quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Meu divã... é o tempo!


..Eu venho aqui me deito e falo
Pra você que só escuta
Não entende a minha luta
Afinal, de que me queixo
São problemas superados
Mas o meu passado vive
Em tudo que eu faço agora
Ele está no meu presente
Mas eu apenas desabafo
Confusões da minha mente...

Divã - Roberto Carlos / Erasmo Carlos


Desde a pré-história, temos exemplos concretos, e outros um tanto abstratos, de que de alguma forma o homem precisa extravasar aquilo que ele está sentindo. Vemos isso nos remotos desenhos encontrados. Será mesmo que aqueles desenhos são só relatos de caça, ou guerra, ou escritos antigos indecifráveis? São apenas “segredos” da humanidade, é utopia pensar que muito daquilo que nos é mostrado hoje possa ser algum ato de puro desabafo, quer por sentir-se inferior, quer por não ser entendido, talvez pela “Pedrita” amada.


Pois é, hoje um pouco mais “evoluídos” temos todas as ferramentas de extrema precisão para nos auxiliar em todos os momentos, inclusive quando algo não resulta exatamente em algo que esperávamos. Quem nunca se invadiu em lamentos, seja para um amigo, num papel, em rede, estirado num divã?


Quem nunca se inscreveu num concurso de dança, ou se propôs a aprender a tocar algum instrumento, ou ainda doou parte do seu tempo em voluntariado, ou leu mais de “X” bestsellers numa só estação, só para que seus dias passem mais depressa, ou para “esquecer o sofrimento”? Cada um a sua maneira, e até o velho jargão cantado na música sertaneja “beber para esquecer”.
Inúmeras tentativas para encontrar alguma forma de massagear e amenizar as frustrações do nosso ego.
Para mim, embora eu não aprecie frases prontas, o que existe de melhor para curar-me de todas dores sentimentais, espirituais, sexuais e outros tantos “ais” que eu possa ter esquecido, nada melhor e mais sensato que o tempo.


Com o tempo, você vai percebendo que, para ser feliz com uma outra pessoa, você precisa, em primeiro lugar, não precisar dela.
Percebe também que aquele alguém que você ama (ou acha que ama) e que não quer nada com você, definitivamente não é o "alguém" da sua vida.
Você aprende a gostar de você, a cuidar de você e, principalmente, a gostar de quem também gosta de você.
O segredo é não correr atrás das borboletas... é cuidar do jardim para que elas venham até você.
No final das contas, você vai achar não quem você estava procurando, mas quem estava procurando por você!
Autor desconhecido



O tempo
A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são seis horas!
Quando se vê, já é sexta-feira!
Quando se vê, já é natal...
Quando se vê, já terminou o ano...
Quando se vê perdemos o amor da nossa vida.
Quando se vê passaram 50 anos!
Agora é tarde demais para ser reprovado...
Se me fosse dada, um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio.
Seguiria sempre em frente e iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas...
Seguraria o amor que está a minha frente e diria que eu o amo...
E tem mais: não deixe de fazer algo de que gosta devido à falta de tempo.
Não deixe de ter pessoas ao seu lado por puro medo de ser feliz.
A única falta que terá será a desse tempo que, infelizmente, nunca mais voltará.
Mario Quintana.


Meu divã... é o tempo, antídoto de todas as feridas, detentor de todas as respostas.



Maria Jaqueline

11 comentários:

Anônimo disse...

Maria, sempre quando eu vejo ou ouço essa música do Roberto, eu não tenho como não recordar de um episódio engraçado: um jogador de futebol foi batizado pela mãe, que adora as músicas do Rei, com um nome que faz homenagem a esta canção: o craque se chama Odivan. É sério.
Beijo e parabéns pela belíssima escolha de textos. Esse anônimo aí sim, é um anônimo que vale a pena ser lido. hehe

Mario

Anônimo disse...

Mario,a sorte do Odivan,é que a mãe dele não quis homenagear o Genival Lacerda(nada contra)risos...
Beijão...
Maria...

Ps...Anônimo...rs...sei não

Anônimo disse...

hahaha O filho poderia acabar se chamando "Boutique", que tal? O anônimo ao qual meu referi é o tal "Autor Desconhecido" daquele texto maravilhoso. Poxa, o cara foi tão bom na hora de escrever e acabou esquecendo de assinar?! Ou foi excesso de humildade ou foi falta de auto-promoção.

Mario

Anônimo disse...

Pensei em nomes bm piores...rs...(vergonha)
Quanto ao anônimo,eu entendi,o que eu me referi,foi a tantos outros que "desconhecemos ;)",ou não, e que por sinal não escrevem algo tão produtivo...diante de palavras tão sábias,eu acredito que não tenha assinado por excesso de humildade...a sensibilidade o promove por sí só!!!
Beijão...
Maria

Crica ® disse...

Simplesmente perfeito, Maria!
Nos apoiamos a tudo que nos faz bem e que de certa forma amenize a nossa dor, ou alimente nossos dias. Já tive uma amiga que em uma desilusão amorosa ia para o parque, se deitava na grama e contava nuvens. Quer divã melhor que esse? Parabéns pelo rico post.
Beijos

Anônimo disse...

Nem sempre o tempo consegue curar todas as feridas. Daí o jeito é aprender a conviver com elas.
Beijos e mais uma vez parabéns, Maria.
Camila.

Anônimo disse...

Parabéns flor...ta arrasando heim.
Bjks da Lu Oliveira

Anônimo disse...

Cria qrida, tem gente que passa tanto tempo num divã, achando que isso resolverá, embora necessario, existe tantas outras ações para unir-se a isso,e apontar uma saída, contar nuves,rs...pode ser uma...

*Cá realmente o tempo não cura todas as feridas, e nem nos tras todas as respostas, mas não melhor que ele (sem querer ser,e já sendo piegas)para nos trazer conformo, não melhor que ele para eminzar e nos trazer o conforno e paz, que nenhum terapeuta consegue...

Lú Oliveira,obrigada,sempre cordial...

Anônimo disse...

(Errata)
Crica qrida...não sabia se escrevia Cris ou Crica...escreví *Cria...
Bjão...
Assinando,Maria...

Anônimo disse...

Quanta sensibilidade na escolha dos textos Jaque! Amei...extravasar o que sentimos é sempre preciso, e vc estravasa muito bem em suas palavras...Parabéns!

Jaque F.

Anônimo disse...

hehehehe,futura A.S...vc veio visitar é...Jaque Fraid, valeu...obrigada,e boa sorte p. nós...
Bjão