terça-feira, 10 de março de 2009

SAI DE RETRO COISA RUIM!


Vai de retro. Há três anos eu uso esse termo para uma pessoa que cruzou minha vida. Começou assim: eu tinha amizade com uma menina no ensino médio e, por motivos da vida, acabamos brigando (já briguei até na frente do cursinho). O pior foi que essa fulana era espírita (nada contra religião, porém tudo aquilo que é usado para o “mal”, não é de Deus, não é?) e no caso dela foi exatamente para isso.
Certo dia, depois de uns três meses sem falar com ela, fui para a aula com mina amiga e percebe que ela fixava o olhar em mim (e eu olhava toda hora para trás para retribuir suas encaradas). Porém, naquele dia percebi que algo não me passou bem, e eu comecei a ficar mal, com um enjôo e uma dor no abdômen (até então não estava assim). Percebi que recebia certa “interferência negativa” da onde ela se acomodava. Não deixei aquilo subir na cabeça, afinal, eu nem acreditava muito nessas coisas do mau naquela época. Porém, à medida que menos ia pensando, mais a dor aumentava. Dor física, real, que me pegou no momento mais fraca (a primeira e única vez). Não agüentei e tive que ir embora, verde, azul, roxa, quase desmaiando pelos corredores do Positivo. Liguei para minha mãe, e ela foi me buscar. Cheguei em minha casa, que estava reforma, e deitei em um colchão na sala toda empoeirada. E ali perambulei por entre dores umas 4 horas , tomando remédio e sem passara dor. Até que, a mulher que limpava a casa de vez e quando naquela época e que nem me conhecia direito passou por mim e me localizou no colchão, morta quase acabada. Pediu licença para minha mãe e chegou perto de mim e disse: “Está menina não está bem né?!”. Minha mãe lhe disse que não e não entendia o porquê eu estava assim. E ela, olhando para mim disse: “ Cuidado com amizades, fizeram algo muito ruim para você. Cuidado com a inveja e com quem andas”. Minha mãe se incomodou , não gostou de tal atitude da mulher mas sem permissão , ela lança uma oração ajoelhada em meu lado.
“Senhor, manda embora o que está junto com essa menina, eu não aceito, salva tua filha”, disse a mulher. “Essa menina tem que cuidar com amizades, ela está com uma cor diferente, uma cor que eu conheço bem. Isso não é bom. Mas se Deus quizer, ela vai melhorar”, completou ela para minha mãe e foi embora jurando que eu iria ficar bem. Caramba, naquela época ela nem sabia nada sobre mim. Até que, minutos depois, a dor foi passando só apenas sobrando a mágoa carnal das dores que sinti. Fui até meu computador e conectando meu e-mail recebi uma mensagem daquela menina, aquela que não falava comigo a meses, mandou uma mensagem sem sentido justamente aquele dia, pedindo para que eu a deixasse em paz (como se ao fosse ao contrário). Depois disso, me lembro de ter piorado e ter ido ao médico de madrugada. Sei que muitos dizem que não foi nada demais, mas eu sinti que não foi algo “comum” (e quem conhece esses assuntos sabe disso).Não foi só comigo que ela tentou , com outro conhecido também (chegou a mandar uma pedra de cristal para um amigo nosso que ela gostava na época e que gostava de mim meu que depois fomos descobrir que era cheia de coisas ruins. Assim que melhorei, comecei a acreditar sim que nos nossos momentos de fraqueza essas coisas podem acontecer, mas que nos deixa lições. E no meu caso, de que as pessoas podem ser anjos e demônios também, que elas podem sim ser más e usar o mal contra nós. Apenas tenho três palavra são meu favor para ela e contra todo o mal que me possam causar “SAIM DE RETROOOOOOOOOOOOOOOOOOO”.



Bianca Silva

segunda-feira, 9 de março de 2009

Tema: Sai de Retro

Vade Retro, Satanás!


Essa expressão, usada em rituais de exorcismo – para expulsar demônios e afins, acabou sendo incorporada ao nosso vocabulário como mais uma expressão idiomática que usamos quando queremos que algo se afaste de nós. Ficar doente? Vade retro!

Pesquisando, descobri uma matéria da revista Super Interessante que relata, entre outras informações, o aumento do número de exorcistas, fazendo com que, em 1999, a Igreja editasse na Europa o Ritual de Exorcismos e Outras Súplicas. O manual foi lançado no Brasil em 2005 e já vendeu 2 100 exemplares. Nele, são encontradas instruções detalhadas para empreender um ritual de exorcismo. Curioso, não? Se quiserem mais informações acerca desse tema é só acessar esse link (http://super.abril.com.br/superarquivo/2006/conteudo_472625.shtml)

Agora, voltando ao dia-a-dia, todos temos nossos “demônios”: angústias, inquietações, indignações, problemas diversos. Para mim, uma forma de “exorcizar” esses sentimentos é colocar pra fora, seja numa boa conversa ou em uma atividade física. O importante é que eles fiquem bem longe de mim, vade retro.

