quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Resolvendo pendengas


Que tema! Rsrsrs, bem apropriado para o momento. Eu tava no mercado estes dias e ouvi as caixas empolgadíssimas comentando que um menino bonito tinha sido recém contratado. A caixa mais ajeitadinha, que me pareceu ser comprometida disse: - Ué, não é por que tô de regime que não vou olhar o cardápio. Foi o que de melhor levei daquele mercado. Para uma sessão “dona de casa”, ri e me diverti muito.
Alguns amigos me dizem brincando que se eu precisar de ajuda na despedida eles se encarregariam. Não tenho idéia de como seria uma despedida de solteira. É a primeira e espero que a última vez em que fico noiva. Gosto de acreditar que existe amor eterno. E com meu Bolachinha isso é bem possível. Eu e minhas the best friends em um Clube de Mulheres? Eu me deliciando com um “PA” (pinto amigo)? Acredito que não seria o mais adequado.
Pra quem esta com uma aliança no dedo nada disso faz muito sentido. Já tenho 30ª anos de praia, acho que já aproveitei o que tinha para aproveitar neste quesito. Não acredito que um dia a mais ou a menos iria fazer alguma diferença. Agora se fosse possível uma despedida que valeria a pena e que teria um sentido seria:
Um feed back com aqueles machos que passaram pela minha vida e que ficou uma situação mal resolvida. Não que eu ache que “café velho” sirva para alguma coisa, mas certamente tirariam algumas dúvidas e principalmente algumas pulgas de trás da minha orelha o que deixaria meu espírito mais sereno.
T.O.M.J., engenheiro civil, sete anos mais velho do que eu, moreno de olhos claros. Irmão mais velho de três. Charmoso da nhanha. Nunca namoramos, mas ele viajou 700 kilômetros para me levar para jantar no dia dos namorados. Foi meu primeiro amor na fase adulta. Um sonho! Após meses sem contato, recebi um telefonema dele pedindo que eu o esperasse, pois ele iria iniciar uma pós e ficaria obrigatoriamente mais dois anos morando longe. Na época eu tinha 20 e poucos anos era imatura e vi nitidamente ele escorrendo por entre meus dedos.
F.S. quase um gogo boy. Baixinho, loiro de olhos claros. Maníaco por musculação. Uma delícia! Não gosto muito de loiros, mas este tinha testosterona nas veias. Era aniversário de uma das minhas melhores amigas e ela queria comemorar no Clube das Mulheres. Não acho que seja uma coisa muito atraente, um homem se oferecer para você. Por isso não queria ir, mas me foi pedido o bolo de presente e eu encomendei um, que me deu água na boca e pra comer eu precisava ir à festa. Lá estava eu quietinha no meu canto olhando TUDO aquilo quando de repente me chama atenção um mini brutamontes ao lado do bolo, como se fosse segurança do mesmo. Falei para a aniversariante que ele deveria estar com fome, se ela não gostaria de servir um pedaço ao rapaz. Comentei uma, duas, três vezes e nada. Até que, me dirigi aquele amontoado de músculos e ofereci um pedaço. Ele aceitou com a cabeça. Cortei e servi no guardanapo e ele acenou que não, apontando para a boquinha. Levei o bolo até sua boca e mais uma vez ele fez um sinal negativo, que era dá boquinha. No instante que teve um breu total no salão um vulcão passou por ali, levando bolo e tudo mais. Saímos algumas vezes, fomos ao Boteco de Mídia e ao teatro. Ele nunca conseguiu vaga no Clube por sua estatura ser micro mini, mas para ele aquilo era só uma brincadeira de ego, pois para seu sustento trabalhava na área de contabilidade de uma multinacional e fazia pós na FAE, o cara não era pouca coisa, além dos valores de família e o romantismo que inundavam o rapaz. Pouco tempo depois ele voltou para ex que nunca soube valorizar o que tinha nas mãos.
N.V. alto, loiro de olhos claros. Ex da seleção de vôlei, ex modelo, vocalista de banda. Um tudo e mais um pouco. Estava eu anulada na vida depois de ter namorado cinco anos um intelectual que me “trancafiou na masmorra”. Pedi a uma amiga que me tirasse de casa. Que ela insistisse, pois eu não ia querer. Sentia-me com 70 anos e precisava mudar este quadro. Sexta feira às 20h ela chega em casa (morava no andar de cima do meu ap.), eu cansada da semana corrida, já tinha jantado, estava de banho tomado, deitada ponta para uma noite se sono. Lá vem ela bater na minha janela. – Tem show de uns amigos meus hoje.
- Já tô deitada dormindo, me deixa.
- Toc toc, toc. Ok, se vc não vai tudo bem, mas também não vai dormir pq não vou para de bater.
- To sem grana.
- To sem roupa.
- To meio gripada... E assim sucessivamente fui tentado dar várias desculpas para que me deixasse ali quieta. Mas como eu tinha avisado que isso ia acontecer e que ela deveria insistir, não teve jeito tive que ceder.
Lá estava eu de vermelho em um bar/boate meia boca. Cheio de babys ao meu redor, me sentia "A Tia". Nem acreditava que eu ainda ia ter que pagar para ficar ali a noite toda e passo por passo ela ia dando em direção ao homem mais lindo no evento. Uma figura exótica, fantasiada de harleyro, com bandana na cabeça e tudo. Pensei: - Ao menos ela conhece o cara mais interessante do local. Apresentações feitas, ela me diz que ele é viado, namorado do guitarrista da banda. Não podia ser. Ele era muito homem para ser de outro homem. Aquilo não saia da minha cabeça. E de certa forma não entendia e não acreditava. Duas caipiríssimas fizeram a noite. Dancei, cantei, conheci o bar inteiro. Foi uma noite super divertida. Mas aquela mão. Eu adoro mãos. Sou tarada por elas. Ele cantava, sua garganta pulava como uma perereca fechava os olhinhos e abria aquela mão de quase um metro e meio bem na minha frente. Era mágico. Quase uma miragem.
Fim de festa eu saracotiando pelo salão, mamada que tava, não demorou muito para dar um tropeção em qualquer coisa e ... Chão. Fique sentada sem saber direito o que estava acontecendo até que dois braços se dirigiram até mim, me levantaram e me abraçaram forte. Ah! É só cair, para isso acontecer? Pensei e cai muito, claro. Rsrs... Até que ainda indignada sem acreditar que tudo aquilo poderia ser de outro homem, fui a campo. N.V. o que vc vê em um homem? Ele respondeu que a pegada forte. Arrepiei-me inteira, pois adoro pegadas fortes. Realmente ele tinha razão é bom mesmo. Mas opa, peraí, quem deve gostar disso somos nós mulheres. Eles devem gostar de mãos macias e delicadas. Tem algo de errado. Voltei a campo. Sutilmente passei o dorso da mão no rosto dele e dei lhe um selinho bem devagar e doce, falando: - Vai procurar a sua loira agora para ver o que é bom mesmo. Quando dei as costas outro vulcão passou pela história. Namoramos alguns meses. Por aqui nada ficou mal resolvido, ao contrário das outras duas histórias, mas aquela mão de um metro e meio. Aiii, valia um remember. Acho que vou ligar para minha amiga para ir assistir comigo o próximo show. Só rever aquela mão da platéria já seria uma bela despedida de solteira.

