feira fui a um bar no aniversário de um amigo. As mulheres na mesa estavam conversando sobre relacionamentos e uma delas disse que quando amar de verdade vai pegar um pote de cera e passar na casa toda (ela odeia tarefas domésticas), que vai fazer chapinha no cabelo só para encontrar a pessoa, não importa nem o clima (ela também nunca faz isso), entre outras coisas. Isso mostra que quando a gente ama acaba fazendo coisas que nunca fez ou gostou de fazer por companheirismo, para ficar ao lado da pessoa e para manter o interesse dele em nós (e isso deve ser recíproco). Então, se os opostos realmente se atraírem o casal vai ficar junto por muito tempo. Se isto não ocorrer foi uma faísca momentânea. Independente do caso o que vale é aproveitar o momento, mesmo que seja só para ter alguma história para contar.


Josiany Vieira

Pizza e videogame


Catarina fala e ao mesmo tempo pega sua bolsa, a chave do carro e a agenda que sempre ficam perto da porta.

— Tchau Bruno, a mãe tá indo pra agência. Se cuidem meninos, não destruam minha casa. Fiz um bolo ontem e tem refrigerante na geladeira. Quando voltar quero tudo em ordem, ok?
Já na garagem lembra que esqueceu um CD com a arte final das peças da campanha. Ela tinha levado o trabalho para finalizar em casa, durante o final de semana. Volta. Quando entra, ouve os meninos falando alto. Uma curiosidade inconsciente toma conta dela e faz com que entre e se locomova pela casa sem fazer nenhum barulho. Pega a conversa no meio:

— Gostosa pá caralhooooo. Que bunda tesuda.

— Cala boca seu merda, ou eu quebro teus dentes. E ainda dou um trago na tua mãe, finjo que sou teu velho e meto minha pica no cú dela.

Catarina, anda pé-ante-pé, tentando não fazer nenhum ruído, para perto da porta da cozinha e escuta atenta.

— Ah Brunão, na boa véio, minha mãe deve até ter a mesma idade que a tua, mas a minha é gorda e tem cara e corpo de mãe. Mas a tua não, cara, ah, ela é boazuda, melhor que muita guria da nossa sala. Fala sério...

— Pode até ter corpão, mas é minha mãe, porra, dá pra respeitar?! Mãe da gente é sagrada, brother... Cala essa boca!

O coração de Catarina bate forte, com medo que o filho adolescente a flagrasse ali, tendo uma atitude própria da idade dele, e não da sua. Ouvir atrás da porta não é uma atitude que espera-se de uma senhora de meia idade. Uma espécie de vaidade invade seu peito, sente o rosto e o corpo ferver, seguido de um desassossego, uma inquietação. Não suporta mais ficar ali. Sai quase que correndo em direção ao computador, pega o CD e volta ainda mais rápido para o carro.

No carro, com a porta fechada, sente-se segura. Começa a rir. Não pode acreditar que o amigo do filho, um menino de 17 anos, ache ela ‘boazuda’, como ele mesmo dissera.

Catarina é divorciada, tem 47 anos e dois filhos: Bruno de 17 e Guilherme de 25 - que já é casado. É diretora de arte em uma agência de publicidade e leva uma vida corrida, como qualquer mãe de classe média. Precisa se dividir entre a profissão e a criação do filho mais novo. O pai dos meninos casou com uma moça que, na época, tinha a metade da idade dela. Com o tempo se ausentou da vida deles. Embora esteja quase na casa dos cinqüenta, ela aparenta menos, tem a pele branco-neve que parece nunca ter visto sol, a textura de um pêssego maduro, como que hidratada sempre por algum creme caro. Os seios são pequenos, a cintura fina e as ancas largas.

O cabelo preto liso na altura dos ombros brilha feito propaganda de xampu. Usa roupas mais modernas que as mulheres da sua idade, talvez pela profissão, talvez pelo gosto. Tem um namorado, Augusto, mas ultimamente se vêem pouco e a relação está pra lá de morna.

Durante todo o dia pensou no menino, amigo do filho. Aquilo era loucura. Ele nunca se atreveria a nada, falou aquelas coisas mais para provocar Bruno do que por qualquer outro motivo. Mesmo assim, aquela situação toda encheu seu dia de graça, de divertimento, de distração.