Hasta la vista,
Andréa Penteado

domingo, 8 de março de 2009

Oh, vida...


Terminou de arrumar a mala mas sabia que estava esquecendo de alguma coisa, só não sabia o que. Foi até a cozinha, sua namorada saiu do banheiro e veio a seu encontro dando um selinho sem graça de “bom dia”. Sentaram-se e ele percebeu que seu decote na blusinha era tão generoso que parecia que seus mamilos iam cair na xícara de café. Comeu o mamão por ser saudável, mas estava amargo, longe do padrão que a mercearia do seu Nicolau costumava oferecer. Pensou em adicionar açúcar, mas lembrou de seu hemograma e dos conselhos do médico. Terminou a medíocre refeição, foi para seu quarto e, como já estava quente, resolveu trocar os tênis por chinelos: operação inválida, as tiras haviam se soltado e ele teria de andar com calçados fechados o final de semana todo, mesmo na areia. Apressou sua namorada para saírem, não queria pegar trânsito, mas ela ainda tinha de se maquiar e essa manobra costumava durar mais tempo do que arrumar as malas (e ela havia feito duas malas, uma para roupas, e uma frasqueira para “extras”, que ele nunca entendeu bem o que eram). Enquanto sua garota se esmerava no rimel, ele teve a idéia de tentar tirar aquela manchinha desagradável que obstruía sua visão no óculos de sol, mas não deu certo, aquele tal limpa-tudo era tão eficaz que lesionou a película protetora e fez um dano irreversível na lente esquerda. Para acelerar a saída, resolveu já ir levando as malas para a o carro e foi então que percebeu que teria de fazer “duas viagens” devido ao peso. Na primeira levou sua mochila e os “cacarecos” da namorada, sentindo que seria vítima de comentários maldosos dos vizinhos que o vissem carregando uma frasqueira rosa e uma mala lilás. Na segunda, foi a vez de seu violão, cujo encordamento novo ele esquecera de comprar, e da mochila do notebook, cuja bateria ele esquecera de recarregar. Ela saiu do banheiro com uma sainha tão curta que todos os barqueiros de Pontal iriam se oferecer para lhe dar a mão na entrada da embarcação. Certificaram-se de que as janelas estavam todas fechadas e deixou o dinheiro para a diarista em cima da mesa (a mais do que o de praxe, já que ela havia pedido aumento, e ele não tinha como negar pois não vivia sem seus serviços). Já no carro, ouviu um barulhinho estranho no motor quando girou a chave na ignição, mas não havia o que fazer, era arriscar ou ficar em casa, apreciando o feriado na cidade vazia. Na saída para a estrada, percebeu que não conseguiram evitar o engarrafamento. O calor levantou uma fedentina próxima à perigosa favela que margeava a rodovia, justamente no ponto em que mais demoraram no engarrafamento. Começaram a vir também os insetos, e então ele se deu conta de que não havia comprado refil para o Protector Elétrico, o que significava noites em claro tentando matar os pernilongos a toalhadas no quarto da pousada. Foi quando também se lembrou de que esquecera de desativar o despertador automático da TV, o que significava que, na manhã do dia seguinte, o aparelho iria ligar sozinho e assim iria permanecer, para deleite de suas almofadas, únicas telespectadoras na casa para os salutares ensinamentos do programa Globo Ecologia. O trânsito começou mesmo a fluir quando o sol já estava a pino e seu braço esquerdo já dava garantias de que ficaria bem mais moreno que o direito (ou mais assado). Mais adiante na estrada, os postos de pedágio para pagarem os buracos que um dia ainda virão a ser tapados, os donos da concessionária garantem. Parada para um xixi básico naquela lanchonete de beira de estrada cujo chão é aconselhável se pisar com pernas de pau. Sua namorada queima a boca no bafo do pastel e garante que por conta disso não poderá beijar pelos próximos dois dias, passando em seguida uma pomadinha contra assaduras que guarda na frasqueira rosa. Retomam a estrada e, já próximos de Pontal, o tempo começa a virar e nuvens negras e ameaçadoras se fazem presentes no horizonte. Entram na barca e o mar está tão mexido que ele sente o mamão amargo voltar à sua glote, epiglote e parte posterior da língua. Chegam na Ilha e tem de desembarcar na água mesmo, pois o trapiche está em reformas. Ele molha sua calça, mas já não se importa, pois está começando a chover mesmo. Ela reclama que sua mala e sua frasqueira encheram de água pelos barqueiro descuidados. Caminham com os calçados fazendo barulhos esquisitos ao expulsar de seu interior a água salobra a cada pisada. Chegam na pousada e ele então retoma aquele pensamento tido ainda em casa, quando teve certeza de estar esquecendo algo, só não sabia o que: “cadê meu cartão de crédito?”. Enquanto tenta ganhar a confiança da atendente e negociar o violão como parte do pagamento, sua namorada o pega pelo braço e o puxa para um canto: “estou com enjôo. E não é por causa da viagem na barca”. Ele não sabe se ri ou se chora. Ou se faz ambos.

