Estava aqui me preparando para escrever o post dessa semana, quando resolvi “googlear” pesquisando o tema da semana: Na hora H, só pra ver o que ia aparecer.
Descobri algumas coisas que eu nem imaginava: Existe uma música do Zezé de Camargo e Luciano com esse título. Hora H, também é o nome de um jornal da baixada Fluminense. É o nome de um grupo de pagode, que segundo o site deles, faz sucesso em todo Brasil. (???) É uma marca de preservativos que tem um site muito legal, interativo e cheio de informações, vale a visita: http://www.horah.com.br Existe um site que mostra as caras e bocas que as pessoas fazem na hora h, hilário: http://beautifulagony.com/public Alguns outros links que apareceram na minha pesquisa, falavam da Hora H como o momento decisivo de uma entrevista de emprego, mas 99 % do conteúdo da pesquisa era ligado a sexo.
Também pesquisei entre amigos, nessa sexta-feira, estávamos eu mais três amigas colocando a conversa em dia e tomando umas e outras, quando perguntei: -Gurias, para vocês, o termo hora h, remete a quê? Todas responderam em uníssono: - Sexo! Então contestei: Mas ninguém lembrou de outra situação? Como uma situação profissional, por exemplo? Uma delas falou: - Nesse, caso seria o “Dia D” e exemplificou: - Hoje tenho uma entrevista, é o dia D pra resolver minha vida. O Brasil é visto como um país sensual, de belas mulheres, mas eu acho extremante careta sua postura com relação a sexo, chega a ser hipócrita. Campanhas a favor do uso de camisinha, da prevenção da Aids, são pontuais na época do carnaval e sempre muito fracas, na minha opinião. Quando se fala do tema da sexualidade na França, o país tem sempre uma postura diferente e irreverente quando comparada com o resto do mundo. Esta campanha, chocante, pretende chamar a atenção para o risco de contrair AIDS quando da prática do sexo desprotegido. Imagens fortes que, definitivamente, ficam na memória.
http://www.youtube.com/watch?v=ls5W6QkzUvg
Sucesso Desaforadas!
Besos,
Andréa Penteado
domingo, 5 de abril de 2009
Menos fashion que a morte
“Todo mundo sabe e ninguém quer mais saber, afinal amar o próximo é tão demodê”. Renato Russo
Você conhece algo mais brega do que o amor? Pode constatar: uns 95% de toda a música péssima que existe no mundo reza sobre amor. Os pagodes mais execráveis, os sertanejos mais bagaceiros, os axés mais laxantes, quase sempre batendo na mesma tecla cor-de-rosa. Seja como ode, seja como escárnio, ele é tema recorrente. As histórias mais inesquecíveis, as paixões mais açucaradas, os desejos mais inconfessáveis, e faça-se presente o amor. Promessas quebradas, sonhos vencidos, cotovelos latejantes e lá está ele: o cobiçado e temperamental amor. Dando e tirando quase na mesma medida. Pisando duro no calo sem perder o sorriso de santidade.
Por ser, literalmente, o tema mais apaixonante do universo, o amor é também o mais democrático. Que jogue a primeira pedra de gelo aquele que nunca tomou um pilequinho para afogar as mágoas de um romance frustrado. E isso é o mínimo: há quem sequestre a família, bata o carro e até mate em nome do amor. Incrível como as autoridades investem em programas anti-drogas mas nenhum parlamentar se manifesta em prol de tratamento profilático para dores de amor, mesmo com casos de homicídio/suicídio todos os dias infestando os noticiários (vide o episódio de Diadema no ano passado, em que um desequilibrado alvejou a namorada e a amiga depois de dias de cativeiro, entre tantos outros). O Globo Repórter certa vez revelou uma pesquisa apontando que quatro em cada cinco pessoas já sofreram dor de amor. Quantos desses não perderam emprego, se viciaram em barbitúricos ou cometeram toda sorte de besteira para aplacar a dor da alma? O fato é que, por conta de seu histórico comprometedor (e isso vem desde Adão e Eva), somado à vulgarização com que é tratado por “artistas”, pastores e autores de livros de auto-ajuda, o amor virou sinônimo de veneno kitsch. De algumas décadas para cá, sua depreciação foi mais violenta do que os índices da bolsa Nasdaq no crepúsculo da era Bush.
No final dos anos 60 e início dos 70, o amor entrou em seu momento áureo. Afirmavam os esotéricos que estávamos adentrando na Era de Aquário e que o amor nos salvaria. Beatles não se constrangiam nem um pouco em receitar “All You Need Is Love” e o lema da nova era passou a ser “Paz e Amor”. Não havia embaraço nas vestimentas excessivamente coloridas, nem em se usar flores no cabelo. Era a ascensão do amor livre. Mas a década seguinte, ainda embalada pela sepulcral notícia de que “o sonho acabou”, trouxe um ceticismo arrogante e impulsionado pelo deboche da onda punk. Surgiram os yuppies, ex-hippies arrependidos e endinheirados que apregoavam justamente o contrário da redenção pelo amor. O que valia era o poder e as relações interpessoais efêmeras.
Claro, a moda é cíclica, e, portanto, os anos 90 se iniciaram com uma tentativa de retomada do Power & Flower, trazendo bandas como Stones Roses cantando e se trajando na linha amor-com-amor-se-paga. Mas foi muito breve este revival. Não havia como represar a mágoa de décadas de guerra fria e a desesperança de um mundo agora ameaçado pelo aquecimento global. Ela se impregnou nas composições dos astros do grunge, movimento que operou a estética da depressão fashion como nenhum outro. Letras ácidas, roupas escuras e guitarras distorcias – no futuro poderão chamar os filhos de Seatle de grosseiros, mas dificilmente poderão apontá-los como bregas, porque compunham com uma couraça estética quase intransponível para o contágio do amor.
Junte-se a isso a força dada por outros movimentos artísticos, como o cinema tarantinesco, onde até os amores são bandidos e as cenas de truculência é que fazem o frisson junto ao público, e assim caímos da era de aquário diretamente e sem escalas para a era do ferro. O amor se tornou elemento pernicioso, quase persona non grata. Um recurso canhestro e perigoso. E isso até mesmo em uma galáxia muito, muito distante: a série “Star Wars” tinha em seus rivais, os Jedis e os Siths, um inimigo em comum, o amor. O motivo? No caso dos Jedis, o amor poderia trazer ciúmes e ódio; no caso dos Siths, poderia enfraquecer por inspirar a compaixão. E, no caso dos produtores da série, poderia fragilizar a seriedade da história, gerando também constrangimentos para a platéia mais apegada à luta de sabres de luz do que às flechadas rudimentares de cupido.
Mas deixando um pouco de lado o nível macro do assunto e esquecendo as influências das artes e da mídia, por que o amor carrega essa aura de ameaça à estética e à paz do cidadão comum? Simples, ele nos torna tolos, nos desarma, nos joga em ciladas depois percebidas como quase inexplicáveis de tão enganosas quanto cruéis. Mudamos, nos infantilizamos, somos, da noite para o dia, vistos no jardim de uma casa desconhecida roubando rosas; ou servindo café na cama quando nem costumamos tomar café-da-manhã; damos presentes por um impulso irrefreável e sem qualquer motivo específico; escrevemos milhões de e-mails e recados no celular; catapultamos a conta telefônica. “Ame e dê vexame”, já alertava um livro de Roberto Freire. Você fica vulnerável porque amor de verdade não tem máscaras ou armaduras. Mas a apologia ao gladiador contemporâneo (e nele também está incluso a mulher guerreira que cumpre dupla jornada) nos impede de admirar quem se expõe e se fragiliza diante do outro, por mais que esse outro seja alguém com quem se dividirá as maiores intimidades. Vivemos o amor com um pé atrás, o que, já em primeira instância, não é amor de verdade. Por conta disso, a moda tratou de adotar o luto como um elemento mais seguro para o público e para os artistas. Vestir preto, por dentro e por fora, imuniza o usuário dos reflexos da breguice. É refratário e mais elegante. Preto emagrece na silhueta e previne dos efeitos colaterais da alegria. A morte é mais fashion que o amor. Essa constatação encontra coerência em uma pesquisa que aponta terem as pessoas mais medo de falar em público do que de morrer. Ou seja, pagar mico, eu?! Nunca, prefiro morrer. Uma visão que contamina o campo das relações conjugais.
