terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Doce De Menina


Silvinha era uma moça muito bonitinha, a começar pelo apelido que lhe deram e ficou desde a época do ginásio. Essa época, então, foi o marco para Silvinha. Desde lá, já era aquela menina graciosa e inteligente, que chamava a atenção entre os colegas, meninos e meninas. Era ela quem sempre apagava o quadro, que respondia as perguntas que ninguém sabia, que corrigia a lição dos colegas quando a professora se ausentava. Silvinha, além de muito inteligente e prestativa, era sempre engajada com os eventos escolares. As meninas sempre sentiam uma inveja branca ou mais negra por Silvinha. Os meninos, a admiravam, não só pela comunicatividade da moça mas por sua pele límpida, olhos mel, cabelos sempre penteados e perfeitamente alinhados e sorriso grande e arrematador. Era a mocinha dos sonhos, a garota propaganda. Para eles, a “garota ideal”. Mas Silvinha não namorava nenhum, afinal, sua maturidade estava muito avançada para meninos de colégio. Além do mais, eles cheiram a salgadinho e a ambiente escolar, dizia Silvinha quando lhe indagavam. E assim cresceu, bela e graciosa. Entrou na faculdade, com certeza, aonde começou a cursar Veterinária, afinal, além de tudo, ela também amava os animais. E lá foi a mesma coisa: participava das festas, dos eventos, das palestras, reuniões e comissão de formatura, além de abaixo assinados e campanhas em pró dos animais. Era reconhecida em toda a faculdade e nos estágios que fazia. Futuro promissor com certeza quando saísse dali. Os seus colegas machos pareciam cães babando quando ela chegava e por onde passava. Mas Silvinha não queria ficar ou namorar com ninguém, afinal, os caras da faculdade são todos bobões e chatos, além do mais, não queria ver a cara de um possível namorado todo o dia, dizia quando lhe perguntavam. Silvinha conquistou sua profissão e conseguiu um trabalho aonde era bem requisitada e conceituada. Os homens do trabalho caiam em cima, afinal, linda e com o mesmo imutável sorriso arrematador, olhos mel, inteligente e ainda por cima reconhecida profissionalmente, era o sonho de consumo de qualquer cara que sabe o que querer de uma mulher. Alguns chegaram guardar sentimentos pela bonitinha, mas ela não estava nem aí. Trabalho é trabalho e amor é lá fora, afinal, os homens do trabalho são tudo uns safados que ficam olhando para as meninas mais novas enquanto sua mulheres estão em casa. Não valem o prato que comem, dizia Silvinha quando lhe cutucavam, sobre os homens que ela convivia. E assim, Silvinha passou adolescência e a juventude, sempre lindinha, engraçadinha e graciosinha, mas sozinha. O problema de Silvinha não era ser muito doce. O problema é que o cú dela era também.


Bianca Nascimento

3 comentários:

Anônimo disse...

HUAHUAHAUHAHUAHUa...muito 10 essa...não contava com esse final...
mas realmente existem muitas pessoas assim e deixam de viver, de curtir os momentos e depois que estão isoladas em uma cama "curtindo sua velhisse" , ficam reclamando...pq não aproveitou as oportunidades.

Aloha

Fer Bugai disse...

Muito bom mesmo! São tantos desses exemplares por ai hahahah

beijos

Karime disse...

Nossa, Bia... milhões de Silvinha espalhadas por aí! Será que é uma invasão ?

Beijos guriaaaaaaaaa

PS: a Angel chega dia 11 e vamos fazer um festão por aqui. Móórrrre de inveja! hahahahaha