Mario Lopes

sábado, 7 de março de 2009

Tudo me irrita!

Já sou irritada e inconformada por natureza. Mas o que tem me irritado muuiiiiiiito... é o calor. Porque uma irritação leva a outra. Calor. Bem mais de 30°. Alguém consegue dormir?? Pernilongos. Só aparecem no calor. Irritam.
Quem dorme com aquele zunido terrível que parece penetrar no cérebro!!?? Se não se dorme direito, não se trabalha direito. Já vou irritada para o trabalho porque não descansei. E não para por aí, sair para visitar clientes, nesse trânsito!! É o próprio inferno ardendo em lavas. Se abro, a janela volto sapecada, se deixo fechada, volto cozida. O braço de caminhoneiro é clássico! (Tudo bem, nesse caso uma parcela de culpa é minha que não enchi o cilíndro de ar). Vou até o cliente e o atendo parecendo o Coringa do Batman porque, a essas alturas, não existe mais maquiagem! Só suor pra todo lado. E suar me irrita muuiito!
Beijinho nem pensar! A próxima etapa é voltar para casa e encontrar o namorado. Grudeenntto!! Desmanchando de calor. Não há romance que resista!! Ninguém merece!
E o ciclo continua. Noite mal dormida e muito mal humor durante o dia.
É. Que venha logo o inverno e traga o ar europeu e todas as delícias desta cidade: pinhão, quentão, filminho, edredom... ai que delícia!


Beijos a todos!!


Isis de Barczack

sexta-feira, 6 de março de 2009

Meu sobrenome me irrita


Nos anos oitenta eu tinha uma amiga chamada Sílvia da Silva Pinto que não gostava do seu nome . Na hora de colocar seu nome nas provas , ela escrevia Sílvia S. P .
Uma vez uma professora perguntou :
- Sílvia , quero que você saiba que não devemos abreviar os sobrenomes .
- Por favor , qual é o seu sobrenome ?
A menina repondeu :
- Professora , não quero falar .
Mas a mestra insitiu :
- Sílvia , diga o seu sobrenome , por favor ...
- O que isto tem de mais ?
Então a menina cochichou :
- É que meu sobrenome é : da Silva Pinto .
Deste jeito a professora falou :
- O que ?
- Não escutei direito !
A garota levantou – se da carteira , cochichou as palavras no ouvido da mestra e depois exclamou em voz alta :
- Escutou como o meu sobrenome é feio , professora ?!
Alguns anos se passaram então eu e minha amiga Sílvia da Silva Pinto fomos nos matricular numa academia de ginástica . Chegando lá pegamos a senha e a recepcionista , uma jovem que aparentava ter menos de dezoito anos , chamou pelo número de minha colega . Então esta secretária disse :
- Identidade , por favor !
Minha amiga deu o documento para a garota , que comentou em voz alta :
- Sílvia da Silva Pinto ?!
- Este nome é engraçado ...
- Os nomes Sílvia e Silva me lembram de várias canções . Sílvia é o nome de uma música da banda Caminha de Vênus e o sobrenome Silva tem num funk em que o cara canta : ele é só mais um Silva que a estrela não brilha ...
- Além de me lembrar de um desenho animado cujo o personagem Dino da Silva Sauro ...
Ao escutar isto , levantei – me da minha cadeira, fui até a mesa da recepção e cometei com Sílvia :
- Vamos embora desta academia que esta secretária está debochando de você !
Alguns dias após deste fato , fomos a um evento de escritores da alta sociedade paranaense . Lá sentamos perto de algumas senhoras chiques . Uma das damas perguntou – me :
- De que família você é ?
- Qual seu sobrenome ?
Assim respondi :
- Meu sobrenome é Mallon , senhora .
A mulher indagou – me outra vez :
- E de que descendência européia , você é ?
- Afinal , em Curitiba somos todos praticamente europeus ...
Deste jeito respondi :
- Sou descendentes de espanhóis .
Naquele momento a madame olhou para Sílvia e perguntou :
- E você ?
- Qual é o seu sobrenome ?
Sílvia ficou vermelha e respondeu baixinho :
- Da Silva Pinto .
A senhora fez cara de espanto e exclamou :
- Silva ? !
- Pinto ? !
Depois a madame colocou um guardanapo nos lábios e deu uma risadinha .
Então eu cometei :
- A família Silva foi a mais importante do território brasileiro , a principal desbravadora desde o Brasil – Colônia .
- E quanto ao Pinto , a Sílvia pelo menos tem a vantagem de carregar sempre um com ela . Isto causa inveja a qualquer mulher fogosa .
Minha amiga deu uma gargalhada e saímos daquela mesa .


Luciana do Rocio Mallon e Sílvia da Silva Pinto

quinta-feira, 5 de março de 2009

Ser, permanecer...eis a questão!

