quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Velório tecnológico





Letícia é uma mulher moderna, mas nem tanto. Adaptada ao seu tempo, apesar de não gostar muito de apertar botões. Quais quer sejam eles: celulares, controles remotos e ou microcomputadores. Usa seu micro como dirigia seu carro. Sabe sentar a bunda e tocar pra frente e (ponto), mas se na próxima esquina furar um pneuzinho que seja, babão. Ela admira muito quem domina e entende a arte desta imensidão que é hoje a tecnologia. Atualmente com a facilidade da Internet e com seu HD que mais parece uma caixinha de segredos e informações viciou-se, e quando dava qualquer "ti-tio" que fosse na sua máquina entrava em pânico e não sabia como trabalhar. Com uma mudança de hábito adquirida com parques, leituras e relaxamento (meditação seria muito para ela), conseguiu perceber que há bem pouco tempo, na época da faculdade, encantava-se com as pessoas que desfilavam pelos corredores com disquetes. Achava aquilo chiquérrimo. Que mesmo quando não existia celular, os sujeitos se encontravam. E que o mundo girava sem a web. Portanto, ela poderia sim trabalhar, sem seu micro. Uma pasta com cartões e boa vontade, embaixo do braço fariam de seu dia, várias belas prospecções de novos clientes. A vida ia passando, os MP3, gravadores de DVDs, pendrives e tudo mais iam surgindo e Letícia mostrava-se alienada a isso. Não se apercebendo de como esta tecnologia ia ajudá-la e assim, ela ia tocando o barco. Jornalista por formação e por atuação não gostava de escrever. Parece uma aberração e era, mas como toda boa mulher, é ansiedade pura, e suas mãos não conseguiam acompanhar sua linha de raciocínio e assim a briga com o teclado era constante. Na sua época de adolescente escrevia muito em seu diário. E quando escraviária, digo, estagiária produzia tale qual um jornalista formado na assessoria de imprensa de uma prefeitura da RMC. Mas escrever por prazer era um pouquinho de mais. Foi quando Alessandra, uma ex vizinha e ex colega de trabalho começou com esta brincadeira de escrever em blogs. Mais uma tecnologia que Letícia mesmo sendo da área ignorava. Achava desperdício de tempo (mal sabia ela). Via sua amiga Alessandra com gasturas por causa do tal do post do dia. Do tema, do comentário X ou Y. Tanta coisa a se fazer no trabalho e ela ainda achava sarna para se coçar, com estas preocupações menores. Pois nele tinha direitos, mas também deveres e era ai é que o bicho pegava. Como eram grudadas e dividiam suas alegrias e gasturas, Letícia estava sempre pronta (mesmo contra sua vontade) a ler e corrigir os erros do post de sua amiga. A comentar e a ler e interpretar o estilo dos outros textos. E com o tempo foi curtindo a nova brincadeira. Até que, do nada, foi convidada para escrever para um blog irmão deste. E mais uma vez, mesmo contra sua vontade, sentou a bunda na frente do computador e dirigiu seu primeiro post. O exercício diário da criatividade dentro do tema, superação da malícia nas respostas atrevidas, e tudo mais encantaram Letícia na imersão desta ferramenta que a tecnologia lhe trouxe. Ensinaram-lhe o que nenhum dos mestres que teve na sua graduação conseguiu, o gosto pela escrita. Bingo! A tecnologia lhe trazendo um benefício subjetivo. Letícia agora não briga mais com seu teclado e por isso trabalha melhor. Produz mais e por isso vive mais sorridente e feliz. Não só pela mudança considerável no bolso, mas sim pelo seu bem estar e satisfação pessoal. Fora os novos amigos que fez em diferentes partes do país. Mas hoje as coisas mudaram e evoluíram muito mais na vida de Letícia em outro plano. O familiar e amoroso. E parece que esta na hora do velório desta ferramenta tecnológica que tanto fez por ela. Como na vida, tudo tem seu nascimento, crescimento, reprodução e morte. Uma nova página na história de Letícia cheia de oportunidades e de novidades esta se abrindo e para tanto o foco deve mudar. A tecnologia deve ficar pra trás e o sentir e experimentar é a bola da vez. Novo clima, novos campos profissionais, novos amigos em diferentes lugares. Para tanto, sua dedicação deve se voltar a este mundo novo. Certamente o que ela vai poder aprender e ganhar com este novo capítulo de sua vida lhe fará mais do que lhe trouxe a tecnologia, com o gosto pela escrita. Verônica Letícia Pacheco se despede deste blog, com a certeza que sua quinta (uso capião, rsrsrs) será ocupada por uma de suas grandes e inteligentes amigas de fino trato. A escolha esta sendo minuciosa, pois deseja deixar aos seus queridos leitores de quinta feira uma Desaforada tão Desaforada quanto ela tentou e talvez conseguiu ser por aqui.

(Snif!)

Muito obrigada!

(Snif!)

Verônica Pacheco

13 comentários:

*Lu* disse...

Ahhhh fiquei triste :(
Eu tava adorando o post, me achando a amiga da "Leticia", mas não gostei do final. Verô, mesmo naõ a conhecendo pessoalmente, fico triste e feliz ao mesmo tempo, triste pela "partida", feliz pela chegada de mais uma integrante para este grupo de malucas...Mas realmente chega uma hora que devemos priorizar determinadas coisas né....
Bjks da Lu

Anônimo disse...

essa nao

o q ta acontecendo q as desaforadas originais estao saindo do blog??

Q pena

boa sorte Vero


Andy

MAGA disse...