Até mesmo (ou principalmente) no encerramento de uma relação usamos o ódio ao invés do amor, e isso por um fator simples: é muito mais fácil se afastar de algo que execramos do que daquilo que ainda desejamos. Além do mais, aliviamos ou anestesiamos o sentimento de culpa. Daí torna-se prudente botar a conta da relação no outro, construir uma falha alheia, esculpir um factóide: “ah, foi o jeito dele”, “ah, foram as manias dela”, espalhando o motivo ao seu círculo de relacionamentos que, por sua vez, dará o devido reforço estimulante ao fim da relação. Esquece-se todo o amor vivido por conta de uma necessidade pontual de ruptura.
E aquele amor fraternal, esqueça. Se já é difícil amar alguém que nos dá prazer, imagine exercitar compaixão por quem não conhecemos ou, pior ainda, que nos causa algum mal. O Amor a Deus, então, este ficou dividido em dois flancos: os que não acreditam nEle (e que estranhamente o odeiam, por mais que não faça sentido rechaçar o que dizemos não existir) e os que são papa-hóstia/crentes/glória-glória-aleluia. Não há espaço na arte e nos debates cotidianos para quem acredita no amor divino sem afetação ou ceticismo. Você escolhe, ou um ou outro.
“Declare guerra a quem finge te amar”, do Frejat, e “I Love you but when you love me”, de Barney Sumner e Johnny Marr, atestam que o tal amor soberano e incondicional entrou em baixa faz tempo, sem sinais de desfibrilador na enfermaria. Compositores gays, como Cazuza e Renato Russo, conseguiram tocar no tema sem grandes constrangimentos e com imenso sucesso, muito provavelmente porque adquiriram coragem já pela própria condição sexual que os coloca em posição vulnerável. Dos heteros, Djavan, Zeca Baleiro e Nando Reis fazem a valiosa frente dos machos sem medo de se expor, mas são modelos cada vez mais escassos, visto que estamos na era em que ninguém quer ver seu coração sendo sparring de alguém. E se é para expor fragilidade, que sejamos emos porque é muito mais cômodo nos fazermos de vítimas de nossas emoções do que exercitar seus riscos.
Na semana que passou, tivemos duas coincidências interessantes quanto a este tema: Gabriel Garcia Marques, o genial autor de “Cem Anos De Solidão” e de “O Amor Nos Tempos Do Cólera”, anunciou que parará de escrever, gerando um pesar mundial por perdermos um dos raros minaretes intelectuais que não têm medo de cantar as maravilhas deste sentimento universal; e a MTV divulgou no Top Top, programa destinado a formar listas de mais-mais em diversas áreas da música pop, os dez discos mais importantes sobre fim de relacionamento. As verdadeiras vítimas da moda do desamor puderam saber quais artistas e álbuns tiveram mais significância na estética da deprê-conjugal. E aqui vão as faixas mais representativas de cada disco elencado (isso dentro de uma seleção pessoal, que não constou no programa da eme-tevê, como diria o Lobão). Leia as letras, veja os clips, ouça as músicas e bom Prozac pra você.
10º lugar) Kanye West se separou de sua noiva e gravou o álbum “808s & Heartbreak”, cuja faixa carro-chefe se intitula “Hearthless”, ou seja, “Sem Coração”. O estranho é que quem acabou o romance foi ele, então por que acusá-la de ser sem coração? Pelo que dá para entender da letra, quem disse “fim” foi ele, mas recebeu uma resposta que o magoou, e como.
Sem Coração
Na noite eu os ouço contarem A mais fria das histórias Em algum lugar dessa estrada ele perdeu sua alma Pra uma mulher sem coração... sem coração Como você pode ser tão sem coração... Como você pode ser tão sem coração Como você pode ser tão Fria como o vento de inverno quando venta em você Só se lembre que você falou comigo Você devia ver o jeito que falou comigo Tipo, depois de tudo o que passamos Tipo, depois de tudo que fizemos E eu sei algumas coisas suas que você não me contou Sei que fiz algumas coisas mas aquele era o antigo eu, e agora você quer me devolver Você quer deixar isso claro então anda por aí como se não me conhecesse Você tem esses novos amigos Bem eu tenho umas gatas Mas no fim das contas ainda me sinto sozinho... Na noite eu ouço eles contarem A mais fria das histórias Em algum lugar dessa estrada ele perdeu sua alma Pra uma mulher sem coração... sem coração Como você pode ser tão sem coração... Como você pode ser tão sem coração Como você pode ser tão "Dr. Evil" Você está trazendo um lado de mim que eu não conheço Eu decidi que não iríamos mais nos falar então porque estamos às três da manhã no telefone? Porque ela tem que ser tão má comigo, eu não sei, ela é quente e fria Não vou parar e ferrar minha música pois eu já sei como essas coisas são Você corre e conta pra suas amigas que está me deixando Eles dizem que não sabem o que você vê em mim Espere uns dois meses então você verá Que você nunca vai achar ninguém melhor que eu Na noite eu ouço eles contarem A mais fria das histórias Em algum lugar dessa estrada ele perdeu sua alma Pra uma mulher sem coração... sem coração Como você pode ser tão sem coração... Como você pode ser tão sem coração Falando, falando, falando Baby, vamos encerrar isso logo Eles não sabem o que passamos juntos Eles não sabem nada sobre mim e você Então tenho algo novo pra ver E você só vai continuar me odiando E nós vamos ser inimigos Eu sei que você não consegue acreditar Eu podia deixar tudo errado E você não pode consertar Eu vou sair essa noite Vou sair na noite... Na noite eu ouço eles contarem A mais fria das histórias Em algum lugar dessa estrada ele perdeu sua alma Pra uma mulher sem coração... sem coração Como você pode ser tão sem coração... Como você pode ser tão sem coração
9º lugar) Bruce Springsteen se separou de Juliete Philips e criou “Tunnel of Love”, considerado o 25º álbum mais importante de todos os tempos pela Revista Rolling Stone. Como diria Cazuza: “obrigado por me da inspiração pr’eu ganhar dinheiro”. “Brilliant Disguise” é a faixa lapidar deste momento penoso vivido pelo legítimo american hero.
Ótimo Disfarce
Eu te seguro em meus braços Enquanto a banda toca O que são aquelas palavras sussurradas, baby Enquanto você se afastava Te vi noite passada Pelas esquinas da cidade Quero ler sua mente Para saber exatamente qual foi minha parte Nessa novidade que descobri Então me diga o que eu vejo Quando olho em seus olhos É você realmente, Ou somente um ótimo disfarce? Ouvi alguém chamar seu nome Debaixo do nosso salgueiro Vi alguma coisa escondida Embaixo do seu travesseiro Bem, eu me esforcei bastante Mas não consigo entender O que uma mulher como você Está fazendo comigo Então me diga quem eu vejo Quando olho em seus olhos É você realmente, Ou somente um ótimo disfarce? Agora, olhe pra mim Enquanto eu me esforço pra fazer tudo certo E quando tudo dá errado, Quando as luzes se apagam Eu sou só um andarilho solitário E ando por esse mundo com riquezas Quero saber se é em você que não confio Porque estou bem certo de que não confio em mim mesmo Agora você interpreta a mulher apaixonada E eu, o homem fiel Mas não olhe muito de perto Para as minhas mãos Nós ficamos de pé, lá no altar A cigana disse que nosso futuro era certo Mas então vêm os pequenos momentos E talvez a cigana tenha mentido Então, quando você me olha É melhor olhar bem e duas vezes Sou eu realmente, baby Ou somente um ótimo disfarce? Hoje à noite nossa cama está fria Estou perdido na escuridão do nosso amor Deus tenha piedade do homem Que duvida do que Ele tem certeza
8º lugar) Beck se separou de sua companheira de sete anos e criou um álbum com ligação quase inexistente perante os anteriores: nada de ecletismo e experimentalismos. “Sea Change” é puro amor rasgado, amargo e ácido. E “Lost Cause” é uma belíssima faixa que merece destaque.
Causa Perdida
Corte pesaroso Dos olhos ao osso É duro deixar este calor solitário Da licença das feridas injetadas Em alguém novo Um bebê, eu sou um bebê perdido Eu sou um bebê perdido Eu sou um deles Em uma causa perdida Diversas pessoas vêm e vão Para saber seus segredos Você sabe que esta cidade tem loucos Nenhum bebê recebe cuidado Eu sou um bebê perdido Eu sou um bebê perdido de uma causa perdida Cansado da luta Cansado da luta Lutando por uma causa perdida Um lugar onde você nunca esteve antes Ninguém ri de suas costas E estão em sua porta É o que você pensa do amor Eu sou um bebê perdido Eu sou um bebê perdido Sou uma causa perdida Cansado da luta Cansado da luta De combate por uma causa perdida
7º Lugar) A cantora Jane Birkin se separou de Serge Gainsbourg, que, para quem não conhece, foi um dos mais importantes compositores franceses do século passado, tendo criado canções que fizeram sucesso também na voz de sua outra esposa, a exuberante Brigite Bardot. O álbum “Baby Alone in Babylone” tem, na faixa título, um melancólico e tímido uivo de amor, quase uma canção de caixinha de música. Incrível, mas reza a lenda que o próprio Gainsbourg compôs as músicas (cheias de referências altamente pessoais) para sua ex exorcizar a própria amargura da separação.