Definitivamente não sou a pessoa mais pacienciosa do mundo, não. E para ser ainda mais sincera, estou passando uma fase delicadíssima, diante disso, é mais que óbvio que tudo me irria. Mas tem coisas que não necessita de nenhum esforço sobrenatural para me levar para aquele lugar... Tem uma comunidade do orkut que diz: Tem dias que tudo me irrita. Eu faço parte dos mebros vips... Entrarem no meu quarto em momentos inadequados (embora eu divida o quarto com meu irmão) acho super chato outras pessoas da casa frequentarem, isso me tira do sério mesmo. Indivíduos que ultrapassam pela direita... Pessoas que travam a fila do supermercado (exceto velhinhas e velhinhos e pessoas com alguma necessidade que realmente explicam o porque da demora)...

Eu me irrito com a nossa curta memória política.


Me irrito quando ligo e não atendem o celular.
Me irrito com a falta de boa vontade , e mais ainda com gente que oferece ajuda e depois pula fora.
Me irrito com o pc que trava no meio de algo importante ou urgente.
Me irrito com gente que fala alto.

Me irrito quando ligo no 0800 (numero 1).
Me irrito com hipocrisia, com preconceito.
Me irrito com a falta de justiça.
Agora tem uma coisa que trabalha em algum lugarzinho do meu cerebro é musica sertaneja à tarde no verão, me irrita de uma forma inexplicável.
Primeiro o calor que sinto aumenta, depois começo a sentir palpitar o meu coraçao, é horrivel e tira meu astral, meu humor... e me irrita... dá vontade de pedir para desligarem, de chorar... tudo...Vai entender??? Mas é fato..
Maria se irrita facil?
Não, só quando respira...

(Desligando)


Maria Jaqueline

quarta-feira, 4 de março de 2009

Vizinhos Implicantes Me Irritam : O Abominável Homem de Baixo

Em 1986 , quando eu tinha doze anos de idade , meu pai foi transferido de Curitiba para Brasília . Na nova cidade fomos morar num prédio no quarto andar .
Já na primeira semana fiz novas amizades e alguns amigos me avisaram que o vizinho do andar de baixo era mal – humorado e andava em seitas esquisitas .
Logo meu piano chegou e eu comecei a treinar as lições . No meu primeiro treino , neste apartamento novo , notei que alguém batia com um cabo de vassoura no teto de baixo , porém não dei muita atenção .


Alguns dias depois eu estava limpando as janelas , esfregando o pano no vidro para o lado de fora , quando notei que um homem na veneziana do apartamento abaixo gritava :
- A poeira deste pano está caindo na minha careca !
Minutos depois ele apertou a campainha e exclamou para minha mãe :
- A menina está limpando a janela , do lado de fora , e toda a poeira está caindo no meu apartamento !
Assim minha mãe respondeu :
- Isto não acontecerá mais . Pois chamarei a atenção da garota .
Então ela pediu para que eu parasse de limpar o vidro .
Semana depois deste episódio peguei o elevador, com minha amiga , e dentro dele estava o vizinho , do apartamento de baixo , que comentou com uma senhora :
- Tem gente aqui que toca piano ...
- Mas toca muito mal !
- Toda a vez que certas pessoas tocam piano tenho que sair de dentro do meu apartamento !
Após o vizinho sair do elevador , comentei com a minha colega :
- Não existe a lenda do Abominável Homem das Neves ?!
- Pois , é ...
- Eu vivo uma lenda urbana , dentro deste prédio , chamada : O Abominável Homem de Baixo .
No verão de 1987 a dona de uma boutique da quadra ao lado resolveu fazer um desfile de modas , onde as moradoras do prédio em que eu morava iriam ser as manequins . O evento seria no térreo .
No meio do desfile o abominável jogou água no térreo , por meio dos tubos de ventilação , e o líquido caiu em uma das modelos de biquini , que no mesmo instante foi aplaudida . Pois o público pensou que aquele líquido era um tipo de efeito especial . A partir daquele instante o homem carrancudo jogou água em todas as manequins do evento e a festa foi um sucesso .

Inclusive o apresentador exclamou :
- Inspirado neste efeito especial com água ...
- Lançarei em meu clube um novo concurso de beleza intitulado : Garota Molhadinha !
Reza a lenda que a partir deste incidente em Brasília foi criado uma competição de modelos , que fez sucesso no final dos anos oitenta , chamada : Garota Molhadinha , onde cascatas caiam nas candidatas .
Em setembro do mesmo ano eu e minha irmã Gisele estávamos no elevador , quando o vizinho do apartamento de baixo entrou com várias sacolas cheias de doces . Assim ele deu um saco de guloseimas para a minha irmã e exclamou :
- Feliz dia de São Cosme e Damião !


