Dia especialíssimo para o blog: vai ter encontro de Desaforadas para debater os rumos para 2010. E também acontece hoje algo inédito: pela primeira vez, estamos publicando três posts na mesma data. Uma veterana e duas estreantes com textos tão bons que a publicação não poderia ser protelada. A veterana é a Elaine Souza, e as estreantes são duas Danis: Daniele Piotrowicz e Daniela M. Braga.
Elaine chega com um conto muito insinuante sobre as possibilidades sensoriais que fundem dor e prazer. Já suas duas colegas de postagem merecem ser primeiramente apresentadas.
Daniele Piotrowicz de Camargo, 31 anos, é solteira, dentista, praiana e garota família que curte boas amizades e... homens ("apesar de todos seus defeitos", complementa). A nova integrante gosta de pessoas inteligentes, bem humoradas e com presença de espírito, por isso se tornou leitora do blog. Não é de levar desaforo para casa: "já engoli muito sapo, por ser da turma do 'deixa disso' a maior parte da minha vida, mas agora virei uma Desaforada!". E é o que se pode confirmar em seu texto de debut, no qual relata suas desventuras balzaquianas. Mas um fato inusitado acabou por fazer com que este post fosse complementado por dois outros textos: a Dani o enviou para duas pessoas que lhe são muito queridas, e o resultado foi que ela recebeu e-mails de ambas com mensagens tão bem costuradas racionalmente, permeadas de bom humor e sensibilidade, que mereceram também figurar na continuidade do post.
Por fim, Daniela M. Braga (ou Funérea, para os íntimos). É jornalista e eterna estudante de cinema, se auto-definindo como "louca de plantão, sempre em mutação". Considera-se uma Desaforada porque xinga e briga, "só ainda não bato... ah, e acho que todo homem é palhaço". É fanática por shows e seu post encontrou inspiração na torturante leitura de revistas de celebridades que se viu obrigada a folhear na sala de espera do consultório médico.
Eis os posts, pela ordem de envio das Desaforadas.
Apanhando Do Amor 
Esta semana completei 31 anos... e estranhamente esse número me causou mais impacto do que os 30 no ano passado... Acho que passar dos 30, sem namorado e sem previsão de arranjar um, foi o que mais “pesou”... Todo o resto: cabelos brancos, braço mole pra dar tchau, gordurinhas indesejáveis que já não somem mais depois de uma dieta de uma semana... tudo isso se tornou irrelevante... Mas o tal do namorado...
É óbvio que eu tenho consciência de que não estou tão velha assim, e estou longe de estar encalhada ou desesperada, mas quando você para pra pensar que aqueles seus primos da sua idade, e até os mais novinhos, incluindo os que você pegou no colo, já estão todos casados ou casando... não tem como não ficar no mínimo frustrada... Se eu fosse chata, feia, tivesse chulé ou mau hálito, até entenderia...
Sábado (hoje) casa mais uma... minha prima que é médica, não tem tempo pra nada, vive de plantão, quase não para em casa, mas tá lá... casando. E eu, fazendo mil planos de como vou driblar as concorrentes para pegar esse buquê... E a melhor ou pior parte é saber que as concorrentes em busca do buquê estão cada vez mais escassas... algumas porque já casaram, outras porque ja desistiram da idéia.
Eu me produzir toda para ir a mais um casamento sozinha, reencontrar toda a família e ter que responder repetidamente a frase “não, não estou namorando...” pode não ser a coisa mais divertida para um sábado à noite, mas faz parte dos compromissos familiares. O pior nem sempre é essa pergunta, mas sim os comentários...
“Tadinha, tão bonita, formada, trabalhadeira, sabe cozinhar, adora criança, ela é mulher pra casar, mas ainda não teve sorte...” – será que respondo que a questão não é bem sorte? E mulher pra casar ainda está sendo usado como um elogio ou se tornou algum tipo de doença que os homens têm muito medo de se aproximar de quem tem?
