domingo, 14 de setembro de 2008

Medida contenciosa contra inimizade colorida



CONTRATO DE AMIZADE COLORIDA

IDENTIFICAÇÃO DAS PARTES CONTRATANTES


As partes assinantes deste documento, doravante denominados de AMIGO COLORIDO e AMIGA COLORIDA, entre si, promovem por justo e acertado o presente Contrato de Amizade Colorida, que se regerá pelas cláusulas seguintes e pelas condições descritas adiante. O presente instrumento tem por finalidade principal prevenir contra afirmativas de desagravo a posteriori tais quais “você brincou com meus sentimentos”, “pensei que você me amava”, “você me usou” e congêneres, bem como evitar tentativas de agressão (verbal ou física), suicídio ou homicídio, seja o mesmo culposo ou doloso.


DO OBJETO DO CONTRATO


Cláusula 1ª. O presente tem como OBJETO, a mediação formal das atividades da amizade colorida, as quais se farão de forma pessoal, por um número de (02) pessoas, as quais estão vinculadas a uma relação meramente carnal, e não conjugal, não cabendo a nenhuma das partes qualquer tipo de cobrança no sentido de um vínculo afetivo mais estreito. Também deverão se manter afastados da relação pais, irmãos e familiares que queiram saber as reais intenções do relacionamento, já que elas se limitam a amizade e sexo, não havendo portanto consonância com as aspirações dos entes dos ditos amigos coloridos.


Cláusula 2ª. Ambos os lados se comprometem a fornecer relacionamento sexual e afetivo, não necessitando propriamente estar habilitados para tal fim, havendo apenas o acerto prévio de que nenhuma das partes poderá cobrar fidelidade ou continuidade da relação, ficando assim sem propósito as denúncias de pessoas do círculo de relacionamento das partes contratadas que pegarem o(a) par do(a) amigo(a) colorido(a) com outro(a) em situação comprometedora.


Cláusula 3ª. Faz parte do presente instrumento, o documento anexo, onde constam os nomes e telefones de serviços que poderão vir a ser acionados no caso de um rompimento brusco na relação de amizade colorida que cause danos emocionais a alguma das partes (CVV, Mulheres que amam demais, Apaixonadas Anônimas, entre outras).



DAS OBRIGAÇÕES


Cláusula 4ª. Ambas as partes se comprometem a:

a) Prover a outra parte de satisfação sexual sem cobranças dos gêneros:
a.1)” Você não me ouve mais”;
a.2) “O que você estava olhando para aquela(e) sirigaita(imbecil)”;
a.3) “Você não me ligou ontem à noite”;
a.4) “Eu sento no banco da frente do carro, e não ela(e)”;
a.5) “Não consigo mais me concentrar no trabalho”.

b) Aceitar que não existe livre acesso a todos os móveis, cômodos, objetos, gavetas e bolsos da outra parte, quando se hospedar em sua casa.

c) Restringir o número de contatos com a outra parte a, no máximo, dez vezes ao dia, sejam eles via telefone, e-mail, MSN ou outro suporte de comunicação.


Cláusula 5ª. Este instrumento vincula as partes, sendo portanto vetado a qualquer uma das acordadas estabelecer contrato (formal ou informal) de consideráveis perspectivas com terceiro (namoro, noivado e, principalmente, casamento ou concubinato) sem prévio aviso à outra parte, sob o risco de se colocar em perigo a integridade física e/ou a própria vida do(a) Amigo(a) Colorido(a).


Cláusula 6ª. Ficará vetada a transferência de obrigações de execução das tarefas à outrem, excetuando no caso de outrem ter consideráveis atributos físicos.



DOS SERVIÇOS E SUAS EXECUÇÕES


Cláusula 7ª. Os serviços serão prestados sem dias, locais e horários pré-acordados, não valendo portanto cobranças de freqüência ou de contatos de comunicação avisando que sim ou que não vai acontecer o ato (exceto quando previamente agendado), muito menos de envio de mensagens ditas românticas.


Cláusula 8ª. Ficam ambas as partes impedidas de apresentar a outra com tratamento excessivamente afetivo a amigos, colegas de trabalho ou familiares, ficando expressamente vetadas denominações que possam atribuir à dupla a sugestão de uma relação conjugal, tais como: meu(minha) namorado(a), tiutiuco(a), meu(minha) gatinho(a), pitelzinho, amor, entre outros exacerbadamente carinhosos ou íntimos.


Parágrafo único. Quaisquer dúvidas serão dirimidas por meio de reunião extraordinária a ser marcada previamente entre as partes, a qual, porém, não pode ser denominada de “discutir a relação”, visto que esta conceitualização caracteriza relacionamento conjugal, e amigos coloridos não são casal.


Cláusula 9ª. Os produtos destinados a funções contraceptivas deverão ser utilizados por ambas as partes, sendo que os preservativos de borracha não poderão ser dispensados sob qualquer hipótese, mesmo que a parte denominada Amiga Colorida tome anticoncepcionais por via oral. Os preservativos deverão ser sempre fornecidos pela parte dita Amigo Colorido, optando preferencialmente pelos modelos extra-resistentes e evitando deixá-los aos cuidados da parte dita Amiga Colorida, eliminando-se assim que se fundamentem suspeitas e acusações de furos intencionais feitos com alfinete ou outro objeto pontiagudo no contraceptivo.


Cláusula 10ª. As duas partes se comprometem a não prestar satisfação a vizinhos, síndicos, familiares, amigos ou colegas sobre atitudes suspeitas como caronas, demoras, fugidinhas, gemidos, roupa amassada, cabelo molhado, pernas bambas, câimbra maxilar e indisposição para sentar.



DO SEGURO


Cláusula 11ª. Ambos os acordantes se declaram cientes de não haver qualquer tipo de seguro garantindo a satisfação de qualquer das partes, bem como não poderá haver qualquer responsabilização por danos nos ambientes pessoal ou profissional por conta da relação, visto que a mesma não corresponde a vínculo social considerado comprometedor ou de perspectivas longevas. Pedidos de demissão ou de fim de contrato de aluguel com o intento de se abrigar, mesmo que temporariamente, na residência da outra parte não serão aceitos em absoluto.



DA RESPONSABILIDADE PELOS SERVIÇOS


Cláusula 12ª. Está vetada a qualquer das partes a adoção de postura vingativa, ao ser findado o relacionamento, quer a mesma se manifeste de forma discreta (revelação a terceiros de intimidades vexatórias) ou agressivas (como rasgar o estofamento do carro do(a) Amigo(a) Colorido(a) com salto agulha ou canivete).