Depois que este homem saiu , comentei com Gisele :
- Acho melhor você nem comer estes doces , pois esta pessoa não gosta da gente .
Algum tempo se passou e os vizinhos do andar de cima se mudaram . Porém mesmo aquele apartamento estando vazio , a minha família escutava o barulho de alguém arrastando um bujão de gás todas as noites . Comentei sobre o fato com os meus amigos e eles falaram que a culpa era do fantasma de uma mulher que morreu arrastando um botijão de gás no prédio . Eles falaram que a alma desta senhora invadia os apartamentos que ficavam vazios e por isto era possível escutar ruídos de alguém arrastando um bujão de gás .
Com relação ao vizinho de baixo , o ser implicante continuou reclamando do barulho que a gente fazia para uma espécie de síndico do local .
Em julho de 1988 minha família voltou para Curitiba . Porém ,em agosto do mesmo ano , quando o apartamento estava vazio o abominável voltou a reclamar dos supostos ruídos para o síndico que disse :
- Aquele pessoal já foi embora em julho .
- Com certeza você exagerava nas reclamações ...
- Tome cuidado com o fantasma da mulher do gás !
- Pois ela faz barulhos insuportáveis a noite , como o senhor já constatou .



Luciana do Rocio Mallon

terça-feira, 3 de março de 2009

Tudo me irrita!


Gente do céu quando fui começar a escrever esse post já comecei irritada porque a bosta do meu vizinhu tava no telhado!Isso mesmo... o cara reforma o telhado todo dia , incrível,e eu abro a p** da janela e tá o veio ali! Que droga, tenho que parar de escrever pra ir ao dentista.....já volto!
Bom, voltei, e mais uma vez me irritei no dentista...eu prontinha pra ir lá e ela me diz q tenho que volta porque tinha um caso pra fazer tarde e não ia dar tempo de fazer o meu!Nessa hora, minha dor de cabeça já estava começando a evoluir (a coisa que mais me irrita no mundo são essas minhas malditas dor).Voltei e passei numa loja e vi uma estátua egípcia podre de linda mas me inconformei quando vi o preço (droga, não pode compra o que quero irrita pra cacete!).Bom, finalmente cheguei em casa e nessa hora já estava quase batendo a cabeça na parede de dor....então deitei. Putz, mas descansar que é bom nada né, porque aqui em casa ninguém parava de falar o tempo todo, e eu com aquela dor gritando nos meus ouvidos. E a droga do remédio não fazia efeito nunca....com muito custo dormi um pouco.Acordei já irritada e vem direto escrever aqui...e merda do teclado não ajuda tenho que voltar toda hora no texto e corrigir!Fora esse calor desgramado, vou te contar...e pior...meu e-mail não ta abrindo as mensagens desde sexta-feira.Além do mis devo ter irritado Mário semana passada pois não mandei texto porque p** do cérebro não processava nenhuma lenda urbana!


Escrevi um pouco do meu dia de segunda feira porque geralmente segunda é o dia que praticamente me irrito mais (mas os outros também hehe). SIM, é isso mesmo, tudo me irrita e eu vou para de escrever porque esse teclado já ta enchendo demais!


Beijos da irritadinha nata!(quem conhece, sabe! Hahaha).

Bianca Silva

segunda-feira, 2 de março de 2009

Tema da Semana: Isso me irrita.

Coisas irritantes que me irritam


Sou uma pessoa da paz, de bem com a vida, talvez um pouco mal humorada antes de uma fumegante caneca de café matinal. Mas tem coisas que acontecem no dia-a-dia que me irritam, umas mais outras nem tanto, resolvi listar aleatoriamente, conforme vou lembrando. Me irrita:
Falta de educação.
Perder a ponta do durex.
Carros com sons potentes e músicas pavorosas. Confirmando a regra de que quem escuta música alta escuta porcaria.
Correntes mandadas pela Internet.
Portas e gavetas de armário abertas.
Bip de telefone celular acabando a bateria.
Torneira mal fechada, pingando.
Vizinhos sem noção: ocupam a vaga do seu carro e quando você pede pra tirar, acham ruim e demoram uma era para aparecer. Colocam sacos de lixo no corredor para levar depois.
Filme dublado
Incompetência. A incompetência de um médico quase me ferrou uma vez.
Má vontade.
Gente falsa.
Gente inconveniente.
Gente que me subestima.
GeNTi ki IsKreVi AxIM
Gente super animada as 6h30.Mas animada tipo professor de lamba-aeróbica que tomou Prozac e vai transar na Disneylândia com uma coelhinha da Playboy, sabe como é?
Quando no trânsito, o sinal abre e ninguém arranca, ficam esperando o que?
A falta do uso do plural, por exemplo:
- Por favor, qual o preço dessas camiseta?
- Me veja seis pãozinho.
- Manda dois pastel de carne.
Mascar chicletes com a boca aberta.
Quem fica escolhendo o arroz na fila do buffet por quilo.
Gente que tem vínculos afetivos com o celular, que dorme com ele sob o travesseiro, não fica 5 minutos sem olhar pra ele, cola adesivos, pendura coisas.
Ficar com os pés molhados em dia de chuva.
Não terminar algo que comecei.

Hum é acho que é isso, me irrita às vezes não saber como concluir um texto.