Verônica Pacheco

8 comentários:

Andressa disse...

É realmente uma idéia muito original! Pular esse negócio de Despedida de Solteiro e substituir por um remember uma idéia muito boa, principalmente porque a paixão faz a gente querer mesmo ficar junto e curtir "pra sempre"!

Texto muito legal (principalmente para te conhecer melhor) e a idéia muito original!

Bjocas

ana paula disse...

quem casa é porque quer casar. quem quer casar é porque quer ficar com uma pessoa só. SE voce aproveitou sua vida tambem concordo que nada a ver fazer uma despedida de solteiro com homarada. ja comeca tudo errado, como se traisse na lua de mel. faz mais um bota fora bem difertido com muita cerveja que tamu dentro. valeu veroooo

Anônimo disse...

ola vero!!!!
adorei o texto, muito bacana,,se todas as mulheres falassem o que pensam as coisas seriam mais facil,, e outra coisa so a favor da igualdade entre homem e mulher,, se o homem faz despedida pq a mulher nao fazer...
tudo de bom pra vc continue assim
beijao

Anônimo disse...

Vero, Vero, Vero

Sabe o que é mais engraçado de tudo isso? Eu escutei essas histórias da sua boca. A primeira mais de uma vez... rsrsrs... Acho que é isso que nos faz amigas, a essência, as lembranças, as identidades conhecidas, esses encontros e desencontros. Uma amizade pode até se construir em uma dia, mas essa vivência passada, também conta. E passem mil anos, mas ela ainda estará viva em nossas mentes e nossos corações.

Se eu pudesse avaliar pelos olhos de amiga te daria um 9 por desempenho, um 10 por boas lembranças e talvez 7 pela periodicidade. Mas na média vc passou!!!!

beijos guria!!!

Te desejo toda a sorte do mundo!

Te desejo todo o amor do mundo, pois graças a vc, eu tenho o MAIOR AMOR DO MUNDO!

Beijossssss

Carlota Joaquina

Verônica disse...

Andressa este é um proforme meio sem sentido não é? Além de que quando vc conhece uma pessoa há toda uma paixão, um envolvimento que não faz sentido ser vivido nas vésperas de uma união estável. É pedir para entrar em confusão. Além de ferrar um planejamento que esta prestes a se concretizar. Lembrar dos bons momentos e saboreá-los apenas no pensamento tem tanto gosto quando, com a vantagem que toda a parte negativa não vem na bagagem.
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Falou bem Ana. A impressão que tenho sobre despedidas com putarias é: como se traísse na lua de mel. Não condiz com a energia do momento. Agora, lembrar, falar e escrever as putarias bem vividas pode, não é? Regada a cerva e na companhia das amigas melhor ainda.
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Anônimo, muito obrigada pelo elogio do meu texto e da postura. Fico feliz de saber que sou assim. É bom nos enxergar com os olhos do outro. Pode deixar que vou continuar assim, pois acho que não sei ser diferente. Rs...
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Carlinha querida, vc é uma de Oliveira Mendes guria. Não era para eu ser nesta vida. E agora vejo que com meu Oliveira Vidal serei uma mulher muito feliz. Esta alegria eu tenho orgulho de gargantear, que te apresentei um partidão. Mas o mérito é todo seu de ter o Pit a seu lado até hoje. Podemos não ser concunhadas de fato, mas de coração seremos sempre amiga. A sintonia por aqui é grande. Te cuida! Gosto muito de ti.
Obrigada pelo carinho!
Beijo grande a todos!
Verô

Josiany disse...

Verô concordo plenamente com você. Parabéns pelo noivado!

Verônica disse...

Obrigadaaaaaaaa querida!
;)
bjocas

Pati disse...

Adorei, coloque os pontos finais antes de se enlaçar de vez!
Bjs