Cláusula 13ª. Este contrato tem fim pré-determinado, conforme previsto na Cláusula 19ª, mas pode se estender ad eternum ou mesmo ser interrompido por um determinado tempo e retomado em seguida. Também pode haver relações de amizade colorida esporadicamente, não importando a freqüência conforme já descrito no dispositivo da Cláusula 7ª. Contudo, o presente contrato pode ser anulado a qualquer tempo unilateralmente, sem necessidade de consulta à outra parte. Serão vetadas exigências de resposta e/ou abordagens excessivas na tentativa de reconciliação, tais quais:
1) Recados insistentes na secretária eletrônica, correios de voz ou caixa de e-mail.
2) Acampamento em frente ao lar ou local de trabalho da outra parte.
3) Acionamento de familiares e amigos da outra parte com fins de utilizá-los como mediadores.
4) Confisco de objetos pessoais, com o subterfúgio de que só poderão ser resgatados mediante encontro pessoal.
5) Envio de homenagens em carros de som, cascata de flores despejada de helicóptero, desenho do nome da outra parte no céu com avião da esquadrilha da fumaça ou presentes de qualquer monta.


Cláusula 14ª. Fica claro e cabal que períodos de maior proximidade entre as partes, tais quais viagens a dois, finais de semana na casa do outro ou festas familiares em que se é apresentado(a) aos pais da outra parte não significam que a relação passou para o patamar de namoro. Fica acertado, ainda, que a relação só se tornará namoro quando assim for assumido, admitido e acordado entre as duas partes, e em estado dito de sobriedade. Entende-se, portanto, como namoro uma relação bilateral e não unilateral.



FORMA DE RESSARCIMENTO


Cláusula 15ª. Os amigos coloridos irão recompensar um ao outro da seguinte forma:

a) Deverão cumprir com suas funções de forma correta e não prejudicando ou causando prejuízos à outra parte, comparecendo integralmente a encontros, proporcionando prazer mútuo e mantendo sigilo. Fica acordado que cenas de ciúmes em público caracterizam quebra de sigilo e resultam em rescisão automática e irrevogável do presente contrato.

b) Havendo ausência de alguma das partes, a outra estará livre e desimpedida para a contratação formal ou informal de um suplente. Não cabe a(o) amiga(o) colorida(o) a necessidade de relatar a contratação temporária de suplente, sendo que poderá ter com o(a) mesmo(a) também a adoção de contrato de amizade colorida.

c) Formas de carinho e apreço como café da manhã na cama, presentes, acordar com beijinhos, massagens, flores e até mesmo jóias não poderão ser confundidas como manifestações de interesse na formalização de relacionamento dito mais sério, a não ser que a intenção seja manifestada explicitamente. Não cabe à parte presenteada devolver os presentes ao se findar o prazo do contrato de amizade colorida ou a ocorrer sua anulação, muito menos atitudes que coloquem em risco a integridade física da outra parte, tais como quebrar os presentes em sua cabeça ou jogá-los na janela da casa do presenteador.



EXTINÇÃO DO CONTRATO


Cláusula 16ª. No ato de fim do contrato, ficará convencionado se as partes têm ou não interesse em deixar perspectiva de retomada da relação no futuro ou em tempo imediato. Havendo interesse, elaborar-se-á outro contrato oportunamente, adicionando-se cláusulas que se percebam necessárias. Não havendo, restará rescindido após realizadas todas as apurações de eventuais acertos (devolução de objetos pessoais que tenham ficado na casa do outro, cancelamento de viagens, restrição de acesso a canais de contato como contas de e-mail, etc). A se ocorrendo o fim do contrato, a parte que solicitou sua anulação ou que não deseja seu prosseguimento não fica obrigada a aceitar pedidos de um comparecimento carnal de despedida.

Cláusula 17ª. O presente instrumento estará prontamente rescindido quando qualquer das partes manifestar um sonoro “não quero mais” ou um “pra mim chega” ou um “socooooooorro” ou qualquer expressão verbal ou mesmo não-verbal com intenções similares.


Cláusula 18ª. O presente instrumento estará rescindido com o “não quero mais” ou outra expressão verbal de insatisfação manifestada, sendo que a outra parte deverá entender e aceitar que o termo “não” é sinônimo de negativa, antônimo da palavra “sim” e dispensa questionamentos sobre causas motivacionais.



DO PRAZO


Cláusula 19ª. O presente contrato terá o prazo de 3 (três) meses. Findo tal prazo de acordo, facultará às partes assinarem outro para estender a relação por novo período pré-acordado, pois o presente será extinto de plano. Entende-se que o prazo de encerramento não precisa ser rígido em seu cumprimento, podendo se estender a mais algumas horas (no máximo de oito) evitando coitus interruptus ou outros desconfortos resultantes de desfechos súbitos.


Cláusula 20ª. Serão incluídos, para efeito da contagem do prazo mencionado neste instrumento, o tempo que qualquer das partes, por exclusiva culpa, deixar de fornecer sua mão-de-obra à outra. Em outras palavras, uma noite de dor de cabeça, por exemplo, será contabilizada nos 3 (três) meses de contrato normalmente. Ou seja, serão apurados 90 dias corridos, independentemente de fatores externos à vontade das partes ou a boicotes eventuais por mau humor, ciúmes, crises emocionais, charminho, ranzizice, “frescura” ou qualquer outro motivo.


Cláusula 21ª. Qualquer das partes, a qualquer tempo, terá a faculdade de requerer o aumento ou a diminuição do prazo ora estabelecido, cabendo à outra parte aceitar ou declinar da referida proposta. A ampliação do prazo de validade não significa que a relação passou ao patamar de namoro, a não ser no ocorrimento do regido na Cláusula 14ª.



CONDIÇÕES GERAIS


Cláusula 22ª. O presente contrato passa a vigorar entre as partes a partir da assinatura do mesmo, a qual deve ser efetuada com caneta de tinta não removível.


Cláusula 23ª. As partes desde já acordam que responderá por perdas e danos aquela que infringir quaisquer cláusulas deste contrato, sendo que a punição será sua automática anulação e, eventualmente, encerramento da relação de amizade.


Cláusula 24ª. Ambos os acordantes assumem aqui não serem portadores de problemas mentais ou psicológicos, tais como:
1) Transtorno bipolar
2) TOC (Transtorno Obsessivo Compulsivo)
3) TPM crônica
4) Depressão crônica
5) Dependência de drogas
6) Língua solta
Ou qualquer outra sociopatia considerada mediana ou grave. Também assumem não possuir qualquer tipo de habilidade ou experiência com objetos cortantes, bem como não ter participado de atividade profissional que resulte em uso de facas ou itens de cutelaria (cortes de carnes, castração animal, entre outros).



DO FORO


Cláusula 25ª. Para dirimir quaisquer controvérsias oriundas do CONTRATO, as partes elegem o foro da comarca da cidade firmada logo abaixo da assinatura dos contratados;

Por estarem assim justos e contratados, firmam o presente instrumento, em duas vias de igual teor. Em se tratando de uma relação sigilosa, o documento ficará caracterizado como contrato de gaveta, a ser depositado e registrado em cartório da comarca citada abaixo, constando a seguir o nome e a assinatura dos dois acordados. Outrossim, garante-se que, no caso de o presente documento ser encontrado após morte misteriosa de uma das partes, e estando ainda em vigência o período de validade do referido contrato durante o ocorrido, considerar-se-á a outra parte como principal suspeita do dito homicídio.