Besos
Andréa Penteado

domingo, 1 de março de 2009

Insone sem alento


Acordou do nada. Olhou para o lado e lá estava ela. Pela tênue luz que a lua despejava através das frestas da persiana, percebeu que era realmente linda como da primeira vez que a viu. No criado mudo ainda repousava o copo plástico com água e alguns cubos de gelo esperando derreter por completo. Suspirou, sentiu um arrepio pelo frio sobre o dorso nu. Não era para tanto, ainda estavam no verão. Admirou o repouso daquela mulher que conhecera há poucos dias. Inconformava-se com aqueles lábios tão bem desenhados não se prestarem a assobiar. Aproximou a face e sentiu sua respiração frágil e tão suave que aparentava inexistir. Chegou a achar que estava morta, posto que a pulsação das omoplatas quase não se via. De bruços, sua pele morena-clara nos ombros adquiria um tom quase dourado. Ela mexeu-se e escondeu sem querer sua face: os cabelos cobriram metade do rosto, a outra metade cavou espaço no travesseiro. Ele quase a despertou para poder voltar a apreciá-la. Dedicou-se então a admirar a silhueta montanhosa e ondulada coberta pelo lençol. Logo amanheceria. Mas cadê sono quando se sabe que cada segundo é importante, quando o tempo daquela união estava se escasseando tão rápido quanto o gelo que aos poucos sumia no copo ao lado.
Ele sabia que era por pouco tempo, só não sabia quanto. Talvez um mês. Dois, se tivesse sorte. Já previa que iriam se ver com frequência cada vez maior. Que fariam uma ou duas viagens. E trocariam juras de amor, esquecendo toda a pieguice das frases feitas, dos olhares hipnotizados, das mãos que se acariciariam no escuro do cinema em busca de emoções maiores que o filme. Tudo intenso. Tudo fugaz. Pronto para acabar quando se conhecessem de verdade, e os defeitos individuais envenenassem os sonhos a dois.
Sentia-se um lobisomem de amores, alguém que deveria ser trancado quando o sol caísse para evitar causar mais lesões em corações desavisados. Incluindo o dele próprio. Beijou o alto daquela cabeça de cabelos castanhos, cheirosos de shampoo, e voltou a deitar, conformado com sua maldição. Pouca chance de cura havia para sua licantropia. Ele sabia ser vítima da maior de todas as lendas urbanas: a de que, na noite, nunca ninguém encontra amor verdadeiro.


Mario Lopes

sábado, 28 de fevereiro de 2009

Lendas da Vó Lena


Lena era minha avó paterna que morava no interior de Mafra – SC , num vilarejo rural chamado Butiá do Lajeado . Ela gostava de contar muitas lendas e causos , leremos alguns abaixo :

A Mulher Que Trabalhou Numa Sexta – Feira Santa

Era a época da Quaresma e eu estava ajudando esta minha avó nas atividades domésticas , quando ela indagou :
- Você sabe por que o serviço de casa nunca acaba para as mulheres ?
Assim falei :
- Não .
- Por que , será ?
Então ela respondeu :
- Há muitos anos atrás , na Antiga Roma , um papa disse que ninguém deveria trabalhar na sexta – feira santa , nem sequer fazer os serviços domésticos .
- Mas uma católica pagã desobedeceu as ordens do papa . Então ela lavou , limpou a casa , tratou os animais , arrumou a horta e tudo isto numa sexta – feira santa .
- O papa , que também era vidente e tinha poderes sobrenaturais , descobriu tudo . Por isto foi até a casa da moça desobediente e exclamou :
- Você trabalhou na sexta – feira santa e por isto todas as mulheres serão castigadas !
- A partir de hoje os serviços domésticos de todas as mulheres do mundo nunca terão fim !
- Terá um dia que , mesmo trabalhando fora , as mulheres terão dupla jornada de trabalho , ou seja , elas trabalharão para seus patrões e também farão as atividades domésticas sem nenhuma folga .