Baby, sozinha na Babilônia
Baby, sozinha na Babilônia Afogados nas ondas Pontiac Cadillac Bentley em L. A. Rolls Royce e Buick Metal na noite Baby, sozinha na Babilônia Afogados nas ondas Música Elétrica Rock 'n' roll está procurando um papel Você pesquisa os estúdios E vestígios de Monroe O rhinestones e estresse Deus e deusas Los Angeles Baby, sozinha na Babilônia afogados nas ondas Luz Poeiras Efêmero Estrelas Você sonho de eternidade Infelizmente você vai encontrar Baby, sozinha na Babilônia Afogados nas ondas Suas lágrimas e encanto Avenida da Sunset Sunset Boulevard é o Que serpenteia através do escuro Baby, sozinha na Babilônia Afogados nas ondas Malibu Petite estrela inconnue Você viu que as estrelas Polícia Federal
6º lugar) Marvin Gaye se divorciou de um casamento que durou 15 anos e gravou “Here, My Dear”, onde absolutamente todas as canções falam sobre o desenlace. Às vezes cínico, por outras sentimental, Gaye tem na faixa "When Did You Stop Loving Me, When Did I Stop Loving You” um resumo da ópera de tudo o que concluiu sobre suas desventuras conjugais. Na idade das debutantes, ele já sinalizava sua jornada vocacionada para a tragédia.
Quando Você parou de me amar, quando parei de amar você
Sabe, quando você diz seus votos de casamento, Eles são supostamente para ser a sério. Quero dizer... Se você pensar sobre o que você realmente disse O que é tudo, honra, amando e obedecendo até a morte fazer-nos parte e todo. Mas isso não deveria ser assim, deve... Devem, devem ser mentiras Porque acaba por ser mentira. Se não honrar o que você disse, você mente para Deus. As palavras devem ser alteradas Agora que me lembro, tentamos um milhão de vezes Mais uma vez e outra vez e outra vez, e isso não é tudo Eu dei o meu amor por você a cada vez De repente, eu começo a perceber que não posso fazer isso Belos pássaros voam longe Tive que deixar você para a minha saúde no amor O que fazer? Faça você, vou deixar você, meu bem, para pagar para sempre Portanto, se um novo amor aparecer Não vou dizer aquelas palavras novamente Em vez disso, vou dizer que vou tentar amar e proteger Com todo o meu coração o tempo que me quiser para você, baby Se eu amar de novo Eu vou tentar uma nova forma desta vez Lembranças das coisas que fizemos Temos orgulho de algumas, outras se esconderam Assim, quando duas pessoas têm de participar Por vezes, tornam-se mais fortes Você se lembra de todas as lutas que tivemos? Você disse que você me amava com todo o seu coração Se você nunca me amou, de todo o seu coração Você nunca teve um milhão de razões Eu realmente tentei, você sabe que eu tentei, oh baby Embora tenhamos tentado, de todas essas promessas restou nada, mas algo ficou Tentei mesmo, você sabe como eu tentei, nós realmente mentimos, não é querida? E em cima do que você tem medo da vida, está o meu nome Mas eu não posso compreender Porque se você me ama Como você poderia me transformar em nada? Eu não te amo tanto e vou tentar tomar conta de você? O melhor que eu podia, que era tão convidativo e seu amor era como o vinho Dores de amor, milhas de lágrimas, depois duradouras para a minha vida Corações quebrados duram anos e rompem com o azul de um dia ensolarado Uma coisa posso prometer, querida: eu nunca vou voltar Mas nós não estamos realmente amargos, baby Eu prometo a você, todo o amor do mundo, o bom amor do mundo Mas eu sei que você nunca vai ficar satisfeita apenas para me ter ao seu lado Memórias assombram o tempo todo, eu nunca vou sair, você é minha Deus julgou-me ao seu lado, você disse coisas ruins e você mentiu Ainda me lembro de algumas das coisas boas, baby De amor depois do escurecer e piqueniques nos parques Esses são os dias que eu amo e que entram na minha vida Eu prefiro lembrar, lembre-se da alegria que compartilhamos, baby Eu prefiro lembrar de toda a diversão que tínhamos Tudo o que eu realmente queria era amar você e tratá-la direito Tudo o que fizemos foi espalhafato e luta Ele não se importa, baby Eu nunca pensei que iria ver o dia em que você colocou-me através de você Colocou-me através Você tenta o seu melhor, você disse que eu não te dei nenhum descanso Quando você vai parar de me amar? Quando eu vou parar de te amar?
5º lugar) O vocalista do Blur, Damon Albarn, rompeu seu namoro de seis anos e deve ter sido muito, muito doloroso. Continuaram amigos mesmo após o rompimento, o que atesta um alto grau de maturidade, mas as sequelas ficaram. Tanto que renderam um álbum um tanto aquém da euforia típica do grupo: “13”, cuja faixa “No Distance Left To Run” é tão triste que é difícil não se penalizar pela situação do músico (ou de não se identificar com ele em alguns momentos da vida).
Sem distância para percorrer
Está tudo acabado Você não precisa me dizer Espero que você esteja com alguém que te transmita segurança ao dormir Estando contigo à noite Eu não vou me matar Tentando ficar na sua vida Eu não tenho mais distância para percorrer Quando você me encontrar Por favor, vire de costas e vá embora Eu não quero te ver Pois eu sei que dos sonhos que você guarda eu faço parte E quando você se entristece Pensando em mim aqui Eu não tenho mais distância para percorrer Está acabado Eu sabia que terminaria desse jeito Eu espero que você esteja com alguém que te faça sentir Que a vida é essa noite E se estabeleça, ficando na volta Passando mais tempo contigo Eu não tenho mais distância para percorrer Eu estou voltando pra casa.
4º lugar) Nick Cave sempre foi a depressão em seu amálgama mais elegante, justo em calorosas terras australianas, e isso desde os tempos em que dividia o palco com seus Bad Seeds. Mas seu relacionamento com uma jornalista brasileira, o qual lhe rendeu um filho e um rompimento de rasgar o coração, inspiraram o cavernoso poeta pop na composição de um álbum que destila o amargor em sua essência: “The Boatman’s Call”. A faixa “Into My Arms” é incrivelmente tocante, devido a seu lirismo cáustico, embalando religiosidade e desesperança com um teor romântico cativante – praticamente uma canção de ninar, não fosse o tema ser motivo da insônia de qualquer um.
Em seus braços
Eu não acredito em um deus intervencionista Mas eu sei, meu amor, que tu acreditas E se eu também acreditasse, eu ajoelharia E rogaria a ele Que não tocasse num único fio de cabelo de tua cabeça Que te deixasse do jeito que tu és E se ele sentisse que precisa te guiar Que ele te guie direto para os meus braços Para os meus braços, oh, deus, para os meus braços Para os meus braços, oh, deus, para os meus braços Para os meus braços, oh, deus, para os meus braços Para os meus braços, oh, deus, para os meus braços E eu não acredito na existência de anjos Mas ao te olhar, me pergunto se não é verdade E se eu acreditasse, eu os convocaria a todos juntos E pediria que te guardassem Que cada um lhe acendesse uma vela Para fazerem o teu caminho limpo e iluminado E andarem, como Cristo, em graça e amor E te guiarem para os meus braços Para os meus braços, oh, deus, para os meus braços Para os meus braços, oh, deus, para os meus braços Porém, no amor eu acredito E eu sei que tu também acreditas E eu acredito em algum tipo de caminho Que nós podemos seguir andando, tu e eu Então, mantenha tuas velas acesas Que faça da jornada dela pura e brilhante Que ela irá sempre retornar Sempre e sempre mais Para os meus braços, oh, deus, para os meus braços Para os meus braços, oh, deus, para os meus braços Para os meus braços, oh, deus, para os meus braços
3º lugar) Bob Dylan se separou de Sarah, e Sarah deixou como resquício dos anos de amor uma verve que tornou o mais célebre compositor folk ainda mais admirado e idolatrado: “Blood On The Tracks” foi o fruto tão comemorado desta história de final triste. A faixa “Tangled Up In Blue” tem uma longa letra em que Dylan desfila os motivos do insucesso na relação. Quando alguém quiser filmar sua biografia, essa canção servirá quase que como um pré-roteiro.