___________________
Amiga Colorida



______________________
Amigo Colorido



________________ de _______________ de 20__.




Mario Lopes com colaborações várias e involuntárias

sábado, 13 de setembro de 2008

Meu primeiro amor...


Não conheço ninguém que nunca tenha tido uma amizade colorida. Eu tive duas, uma na adolescência e outra um pouco mais tarde. A primeira começou quando eu tinha 8 anos. O menino era meu vizinho. Nós brincávamos juntos todos os dias. Lembrando da minha infância eu sinto saudade daquele tempo. Nós só pensávamos em voltar da escola e brincar na rua, fazer um lanchinho e brincar de novo. Mas tudo na vida muda, inclusive nossos desejos. Com o tempo aquela amizade foi se transformando em algo a mais pra mim. Esse sentimento era reprimido, afinal éramos amigos! O tempo foi passado e eu já estava com 15 anos (e ainda apaixonada). Lutava muito contra esse sentimento e parei de falar com o menino. A vida ajudou já que ele mudou para um bairro longe mas a avó dele continuava minha vizinha. Então passei a vê-lo só aos fins de semana. Nessa época comecei a ficar com os meninos e sempre acabava ficando com alguém na frente dele. Acho que era para mostrar a mim que não sentia nada. Resultado.. depois de um tempo ele começou a namorar e parou de ir na casa da vó nos fins de semana. O namoro durou um ano e eu fiquei esse tempo sem encontrá-lo. Um dia o meu amigo aparece e se declarou. Disse que sempre gostou de mim, que lutou contra mas que eu era a pessoa que ele queria ficar. Assustada disse a seguinte frase: “nós dois temos 17 anos e você ainda não é homem pra mim. Namore bastante, se forme, seja alguém e depois me procure. Só vou querer saber de você no dia da minha formatura pois neste dia estarei pronta para assumir esse relacionamento”.
Até hoje não sei porque a formatura era tão importante nos meus pensamentos. Afinal eu me formei e não estava pronta para muita coisa mas isso é outro assunto. Voltando... me arrependi muito de ter falado isso pois o resultado foi que o menino dos meus sonhos de infância, o “Meu primeiro amor” decidiu virar homem! Resolveu morar na Bolívia na casa de uns parentes e depois foi trabalhar no exterior e fazer uns cursos. Ficamos muitos anos sem nos falar até que aconteceu algo totalmente inesperado...

Eu já tinha crescido, namorava há alguns anos e estava num dos dias mais importantes da minha vida – era minha formatura! Meu namorado da época estava se formando junto. Entre inúmeros sentimentos como ansiedade, felicidade, nervosismo eu vejo ao lado dos meus pais um rosto conhecido. Os flashes não me deixavam enxergar com detalhes mas eu sabia que era ele. Moreno, alto, corpo atlético, sorriso lindo, só poderia ser ele! Na hora eu estava mais feliz em vê-lo do que em me formar. Era ele! Ele voltou do exterior para minha formatura! Ele voltou para dançar a valsa comigo!
Naquele momento eu entrei em pânico. Olhei a meu lado e vi meu namorado e na minha frente a minha paixão de infância. Foi muito estranho e não consigo descrever o sentimento. Só de lembrar fico nervosa.
Na hora das fotos ele foi a meu lado, me deu um abraço caloroso e disse: amanhã eu danço com você! Tirei inúmeras fotos com ele, mas do que com o namorado e disse que sim, que ele iria dançar comigo. Não sabia como mas sabia que ia ser assim.

No dia do baile eu estava a espera dele. Mas ele não apareceu. Ele não foi e também não ligou. Fiquei muito decepcionada e por ironia do destino meu namoro acabou naquele dia por uma briga que deu fim ao baile perfeito. A briga foi por ciúmes do menino que estava comigo. Que tinha ciúmes até da sombra dele..se ele soubesse o que estava acontecendo...

No outro dia o meu amigo aparece e pediu mil desculpas dizendo que tinha sido assaltado (até hoje não sei se foi verdade ou se ele não foi porque eu estava acompanhada). Conversamos, disse que tinha terminado mas que não queria saber dele. Afinal ele não deu notícias.

Um tempo passou e eu ainda estava só. Estava péssima no dia e ele me ligou me convidando para sair. Aceitei o convite. Entrando no carro ele perguntou se eu confiava nele: disse que sim e então andamos horas de carro sem saber o destino. Paramos em Caiobá (umas 22h de quarta-feira) a noite estava linda. Ele pediu para eu sair do carro e sentar num banco que ficava de frente para o mar. Sentei e quando ele chegou estava com um cobertor, champagnhe e uma mesa cheia de coisinhas para comer. Não resisti, acho que ninguém iria. Fiquei com ele! Foi uma noite maravilhosa mas foi a única desta amizade que me fez feliz. Descobri que gostava dele como amigo e o sentimento não era nada além disso. Fiquei indignada por só ter descoberto isso tanto tempo depois e por ter passado noite agoniada com medo de acabar com a amizade.
Sai com ele muitas vezes mas só por amizade. Voltei a namorar, o que o deixou muito irritado durante um tempo. Hoje mal conversamos pois ele também descobriu que o que sentíamos era uma atração infantil. Hoje ele é casado com uma mulher linda. Tem uma filha muito fofa e eu estou noiva do grande amor da minha vida. Resumindo... os dois estão muito felizes com suas escolhas mas a experiência dessa amizade foi marcante para os dois!

A outra amizade não posso contar neste post. Fica prá próxima!

Josiany

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Amigos são como uma caixa de lápis de cor...





Quando eu era pequena ganhei uma caixa de lápis de cor de aquarela. Sabe qual? Aqueles que dentro da caixa, além dos lápis, vem um pincel. Funciona assim, primeiro você colore, depois molha o pincel e passa por cima do desenho, quase que como mágica, o desenho com riscos de lápis vira uma linda pintura de aquarela...

Essa caixa de lápis foi comprada junto com o material escolar, pra levar pra escola quando as aulas começassem, mas, para a inquietude da minha mãe, não consegui esperar o inicio das aulas, tive que abrir a caixa antes e colorir tudo o que encontrava pela frente. “Se você gastar todos os lápis vai pra aula sem, menina. Não vou comprar outra caixa”.

Aqueles lápis tinham um poder tão grande sobre mim. Uma facilidade de me fazer feliz, de me arrancar sorrisos, me encantar. No precisava nem usá-los, saber que eu os tinha era o suficiente.