“ Eu achava que você ia casar com aquele seu namorado... Ele ainda tá solteiro?” – você até já imagina o que passa na mente doentia dessas pessoas, que se você não achar mais niguém pra casar, pode tentar reatar aquele seu namoro que já não deu certo no passado. Definitivamente, não estou tão desesperada...
Um dos comentários mais comuns a se ouvir é: “você tá solteira? Então, tem o filho de uma amiga da minha vizinha que tá solteiro (geralmente isso se traduz como separado, divorciado e, muito raramente, viúvo), ele é tão querido, educado, inteligente, simpático (por que as pessoas usam esses adjetivos para mascarar quando a pessoa é muito feia, bem mais velha que você e, provavelmente, muito chata ?).
Sempre fui da opinião do “não faça para os outros o que você não gostaria que fizessem para você” e não lembro de ter, em algum momento, me empenhado em tentar achar marido para minhas amigas, mas parece que hoje em dia isso está se tornando tão normal...
Há alguns anos, uma amiga minha me apresentou um candidato a namorado. De fato, namoramos por um ano e quatro meses... e o final foi muito traumático, porque descobri que o cara era totalmente maluco e conseguiu me enganar por tanto tempo. A amiga nunca mais atendeu as minhas ligações e, depois de um tempo, conversando com uma amiga em comum, ela me confidenciou que ela estava envergonhada por ter me apresentado o pilantra. E quem saiu perdendo fui eu, perdi meu tempo e perdi a amiga, que, com certeza, não tinha culpa nenhuma.
Mas, às vezes, essas coisas podem dar certo. Em agosto fui madrinha de casamento de uma amiga que conheceu o noivo assim, por indicação. Tinham amigos em comum que, por conviver com os dois, perceberam que eles tinham muitas afinidades e resolveram apresentá-los. Os dois estão juntos e felizes. Parece até história de cinema.
E eu já cheguei a dizer que uma das razões de estar solteira até hoje deve ser por causa destas comédias românticas americanas que fazem a gente rir e chorar, e acreditar que um dia aquilo também pode acontecer com a gente.
Ah, claro! Você conhece um cara no mercado ou na rua, e ele é lindo, podre de rico e ótimo na cama... Acho que está na hora de rever os gêneros cinematográficos, porque isso sim deveria ser chamado de ficção. Começo a achar Cocoon e Independece Day mais realistas. Mais possíveis de acontecer do que encontrar o tão sonhado príncipe.
E por falar em príncipe, essa é mais uma questão a se discutir... As mulheres insistem em negar, mas, bem lá no fundo, no subconsciente, todas sonham em encontrar o par ideal, a cara metade, o homem perfeito, o tal príncipe encantado... mesmo sabendo que isso não existe... Por quê?
É tão engraçado saber que hoje em dia uma mulher não precisa de homem pra mais nada, nem pra trocar uma lâmpada, nem pra abrir a tampa do vidro de palmito, e muito menos pra se sustentar, porque a maioria que eu conheço ganha o mesmo ou até mais do que seus maridos, mas ainda assim, elas depositam toda a sua expectativa de felicidade no ser do sexo oposto.
Podem dizer que isso não pode ser generalizado, com certeza não, mas que a grande maioria tem esse sentimento enrustido, isso tem. Faça uma auto-análise, ou pare e pense nas pessoas que estão próximas a você, e vai me dar razão. Ninguém está sonhando em casar com o pobre, o feio, o mau humorado... todas mulheres ainda estão almejando o melhor para elas. E enquanto ele não chega, elas estarão ali, tentando encontrá-lo escondido dentro de qualquer homem, mero mortal, que esteja ao seu alcance.
E o mais interessante é você perceber que, mesmo depois de passar por algumas decepções amorosas ou ter alguns relacionamentos fracassados, você acredita que está curada desse mal, vacinada, imunizada, que não se vai se apaixonar mais, nem se deixar enganar por algum mau caráter. Mas isso não é verdade. O primeiro rostinho bonito que aparece e te dá um mínimo de atenção, percebe seu novo corte de cabelo, elogia sua comida, ou demonstra algum afeto já te convence novamente que o amor existe, e que vocês foram feitos um para o outro.