Lenda da Júlia Gomes

Entre as visitas que a minha avó Lena recebia uma destacava – se : era Júlia Gomes , uma senhora com transtornos mentais que andava pelo Vilarejo do Butiá do Lajeado .
Um certo dia perguntei para a minha avó :
- Desde criança esta senhora com problemas neurológicos , a Júlia ,vem visita – la .
- Ela sempre morou aqui ?
- Qual é a história dela ?
Deste jeito minha avó explicou :
- Diz a lenda que Júlia foi abandonada , quando era criança , numa estrada deste vilarejo . Uma senhora vendo a menina perdida a adotou . Porém como a garota sofria de transtornos psiquiátricos , ela não parava em lugar nenhum e vivia visitando os vizinhos ao redor .
- Um certo dia quando Júlia já era adulta apareceu um circo nesta zona rural . Assim esta senhora resolveu visitar os artistas fora do horário das apresentações .
- Naquela época ela veio visitar – me vestindo uma cartola de mágico na cabeça . Mas quando Júlia foi embora ela esqueceu o chapéu em cima da mesa da cozinha .
De noite achei que havia alguém dentro de casa . Por isto saí pelo corredor e dei de cara com um coelho branco . Achei o fato estranho porque não era comum ver coelhos nesta região de Mafra . Assim coloquei o bicho para fora . Meia hora depois avistei um coelho preto em cima do meu cobertor , peguei o animal pelas orelhas e coloquei no jardim . Ao passar pelo corredor vi que a cartola do mágico estava caída no chão , fiquei com medo e coloquei o chapéu na mesa da churrasqueira que ficava fora da casa .
- No dia seguinte fui até o circo perguntar ao mágico se ele tinha perdido uma cartola . O artista disse que sim e expliquei que Júlia , uma senhora com problemas psiquiátricos , trouxe o chapéu até a minha casa . Mas nunca me esquecerei do que o mágico falou :
- O problema é que minha cartola tem poderes sobrenaturais mesmo !
- De vez enquanto surgem coelhos , de dentro dela , nas noites de Lua Cheia .

O Lobisomem do Butiá do Lajeado

Um certo dia fui visitar a avó Lena e perguntei :
- Vó , a senhora conhece alguma história de lobisomem ?
Desta maneira ela respondeu :
- Sim e irei contar :
- Há muitos anos atrás morava neste vilarejo uma mulher que tinha seis filhas . Quando ela ficou grávida do sétimo neném , as pessoas exclamavam para a pobre :
- Cuidado com esta criança , pois se ela nascer menino virará lobisomem !
- Pois é isto o que a lenda diz !
Depois de nove meses nasceu um garoto . Mas ele era tão discriminado pela vizinhança que a mulher deu o moleque para uma irmã , que morava em Curitiba , criar .
Com o tempo as meninas cresceram e casaram .
Um certo dia esta senhora faleceu deixando seu sítio do interior vazio .
Alguns dias depois chegou um rapaz estranho e instalou – se na casa .
Numa noite de Lua Cheia , bem numa sexta – feira , um animal atacou meu galinheiro e comeu algumas aves . No dia seguinte , levantei-me e vi o resto das penosas no chão . Na hora do almoço , aquele moço estranho veio até a minha residência e perguntou :
- A senhora tem um punhado de sal para me emprestar ?
Fui até a dispensa , peguei um saquinho com sal e disse :
- Rapaz é melhor tomar cuidado .
- Pois quem ataca galinheiro nas noites de Lua Cheia e no dia seguinte corre atrás de sal , com certeza , é lobisomem .
Depois daquele dia nunca mais vi aquele rapaz . Algum tempo depois a casa dele foi demolida e o sítio vendido .


Luciana do Rocio Mallon

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Lenda sobre Dona Xepa


Para quem não sabe, a Xepa é uma espécie de liquidação ou "queima de estoque" no final das feiras livres, após o meio dia, quando as barracas começam a serem desfeitas e os preços dos alimentos ficam mais baixos. Com a crise econômica e a alta nos preços dos alimentos, a rotina de quem vai às compras têm mudado, fazendo da Xepa o horário mais frequentado (e obviamente, o mais cheio) nas feiras. Há inúmeras ofertas de frutas, verduras e legumes, com a mesma qualidade do início da manhã. O que muitos não sabem (confesso que eu mesma não sabia) é que este termo tem uma origem um tanto esquisita... (e do qual eu nunca havia ouvido falar). Resolvi fazer uma pesquisa na Web e consegui encontrar a tal história, que vocês conferem abaixo:

"Dizem que na cidade de São Paulo, no final do século XIX, havia uma senhora descendente de italianos apelidada de Dona Xepa. Esta mulher só fazia compras nos finais das feiras, pois os preços sempre baixavam no término do dia. Além disso, ela nunca deixava de pedir desconto. (está vendo por que é tão importante pechinchar)?
Os anos se passaram e Dona Xepa não deixava de ir um dia sequer nos finais de todas as feiras da cidade e assim ela ficou amiga de todos os feirantes. Um dia, ela estava em uma das feiras quando de repente, desmaiou e faleceu. Todos os feirantes de São Paulo compareceram ao seu enterro. Porém, algum tempo depois, alguns comerciantes começaram a ver o fantasma de Dona Xepa no final do expediente, escolhendo produtos e pedindo desconto. É por isso que todo final de feira leva o nome de "A Hora da Xepa."

Beijos,
Mila!