Nossos amigos são assim, como uma caixa de lápis de cor, trazem cor às nossas vidas. Toda amizade é colorida, toda amizade encanta, emociona, arranca sorrisos, tem poder sobre a gente... Amigos são mágicos, transformam rabiscos em obras de arte. Alguns ficam guardados por um tempo, como as caixas de lápis, que às vezes ficam esquecidas nas gavetas de quinquilharias, mas, quando os encontramos a sensação é tão boa que você se promete deixá-los sempre ali, na sua escrivaninha, bem pertinho, pra não esquecê-los nem um só dia... Esquecidos em gavetas ou sobre a mesa do escritório, eles serão sempre lápis coloridos, encantadores e mágicos, capazes de transformar qualquer pedaço de papel branco em um arco-íris de alegria e amor...




Mônica W.

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Que amizade colorida que nada, todo mundo quer um amor eterno


Foi-se o tempo em que todo o sonho de uma mulher era casar? Parece que sim, mas, se pensarmos bem, provavelmente não. Os nossos olhos nos traem, quase sempre. A nossa expressão corporal nos desmente, também. A simples amizade colorida ainda não mudou os gens da mulher. O que mudou foi o tempo de desfrute da solteirice, que aumentou por diversas razões - necessidade de terminar os estudos, que a segurança hoje está na gente e não mais no casamento, a pílula, que permite usufruir das boas coisas do sexo sem necessariamente termos como conseqüência a gravidez e seus correlatos; e, mesmo, simplesmente vivermos para nós.
Vira e mexe, naqueles últimos dois segundos antes de dormir, ainda sonhamos com um relacionamento estável. As volubilidades das amizades coloridas são ótimas, sim, ativam a nossa libido, nos fazem bem, mas não nos dão felicidade nenhuma. Esta só vem quando descobrimos, talvez até através de uma amizade colorida inicial, um amor pra toda vida ou não. Apenas um passa tempo gostoso e temporário. A vida e o amor ainda nos é um mistério.


Verônica Pacheco

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Das afinidades eletivas e amizades coloridas

Existem aqueles que afirmam categoricamente que não pode existir amizade despida de segundas intenções entre homens e mulheres. E outros, como eu, que sabem que uma saudável amizade sem expectativas amorosas/sexuais é perfeitamente possível. Tenho excelentes amigos com quem tenho grandes afinidades (musicais, literárias, cinematográficas, etc), mas com quem não tenho nenhum tipo de relação além disso. Contudo, nunca poderemos desqualificar o elemento "foi, é ou será" - com o qual um grande amigo (somente amigo mesmo rs) costumava classificar alguns relacionamentos.

Durante uma boa parte da minha vida, fui extremamente rígida em termos de critérios: amigos, amigos, amores à parte.. e assim eu vivi tentando não misturar alhos com bugalhos até uma certa altura da minha existência em que outros acontecimentos, que não vêm ao caso aqui, extirparam esse pensamento taxonomista e classificatório da minha mente. E ai, descobri, parafraseando caetano "a dor e a delícia" desse tipo de relação que tanto pode gerar alguns frutos bem maduros (das minhas resultaram belos textos e até uma canção) e outros nem tanto (perder o amigo após as múltiplas confusões sem dúvida é o mais doloroso).

A maior qualidade de uma relação desse tipo é o potencial de experimentação e o aprendizado dela decorrente. Experimentamos limites, nos colocamos frente à alteridade, testamos sentimentos como ciúmes, paixão, tesão, amizade incondicional, admiração sem rotular ou esquadrinhar determinações, uma vez que a relação contém um hibridismo de componentes que muitas vezes não está presente em uma "relação formalmente constituída e classificada". Isso claro, até o dia em que um dos lados da balança sai do prumo, ou ambos, seja para a descoberta que efetivamente não há interesse amoroso ou justamente ao contrário. Ou alguém decide sair fora e quebrar o circuito. Há sempre um determinado ponto que cria a instabilidade e ai é hora das coisas serem encerradas... ou não?

Abaixo, escrevi 2 minicontos inspirados pela temática, haja vista que nenhuma teoria pode dar conta da profundidade desse objeto... qualquer semelhança é mera coincidência.

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Virna e Rai - amaldiçoados por Hades

Virna continuava obcecada pelo ex, mas sempre ligava para Rai, "o amigo" fotógrafo. Invariavelmente terminavam a noite jogados no colchão daquele kitinete no centro da cidade, bebendo vinho e ouvindo algum disco de rock melancólico. Tudo começara devido a uma maldita discussão sobre literatura na rede e se configurara presencialmente por culpa de um filme de Wim Wenders. Rai era genial, culto, sensível, brilhante, true artist diria Oscar Wilde, uma daquelas mentes que encontramos perdida por aí a cada milênio com sua sabedoria infinita, capaz de saber a primeira frase de cada livro já lido que se acumulava pelo canto do apartamento (e eram muitos). No entanto, apesar de todo aquele conhecimento enciclopédico, Rai não conseguia dizer um simples não a Virna, uma garota perturbada, mimada às vezes - ok, ela tinha alguns encantos também, embora não estivesse muito alerta deles, que lhe causava dores imensas. Houve uma noite em que Virna extrapolou os limites, saiu com um de seus inúmeros ficantes na época - que fazia questão de contar todos os detalhes a Rai - e após uma noite de bebedeira em um desses botecos "pé sujo" da cidade, ela ligou para Rai ir buscá-la (pelo simples fato de que ela não estava mais a fim de continuar com o tal ficante). Rai apareceu abaixo de um chuva torrencial com um guarda-chuva, furioso mas com o abraço acolhedor. Terminaram como sempre terminavam nas madrugadas frias de uma capital gélida. Após essa noite, se viram muito pouco, em pequenos encontros ocasionais na esquina do supermercado. Virna agora achava o tal "ex" um tremendo "babaca", como sempre Rai lhe dissera, mas nunca esquecera as madrugadas etílicas em que ria encostando na barba de Rai, após dizer seu clássico aforismo "transar ouvindo led zeppelin é tão retrô!".

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My precious - o anel e as memórias deletadas