Verô querida! Vou sentir saudade de lê-la aqui às quintas. Mas se é para seu novo mundo de grandes novidades, desejo muita SORTEEEEE a você!
Beijo

Palu disse...

Voce é uma desaforada mesmo...nos vicia em seus posts e depois se despede. Vai fazer falta...

Anônimo disse...

Vero...
O que?
eu fui convidado para um velorio?
Não conhecia as desaforadas.
neu costa

MEL disse...

Muito legal!! Parabéns pelo blog!!!!
Hoje em dia de fato não há como ficar longe da tecnologia. Pode parecer difícil no começo mas em geral, ela só acrescenta!
;)
bjao

Luciene de Morais disse...

AAAAAAhhhhhhhhh....
Tem certeza, Verônica?
Vou sentir sua falta! Ainda mais que me convidou a ser Desaforada X.
Beijo amiga

Luíza Salmon disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Anônimo disse...

MULHERES NÃO TECNOLÓGICAS,this is special........

- Sabe o que é um marido DVD?
- É aquele que se Deita, Vira e Dorme.
- E um marido DVD + R?
- É aquele que se Deita, Vira, Dorme e Ronca.
- E um marido CD?
- É aquele que só Come e Dorme.

* Moral da história*
- NÃO HÁ NADA COMO OS VELHOS VHS...
- Várias Horas de Sexo.

ai que saudades destas mulheres.....

We LOVE you vê,keep shinning,keep smiling, yours forever WILSON...

Verônica Pacheco disse...

Lu, eu também estou bem triste, mas na vida temos que ter escolhas. Quem sabe um dia eu volte, já que a quinta é minha mesmo. Rsrsrs Com ordem tudo se resolve. Não precisa se achar amiga da Letícia pode ser e para isso podemos utilizar da tecnologia que hoje nos encanta tanto. Meu MSN é veropacheco2002@hotmail.com. Veja este endereço foi o primeiro que fiz na vida. Foi um colega de facul que me ajudou. Milton Paraná, figurinha. Um dicionário ambulante. Adoro ele! Repare a data do ano. Tão perto.
***
Andy querido, gosto muito quando sou lida e comentada por pessoas que não são do meu círculo de amizade. O que me faz acreditar que seu comentário é puro e verdadeiro. Vc sempre esteve presente nos meus posts Obrigada!
Pois é as Desaforadas estão vazando, não queira saber da missa a metade.
Obrigada pela sorte! Em dobro pra vc!
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Maga minha amigaaaaaaaaaaaaa, saudades também. Venha me visitar. Tem ano novo, carnaval,meu níver, muitas festas em vista, fora o verão e as férias que são tudo de bom!
Pois é, eu também vou sentir falta de escrever as quintas, dos comentários, de “perder” meu dia lendo o blog todo o dia todo. Rsrsrs
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Palu, hoje me dia pra mim é um elogio ser chamada de desaforada, sabia. Viciei-me em escrever também. E agradeço muito a todos vcs por isso.
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Neu, quanto tempo? Como vai a vida? Pois é chegaste como filme acabando. A desaforada aqui não te apresentou o blog e as outras antes. Sorry!
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Mel, minha primeira amiga carioca! Amei seu filme. Vc tem futuro. Parabéns! Hoje não vou poder ir no show, pois tenho churras já agendado, mas to curtindo muito ser inserida na cultura carioca por uma gaúcha. Obrigada por isso e pelo elogio! É o blog me apresentou este mundo de botões isso ta me ajudando muito.
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Lu, não tenho certeza não! E o pior que sou uma mulher decidia.

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Luíza, nem sei o que dizer. Já to começando a ficar arrependida. To me sentindo até egoísta por pensar só em mim. Se não achar ninguém até quinta quem sabe mudo de ponto de vista. Tenho ainda alguns dias para refletir. Vamos ver no que dá.
Obrigada pela suas palavras!
***
Baltazar, o maior dos desaforados.
***
Galerinha linda, não imaginei que seria assim. Obrigada!
Juro que vou repensar sobre esta minha decisão. O equilíbrio sempre é a melhor solução.
Beijos a todos!
Verô

Verônica Pacheco disse...

Informe importante:
Ana Paula Palu, será a Desaforada escolhida para as quintas-feiras. Amiga do peito, também jornalista. Crítica até embaixo d’água. Escolha perfeita, para minha substituição. Foi difícil, mas como eu havia avisado anteriormente, no meu post, que a escolha seria minuciosa e foi.
Como os pedidos para eu ficar foram muitos, resolvi dividir as quintas com ela, pelo menos por enquanto (cada uma escreve de 15 em 15), para ir me desligando aos poucos, sem traumas nem para mim, nem para meus leitores.
O post da nova desaforada já esta pronto, louco para ser postado. Aguardem na quinta, Ana Palu para todos.
Bjs
Verô – a pedidos, ainda Desaforada

anese disse...

Bora tocar um blues daquele mais antigos, pra se despedir com chave de ouro. Deus te abençoe nos seus caminhos, muié.

Tenhas sempre na memória aqueles que te querem bem, aqueles que estão na cabeça e aqueles que não te chegam aos pés.

O pior são aqueles que nunca nos lembramos pq eles olhavam no rosto. hehehehe

Mas, no mais, vaza logo pra ser menos doloroso.

:p

Verônica Pacheco disse...

Bater e depois assoprar, ou aqui no caso, o contrário não adianta de nada. Mas tudo bem! Relevo, pois palavras de quem escreve e não assina mesmo não devem ser levadas em consideração mesmo.
Verô