Emaranhado Na Fossa
Bem cedo certa manhã enquanto o sol brilhava Eu estava deitado na cama Imaginando se ela mudou alguma coisa Se seu cabelo ainda estava vermelho A família dela, eles dizem que nossa vida juntos Certamente seria difícil Eles nunca gostaram Do vestido cosido em casa da mamãe O saldo bancário de papai não era grande o suficiente E eu estava de pé no lado da estrada A chuva caindo nos meus sapatos Em direção da costa leste Deus sabe que eu paguei o que devia Emaranhado na fossa Ela estava casada quando primeiro nos conhecemos Prestes a ser divorciada Eu lhe ajudei com seu problema, suponho Mas usei excesso de força Dirigimos aquele carro para o mais longe possível O abandonamos no oeste Nos separamos em uma noite escura e triste Ambos concordando que era melhor Ela virou-se e olhou para mim Enquanto eu caminhava embora Eu a ouvi falando por sobre meus ombros “Nos veremos novamente algum dia pela avenida” Emaranhado na fossa Eu tinha um emprego nas matas do norte Trabalhando como um cozinheiro por um tempo Mas nunca gostei tanto assim E um dia o machado caiu Então eu acabei em Nova Orleans Onde acabei sendo empregado Trabalhando em uma barca pesqueira Bem na margem de Delacroix Mas todo esse tempo que eu estava só O passado estava logo atrás Eu vi um bocado de mulheres Mas ela nunca fugiu da minha mente E eu apenas cresci Emaranhado na fossa Ela estava trabalhando em um local de topless E eu parei para uma cerveja Eu apenas fiquei encarando o lado de seu rosto No holofote tão claro E mais tarde quando o público afinava Eu estava pronto para fazer o mesmo Ela estava ali de pé atrás da minha cadeira Me disse: “Eu não conheço o seu nome?” Eu murmurei algo em voz baixa Ela estudava os contornos do meu rosto Eu devo confessar Que me senti um pouco desconfortável Quando ela se abaixou Para amarrar o cadarço do meu sapato Emaranhado na fossa Ela acendeu a boca do fogão E me ofereceu um cachimbo “Pensei que você nunca ia dizer ‘olá’”, ela disse “Você me parece do tipo calado”. Então ela abriu um livro de poemas E entregou-o para mim Escrito por um poeta italiano No século XIII E cada uma daquelas palavras soavam verdadeiras E reluziam como carvão em brasa Derramando a cada página Como se fossem escritos De dentro da minha alma de mim para você Emaranhado na fossa Eu vivi com eles em Montague Street Num porão descendo as escadas Havia música nos Cafés à noite E revolução no ar Então ele passou a negociar com escravos E algo dentro dele morreu Ela teve que vender tudo que possuía E congelou por dentro E quando finalmente o fundo caiu E me tornei distante A única coisa que sabia fazer Era continuar a continuar feito um pássaro que fugiu Emaranhado na fossa Então agora vou voltar novamente Eu tenho que encontrá-la de algum modo Todas as pessoas que conhecíamos Elas são uma ilusão para mim agora Uns são matemáticos Outras, esposa de carpinteiros Não sei como tudo começou Não sei o que fazem com suas vidas Mas eu, continuei na estrada Em direção de outra espelunca A gente sempre sentiu as mesmas coisas Apenas observamos de um ponto de vista diferente Emaranhado na fossa
2º lugar) O Fleetwood Mac é certamente a banda mais encrenqueira do planeta, sendo que cada músico tem seu próprio advogado, e também seu próprio caso de amor e traição praticado com os próprios colegas de palco. Com separações múltiplas na banda e enlaces feitos entre eles mesmos, nasceu “Rumours”, que teve o hit “Dreams” estourando nas rádios e expurgando a dor da rejeição com melodia altamente palatável e letra sarcástica (sobre uma mulher que se sentia presa e que irá amargurar as inconveniências da própria liberdade). Pop magoado que rendeu a venda de milhões de cópias.
Sonhos
Agora vem você de novo Você diz que quer sua liberdade Bem, quem sou eu para negar Só está certo o que você quer Você joga do jeito que tem vontade Mas ouça com atenção o som Da sua solidão Como o bater do coração... que te deixa louco Na calmaria da lembrança do que você tinha E do que perdeu... E do que tinha... E do que perdeu Só há trovões quando chove Jogadores só te amam quando estão atuando Diga... mulher... eles virão e irão Quando a chuva lava, você limpa... você saberá Agora vou novamente Eu tenho as visões de cristal Eu guardo minhas visões pra mim mesma Sou somente eu Quem quer envolver-se em teus sonhos e... Você tem algum sonho pra vender? Sonhos de solidão... Como o bater do coração... que te deixa louco... Na calmaria da lembrança do que você tinha... E do que perdeu... E do que tinha... E do que perdeu... Só há trovões quando chove Jogadores só amam você quando estão atuando Diga... mulher... eles virão e irão Quando a chuva lava você limpa... você saberá
1º lugar) Claro que, como primeiro lugar, este álbum não iria escapar de polêmica. O Afghán Whigs fala de separação com rancor em “Gentlemen”. É disco para você dar de presente quando sua carta de intenções for a mais depreciativa possível, e o recado já começa na faixa-título, que tem uma letra gato-e-rato de propósito difícil de definir, sabendo-se pela agressividade melódica que se trata, sim, de um manifesto claro de adeus.
Cavalheiro
Sua atenção, por favor Agora desligue a luz Sua infecção, por favor Eu não tenho a noite toda Entenda, você não entende? Entenda, eu sou um homem Eu fiquei muito tempo Mas ela era a combinação perfeita E empurramos isso para fora dessa vez Começou a fazer alguém doente Mas agora eu tenho tempo para você Para você, você, você e eu também Agora, venha pegar, venha pegar Porque eu terminei Entenda, você não entende? Entenda, eu sou um homem Eu esperei pela piada Ela nunca chegou E palavras que eu pensei que evitaria Me deixaram dentro, estou frio Todo bagunçado mas sem lugar para ir Você tem indecisão, e indecisão é minha inimiga Destranque a cabine, hei hei hei Eu pego qualquer coisa que tiver Agora estou nisso, agora estou nisso E você acabou Eu esperei pela piada Ela nunca chegou E palavras que eu achei que sufocaria Eu dificilmente reconheci
E já que iniciamos o texto com Beatles, encerremos com uma frase lapidar de John Lennon: “no final das contas, todo o amor que você dá é exatamente proporcional a todo o amor que você recebe”.
Mario Lopes
sábado, 4 de abril de 2009
Vítimas da moda
O shopping Crystal é o melhor lugar para observar as pessoas vitimadas pela moda. Pode-se até classificar as vítimas. Existem aquelas que querem estar no auge das tendências e acompanham todos os editoriais de moda. Ao primeiros sinais de coleção nova, lá estão elas gastando fortunas R$10 mil, R$15 mil e isso em apenas uma loja. Compram quase toda a coleção e não chegam a usar nem metade. Existem aquelas que não possuem tanto poder aquisitivo mas também querem seguir as tendências, uma blusa de chiffon de seda aqui, uma calça xadrez ali, uma sandália estilo romana lá e assim vão montando suas composições mega modernas. Nos dois casos, se correm alguns riscos. Elas odeiam pesley a vida inteira, entra na moda, vão correndo comprar para ficar fashion. Se volta a bendita manga morcego, lá estarão elas querendo voar. Outro risco existente é a tenue linha entre o chic e o brega. As mulheres não percebem que o que fica lindo em uma produção fotográfica em uma modelo linda e todo um contexto, não condiz com nosso dia-a-dia. Vão a loja, compram o modelito completo e podem dirigir-se diretamente ao circo. A necessidade de seguir a moda, de ser a primeira a ter aquele vestido, de mostrar que comprou aquela bolsa carésima (de couro vegetal) faz com que as mulheres percam a personalidade e passem a depender de coisas que não as representam e que até não fazem parte de seu estilo de vida. Se não estiverem dentro do shopping pedindo auxílio aos vendedores que tornam-se personal stylists, simplesmente não sabem se vestir! Mulheres! Façam seu estilo! Não dependam da moda. Aqui vos fala uma ex-vendedora: Forum, Le Lis Blanc, Bob Store. Beijos e bom final de semana!
Isis de Barczack
sexta-feira, 3 de abril de 2009
A camisa que não pode sair de moda
Fiquei espantada quando abri o jornal e vi a seguinte pergunta :
Você acha que o uso de preservativos ajuda a combater a disseminação do HIV ?