- "Tu fugiste de mim!" - disse ele
- "Não fugi, apenas não comentei nada sobre o que eu ia fazer"- respondeu ela à acusação
Nesse instante John, amigo de ambos que teclava freneticamente em uma comunidade online, grita da sala: - Parem com isso! Porque vocês estão falando em inglês?
- "Porque eu não quero que a minha irmã escute, esqueceu que ela tá dormindo no quarto ai do lado? E como ela nao fala inglês, fica mais fácil" - comenta Ela.
John retorna às discussões entre nicks e emoticons um pouco mais resignado.
- "Tá, agora não foge e volta pra nossa conversa" - Ele a pega pelo braço, daquele jeito ao mesmo tempo grosso, forte mas atencioso - "Deixa o John, pq ele não vai falar nada pra ninguém"
- "Eu sei, mas esse não é lugar pra essa conversa. Estamos na sacada do apê com um frio de rachar, vento e parte da minha família ai dentro perigando ouvir tudo" -
- "Até parece que tu liga muito pra isso, ou pelo menos não ligava naquela vez do táxi, lembra? A corrida do aeroporto até aquele bar"? - afirmava ele com aquele sorriso debochado que a deixa louca e a mão no joelho dela
- "Eu sei, mas agora está tudo diferente, é outro contexto. Não dá mais, eu quero tentar ser diferente dessa vez"
- "Eu duvido. Tu vais sucumbir em algum momento. Eu te conheço bem, somos iguais, lembra?" - diz ele aproximando a boca da orelha dela
É óbvio que ela lembra, se é que alguém poderia esquecer do homem com quem se pode debater teoria da sci-fi na manhã após uma noite de devassidão; do homem que te oferece pão de queijo e café da manhã todo meiguinho após ter falado as maiores "barbaridades"; do homem que escreve uma letra de música pra ti, só pra ti, com referências que só os dois entenderiam.
- "Mas querido, não posso mais, eu tomei uma decisão e preciso mantê-la" - ela responde sem uma grande convicção
- "Tu poderia ter me dito né? Tu acha que eu me despencaria até aqui se eu soubesse, tu nunca me falaste" - reclama ele
- "Ah, eu só não falei, tu nunca me perguntaste".. ia falando ela até que o olhar vislumbra algo prateado no dedo dele... "Tu compraste? Não acredito, que lindo, adorei"!!, diz ela
- "One ring, to rule them all - fala ele em um tom característico a ambos - "Sabia que tu irias gostar"!
- "Mas naquela época tu não mostraste interesse" - recrimina ela - retornando à conversa
- "Tu também não.. se eu soubesse que era um outro tipo de relação, menos formal, eu teria investido" - diz ele a encarando like the last night on earth
- "É, mas tu também não perguntou" - disse ela contrariada - "Things get damaged
Things get broken. I thought we'd manage But words left unspoken...Sério, essa conversa vai ser daquela que vamos lembrar para sempre'
- "Mesmo que deletem nossas memórias" - ele afirma sorrindo
- "Sim, mesmo que as deletem em um futuro não muito distante"
- "Por que a gente não vai dar uma volta? Tomar um café?- ele encerra a conversa com as mãos no ombro dela.

Lady A.

terça-feira, 9 de setembro de 2008

DE AMIZADE COLORIDA PARA ATRAÇÃO FATAL


Vivian, 31anos, engenheira civil, estava sentada numa cadeira do quarto, toda vestida de noiva, segurando o buquê e perdida em seus pensamentos.
Lá fora os convidados chegavam felizes para o tão esperado casamento com Lucas, 32 anos, professor de educação física, com quem Vivian estava namorando há 4 anos. Dos quais no total, 3 anos e pouco à distância. Ela morava em Curitiba e ele em Santos.
Vivian era a típica patricinha curitibana, sempre teve as coisas que quis, os homens que desejou, um emprego que a destaca-se e agora se preparava para o casamento que havia planejado desde menina. Mas naquele instante pensava no quanto desejou jogar esse casamento pra cima e correr atrás de uma paixão.
Há um ano Vivian conheceu através de uma amiga, Marcus, 37 anos, arquiteto. Separado há vários anos e após essa mal sucedida experiência ou má escolha de companheira, ele colocou como meta pra si mesmo não ter mais nenhuma relação séria. Apesar de saber admirar uma mulher e ser atraído por quase todas elas, satisfazia-se com suas conquistas. Gostava de digeri-las e quanto mais diversas uma da outra, melhor para ampliar seu conhecimento sexual e pessoal do universo feminino. E sempre deixava claro para suas conquistas suas intenções e o limite do envolvimento. Não foi diferente com Vivian. Apesar dele não ser alto e o tipo atlético que sempre a impressionou, Marcus era inteligente, extremamente criativo e cativante. Logo se tornaram amigos. Saíam nas baladas, conversavam sobre projetos, a companhia dele lhe dava estímulo e energia. Ele a envolvia em todos os seus projetos. Eles pareciam se complementar.
Com Lucas morando longe, Vivian se sentia carente e logo se viu envolvida por Marcus. A primeira noite após um jantar japonês, Marcus a levou para sua casa onde acendeu velas e incensos. E ao som de Oasis vendou-a e a fez gozar como nunca.
Eles continuaram saindo socialmente sempre como amigos. Não era só uma questão das pessoas que poderiam ficar magoadas, mas esse segredo parecia ser ainda mais excitante. Os encontros foram se repetindo e intensificando. E quando se deu conta Vivian estava totalmente apaixonada por Marcus. Suas noites de amor eram perfeitas, ela se preparava sempre com uma novidade erótica para estimulá-lo. Tinha certeza que ele era louco por ela.
Até que um dia ela resolveu desabafar o quanto estava envolvida e queria terminar seu noivado por causa dele. Marcus se assustou, disse que eram apenas amigos, ela deveria saber disso. E que ela não deveria abandonar aquele casamento, já ele nunca se casaria de novo e não estava envolvido por ela. Vivian viu isso como uma derrota inadmissível, como ele não poderia estar envolvido por uma mulher bonita, inteligente, boa de cama e vencedora como ela.
Primeiro fingiu compreender e começou a convidá-lo pra sair. No final da noite sempre aparecia com uma fantasia de enfermeira ou diabinha para seduzi-lo. Marcus andava tão cansado e já acostumado com Vivian, que virava pro lado e dormia, deixando-a dançando sozinha. Ela começou a ficar mais nervosa, “como algum homem não poderia ficar excitado com ela naquela performance?!”
Vivian então, ao mesmo tempo em que repetia pra si mesma que ele não tinha nada em especial, que era cheio de defeitos ainda mais comparado a seu noivo, começou a fazer loucuras. Seguiu-o até um restaurante, onde ele tinha um encontro com um cliente e quando voltou ele tinha um convite erótico escrito com batom na janela de seu carro; depois ela resolveu roubar o mailing list dele e começou a escrever inventando mentiras para algumas mulheres suspeitas de serem ou terem sido amantes dele. E da última vez, trancou-o em sua própria casa e ligou pro chefe dizendo que ele estava doente. A sua intenção era chegar à casa de Marcus e o surpreender com um jantar maravilhoso e dizer que eles teriam dois dias inteiros só pra eles, onde ele iria ver e admitir que não poderia viver sem ela. Mas antes de chegar à porta de Marcus, ela recebe uma ligação de Lucas: - Oh, minha princesa, estou morrendo de saudades. Olha to chegando amanhã cedo pra gente fazer a festa de noivado aí. Aposto que você preparou uma festa linda, né meu amor? E daqui a 2 meses você vem pra cá ser minha rainha pra sempre!
É só nesse instante que Vivian se tocou da loucura que estava fazendo. Não que ela fosse desistir de Marcus, mas como diz o ditado: Melhor um pássaro na mão que dois voando.