Era julho, período de férias escolares. Ela bolou mil coisas para que as ‘crianças’ não saíssem de sua casa. A casa de Catarina virou o QG dos moleques e ela passou a adorar aquela movimentação. A cada dia um menino novo aparecia. A cada dia estavam mais à vontade em sua casa, e o seu menino sempre estava ali, todos os dias e algumas noites também. Era essa proximidade que ela queria.

Numa tarde chegou mais cedo do trabalho, tinha uns cinco meninos vidrados no jogo do computador. Ela gritou:

— Crianças, cheguei.

— Oi mãe. — Oi tia.

— Oi, meninos. Hoje meu dia foi maravilhoso, a minha campanha foi... Bom, nem sei por que estou contando isso pra vocês, vocês não estão nem um pouco interessados... Mas, enfim, o que importa é que estou super contente, pensei em pedir pizza para comemorar. O que acham? Bom, todos vocês estão aí, vidrados nesse jogo, vem cá você, menino, que não tem nenhum controle na mão, me ajuda a escolher os sabores e ligar para a pizzaria. Deixa eles aí, com esse joguinho bobo.

O menino levantou todo tímido. Ela o levou, carregando-o pela mão, até seu quarto. Sabia que ninguém, muito menos Bruno, tiraria os olhos daquela tela. Colocou-o sentadinho na cama, quase como se fosse um boneco, alguém sem vida própria. Pegou a lista telefônica, o telefone sem fio e colocou tudo no colo dele.

Catarina se abaixou e o segurou levemente pelos braços. Ao fazer isso, os seios dela ficaram à mostra, no imenso decote. — Procura aí uma pizzaria que vocês gostem e pede três pizzas. Escolhe os sabores também.

Ao sentir aquele toque, aquelas mãos macias, o menino estremeceu. Era uma mão forte e ao mesmo tempo suave. A pressão dos dedos dela, o calor da mão, a umidade. E o decote... Com os seios à mostra, ele conseguiu sentir o cheiro da pele, ver cada pêlo semitransparente, cada poro, sentiu vontade de entrar por eles e se perder dentro daquele corpo.

— Vou tomar um banho enquanto você faz o pedido. Falou isso e deu um leve beijo em sua testa. Os lábios quentes, tenros. Saiu em direção ao chuveiro. Deixando a porta entreaberta.

Ele não sabia o que fazer. Esqueceu da pizza, da lista e do telefone. A única coisa que sentiu foi seu pau endurecer. Abriu devagar a calça e começou a se masturbar, ali mesmo, sentado na cama dela, embriagado pelo cheiro de suas roupas, de seu sabonete e pela lembrança dos seios pulando do decote. Seus movimentos eram rápidos, desajeitados, sem ritmo. Gozou quase que instantaneamente. Como todo adolescente inexperiente. Ficou ali, com a mão grudenta de porra, sem saber se aproveitava a letargia do gozo, ou se buscava algo para se limpar. Esbaforido, olhou para os lados procurando algo. Precisava achar alguma coisa, rápido, para enxugar a mão, a barriga e a colcha da cama.

Ela se deliciou com cada minuto do banho, ao saber que aquele meninote a observava. Ela podia sentir seus olhos e aquela situação toda a enlouquecia.

Saiu apressado do quarto, fechando o zíper da calça. Carregou a lista e o telefone e voltou para perto dos amigos.

Catarina saiu do banho, vestiu algo confortável e desceu. O Menino estava lá, quase que catatônico, em um estado meio bestial. Ele se perguntava se aquilo era melhor ou pior que perder a virgindade.

— Já pediu as pizzas menino? Estou morta de fome e louca para devorar alguma coisa. Pede logo, vai. Não dá pra perder tempo, daqui a pouco a pizzaria fecha.

— Me dá aqui essa lista. Faz meia hora que você ta com ela e esse telefone na mão. Que cara é essa heim? Bebeu?

Bruno tira a lista da mão do amigo e vai até as páginas amarelas procurar pelas pizzarias.

— M, N, O, P... Pa... Peixarias, perfumarias, persianas, pisos, piz... Mas cadê as pizzarias? Mãe, alguém arrancou as páginas com os telefones das pizzarias da lista telefônica...


Mônica W. (Dando exemplo que os opostos se atraem)

Os opostos se atraem... Ou se completam??