Logo perguntei – me :
Por que o jornal fez uma pergunta tão óbvia ?
Afinal já foi comprovado pela Ciência que o uso da camisinha auxilia no combate do vírus da Aids . Pois se uma pessoa infectada tiver relações sexuais com o preservativo , ela não contaminará o seu parceiro com HIV , e, também com outras doenças venéreas
Alguns segundos depois , refleti sobre a indagação do jornal e obtive a resposta procurada :
Ele fez esta pergunta por falta de informação de muitas pessoas , que nem sequer sabem a origem deste objeto.Com certeza se os seres humanos soubessem da origem de muitos materiais , passariam a usa – los com mais consciência . A camisinha surgiu há 2000 anos atrás com os antigos egípcios . Eles confeccionavam seus preservativos com tripas de animais . Com este objeto eles se protegiam de uma gravidez indesejada e de doenças venéreas , já que tinham muito contato com romanos e gregos , povos considerados liberais . Durante a Idade Média o médico Fallopio reformou o modelo da camisinha que era utilizado pelos egípcios .Depois o preservativo de Fallopio foi aperfeiçoado pelo Doutor Quodam que estava preocupado com a quantidade de pessoas infectadas por doenças venéreas , e, também porque estava receoso com a grande quantidade de filhos ilegítimos do Rei Carlos II . No século dezenove Goodyear criou os preservativos de borracha. Mas só no século vinte por causa da Aids é que a camisinha se popularizou .
Há muitos filmes e livros que contam histórias de personagens da vida real ,que pegaram HIV , pelo simples fato de não usarem preservativos . Exemplos : livro Depois Daquela Viagem e filmes como : Filadélfia e A Prece de Uma Mãe .
Luciana do Rocio Mallon
quinta-feira, 2 de abril de 2009
No Alvo da Moda
Eu escolhi esse título por que me simpatizo muito com a campanha que existe no nosso país contra o cancer de mama "NO ALVO DA MODA", alias me simpatizo com qualquer campanha no campo da moda que mobilize e levante bandeiras sociais...O que eu acho engraçado é que, em muitos nos casos nós não aderimos isso, pelo simples fato de "usar algo que outros também entarão usando", além de não exercermos nossa posição quanto cidadões... Mudando o tema, mas falando sobre o mesmo assunto...Meu tcc, por exemplo, foi sobre biocombustíveis, em muitas das reuniões que fazíamos e também na coleta dos dados primários, quando fomos a campo pesquisar mais sobre o assunto, nos questionavamos na verdadeira essencia do "boom" dessa energia, a questão que aparecia era: Será que realmente todos estão preocupados com o meio ambiente, com o que combustiveis que usamos atualmente está nos causando e ainda causará, o todo esse tumultuo acerca do Bioetanol ou qualquer outra energia alternativa, é por que está na moda assumir ainda que maquiada, uma postura socialmente e ambientalmnte correta? Estar na moda, ou ser vitima dela, não é apenas quando compramos aquela roupa que está sendo usada na tv, no "Caminhos da India", ou que qualquer estrela televisiva nos mostra, tantas "modas" que surgem, que muitas das vezes juramos que aquilo não usaremos, e pouco tempo depois estamos nós, adornadas por tal...outras tantas situações nos faz vitimas da moda. Quem de nós já não começou separar o lixo reciclavel e parou...por que isso é chato demais, e tbm não mais se tem aplausos por isso... Ou que agora só quer abastecer com alcool, sem pensar apenas nas vantagens economicas...ou alimentos organicos...jeans reciclavel...Ioga, academia...enfim...
Não penso que seja ruim estar na moda, permanecer nela, ou aderia uma que acabará se tornando seu estilo...penso também que é sempre bom procurarmos o lado bom dela, e não sermos apenas mais uma "Patty" nesse mundo de meu Deus...
Está na moda ser reciclavel... Está na moda ser espiritual e não material... Está na moda os "Bios", natural... Está na moda ser saudável...Ser voluntario... Está na moda apoiar uma causa(Ex.Cancer de Mama, que mata mts de nossas mulheres) Está na moda o 3º setor... Tantas coisas positivas estão na moda, que eu gostaria de convida-los ,e sermos adeptos dela...
Mas...
Quem é vitima da moda, no sentido pleno da palavra...alveja ser diferente...e acaba sendo sempre igual...
Beijos alternativos...
Maria Jaqueline
quarta-feira, 1 de abril de 2009
Reflexões Sobre a Barbie
Barbie foi uma boneca criada , nos Estados Unidos , em 1959 pela estilista Ruth . O brinquedo ganhou este nome em homenagem a filha da criadora que se chamava Bárbara , porém atendia pelo apelido de Barbie . Mas este brinquedo é muito mais do que uma simples boneca , ele é um verdadeiro ícone do imperialismo e da ditadura de beleza . Recentemente fui a uma biblioteca , abri um dicionário de gírias na letra B e logo li :
Barbie adj. : 1. Garota fútil somente preocupada com a beleza . 2. patricinha .
Dei uma risada e notei que este livro tinha razão .
Conheci a Barbie em 1980 , quando eu tinha seis anos de idade , num comercial de televisão . Naquele momento meu tio , que morava num sítio do interior onde não havia televisão mas que estava de passagem em nossa casa , exclamou :
- Que boneca indecente !
- Tem cara de dançarina de boate !
Naquele momento não entendi o comentário , porém falei :
- Concordo !
- Prefiro a minha Susi .
Assim ele complementou :
- Esta Susi tem cara de boneca mesmo .
- Não insinua nada demais ...
- Mas esta Barbie ...
Alguns anos se passaram e percebi que esta boneca , realmente , tinha cara de garota de programa . Nas brincadeiras , minhas amigas sempre faziam as suas Barbies traírem o Bob , que depois virou Ken , com os outros bonecos . Já eu fazia a minha Susi se apaixonar pela boneca patricinha e depois chorar bastante . Não é à toa que existem comunidades no Orkut chamadas : Minha Barbie Era Piranha e Minha Susi Era Lésbica .
Aos doze anos de idade notei que os empregos da Barbie sempre eram da elite : dentista , médica , advogada e engenheira . Como minha irmã tinha uma boneca destas perguntei o seguinte para Maria , uma amiga da minha avó :
- Maria , você pode costurar uma roupa de gari para a Barbie da minha irmã ?
Então ela aceitou o meu pedido e fez uma roupa de lixeira para a boneca .
Fiquei tão contente que sempre fazia minhas tarefas domésticas ao lado da Barbie Gari . Recentemente fiquei contente ao achar uma comunidade no Orkut intitulada : “ Quero uma Barbie Gari “ .
Algum tempo se passou e no começo dos anos 90 , estourou nas paradas de sucesso uma música intitulada Barbie Girl da banda Acqua . A tal música foi regravada há três anos atrás pela cantora Kely Key , outra admiradora desta boneca . Também na mesma época , após uma cirurgia plástica , a atriz e modelo Pâmela Anderson afirmou que faria quantas operações fossem necessárias para virar uma Barbie . Já em meados dos anos noventa surgiu o boato de que a atriz , cantora e empresária Tália tirou uma costela só para ficar com o corpo da boneca famosa . Em 1997 estourou na mídia o caso de uma adolescente que tinha feito mais de cinco cirurgias plásticas e que acabou suicidando – se só porque não estava parecida com a Barbie . Há alguns anos atrás surgiu a modelo e empresária Paris Hilton afirmando ser a reencarnação desta memorável boneca , afirmação que causou revolta em muitas fãs do brinquedo . A única admiradora da Barbie que foi feliz foi a cantora Madona , pois ela afirmou que aos cinqüenta anos estaria enxuta como esta boneca inesquecível e a profecia virou realidade .
Algo cruel que a boneca patricinha fez foi estragar os grandes clássicos com suas séries de desenhos adaptados , exemplos : Barbie – Rapunzel , Barbie Quebra – Nozes , Barbie – Lago dos Cines , etc.
Dia 9 de Março de 2009 esta boneca completou cinqüenta anos . Porém , assustei – me pela maneira como o aniversário da loira foi comemorado . Numa certa estação de rádio só se ouvia o seguinte anúncio :
- Meninas , venham comemorar o aniversário da Barbie no shopping , dia ...
Naquele final de semana , ao sair pela noite curitibana , fiquei espantada quando vi o seguinte cartaz numa danceteria do bairro Batel :
- Hoje tem a balada do aniversário da Barbie !
- Mulheres vestidas de Barbie não pagam entrada !
