Cachecol no inverno
Hoje temos a participação de uma Desaforada X. O texto não é bem sobre moda inverno, mas certamente é de aquecer o coração.
Parafraseando Lya Luft...
“por isso escrevo e escreverei: para instigar o meu leitor imaginário – substituto dos amigos imaginários da infância? – a buscar em si e compartilhar comigo tantas inquietações quanto ao que estamos fazendo com o tempo que nos é dado”.
Aprendemos a fazer tudo pela forma mais complicada e dolorosa. Viver na verdade, não é tão dramático como nos foi passado,e sabe por que nos mostraram assim? Para que ninguém tenha liberdade. Isso mesmo, dizer que a vida é dificil, que viemos aqui para sofrer é uma grande tática para nos prender em padrões, regras, instituições, crenças e medos. Cada um de nós tem condições suficientes, merece ser feliz e livre.
Livre para amar, para escolher o que é bom para si e não conforme reza a igreja, a família, a escola, a sociedade...enfim...escolher conforme toca o nosso coração.
Quando estamos com dificuldades, tendemos a mostrar isso em nosso semblante. Demonstramos nosso cansaço, nosso desespero, nossa frustração. Tudo errado . Coisas ruins atraem coisas ruins.. Se quer uma decisão acertada, coerente, madura, comece agindo dessa forma com você mesma, com seu corpo, no seu trabalho, com sua família, com seus amigos. Cuide da sua imagem externa. O interno e o externo têm uma relação de reciprocidade muito forte, portanto, invista sem medo no seu externo a fim de o interno absorver esse bem estar, essa beleza, esse cuidado.
Não tenha medo de decepcionar as pessoas, na verdade, são elas que criam expectativas, como nós também criamos e estamos sujeitos a decepções e frustações. Então , não se prenda ao que os outros esperam de você e também não espere nada deles. Sim, importante: não espere que te aplaudam por suas decisões, nem que te compreendam, apenas decida conforme sua consciência. Suas decisões estarão prontas para serem comunicadas às pessoas, na medida em que você se sente segura delas, tomadas com tempo, não em momentos conturbados, mas em momentos de tranquilidade. Você vai ver, vai sentir como será fácil se expressar sem rodeios, sem gaguejar.
Podemos ter consciência do quanto é dificil para o outro ouvir nossa verdade. Porém , sem se culpar por dizê-las. Não se contente em fazer os outros felizes se o preço for a sua felicidade. Isso é crueldade ... vai contra a sua natureza “divina”, além de ser temporário, porque mais tarde, você vai cobrar do outro a sua infelicidade.
Ame antes de mais nada você mesma.
Então, se presenteie, se cuide, se aprecie, se cheire, se toque, se dê carinho, se pinte, coma bem, coma colorido, tome bons sucos, beba muita água, ouça música , dance, leia bons livros, elimine de sua vida pessoas negativas, busque companhias agradáveis, chore de saudade, use lençóis limpos, tome sol ( é bom para energizar), use cachecol no inverno, use muito protetor solar, seja autêntica, exponha suas idéias, seja livre, voe longe ....
Seja, simplesmente seja.
Assuma o que você é e sempre foi, mas nunca se tocou que era.
Paula Diniz é jornalista e Desaforada X