terça-feira, 11 de novembro de 2008

Necessidade de um piti?

Eu confesso que amaria ser uma "pitizeira" de marca maior. Mas não sei por que desde criança, pelo que me lembre, sempre fui mais especialista em engolir sapos do que ter acessos de raiva externos.
Acredito que às vezes só dando um piti pra gente conseguir ser ouvida. Por exemplo, a coisa que mais detesto no mundo é ser enganada em qualquer área, isso pra mim não tem perdão e em todas as ocasiões em que cheguei perto de um piti, são lembranças bastante desagradáveis. Como quando fiquei gritando uma mistura de inglês e portunhol na frente de uma loja de eletroeletrônicos em Miami, depois de eles terem me enganado na venda de uma câmera no dia anterior. Não sei se adiantou alguma coisa, talvez o máximo que consegui foi alguns transeuntes pensarem “Que louca, deve estar drogada...”. Enfim, de qualquer maneira mandei um monte de vodu pra loja e pros vendedores.

Conversando com uma amiga, chegamos a um ponto, comum em novos relacionamentos ou “ficadas”. Nós duas detestamos aquele tipo de cara que acha o máximo enfiar a língua no meio do teu ouvido. Sabe aquela coisa “roto-rooter”: Limpe já o cerume do ouvidinho da gatinha com a sua língua belicosa, e a gatinha vai ficar molhadinha...
Genteeee, quem acredita realmente que isso é gostoso? Uma mordidinha na orelha, uma respiração no ouvidinho tudo bem, maravilha, mas linguão entrando no meio dos tímpanos não rola. E aí, ainda fica lambendo o rosto todo, como se fosse wild sex animalesco.
Primeiro educadamente você afasta a cabeça, depois de mais intimidade fala que não gosta, mas mesmo assim tem umas figuras que não entendem.
Minha amiga, na segunda vez não teve dúvidas, começou a gritar: – “Porra, que merda, eu já não te falei que eu não gosto? Pára de fazer isso, que nojo!!” “Ué, faz de conta que sou seu cãozinho.” “Olha, meu filho, eu gosto do meu cachorro que tem 3 kg, tem lingüinha pequena e lambe só a minha mão, não um rottweill gigante que fica lambuzando todo o meu rosto e não me obedece. Se pelo menos usasse essa língua pra fazer um sexo oral inenarrável, mas nada, né?.... Ah, some daqui, Vai, vai vai!!!”
Com todo o respeito aos que curtem, e eu sei que tem muita gente, lembrem-se que ambas as partes devem ter o mesmo prazer, né?

E um inesquecível quase piti, da dramaturgia televisiva, pra mostrar que é possível manter a classe por mais que a situação seja aterradora. Vale a pena ver de novo Paulo Autran e Fernanda Montenegro dando um show em Guerra dos Sexos.



By Mazé Portugal

3 comentários:

Anônimo disse...

Mazé, enfim, alguém para se manifestar contra essa coisa esquisita e grotesca que é o liquidificador de ouvido. Se para você é estranho, imagina para mim, que sou homem: é abjeta a sensação de ser... penetrado! Não rola. E o som so slaptch, slaptch em altos decibéis pela proximidade com os tímpanos. Ugh! Já tive vontade de dar piti por conta disso, mas me segurei. Também nunca fui de fazer (e você que não me desminta, hahaha).
A escolha da novela foi perfeita, porque esta é considerada a cena mais antológica da teledramaturgia brasileira, ganhando até da explosão da Dona Gorda em Saramandaia. A Fernanda Montenegro revelou que, quando foram fazer a cena, houve o maior rebuliço na Globo. Primeiro que quando os roteiristas a sugeriram, a direção do núcleo achou que seria um descalabro pedir tal pastelão e lambança ao mais nobre casal da dramaturgia nacional. Depois porque a cena só poderia ser gravada uma única vez, já que resultaria em uma nojeira total no figurino, make up e objetos de cena. E, por fim, porque atores e técnicos de todos os outros estúdios vieram para ver se seria verdade aquela "proposta indecente". Enfim, está aí o resultado. Ousadia que ficou para a posteridade, justo em um efêmero folhetim eletrônico.
Beijo, talentosa.

Mario

Verônica Pacheco disse...

Mazé peço um espaço aqui, no seu dia, para dar um informe importante:
Ana Paula Palu, será a Desaforada escolhida para as quintas-feiras. Amiga do peito, também jornalista. Crítica até embaixo d’água. Escolha perfeita, para minha substituição. Foi difícil, mas como eu havia avisado anteriormente, no meu post, que a escolha seria minuciosa e foi.
Como os pedidos para eu ficar foram muitos, resolvi dividir as quintas com ela, pelo menos por enquanto (cada uma escreve de 15 em 15 dias), para ir me desligando aos poucos, sem traumas nem para mim, nem para meus leitores.
O post da nova desaforada já esta pronto, louco para ser postado. Aguardem na quinta, Ana Palu para todos.
Bjs
Verô – a pedidos, ainda Desaforada

Verônica Pacheco disse...

rs Mazé, eu também odeio lambidas no ouvido. Mas até ler o seu post me achava a errada da história. Muito bom saber que isso é normal e que tem outras duas pessoas que compartilham este sentimento de desgoto com este carinho estranho, rsrsr
bj
Verô