Meu nome é xxxxxxxx, tenho xx anos, sou xxxxxxxxx desempregada e sou dependente de IT. Acho que eu gosto de IT desde que eu me entendo por gente. Na verdade, acho que esse gosto eu tomei do meu pai. Lembro dele me incentivando a usar IT, sem saber ou entender direito as conseqüências que poderia vir a ter.
IT não é o tipo de droga que seja necessária abolir completamente. O grande desafio é controlar a ingestão da quantidade. Pois pra mim, se o IT for do bom mesmo, quem pede um, pede bis.
O efeito é mais ou menos assim: Acalma, preenche aquele vazio provocado pela ansiedade, sacia, um colo de mãe, uma sensação de bem estar pleno.... Aí provoca sonolência, letargia, depressão, culpa ... E aí, pra esquecer: mais IT.
As conseqüências a longo prazo são óbvias.
Um dia eu resolvi me abster completamente de IT por uma semana, nem lembro se consegui levar até o fim, mas lembro bem da sensação que tive no me corpo. Era muito estranho, não parecia ser eu mesma. Alguma coisa estava faltando, estava leve, mas como se algo estivesse prestes a acontecer. Sabe como quando parece que está num corpo estranho, ou um alienígena tomou conta do seu corpo. Sei que isso parece mais “viajandão” do que quando estou turbinada com IT. Mas é que pra mim esse vício já é tão normal, é a minha casa.
Sinto que hoje minhas crises de dependência estão mais controladas. Ainda tomo mais do que deveria, mas acho que já é um sinal de maturidade não atacar 3 vezes por semana (mínimo) pacotes e mais pacotes de IT, como se fosse um bode. As melhores estratégias que desenvolvi foram: comprar em pouca quantidade, ou não ter dinheiro pra comprar, ou estar 24horas rodeada de gente.
O vício é um escape. Um lugar no país das maravilhas, onde a mente pode se distrair das marteladas de preocupações reais ou imaginárias que nos assolam. Todos os viciados (pelo menos os que admitem) sabem que estão desenvolvendo uma doença, um suicídio a longo prazo. Cada um escolhe a sua arma, umas aparentemente inofensivas, outras rápidas e certeiras. A minha é IT, qual é a sua?
IT não é o tipo de droga que seja necessária abolir completamente. O grande desafio é controlar a ingestão da quantidade. Pois pra mim, se o IT for do bom mesmo, quem pede um, pede bis.
O efeito é mais ou menos assim: Acalma, preenche aquele vazio provocado pela ansiedade, sacia, um colo de mãe, uma sensação de bem estar pleno.... Aí provoca sonolência, letargia, depressão, culpa ... E aí, pra esquecer: mais IT.
As conseqüências a longo prazo são óbvias.
Um dia eu resolvi me abster completamente de IT por uma semana, nem lembro se consegui levar até o fim, mas lembro bem da sensação que tive no me corpo. Era muito estranho, não parecia ser eu mesma. Alguma coisa estava faltando, estava leve, mas como se algo estivesse prestes a acontecer. Sabe como quando parece que está num corpo estranho, ou um alienígena tomou conta do seu corpo. Sei que isso parece mais “viajandão” do que quando estou turbinada com IT. Mas é que pra mim esse vício já é tão normal, é a minha casa.
Sinto que hoje minhas crises de dependência estão mais controladas. Ainda tomo mais do que deveria, mas acho que já é um sinal de maturidade não atacar 3 vezes por semana (mínimo) pacotes e mais pacotes de IT, como se fosse um bode. As melhores estratégias que desenvolvi foram: comprar em pouca quantidade, ou não ter dinheiro pra comprar, ou estar 24horas rodeada de gente.
O vício é um escape. Um lugar no país das maravilhas, onde a mente pode se distrair das marteladas de preocupações reais ou imaginárias que nos assolam. Todos os viciados (pelo menos os que admitem) sabem que estão desenvolvendo uma doença, um suicídio a longo prazo. Cada um escolhe a sua arma, umas aparentemente inofensivas, outras rápidas e certeiras. A minha é IT, qual é a sua?
by Mazé Portugal