O pior era que , na fila , existiam centenas de garotas fantasiadas de bonecas .
Espantada com tanta futilidade fui ao Largo da Ordem , o bairro mais cult de Curitiba , mas fiquei triste ao ver , num bar de roqueiros , o seguinte “ baner “ :
- Vamos Comemorar Juntos os Cinqüenta Anos da Barbie !
Decepcionada com a situação voltei para casa . Assim , naquele instante , fui até o porão e vi que a velha Barbie estava intacta , mas seu vestido de noiva ficou totalmente encardido .
Luciana do Rocio Mallon
terça-feira, 31 de março de 2009
Pintando e bordando em mim mesma
Eu sempre achei que era neutra. Desde o ensino médio, quando não se usava mais uniforme, não era empolgada como as outras meninas em poder usar roupas diferentes todos os dias. Pelo contrário: eu me assustava com o fato de ter que pensar e ter uma roupa diferente diariamente!!! Via aquelas meninas usando uma blusa de cor diferente cada santo dia...e o pior: sempre o nike shokes delas acompanhava a mesma cor. Eu pensava “Elas só podem trocar as molas todos os dias”. Tá que eu também nunca fui apontada na rua por me vestir, digamos, mal (exceto na minha época gótica. Mas, na verdade, eu sempre tive épocas e épocas, aquelas de me arrumar mais e carregar na maquiagem e outras de passar só um rímel e um “gloss básico” e uma roupa cor neutra.Eu sempre gostei de ter meu estilo, e ele muda diariamente de acordo com meu humor (sim eu me visto conforme meu humor, quem é que não faz isso também?). Uma das minhas paixões sempre foi desenhar, pintar e escrever. Eu sempre pintava e bordava nas minhas roupas, tanto que cheguei a prestar vestibular para Design de Modas e Jornalismo ( nada a ver né, mas o gosto pela escrita foi maior). Porém, uso minha criatividade nas minhas roupas, acessórios e estilos todos os dias e posso dizer que sou uma vítima da moda sim, mas uma vítima da minha própria moda.
Beijoss para vocês com um gloszinho básico!
Bianca Silva
segunda-feira, 30 de março de 2009
Tema: Vítimas da Moda
Não seja você a próxima vítima.
Quando penso em vítimas da moda, me vem à cabeça o período em que morei em Santa Catarina, especialmente os últimos dois anos em Balneário Camboriú, é impressionante a quantidade de pessoas (mulheres, vai!) que insistem em vestir o último hit da moda, mesmo que ele desafine em seu corpinho.
Sou uma pessoa que gosta da moda, principalmente do lado cultural, da evolução da moda, do branding das marcas, da produção dos designers, acompanho as tendências, as novas tecnologias na produção, mas não sou consumista. Então acabo sendo uma observadora do que está acontecendo a minha volta.
Fiquei impressionada como as últimas tendências chegavam rápido as vitrines da cidade e maior ainda era a velocidade que eram consumidas. Desde os looks da moda praia até os mais refinados nas famosas baladas da cidade. O problema que na maioria das vezes, ter acesso a moda, não significa ter estilo. Num passeio de fim de tarde, caminhava na minha frente uma moça baixinha, magrinha, com um jeans muito justo, cintura baixa, botas plataforma de cano alto por cima da calça, mini-blusa camuflada, super bronzeada, loira platinada com cabelos pela cintura. Achei aquele conjunto meio estranho afinal caminhávamos à beira mar, mas qual foi a minha surpresa quando essa pessoa se virou para atravessar a rua, era uma senhora de uns 55 anos no mínimo. Outra coisa que me chamava à atenção era a quantidade de mulheres que usavam roupas de ginástica para atividades diárias e nem freqüentavam uma academia. Calças de suplex, top, chinelos plataforma e muita prata (brincos, cordões e pulseiras) eram o uniforme diário das manezinhas.
Há algum tempo li uma matéria da consultora de moda e fotógrafa Ana Mourão sobre algumas contradições na relação entre a moda, o consumidor e a indústria e que citava “Os dez mandamentos da Vítima da Moda”, entre eles o sétimo mandamento, “Fingirás ser Atlético”, me lembrou esse caso do pessoal fascinado por roupas esportivas. Esses mandamentos foram escritos pela jornalista de moda nova-iorquina Michelle Lee no seu livro: "Fashion Victim: Our Love-Hate Relationship with Dressing, Shopping and the Cost of Living".
1. Pagarás Mais Para Parecer Mais Pobre. Talvez devido ao encurtamento do ciclo da moda, as tendências duram tão pouco que preferimos comprar roupas que tenham aparência de usadas. São acabamentos, tingimentos e cortes que dão aspecto de usado, ou até velho, para as roupas. Ironicamente, apesar de a moda ser baseada em novidades, nada deve parecer ser tão novo. Se a moda é também uma forma de mostrarmos visualmente símbolos daquilo que desejamos ser, e todos queremos ter estilo; então por que queremos dar a impressão de que não houve esforço na hora de se vestir? Inclui também a febre vintage, de roupas de segunda mão, e da moda vinda das ruas, que é vendida no shoppings. Mas este estilo deixa de ser in se a vítima da moda tiver que comprar todas as roupas usadas em brechós, por exemplo.
2. Usarás Objetos Inúteis. As vítimas da moda não têm nenhum problema em usar uma peça de roupa que tenha, como único propósito, enfeitar. Mas se é possível criar a ilusão de que a peça de roupa é também funcional, ainda melhor. Parece que desejamos justificar a compra. A calça cargo é um exemplo: embora sua funcionalidade tenha ajudado a difundir esta moda, quem realmente usa tantos bolsos? O designer Ralph Lauren chegou até mesmo a lançar um biquíni cargo, com bolsos no quadril (imagine a marca que deixa no bronzeado…). De acordo com Michelle Lee, "julgando pelas últimas criações (da moda), as roupas do futuro terão apenas uma utilidade - a de servir às necessidades que nem sabíamos existir." (LEE, 2003).
3. Possuirás Muitas Variações do Mesmo Tema. É comum a vítima da moda ter vários items que são praticamente o mesmo, apenas com mudanças suficientes para serem considerados diferentes. A indústria da moda parece sempre nos dizer que não há como ter calças jeans demais (os americanos têm em média sete pares de jeans, e, mesmo considerando que estes tenham lavagens e cortes diferentes entre si, serão eles realmente tão diferentes?). Parece não haver limite: mesmo considerando que boa parte do guarda-roupa acabe sendo pouco utilizado, as vítimas da moda sempre parecem precisar de mais do mesmo.
4. Acreditarás Piamente no Alcance da Marca. Hoje em dia, quando se compra uma marca, está-se comprando um estilo de vida. Como já foi dito, as marcas de moda podem então nos vender qualquer outra coisa: cremes, loções, maquiagem, esmaltes, travesseiros, velas, lençóis, música. Se você gosta de se vestir de Calvin Klein você pode vestir o seu quarto também. A maioria destes produtos adicionais são fabricados por outras empresas que são licenciadas, mas a vítima da moda parece não se importar muito, desde que sua marca preferida esteja na embalagem.
5. Desejarás a Validação do Seu Próprio Estilo. Se por um lado acreditamos que nos vestimos de acordo com o nosso eu subjetivo, por outro lado a opinião alheia parece ser muito importante. Ou ainda, de acordo com Kim Johnson, professora de Psicologia da Moda na Universidade de Minnesotta, EUA: "As roupas informam os outros do quão empenhada você está em participar da moda e como se posiciona."(LEE, 2003).
6. Deverás Vestir Também Suas Crianças e Animais de Estimação. Não contente em seguir a moda, a vítima ainda compartilha seu estilo com filhos e bichinhos de estimação. Assim sendo, muitas marcas já contam com a sua divisão infantil (Baby GAP, Diesel Kids, D&G Junior) e até mesmo para cães e gatos como fazem Gucci, Hermès, Louis Vuitton, Prada e Salvatore Ferragamo, e Old Navy, entre muitas outras.
7. Fingirás Ser Atlético. O fascínio por roupas esportivas parece aumentar: desde peças com tecidos que melhor absorvem o suor, passando pelas camisetas de rugby e tênis tecnológicos, até a moda dos abrigos chiques. Na maioria das vezes, a vítima da moda nem pratica esportes (quantas pessoas realmente jogam rugby? Quantas possuem um tênis Air Nike e praticam esportes com os mesmo? Quem precisa de blusa que absorve o suor para ir passear no shopping com ar condicionado?).