E você começa tudo de novo...
E o pior de tudo é saber que, depois de escrever tudo isso, mesmo tendo toda certeza de que príncipe encantado só existe em filme da Disney, mesmo sabendo que a felicidade não está em parceiro nenhum no mundo, confesso que eu também estaria disposta a começar tudo de novo, com alguém que aparecesse e me desse atenção, me elogiasse, demonstrasse algum afeto... e, é claro, fosse lindo, podre de rico e bom de cama...
Daniele Camargo
Resposta 1
Minha linda,
justamente por você ter todas as qualidades que tem somadas ao fato de você ter uma cabeça muito boa é que você está solteira... e lhe digo mais: Graças a Deus!!
Quando vou a casamentos, simplesmente me recuso a ir lá na frente brigar pelo buquê, por vários motivos: 1) porque considero a situação degradante, 2) porque é deprimente, 3) porque sou da opinião de uma conhecida minha, muito bem resolvida: se o buquê vier na minha direção eu chuto!!!
É legal estar namorando? Depende do cara, depende do momento que você está vivendo na vida. O legal de você morar fora ou de morar em determinadas cidades onde as pessoas simplesmente não ligam para a vida alheia, como Brasília, é o fato de que você aprende a nào dar bola para o que as pessoas vào pensar se lhe virem sozinha em casa, no cinema, no shopping, no restaurante ou no sex shop. Ah, mas a minha avó cansou de falar que eu estava ficando velha para casar... é, realmente cansou, coitadinha, tanto que morreu sem tocar mais no assunto. A mãe, mesmo, já se conformou que lá em casa parece que eu e a Pati estamos fazendo uma competição: quem é a trouxa que casa primeiro!! ahaha
Uma vez, conversando com uma senhora que trabalha a vida toda para uma prima minha por parte de mãe, perguntei a ela abertamente se ela não sentia falta de não ter casado e de não ter tido filhos. A resposta não poderia ter sido mais crua: filhos...ajudei a criar os 4 da Maria Ignês e agora os netos... marido... ou eles morrem mais cedo que a gente ou nos largam por outra mais nova.
Fiquei estarrecida com a resposta. Nào que seja 100% verdade, mas a verdade, Dani, é que a gente é criado para achar que só seremos felizes e completos com outro ser do nosso lado, quando muitas vezes o que vemos são pessoas que perdem oportunidades e momentos justamente porque colocaram em suas vidas marido e filhos. Canso de ver filhos, que os pais fazem tudo por eles e ao final os pais têm que ouvir do pirralho "você arruinou minha vida!"... ahhh, me poupe. Talvez por ter dado tão pouco trabalho aos meus pais me borro de medo de ter trabalho com os meus, e assim vouprotelando aquilo que não me chama nem um pouco a atenção: a maternidade.
Casar? Talvez, mas tenho minha vida inteira para fazer esta bobagem. Estar curtindo minha vida, meus momentos, ter privacidade, paz, liberdade para viajar, comer sem um porre do meu lado dizendo que vou engordar é agora.
Eu conheço pessoas que planejaram o casamento a vida toda e acho que tudo seria perfeito e depois de meses casada descobriu que o príncipe era um sapo e que tudo aquilo que havia sonhado tinha sido um pesadelo.
A vida é real, nem sempre as coisas saem como gostaríamos, mas o importante é que as coisas boas sejam reconhecidas.