Acredito que no fundo, no fundo, tentamos buscar no outro, aquilo que não somos, mas que admiramos. Por esse motivo, a atração entre pessoas diferentes, é tão excitante.
Isto explicaria uma série de fatores relacionados ao comportamento humano: Não sou, mas gostaria de ser, não tenho mas gostaria de ter. É aí que começa a grande busca...
Fato é, que homens e mulheres são diferentes, tanto na essência, quanto na aparência
E sem contrariar as leis da física, ambos buscam incessantemente satisfazer seus anseios, procurando um ao outro.
Cada um com seu papel definido, como se fôssemos protagonistas de um filme, chamado “vida”, aonde após distribuídos os papéis, começa o desenrolar da trama buscando sempre um final feliz que satisfaça a todos.
Uma trama, só se desenrola na íntegra, se uma cena complementa a outra com perfeição.
Assim são homens e mulheres: Opostos que se atraem, baseados nas diferenças para juntos e completarem.
Há quem ache utópico! Pode até ser. Mas eu boto fé! E além do mais... não custa tentar!






Flávia Kadowaki

quarta-feira, 26 de março de 2008

Nem tão opostos assim...

Sinceramente não acredito muito nessa máxima aplicada da física para o mundo dos relacionamentos. As outras desaforadas já deram o toque e eu concordo. Por mais que existam diferenças, se continuam juntos é porque existem algum grau de concordância/empatia para manter o relacionamento. É o bom e velho "estão juntos porque se merecem", por mais que aos olhos do resto pareça não haver uma grande conexão.

E, depois de alguns meses aturar alguém e um relacionamento no qual você e o seu "significant other" são totalmente diferentes, acaba virando um suplício (qualquer um que tenha tentado e não segurado a barra vai concordar comigo hehe) . Nem que seja na visão de mundo, no tipo de planos que eles têm para o futuro, ideologia política, no gosto musical, enfim, em alguma parte tem que haver a chamada conexão, de preferência banda larga né porque discada ninguém merece.

A cultura pop que não é boba nem nada e adora esses clichezões (e quem não gosta?) sempre gerou "produtos" baseados nesse conceito dos opostos que se atraem, em filmezinhos de adolescente ou nem tão adolescente assim como no velho confilto garota (o) rico que se apaixona por menina (o) pobre e por aí vai. No domínio musical lembrei de duas canções (mas existem mil outras) , uma nacional e outra internacional sobre esse assunto.

Léo Jaime - a vida não presta

Você vai de carro prá escola
E eu só vou a pé
Você tem amigos à beça
E eu só tenho o Zé...

Prá consolar
As tardes de domingo
Que eu passo à sofrer
Sonhando em ter
Um carro conversível
Prá você me querer...

Quantas noites
Em claro eu passei
Tentando te esquecer
Quando à noite
Eu consigo dormir
Eu sonho é com você...

A me dizer:
Prá não ter ilusões
Que entre nós não pode ser
E é mesmo assim
Nem mesmo no meu sonho
Eu posso ter você prá mim...

Eu tentei naquela festa
Você fugiu de mim
E eu pensei:
A vida não presta
Ela não gosta de mim...(2x)



Já a segunda é da atual jurada do American Idol, Paula Abdul com uma música exatamente com o nome do tema da semana "Opposites Atract":



Até a próxima semana!
Lady A.

terça-feira, 25 de março de 2008

Se os opostos se atraem??

Na boa, a física é uma ciência exata. Nós somos humanos, com uma cabecinha altamente complexa, ainda mais quando se fala de atração, amor, etc... Não dá pra estabelecer uma regra e achar que isso vale pra todo mundo.
É natural que ao ver algo diferente, a pessoa fique curiosa. É como o gato ao ver pela primeira vez um cachorro. Depois que já sabe como funciona, não vai dar tanta atenção pro próximo que aparecer na sua frente. Mas sempre que encontra uma gata fêmea no cio.... miauuu...
Quando vemos um casal que aparentemente a gente acha que não tem nada a ver um com o outro, pode ter certeza que eles acharam alguma coisa em comum, nem que seja a posição sexual preferida...rs
E se fossem sempre os opostos que se atraíssem, não teríamos tantos casos de homossexualidade, né?
Sem mais para o momento...
Mazé Portugal

segunda-feira, 24 de março de 2008

Opostos se atraem?


Tema da Semana: Opostos se atraem?