Vivian se levanta da cadeira, coloca um sorriso brilhante no rosto, sai do quarto e desfila linda com seu vestido perolado até o altar onde seu deus grego a espera.
By Mazé Portugal

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

TEMA DA SEMANA: AMIZADE COLORIDA


Amizade Colorida é um nome dado para definir uma relação aberta sem cobranças nem responsabilidades, onde ninguém é de ninguém. É diferente da amizade tradicional, pois nela existe uma intimidade física, psicológica, intelectual, afinidades em geral ou específica entre as pessoas, e às vezes rola alguma ou muita ou nenhuma interação sexual.

Quem não teve uma amizade colorida, uma amizade GLS rss lembrei da bandeira arco íris, cores para todos os gostos!
Lembrei de uma grande amizade colorida lá dá década de 90 :-)
Conheci no meu trabalho e de cara rolou uma antipatia, sim nossos gênios não bateram ele era moreno, alto, de olhos verdes, com seu nariz de italiano, super bem vestido, todo charmosão com seus 1,90, estava com a sua linda namorada loira... e eu pedi para ele sair do estúdio era uma sessão de fotos e a gravação de VT para a TV ... claro que ele ficou "puto" e com toda razão rss
Ele poderia ter ficado no estúdio acompanhando, mas eu só usei o meu poder de produtora. rs
.
Em uma próximo trabalho nos cruzamos de novo, ele estava sem namorada rss e aí começamos a conversar e nossos gênios se combinaram... resumindo viramos amigos coloridos, tínhamos uma química muito boa... ficamos algumas vezes, foi muito bom, mas nem ele nem eu queríamos namorar, casar e ter filhos... e sim queríamos curtir a vida, eta fase boa!!!
Viramos amigos coloridos... foi meu primeiro instrutor de auto escola, ele foi muito corajoso deixou eu dirigir o quindim (seu Kadet amarelo, apelido carinhoso, isso que ele odiava quindim rss) no estacionamento do Dom Antonio em Santa Felicidade.
Mas achei melhor continuar com a amizade e entrei em uma auto escola rss.
.
Viramos tão amigos que eramos chegamos a ser namorados de aluguel... quando precisava de companhia para festas da empresa, casamentos, formatura eu o contratava rss e eu também cumpria meu papel de namorada de aluguel nas suas festas de empresa, família, amigos...
Ele opinava nos meus relacionamentos, rolos, encrencas, paixonites, passa tempos e eu nos dele.
Passamos da amizade colorida para primos, irmãos, marido, mulher rsss
Depois e algumas viradas da vida... fui trabalhar na sua empresa...
Fiquei um bom tempo lá, mas acabei saindo para novos desafios...
Mas continuamos nossa amizade rosa, pink, amarela, verde, azul... continuou
E nessas idas e vindas da vida ele sofreu um acidente de carro e me deixou...
.
Querido "namorado de aluguel" sinto muito a sua falta!!!!
Que você esteja aproveitando a vida onde você estiver como você sempre fez!
Dica: aproveite ao máximo as amizades coloridas!
By Aletéia Ferreira (ALE)

domingo, 7 de setembro de 2008

100 meias verdades


Clássicos da dissimulação feminina
1) Hmmmmmm... gozei.
2) Tamanho não é importante.
3) Ui, detesto palavrão na hora do sexo.
4) Claro que eu nunca olhei com interesse para o seu namorado.
5) Eu nem acho sexo no casamento tãããããão importante assim.
6) Sexualmente falando, eu sou uma mulher plenamente satisfeita.
7) Amiga, esse seu vestido vai arrasar mais que o meu.
8) Eu e meu marido transamos todo dia.
9) Eu e meu marido transamos por horas e horas.
10) Eu e meu marido transamos.
11) Acima de tudo, uma mulher tem de se realizar profissionalmente.
12) Ai, que presente lindo. Pena que vou ter de trocar porque não é o meu número.
13) Juro que não quero ir nessa convenção da empresa contigo só pra ficar te vigiando.
14) Achei o número dessa vagabunda mexendo acidentalmente no seu celular.
15) Você sabe que eu quero muito ter um filho, mas hoje não estou nos meus dias férteis, relaxe.
16) Pra onde você tá me levando?
17) Gorda? Capaz. Você pesa mais do que eu porque é mais alta.
18) Eu só fiz xixizinho no oceano quando era criança.
19) Claro que eu não estou encolhendo a barriga.
20) Adoro quando minha sogra me ensina tudo o que o filhinho dela tanto gosta.
21) Eu não gosto de fazer sexo com quem eu não estou namorando.
22) Hmmmm, ficou delicioso, depois você me passa a receita? E me vê já um copo d’água, por favor?
23) Ficou perfeito, é bem o meu número (falando quase sem ar)
24) Nossa, você por aqui, que coincidência (para o ex ao encontrá-lo na night).
25) Claro, amor, você pode ir pro seu joguinho (quando o marido sai e libera a grande área pro marcador adversário).
26) Não, seu perfume não é forte, eu só pedi para abrir a janela do carro para pegar uma brisinha.
27) Claro que não é enchimento, meus peitos são assim mesmo.
28) Não tem homem que separe a amizade entre duas mulheres.
29) Relaxe, querido, vou viajar com minhas amigas só pra botar a fofoca em dia.
30) Tudo bem, eu subo mas só pra tomar um drink rapidinho.
31) Ah, amor, dá para contar nos dedos com quantos homens eu já fui pra cama.
32) Uau, você foi o melhor de todos.
33) Uau, o seu é o maior de todos.
34) Tem que casar por amor, porque dinheiro não traz felicidade.
35) Eu só fiquei com ele porque não sabia que vocês já tinham namorado.
36) Não é que eu não saiba cozinhar, é que sou uma mulher moderna.
37) Eu nunca mais fui naquela balada, mas não é porque encontrei minha diarista lá.
38) Eu não me importo que a chuva estrague minha chapinha, mas você pode trazer aquela marquise pra perto do carro?
39) Não é que você tenha ejaculação precoce, mas é que eu preferia tirar a roupa antes de você gozar.
40) Sabe o que é? É que eu hoje estou naqueles dias.
41) Eu, produzida?! Não, só fiz uma escovinha.
42) Tá bom, vou na sex shop com você. Mas só pra te fazer companhia, hein.
43) Nâo, eu não pinto meu cabelo. É o meu tom natural mesmo.
44) Não sou consumista. Só levo pra casa aquilo que cabe no porta-malas.
45) Claro que eu não olhei a bunda dele, estava reparando naquela floreira ali, ó.
46) Eu não tenho ciúmes da tua ex, aquela magricela peituda.
47) Eu nem bebi muito, é que sou fraca pra bebida. Ic!
48) Ai, desculpe, liguei pra você por engano. Mas e aí, tudo bem contigo?
49) Voltar com meu ex?! Nem pensar!
50) Hoje tô com dor de cabeça.