Por isto, minha linda, ouça o que sua prima lhe diz: Deus tem um propósito para todos nós e Ele sabe o melhor para você, que é uma mulher maravilhosa e merece todas as bençãos possíveis. Por isso, agradeça por ser esta mulher incrível, esta filha fantástica, irmã e prima amada, que cozinha, que ama os sobrinhos, que trabalha muito, que é esforçada, que é perfeita, que possui duas mãos que acariciam as pessoas que lhe amam, dois pés que te levam onde você precisa e quer, e estas são bençãos para VOCÊ, para a sua vida, e não armadilha para pegar homem. Você será uma benção para aquele que descobrir esta pessoa incrível que você é, mas se isto não acontecer, relaxe e viva a sua vida sem neuras., Se o corpo já não é o mesmo, se o cabelo começou a ficar branco, se as rugas teimam em aparecer, estas são marcas que só quem já viveu e aprendeu muito tem e mudanças acontecem de um jeito ou de outro, a gente tem que aprender a lidar com o que não pode mudar e tentar melhorar o que ainda dá. Rs
Já vi crianças que desde pequenas são adestradas pela mãe a só pensar que serão felizes se tiverem um homem ao lado delas. Eu fico com pena de ver que serão adultas provavelmente frustradas se continuarem com esta linha de pensamento.
O importante, Dani, é vc se sentir nova, jovem, porque isto emanará de dentro para fora de você. Um grande beijo,
Priscila Piotrowicz
Resposta 2
Dani, li seu texto sobre os 31 anos e o que a Pri te escreveu... minha vez!
Vc está incluída em um panorama mais do que comum nos dias de hoje e com mulheres como nós... A gente sempre se pergunta o que eu tenho de errado, mas a pergunta certa é o que os outros têm de errado? Nós não somos pessoas comuns, e isso assusta muita gente. É muito mais fácil se relacionar com quem é fútil, vazia, burrinha, mas bonitinha, porque a conversa é sempre unilateral e o que há em comum é o interesse, seja este financeiro ou sexual. Eu digo: eu não quero ninguém comigo que me veja como uma bolsa de valores, como se eu precisasse dar um certo lucro para que ele invista na relação.
Certa vez eu perguntei a um amigo muito querido o que havia de errado comigo, já que ele dizia que eu tinha tantas qualidades... Ele disse que eu assustava os homens por me mostrar forte, determinada, decidida, desenvolta e inteligente. Ele falou que muitos homens, e eu digo a maioria, não está preparado psicologicamente para ter ao seu lado uma mulher que esteja a sua altura ou até melhor que ele, tanto no trabalho como em casa, na roda de amigos, etc. É mais fácil dominar e conduzir uma mulher fraquinha, mostrar-se viril frente a um vidro de palmito e a um galão d'água de 20 litros (que me descadeirou sexta-feira!) porque é como eles se sentem úteis, homens, necessários.
Nós fomos ensinadas a ser fortes desde o início, sem depender de ninguém para fazer as coisas difíceis e não esperamos nada em troca quando ajudamos. Somos mulheres inteligentes, decididas, valorosas e se até hoje estamos sozinhas, com certeza não é um problema seu, não é que você não serve pra ninguém, mas porque até hoje não apareceu alguém bom o suficiente para você. E não pense em nível de exigência ensandecida, simplesmente você é maravilhosa demais pra se envolver com qualquer rapapexuga, como dizia a vó Célia, que não vai entender e enxergar a mulher nota 1000 que você é.
Até pouco tempo eu me perguntava a mesma coisa: qual o problema comigo? E eu pensei em muitas coisas... Gorda, geniosa, pedagoga, manicure, aos 28 anos e ainda estudante... quer saber? se não for pra ser, não vai ser. Até quero uma família, um marido que esteja ao meu lado e que possa envelhecer comigo, estando bem velhinho e ainda dizendo a cor da roupa que eu usava quando me conheceu, isso se o Alzheimer deixar... mas não quero um príncipe encantado não... quero um lobo mau, que me enxergue melhor, me cheire melhor e me coma inteirinha!!! Príncipes encantados só existem, no momento em paradas gay, estando mais para princesas, mas mesmo assim, príncipes são chatos... não tem bom humor, cantam com os passarinhos, usam roupas fofas, pegam na espada, e se acham os poderosos para defender a sua dama em perigo... Quer saber? Prefiro uma pessoa normal, cheia de defeitos, como eu, que me queira e me aceite como eu sou. Se ninguém vê em mim o que eu tenho para fazer alguém feliz, não sou eu quem fará enxergar. Tenho certeza de que o que é meu está guardado e destinado a mim na hora certa. Quem sabe a idade nos faz ver as pessoas de forma diferente de quando éramos mais novas e ainda acreditávamos no amorzinho de escola?
