quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

A Pedidos



Toda semana vejo brilhar os tópicos sobre sexo nos blogs. Preferência nº 1 de dez entre dez seres humanamente honestos, entre muitas pessoas com as quais converso e inclusive eu. Sim eu gosto de sexo, por que? Você não?

Estou na semana “não ser” dentre as opções do meu nível pessoal de consciência “ser” ou “não ser”. Portanto, acho que não preciso medir palavras, não preciso me fazer de santa, não preciso parecer casta, mas posso precisar suportar julgamentos falso-moralistas, com todo respeito à intelectualidade destas pessoas que pensam que mães não transam, né, são seres assexuados. Eu também sei ser intelectual e filosófica quando quero, mas não esqueçam que eu estou na semana do “não ser”, cuja extensão é o “não fazer”. E não vou escrever um conto com personagens fictícios. Está mais do que na hora de uma opinião pessoal e talvez um pouco desaforada e para isso nada melhor do que a vivência “in loco”.

Então, esta semana resolvi não dizer não e experimentei a sensação de não fazer amor e sim, fazer sexo. Pelo simples prazer do ato. Pela simples atração carnal, pelo momento, pela intensidade do calor dos corpos, pela proximidade com o pecado e pela bela narrativa que poderia render. Pouco ético, mas, afinal, o que estamos querendo constatar é por que as pessoas preferem o sexo como tema de conversas, contos, filmes, enfim, então me dou ao direito da prática pela prática. Escolhi alguém que eu sabia que só esperava por um sim e me joguei em aproximadamente duas horas de tentação. Deliciosas poucas duas muitas horas de entrega e total despreocupação com o que esperava lá fora. A vida estava sendo vivida e eu e ele agradecendo por estarmos tão vivos. Confesso que esqueci completamente minhas constatações e com certeza o fiz esquecer algumas coisas também, que não vem ao caso.

Entendi algumas coisas sobre o que leva uma pessoa a se relacionar com outra, independente de sentimento, o que pode responder porque muitas pessoas adoram falar ou ler sobre sexo. Entre alguns pontos:

- O que você não pode fazer, você deseja;
- O que você não pode ser, você deseja;
- O que você deseja, nem sempre você pode ter;
- O que você pode ter, nem sempre é o que você deseja;
- O que você pode ser, nem sempre é o que o outro deseja;
- O que você pode ter, talvez seja o que outro deseja;
- O que você não pode ter, nem ser, nem fazer, ninguém quer e aí não tem nada a ver com sexo e sim com frustração.

Portanto, o sexo é tema preferencial tanto para quem o entende como a quem não o conhece. Ou porque sabe o que quer ou porque gostaria de saber. E se sexo é bom - porque todos sabemos que saudavelmente é bom – pra que tanto tabu pra falar sobre isso? Será que as questões religiosas ou sociais nos impedirão também de transar? Será que um desejo deve ser reprimido porque alguém totalmente alheio à tua vida disse que tem que ser assim? Sexo é a única coisa que te despe, literalmente, de todo e qualquer preconceito, então pra que tanta frescura? Adultos podem e devem falar sobre o que lhes faz falta, sobre o que lhes faz feliz, sobre seus desejos. Isso é relacionamento. Simples assim, taí minha modesta opinião. Eu, inclusive, descreveria por horas todos os prazeres do sexo, mas meu telefone está tocando e eu acho que o experimento merecerá uma segunda análise.

Ah, sim. Um esclarecimento: isso não é apologia à liberação sexual, não é outdoor para sexo casual e nem muito menos incitação às práticas sexuais irresponsáveis e descabidas. Não tenho como intenção condenar a igreja ou a sociedade, mas acho que nos meus pensamentos ainda mando eu. E nos teus?



Angelica Carvalho

2 comentários:

Karime disse...

Nos meus, mando eu!! E concordo 111% com tudo o que tu disse!
Sexo, só sexo...sem sentimento, também é bom.
;)

Beijos, amiga!

S disse...

Sempre lembrando que intelectuais e pessoas inteligentes (fazendo a sua devida diferenciação, afinal, as duas coisas nãos e confundem)também gostam de sexo.
E muito!
Ainda por cima, acredito que ninguém aqui quer provar nada a ninguem.