Nunca fui boa em aula de física, mas ela diz que dois corpos diferentes se atraem.
Será que essa máxima é verdadeira também em matéria de amor?
Há muitas controvérsias rs.

Sim, acho que o começo os opostos se atraem e é bem divertido, mas e o depois?
O que te atrai em uma pessoa?
Primeiro a aparência ahhh sim imagem é tudo rsss principalmente no primeiro contato visual.
Principalmente para os homens...
Depois temos o papo, a inteligência, o jeitinho... enfim inúmeras “coisinhas” atraem ou repelem você do seu alvo rsss seja no coração, seja um amigo, uma amiga, um colega de trabalho... enfim somos cercadas de pessoas; com algumas rola a tal da "empatia" com outras não, com algumas fazemos o “teatro” social... faz parte... com outras rola a atração, a conexão...

No relacionamento os opostos se atraem?
Sim, sim, sim ... ainda bem, já que o mercado anda tão escasso... rs
A questão é por quanto tempo essa atração vai durar, também não precisa ficar pensando muito nisso... deixe rolar, mas tudo tem limite... qual é o nível de tolerância desse oposto?
Um ama ir ao cinema e o outro não...
Um adora criança o outro odeia;
Um quer casar outro tem pânico;
Um adora balada outro adora ficar em casa....
e aí como resolver isso?
NEGOCIAÇÃO uma hora um e outro vai ter que ceder... coisas do relacionamento, mas quanto tempo dura isso? Tudo depende... do seu amor, da sua paixão, da amizade...

Os opostos se atraem sim e não... tudo depende do seu grau de aceitação.
by Ale (Aletéia Ferreira)

Homem pra não casar

O melhor caminho pra encontrar um homem pra casar é não se enroscar num cara que não é homem pra casar. Isso, claro, dentro do seu entendimento (ou moldagem?) da figura masculina. Para você, quais pontos são cruciais no comportamento de um homem? Não os ignore, por favor.

Nós, bichos esquisitos (em português e em espanhol) chamados mulheres, temos instinto aguçado e é vital para a alma feminina trabalhar com a intuição. Logo nos primeiros meses, às vezes em semanas ou mesmo em dias, conseguimos detectar coisinhas que nos incomodam. Siga sempre seu instinto. O grau do incômodo e a quantidade dessas 'coisinhas' é que vão definir se a relação tem chances de ir pra frente ou não.

Pois bem, fui conversar com algumas amigas solteiras para saber mais sobre quais características elas esperam encontrar no pai dos seus filhos. O que as mulheres apreciam no geral, são as mesmas coisas: gentileza, romantismo, bom humor, bom senso, responsabilidade, inteligência, força, masculinidade, beijo gostoso, boa pegada na cama…

E o que as incomoda de verdade? Descobri que algumas coisinhas somadas a outras coisinhas, podem tornar o cara interessante uma bomba. E que as mulheres têm motivos os mais variados pra rebaixar um pretendente à segunda divisão.

Alguns exemplos: você implica com aquela sugadinha estranha que o cara faz de vez em quando com o nariz? Não se iluda, a sugadinha estranha vai piorar com o tempo. Vocês saem para o primeiro encontro e ao estacionar o carro, ele chama o flanelinha de ´amigo´. Você acha isso divertido ou meio bobo? Pense bem. No segundo caso, alerta! O ato pode se tornar inteiramente bobo em outras situações. Mais um detalhe: ele ronca?

Outra questão analisada na roda: você apresenta à ele uma amiga do tipo gostosa e ele, discretamente ou não, dá uma boa conferida na garota. Isso te incomoda? Se te incomoda um pouco, tudo bem, você é mulher e a gente concorre o tempo todo. Se te incomoda muito, o homem que você procura não existe, de forma que será impossível casar-se com ele. Além do mais, convenhamos, até você já deu uma boa conferida na sua amiga gostosa, não? Nunca? Jura?

Sim, os pequenos defeitos podem se tornar grandes problemas. E cabe a nós sermos espertas o suficiente pra perceber quando o romance tem futuro ou não. Ao conseguir identificar com eficiência que tipo de homem você não quer como marido, terá mais chances de conhecer alguém que se encaixe melhor ao seu estilo de ser e de viver. Todos temos defeitos, e o homem pra casar, penso eu, é aquele cujas qualidades fazem o resto ter uma importância muito pequena.


Srta Reis.