Já namorei bastante e tive decepções imensas, cada relacionamento me ensinou coisas diferentes, e não me arrependo de ter namorado por isso, pois o que eu aprendi, por mais que tenha sofrido, valeu-me de alguma coisa, com certeza.
Casamentos se realizam, divórcios se concretizam, porque as pessoas têm medo de viver sozinhas e acabam se envolvendo em qualquer relacionamento pelo medo da solidão. Para a gente ser feliz com o outro, primeiro a gente tem que aprender a viver só.
Eu não nego que tudo o que você escreveu eu sinto sim, a idade chegando, o corpinho que já ganhou outros adjetivos e superlativos, a auto-estima lá no inferno; com certeza você não está sozinha... mesmo assim eu te digo: antes só do que com um fdp qualquer.
Como já dizia Veríssimo, não saia caçando borboletas, arrume seu jardim que elas virão até você. Arrumar o jardim não é estar em forma, sem o braço de tchauzinho, morrendo a cada dieta e deixando de comer aquele maravilhoso pedaço de torta de chocolate com mil calorias por centímetro, mas sendo feliz na sua vida, com o coração em paz, vivendo a cada dia da melhor maneira e com pessoas que te amam. Em casamentos, eu ouço: quando será a sua vez?? pois é, comecei a falar pra essas pessoas que insistem em me derrubar, quando será a sua vez? mas em velórios e divórcios... Por que será que elas nã gostam de ouvir isso???
Bem, verdade, eu te falo uma coisa.: estar sozinha não é facil, principalmente quando você sente que as pessoas te olham como se você fosse a cereja podre do bolo, mas tem coisas que compensam a falta que faz um abraço, um beijo, uma noite de amor. Posso até não ter isso, mas também não tenho cenas de ciúmes, namorado arrotando na minha cara, nem peidando na minha frente, reclamando do que eu como ou do que eu gasto, dando bafão quando fica bêbado e desistindo de sair comigo pra assistir futebol. Acho que eu saio no lucro.
Fácil nunca é, mas você tem tudo a seu favor: é uma profissional exemplar, que tem uma família que te apoia, mãe e pai, sobrinhos, irmãs, Primas!!!, tios, e se ainda não deu pra você, siga seu caminho com serenidade. Muito melhor que acabar grávida para fazer um casamento dar certo, não acha?
Curta a sua vida como você puder, sem exageros e loucuras, mas faça aquilo que te dá prazer e evite o que te aborrece. Olhe para você mesma e veja o quanto você conseguiu na sua vida e tenha a certeza de que você ainda terá muito mais, porém a seu tempo.
Eu abri mão de ter uma família ao escolher medicina, pois sabia que entre profissão e família eu estava escolhendo profissão. Formando aos 34 anos, convenhamos que não vai sobrar espaço pra casamento e filhos. Estou fora da corrida pelo buquê, conscientemente. De repente me sobra um sapo para os fins de semana, sei lá... mas príncipe encantado só se aparecer no meu plantão da madrugada em dia de festa a fantasia...
Desabafos a parte, tenho muito orgulho de você pelo que você é e sempre foi, pelo que você conseguiu e pela pessoa extraordinária que você é. Seja feliz com seus 31 anos.
Daqui a algum tempo você vai ler esse post, já casada ou namorando, e nem vai conseguir lembrar de como era quando você estava sentindo falta de alguém ao seu lado. Espere que as borboletas virão, senão é capaz de você atrair gafanhotos...
Linda, seja feliz e lembre-se de que você não e a única que pensa assim. Deve ser uma característica genética dos Piotrowicz.
Beijos! Te adoro!!
Patrícia Piotrowicz