8. Deverás Ser um Outdoor Ambulante. Guardadas as devidas proporções, vestir um logo é como vestir as cores da gang à qual se pertence, como uma carteirinha de associação a um determinado grupo. Isso não necessariamente significa que seja preciso levar uma marca estampada no peito, muitas vezes apenas o estilo da roupa já é o suficiente para representar a marca que você veste.
9. Deverás Verificar Como Socialites e Celebridades Estão Vestidas. Um dos mecanismos do ciclo da moda é a (tentativa de) distinção social através da aparência, e desta forma, as marcas de moda continuam vestindo as socialites e celebridades, ícones sociais modernos. Estas são as pessoas que estão sempre aparecendo em colunas sociais, sempre bonitas e sempre, sempre bem vestidas. Segundo Michelle Lee, a principal ocupação da socialite é ser a resposta a pergunta: "Mas quem realmente usaria esta roupa?" (LEE, 2003). Recebem vários presentes e empréstimos de designers, que ficam felizes por receber cobertura jornalística, uma vez que a socialite/celebridade é amplamente fotografada nos eventos a que comparece, perpetuando assim o ciclo da moda.
10. Deverás Cobiçar Sem Ver. Curiosamente, a venda de roupas hoje em dia não requer necessariamente mostrar as roupas, mas apenas a imagem, o estilo de vida associado à roupa. Desta forma, o branding das marcas de moda tem como principal objetivo chamar a atenção dos consumidores, independentemente de chamar atenção para as roupas em si. Os catálogos da marca jovem de roupas Abercrombie & Fitch (considerada cool por 10 entre cada 10 jovens dos EUA), optam por mostrar jovens nus, ou apenas com pinturas no corpo (a roupa em si nem é mostrada). Um anúncio impresso da maison francesa Emmanuel Ungaro, de alguns anos atrás, mostrava uma mulher nua tendo sua pele lambida por um lobo, e novamente a roupa não aparecia.
Como mostram estes (e outros) exemplos, sexo é comumente utilizado para "ilustrar" um estilo de vida ou atitude de uma marca, bem como imagens chocantes ou inusitadas. Para as marcas de moda é uma boa ferramenta para seu processo de branding, uma vez que anúncios considerados polêmicos recebem cobertura da imprensa, pois representam publicidade gratuita (economizando milhões), e ganham uma certa "seriedade" ao participar de um artigo ou reportagem. Tomara que a próxima vítima não seja você. Besos
Andréa Penteado
domingo, 29 de março de 2009
Encontros, Desencontros e Reencontros
Eles não se conheciam. Ele morava a apenas duas quadras da casa dela na grande cidade e precisava se separar da garota com a qual morava. Pegou seu carro e saiu num sábado de garoa. O Monza derrapou na pista de paralelepípedo molhada e bateu no meio-fio, estourando um dos pneus e causando danos cuja gravidade ele não soube identificar. Precisava de um telefone para falar com seu mecânico. O carro ficara quase na esquina da casa dela. Pronta para sair, ela se aproximava do portão para ir a uma amiga. Mas deu meia-volta e resolveu ficar com a mãe. Estava morando há pouco tempo na capital, os pais atravessavam a fase do divórcio e ela queria dar e receber carinho. Precisava de alguém. Sem ninguém na rua para pedir um help, ele foi então para sua casa telefonar. Menos de um mês depois, ele se separava, mudando do sobrado para longe dali.
Anos depois...
Ela foi a um show na Pedreira Leminski. Ele também, agora recém-divorciado de um matrimônio que teve toda a pompa e circunstância. O namorado dela mudara há pouco para outra cidade e acabaram a relação. Quando a banda pisou no palco, a multidão começou a pular eufórica, num sobe e desce ritmado por “Bone Machine”. Ele pegou seu celular para ligar a um amigo e deixá-lo ouvir uma palhinha do show. Ela era levada pela turba para cada vez mais perto dele. Empurrou-o e o celular caiu de suas mãos. Ela quase o pisou. Mas foi outra pessoa quem sentiu o aparelho sob seus pés e se abaixou para devolvê-lo ao dono.
Anos depois...
Ele foi visitar um primo que estava internado em estado grave num hospital à beira da BR. Ela estagiava lá. Com o falecimento do parente, ele procurou ajudar nas burocracias do velório, tendo sido informado de que deveria ir até a sala de protocolo para pegar os prontuários do óbito. Ela estava na sala de arquivo e percebera que iria demorar muito tempo para dar conta de um serviço quase braçal. Ele se aproximava do mesmo recinto, no qual adentraria por engano, pois não era a tal sala de protocolo. Em meio a suas atividades, ela encontrou um enorme rato se entocando entre os documentos. Saiu rápido da sala, pronta a pedir demissão, segundos antes de ele chegar, abrir a porta e constatar que não havia ninguém no local. Nos meses seguintes, ela se envolveu com um homem que deixou marcas físicas e psicológicas em sua vida; e ele com uma mulher desequilibrada que tinha surtos de ciúmes em público.
Anos depois...
Ele e ela foram apresentados um ao outro na festa de um amigo. Simples assim. Trocaram juras de amor eterno e o romance durou dois meses exatos. Não se precisavam mais, passou o tempo em que seriam o bote salva-vidas um do outro. Decepção com o desfecho? O fato é que a pessoa certa é sempre a pessoa certa, e não existe hora errada para ela aparecer. Afinal, se uma hora errada dura 60 minutos, a pessoa certa pode render 60 dias.
Mario Lopes
sábado, 28 de março de 2009
Amor dividido
Bons tempos eram aqueles... idos de 98/99. Ana não pensava em amor, era pura revolta, puro idealismo.Com 16 anos, seus robbies eram jogar basquete e tocar violão.Tinha algumas amigas mas, na maioria do tempo, estava cercada por eles, os meninos. Sentia-se como se fosse um deles, mas eles não a viam da mesma maneira.Ela tornava-se mulher e despertava algumas paixões, entre elas, dois de seus melhores amigos: João e Higor. Ana sentia algo diferente pelos dois amigos. Higor conversou com João a respeito de seu interesse por Ana, mas este o desmotivou dizendo que Ana era feia e desajeitada. Ela percebeu o súbito desinteresse de Higor e começou a prestar mais atenção em João que fazia questão de ficar sempre ao lado dela. O sentimento cresceu e Ana não sabia como lidar com aquilo e chegava a ficar revoltada. Mas, no final de 99 percebeu que era amor o que sentia por João e eles começaram a namorar. Higor entendeu, afinal, porque João o havia desmotivado. Os dois continuavam a ser melhores amigos e Higor estava sempre junto com o casal. Ana gostava daquela situação, estava sempre muito bem acompanhada e podia adivinhar o que Higor sentia. Tinha dois homens que a amavam, não podia retribuir aos dois do mesmo jeito mas, de certa forma, nutria os sentimentos de Higor também. Assim se passaram quatro anos, João era a pessoa certa que havia feito Ana descobrir-se mulher, uma pena serem tão jovens, poderiam ser um casal para vida inteira. Mas os dois queriam experiências novas e o relacionamento chegou ao fim.
Ana ainda tinha Higor que tornou-se seu fiel escudeiro, tinha esperanças que poderia tornar-se enfim o amado assumido de Ana. Ela o queria para vida inteira e tinha medo de perdê-lo, caso o namoro não desse certo, e disse que não podia ficar com ele. Ele aceitou e continuaram a ser amigos, ela conheceu outro rapaz, começou a namorar e Higor não se deu bem com esse novo namorado, resolveu afastar-se de Ana. Passado um ano, esse namoro chegou ao fim e Ana procurou Higor. Voltaram a ser como eram antes e Higor fez nova tentativa. Novamente foi recusado por Ana. E dessa vez, Higor não suportou e afastou-se definitivamente dela. Lá se foi sua nova chance de ficar com o segundo grande amor de sua vida. Ficou sem o amigo e sem o namorado. Novamente foi o homem certo na hora errada.
Hoje em dia, Ana sabe pouco sobre Higor. Mas sente muito sua falta e espera que, um dia, a vida lhe dê outra chance de reencontrar o segundo grande amor de sua vida. E nessa próxima vez, ele será a pessoa certa na hora certa.
Beijos a todos!