Clássicos da dissimulação masculina
1) Isso nunca me aconteceu antes.
2) Empresta o bronzeador que você não passou direito nas suas costas.
3) Ela botou silicone, é? Nem reparei.
4) Esse vestido ficou perfeito! (depois do vigésimo provado e duas horas de atraso)
5) Seus peitos não estão caídos.
6) Celulite, onde?
7) Barriga, onde?
8) Flacidez, onde?
9) Marca de batom, onde?
10) Não sei se você gosta, mas eu sou um cara muito romântico, sabe.
11) A gente tem de acabar, mas o problema não é você, sou eu.
12) Mulher magra não é legal porque dá pra ver os ossinhos.
13) Aprendi técnicas sexuais transcedentais com os milenares sábios vedas.
14) Eu não consigo transar com uma mulher se não houver amor no meio.
15) Essa é a receita de um prato inédito que vou batizar com o seu nome.
16) Nada a ver, só vamos ficar no mesmo quarto do hotel por questão de economia.
17) Não é que achei sua saia curta, querida, é que ela não está combinando com a sua blusa.
18) Eu conheço uma massagem incrível pra sua dor de cabeça, começa aqui na base das costas.
19) Você não quer vir aqui em casa assistir um filminho?
20) Eu amo você mais do que o Corinthians. Posso ir pro estádio agora?
21) Querida, agora que sua mãe saiu do hospital do coração, a gente poderia levá-la ao Beto Carrero World pra comemorar.
22) Claro, se você fizer isso eu namoro contigo sim.
23) Sim, reparei que você mudou o cabelo, só não disse nada porque fiquei sem palavras.
24) Dorme aqui em casa já que tá chovendo mesmo.
25) Vamos dar uma paradinha aqui nessa praia de naturismo, algum problema pra você?
26) Acabou com seu namorado? Eu já te pego pra gente sair e você desabafar um pouco. Vai te fazer bem.
27) Bebe mais um gole, essa bebida é fraquinha.
28) Acho essas calcinhas minúsculas muito vulgares.
29) Ah, pra mim beleza não é tudo.
30) Não estou olhando seu decote, é esse seu pingente que me chama a atenção.
31) Minha ex nem se compara a você.
32) Amor, não vou me desfazer da minha coleção de Playboy porque tem ótimas entrevistas.
33) Não é que eu troquei seu nome, é que tenho uma dicção péssima, você sabe.
34) É filme de sacanagem? Putz, trocaram na locadora. Mas já que tá aqui, vamos ver, né?
35) Você mora do outro lado da cidade? Não tem problema, eu te dou uma carona.
36) Eu gosto dos filmes com a Angelina Jolie porque ela atua muito bem.
37) Não é que eu não goste de você, mas é que faz pouco tempo que saí de um relacionamento, entende?
38) Adorei esse restaurante macrobiótico, querida? Será que tem um feijãozinho com arroz, uma picanhazinha?
39) Eu sou liberal, sim, só não te deixo fazer topless porque nessa praia todo mundo é muito careta.
40) Lógico que eu lembrei que dia é hoje, amor, só estava deixando pra fazer a surpresa mais à noite.
41) Só não te convido para ir no churrasco porque será uma reunião só de homens.
42) Adoro discutir a relação. Pode ser depois do futebol?
43) Eu não sou machista. Acho que devemos dar a maior força para as mulheres chegarem ao nosso nível.
44) Incrível, não sei onde li isso, mas nossos signos combinam perfeitamente.
45) Nunca caí no sono depois de fazer sexo.
46) Na verdade, a bunda é terceira ou quarta coisa que eu reparo em uma mulher.
47) Claro que um homem pode ser amigo de uma mulher bonita sem segundas intenções.
48) Pegou um bronze, é? Deixa eu só ver a marquinha do biquíni então.
49) Aposto que é viado (quando a mulher elogia a beleza de um homem).
50) Só a cabecinha, vai.


Mario Lopes com colaboração de Luciana Longhi, atriz, arquiteta e Desaforada X

sábado, 6 de setembro de 2008

A GRANDE MENTIRA!!

Fingimentos necessários. Este tema me deixou muito confusa e passei dias pensando no que escrever. O fingimento é a forma “bonitinha” para expressar uma mentira. Pensei em inúmeras mentiras contadas por necessidade como aqueles dias que falamos para a mãe que estamos bem só para não preocupá-la, quando bebemos todas e falamos pro chefe que estamos com dor de estômago e coisas assim...
Pensei em até algumas mentiras bem cabulosas que já ouvi de muita gente mas mentir para a família, namorado, amigos não chega aos pés de mentir para um país inteiro. Então vamos a história:

Imagine um país que...
vivia sobre repressão militar a mais de 21 anos. Quem estava no poder eram eles e eles escolhiam que assumia o posto maior de um país – a presidência.
Um político que foi preso por eles decidiu fazer alguns acordos e assumiu o papel de primeiro-ministro, conquistando a confiança dos militares. A única coisa que faltava agora para esse homem era ser presidente.
O sonho teve que esperar alguns anos pois os militares insistiam em ficar no poder. Mesmo derrotado ele continuou sendo a esperança do povo e fez alguns acordos. Aliou-se ao ex-presidente do partido do governo e venceu por 300 votos. Eleito, viajou pelo país e pelo mundo. Voltou a capital do país para montar o gabinete, mas é apanhado pela doença que insistiu em esconder. Ele escondeu da população sua doença alegando que o mais importante é que em poucas horas a esperança vai assumir o posto de presidente e os militares vão sair do poder.
Médicos insistem para que ele faça uma cirurgia as pressas mas a resposta é “Antes da posse, nada de cirurgia. Depois da posse no Congresso, que é a posse oficial, a posse legítima, eu vou para o hospital com vocês”.
A imprensa não sabia de nada, a população menos ainda e o país continuava em festa! A poucas horas da posse o presidente eleito passa muito mal e vai ao hospital. O país descobre e em poucos minutos o hospital é invadido por uma multidão. A confusão é tamanha que a equipe do hospital se confunde e leva o eleito para o centro cirúrgico errado, na hora da operação. Nessa hora sai o primeiro boletim médico divulgado pela imprensa.

“O presidente acaba de entrar na sala de cirurgia. Repito: o presidente acaba de entrar na sala de cirurgia, para ser operado de apendicite aguda”, informou o repórter.

A confusão estava armada. Pessoas chorando. Políticos preocupados com os novos rumos do país pois se o presidente não assumisse os militares poderiam quere novamente o poder.
Poucos minutos um novo boletim médico saiu: “O presidente passa bem. A cirurgia foi um êxito e o país pode suspirar aliviado. O presidente deve tomar posse amanhã". Não foi o que aconteceu e quem jurou assumir a presidência foi o vice. Mesmo assim o país achava que o presidente estava se recuperando. Quando, na realidade, ele estava piorando e já tinha passado por duas cirurgias. A mentira continua a ser mantida mesmo quando o presidente morre. Só alguns dias depois a verdade é anunciada! Morreu a esperança do país e só depois de alguns dias a população soube.