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Lendas urbanas... lendas Interioranas

Todos nós, especialmente na infância, adoramos e morremos de medo daquelas tantas histórias que nos contaram sobre lendas. Eu morria de medo de ir ao banheiro da escola sozinha, porque sempre me lembrava daquele ritual que fazia com que aquela loira aparecesse. Eu me lembro também que existia uma sobre uns quadros que tinham a assinatura de "M Martinelle", ou algo bem parecido com isso, e do homem do saco, que na verdade, foi adaptada na minha província, como a lenda do "Velho Deco". Tenho duas situacões distintas, em que as lendas urbanas agiram, e agem, diretamente na minha crenca.
"Numa rua em que passavamos muito raramente, porque lá morava o "Velho Deco", esse senhor era um homem de uns 60 anos, magro, com ralos cabelos, e usava roupas sempre rasgadas e sujas, e, para fazer com que acreditassemos ainda mais naquela lenda que girava em torno dele, ele vendia sabão pela rua. Aí é que entra a questão, diziam pra nós que ele pegava as crianças na rua, colocava num saco (ele sempre andava com um) E DEPOIS USAVA AS CRIANÇAS PARA FAZER SABÃO."

Eu era criança e morava distante do "centro comercial da cidade". Saíamos sempre em grupo, quando íamos até lá, porque nossas mães não nos deixavam ir sozinhos. Estavamos em três, eu, uma amigo e uma amiga, voltavamos da aula de datilografia. E passamos justamente na rua onde esse senhor morava, passamos até do outro lado da rua, para que caso ele estivesse na casa não nos visse. A rua era inclinada, então tinhamos uma subida enorme (que hoje nem é tão grande assim, mas antes, na nossa percepção do mundo, era) estavamos na metade da subida, quando o menino olha pra trás e diz "corre que o velho Deco tá vindo atrás de nós", meu Deus, me canso só de lembrar, acho que nunca fui tão rapida na minha vida, naquele dia eu vencia qualquer maratona, nenhum queniano chegaria primeiro que eu.
Existe outra, que eu já ouvi inúmeras versões, ao redor da cidade onde nasci, cresci e afins. Tem uma mata, e temos que passar por entre ela para cruzarmos para a cidade vizinha, dizem que nesse trajeto várias pessoas (inclusive o motorista do ônibus que me levava pra facul) dizem que viram uma mulher toda de branco, que quando olharam novamente ela nao mais estava lá. Antigos dizem que uma mulher, que estava prestes a casar-se, sofreu um acidente ali. Razão pela qual ela apareceria.

Eu confesso, que quando passava por lá, à noite, fechava os vidros do carro, rezava, não me atrevia a nem olhar para os lados, tampouco a usar o retrovisor. Meus olhos ficavam imóveis. Nesse caso, eu prefiro não ter certeza se é verdade ou não.
Depois de muito tempo, trabalhei em uma loja de varejo, e o "Velho Deco" ia lá comprar sabão. Descobri que a lenda não era verdade. Mas daí fiquei pensando. O que será que ele faz com as crianças. rsrsrs. A verdade é que eu descobri que ele é uma pessoa, muito interessante, apesar de sua aparêcia um tanto "exótica". E DA LENDA QUE GIRAVA EM TORNO DELE...


Maria Jaqueline

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Lenda do Dinheiro Roubado Encontrado Em um Túmulo


Há muitos anos atrás uma quadrilha assaltou um banco e levou uma enorme quantidade em dinheiro num carro da marca Gol . Assim os bandidos fugiram para uma estrada do interior . No meio do caminho eles trocaram o automóvel por uma Belina funerária e colocaram a grana dentro de um caixão . Deste jeito eles chegaram a uma cidade do interior , esperaram a madrugada vir e enterraram o caixão num túmulo abandonado que nem sequer tinha lápide . Os marginais fizeram isto para esconder a grana e somente busca – la quando o caso fosse esquecido pela mídia e pelas autoridades .
No dia seguinte o coveiro Zé , um senhor de oitenta anos , nem notou a diferença naquele túmulo . O problema é que todos os dias havia uma figura pitoresca que andava pelo cemitério : era seu Nenê , um senhor com transtornos neurológicos , que incomodava muito o coveiro . Pois Nenê tentava arrombar os túmulos , roubava as flores dos falecidos , atrapalhava as cerimônias de velórios , etc. Esta pessoa , com problemas mentais , vivia dizendo que o cemitério era a sua casa e os espíritos dos mortos sempre falavam com ele .
Naquele dia Nenê disse ao coveiro que um túmulo foi mexido por homens suspeitos . Mas Zé nem deu bola . Então o senhor com transtornos neurológicos pegou uma pá e tentou arrombar o túmulo misterioso . Porém o coveiro viu , chamou atenção do homem e tirou a sua pá . Assim Totó , o cachorro de Nenê , começou a cavar com as próprias patas o estranho túmulo pela madrugada . Naquele instante um homem encapuzado arrombou o túmulo e o caixão sem mexer na grana . Alguns dias depois o cão apareceu com notas de cinqüenta cruzeiros em sua boca . Zé viu e perguntou ao animal :
- Totó , de onde você tirou isto ?
O bicho fez com que o coveiro o seguisse até o local . Desta maneira Zé viu que o túmulo estava cheio de dinheiro , comunicou o fato a polícia e os investigadores descobriram qual era a origem da grana .
Este fato ficou conhecido na cidade como : A Lenda do Dinheiro Roubado Encontrado Em um Túmulo .



Luciana do Rocio Mallon