Isis de Barczack
sexta-feira, 27 de março de 2009
Saga rotineira
Zefa trás a saga de encontrar pessoas certas na hora errada, a história é dela é a da menina que dizia ser apaixonada aos 15. A primeira paixão, o primeiro amor, Edicleison: cantavam, dançavam e se descobriam, aprenderam a amar. A pessoa certa não até uma viajem de intercâmbio na hora errada. Eram muito novos, tinham que continuar vivendo a vida. Depois da Oceania direto pro sul, e eles se encontram em alguns carnavais. Depois um tal de Erimar, lindo e gostava das mesmas coisas que ela, onde? Em Porto Seguro, vê se isso é lugar de encontrar pessoa certa, era o que ela achava. Noites loucas de amor uns meses depois, ele nas montanhas de gelo da Suécia e ela no sudeste brasileiro. Ainda perdeu mais uma pessoa certa pro frio europeu que lá mesmo, no velho mundo, encontrou a pessoa certa na hora certa: o tal bonitão Jadilson firmou o matrimonio com uma tal finlandesa para um certo mês que está por vir. Tem aquele que foi conhecido no semáforo, carro do lado, paquera, cervejinha e balada. No fim da noite e de alguns dias, tai a pessoa certa, Gaspar que encanta pelo sorriso e conquista no carinho. Mas ele? Seria bom demais se fosse a hora certa, dono da namorada gostosona do tipo pessoa certa, que talvez para ele não seja, mas pra sociedade é. E, como todo homem, prefere o que a sociedade diz! O outro e último, porque acho que já deu pra perceber a saga de se encontrar a pessoa certa, é muito lembrado por Zéfa. Ah, mas esse é a pessoa certa! Aprende, cria, sorri, ensina, compreende, faz ela cantar e dançar como aos 15 e sente. Como é bom estar com ele, mas e a hora? Errada claro! As horas nesse caso se contam por alguns anos, além disso status e imposições sociais são claras. É, acho mesmo é que se vive na hora errada sempre, e o que se tem a fazer é se esforçar para cada dia encontrar a pessoa certa. Quanto mais estiver disposto, mais vai atrair essas pessoas, que, independente da hora, alguma coisa vai te acrescentar. E você? já foi a pessoa da hora errada de alguém?!
* Obs: Os nomes originais foram substituídos por uma questão de segurança.
Day Araújo
quinta-feira, 26 de março de 2009
Se não é na hora certa, é a pessoa errada
Sou adepta a uma das linhas que a filosofia estóica reza, e o que me chama mais atenção nessa filosofia, e que me fez carregar para minha vida, é a tranquilidade estóica... Os estóicos diziam que todos os processos naturais - por exemplo, a enfermidade e a morte - eram regidos pelas constantes leis da natureza. Por esta razão, o homem deveria aprender a aceitar o seu destino. Nada acontece por acaso, diziam os estóicos. Tudo acontece porque tem de acontecer e de nada adianta alguém lamentar a sorte quando o destino bate à sua porta. Também as coisas felizes da vida devem ser aceitas pelo homem com grande tranqüilidade. Ainda hoje falamos de uma "tranquilidade estóica" quando queremos nos referir a uma pessoa que não se deixa inflamar por seus sentimentos. A tranquilidade estóica nos diz que estamos onde devemos estar...com quem devemos estar, fazendo o que estamos fazendo... O que eu quero dizer com isso , é que no meu ponto de vista, não acredito que se for a pessoar certa, ela não apareceria na hora errada... Longe de mim aqui querer ser a "do contra", porque ínúmeras foram as vezes em que conheci pessoas interessantissímas e pensei....:"Mas logo agora!!!", talvez muitos de nós já passamos por isso, ou por já termos um compromisso com alguém, ou por que estamos comprometidos com nossos projetos, ou por que nosso trabalho não nos dá espaço, ou por que temos que viajar, enfim...várias são as situações que nos são impostas como obstáculos para que não se torne possível uma relação com a "pessoa certa". Pela minha visão estóica encaro esses obstáculos (a hora errada) como um sinal (aliás, sempre acho que a vida nos emite muitos sinais) de que aquela pessoa não é para nós... ou que não trará bons frutos a nossa vida... e que eu estou enganada quando penso que apenas o momento não é propício...
Acreditem nisso, e encontrarão a pessoa certa, na hora exata...
Beijos breves...
Maria Jaqueline
quarta-feira, 25 de março de 2009
A Pessoa Certa Na Hora Errada e a Pessoa Errada Na Hora Certa
Quando abri meu e-mail e vi que o assunto proposto era "Pessoa certa na hora errada" viajei ao túnel do tempo . Então lembrei – me de uma aula de Literatura ministrada pela professora Eivanice em 1987 . Os alunos estavam distraídos , mas se calaram quando ela disse : - Hoje o assunto é “ A Pessoa Certa Na Hora Errada . “ - Isto aconteceu com Romeu e Julieta , da obra de Shakespeare , que se apaixonaram na adolescência . O fato deles se encontrarem na juventude , sendo que suas famílias eram contra o romance , é que determinou o momento errado . Afinal se Romeu e Julieta se conhecessem na velhice teriam vivido uma paixão sem um final trágico . - Outro caso de encontrar a pessoa certa na hora errada foi o romance entre Bentinho e Capitu , da obra Dom Casmurro do Machado de Assis , que acabou por causa da desconfiança . Ora , se os dois tivessem se conhecido em pleno século vinte e um , o problema da suspeita da paternidade do filho seria desvendado num simples exame de DNA . - Saindo da Literatura e indo para o mundo real . Agora contarei uma história verídica : - Maria era uma donzela recatada , de dezenove anos de idade , que fazia faculdade . Ela não queria saber de casar cedo. Pois seu sonho era ser executiva . Em seu curso ela conheceu José , da mesma idade , que pediu a sua mão em namoro . A moça ,mesmo apaixonada , recusou o pedido do rapaz temendo que um romance atrapalhasse sua carreira . Afinal ela tinha em sua mente que , para uma executiva , casamento e filhos só poderiam vir depois de trinta anos de idade . Dez anos se passaram . Maria não se casou , porém não se tornou uma executiva apesar de tanto esforço . O primeiro casamento de José não deu certo porque ele era muito imaturo e ciumento . Depois ele tentou esquecer Maria casando com uma mulher baladeira e fútil . Há uma semana atrás José viu Maria numa esquina do centro da cidade e o olhar dos dois falou a mesma coisa : A Pessoa Certa Na Hora Errada . - Há muitos anos atrás na Suécia , em Estocolmo , bandidos assaltaram um banco e fizeram muitos reféns . Porém uma das moças seqüestradas se apaixonou por um dos marginais . Alguns anos depois os dois se casaram . Por isto a jovem foi taxada , injustamente , de sofrer transtorno mental grave . Refleti sobre esta aula , que estava nos arquivos da minha mente , e voltei aos dias atuais . Logo pensei : - Se existe a pessoa certa na hora errada , isto é sinal de que há a pessoa errada na hora certa . - Desta maneira meu cérebro viajou ao ano de 1992 , quando um bombeiro salvou uma moça de um incêndio , naquela hora os dois se apaixonaram e se casaram três meses depois . Um ano após este matrimônio o casal se separou alegando incompatibilidade de gênios . Isto é um caso espetacular de encontrar a pessoa errada na hora certa . Pois se o bombeiro não tivesse resgatado a moça , hoje ela poderia estar morta . Ele foi um herói , mas não tornou –se a pessoa ideal para dividir a vida com ela . E você , leitor , já encontrou a pessoa certa na hora errada , ou , encontrou a pessoa errada na hora certa ?
Luciana do Rocio Mallon
terça-feira, 24 de março de 2009
Pessoas e momentos errados, momentos e pessoas certas!
“Ventos passaram nas paredes dos meus ouvidos Mas eu nem percebi Espaireceram-se em meus pensamentos
Os aromas mais puros Infestaram meus cômodos E nem senti Dispersaram-se inodoros
Os mais áureos sabores Pelo êxtase de minha boca passaram Mas quão amargo fosse Nada minhas vontades sentiram e de nenhuma delas se saciaram
E por mais macia que aquela pele fosse E o abraço me trouxesse alento Nada sentia, só sentia o áspero dos sentimentos
E passaram, Olhos e face em perfeita sintonia Definido perfeitamente perfeito E pela primeira vez vi e pela primeira vez percebi Mas quisera destino que ainda não fosse o momento”
A pessoa certa na hora errada até existe, mas pra mim, sempre foram os errados (os errados, mas que eu adorava) e sempre foi o momento errado também. Eram os maiores cafajestes ou aqueles que não estavam nem ai pra mim...e se estavam...não podiam estar comigo pela situação ou eu não queria. É por isso que cheguei à seguinte conclusão: Sempre esteja atenta com o tato, audição, olfato, paladar e principalmente visão aguçados....porque pode ser que a pessoa certa tenha passado do seu lado e você nem percebeu e se percebeu e não deu certo..é que não era pra ser porque quando tiver de ser, todo momento, toda hora e a pior pessoa do mundo será a pessoa certa e o momento será sempre oportuno.