A grande mentira é verídica
O país é o Brasil
A data é 21 de abril de 1989
O presidente Tancredo Neves
Quem contou a mentira? Aécio Neves, na época, secretário do presidente, que era seu avô, e os médicos
Os enganados? A população brasileira

E agora pergunto eu: essa mentira foi necessária?

Josiany Vieira

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Mentir pra si mesmo é sempre a pior mentira

“Como um anjo caído
fiz questão de esquecer
que mentir pra si mesmo
é sempre a pior mentira...”
Renato Russo

Depois de ter mentiras de diversas espécies em meu currículo e, conseqüentemente, muitas decepções, resolvi mudar. Nossa, que super clichê... Mas, essa é a mais pura verdade (outro clichê?!).
Mentira machuca. Desde as mais bobas até as mais elaboradas. Quando você mente, sempre envolve mais alguém... Você decide pela outra pessoa. Decide esconder algo sem consultar. E não há nada mais triste que mentir para pessoas. Sinceridade dói e é difícil. Contar pro namorado que não gosta mais e quer acabar, contar que apareceu outra pessoa, contar pra amiga que ela está gorda com a roupa nova, contar que a comida que o amigo preparou para o jantar está ruim, contar que não conseguiu gozar. Contar qualquer uma dessas coisas gera desconforto tanto em quem conta como em quem escuta. Daí, as pessoas inventam. Inventam pra se poupar e pra poupar o próximo (poupar da verdade?! ).
Quem nunca passou pela clássica situação... Você está com o menino faz um ou dois meses, toda apaixonada, jura que achou o homem da sua vida e ele chega com a história: “acho que me precipitei. Não quero nada sério. Me machuquei demais no último relacionamento. Não estou pronto para namorar novamente...”. Um balde de água fria com gelos em formato de iceberg. Ele conta essa e some. Depois de duas semanas sua melhor amiga te liga: “você não sabe quem eu vi no cinema. Pior, amiga, ele tava com uma loira tipo Ana Hickmann, a desgraçada tinha 1,20m só de perna”. Um mês se passa... Você continua enfurnada em sua kitnet, sete quilos mais gorda de tanto chocolate que já comeu e, como represália contra si mesma, resolve entrar no Orkut e fuçar na vida dele. Abre o perfil e ta lá: namorando. Desgraçado. Não era mais fácil contar a verdade? Ter dito: “olha minha filha, eu até tava te curtindo, mas, uma loira de parar o trânsito apareceu na minha vida. Estou tão apaixonado, tão apaixonado, que seria capaz de casar com ela no próximo mês”. Claro, a situação toda seria horrível. Contar isso não é fácil. Mas, é honesto. É verdadeiro. É sincero. E pra mim, a verdade não tem preço. Por mais dolorosa que seja.
Pior de tudo é que, quando você mente pra alguém, o primeiro a ser enganado é você mesmo. Você inventa pra ter a sensação de conforto. Pra parecer que não é tão malvado. Afinal, depois que você já contou qualquer coisa pra pessoa, ela não é mais responsabilidade sua, você não deve mais nada pra ela. Não é? Nessas horas, sempre tento me lembrar da frase do Pequeno Príncipe: “você é eternamente responsável por aquilo que cativa”. Então, a melhor saída, na minha opinião, é: ser honesto sempre, por mais difícil que seja a situação... Por mais que você saiba que a pessoa para quem irá contar aquilo terá um ataque e jogará o que encontrar pela frente em você. Seja corajoso. Assuma assim mesmo. Pague o preço das suas atitudes. Isso é tão nobre. Tão gratificante, que você nunca mais terá coragem de SE ENGANAR NOVAMENTE...



Mônica Wojciechowski

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Exigência da convivência mútua a dois

Temos o livre arbítrio, portanto somos seres diferentes. Acredito que este seja o colorido do mundo. A minha opinião ou meu modo de vida pode ser exatamente o oposto do seu e... Conflito na certa. Portanto os ditos “fingimentos necessários” muitas vezes são indispensável para o bom convívio entre as partes.

Joaquim estava passando e em um instante observa Madalena, que lhe chama a atenção e desperta seu desejo. Menina meiga, pele alva, estatura mediana, seu número. Ele logo se apressa para ir ao seu encontro. Um esbarrão “proposital", digo, sem querer dá o ponta pé inicial do romance.
- Ops, me perdoe. Você esta bem?
- Ok, estou bem sim, acontece. (lá vai o primeiro “fingimento necessário") Pois Madalena estava neste momento pensando, aiii e um belo de um palavrão, mas não seria elegante de sua parte, mostrar este sentimento tão fervoroso.
- Me deixe te ajudar, diz Joaquim, levantando a moça e seus pertences.
Agora Madalena teve oportunidade de olhar o mancebo, observando seu jeito, seus traços, seus braços fortes e pensa. Humm de onde saiu isso, muito interessante.
Para "investir", digo, se redimir, Joaquim convida Madalena para tomar um refresco e faz todas aquelas perguntas de praxe pós esbarrão.
- Você esta bem? Machucou-se? Posso ajudar em algo? Onde é sua casa quer que eu lhe acompanhe até lá. (E aqui mais uma vez entramos em outro "fingimento necessário", pois Joaquim queria apenas saber do seu corpo quente, dos seus lábios carnudos, do seu cabelo sedoso, mas ele não podia sair da “regra” e se fizesse diferente quem sabe assustaria a senhorita).
Dias se passaram, Joaquim e Madalena chegaram a seus objetivos estavam se curtindo. Mas Madalena não estava satisfeita queria um compromisso sério com Joaquim. O fato dele saber que ela compactuava com seu sentimento e que ela estava sempre a sua disposição para os convites que lhe eram feitos já contentava Joaquim.
- Madalena, você não pode se entregar tanto assim, fala Joana, amiga de Madalena. – Para ele esta cômodo, porque ele mudaria esta situação? Você tem que se fazer de difícil. Quando ele ligar inventa um trabalho pra fazer, uma dor de cabeça, um mal estar de cólica, qualquer coisa, mas negue-o.
Mas eu conto as horas para vê-lo, não sei se vou conseguir e nem quero isso. Cada minuto ao lado dele é maravilhoso para mim, porque eu iria dizer não, ao que mais quero?
- Negaste hoje para ter mais amanhã. (fingimento necessário) Você não quer ter um relacionamento mais estável? Então amiga, dá duro nele que quando ele perceber que não te tem mais na mão, que pode te perder, logo tomará suas providências.

Este é o fingimento necessário que infelizmente esta em todo canto. Aqueles conhecidos joguinhos de amor. O não vou me entregar de corpo e alma, pois caso contrário vou ficar na mão dele (a).
O mundo seria tão mais colorido se as pessoas pudessem ser elas mesmas. Verdadeiras por inteiro, sem precisar de pequenos fingimentos para viver bem.

Verônica Pacheco

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Dramas Eróticos do David do Café Maria




Há alguns anos atrás o proprietário de um restaurante localizado no bairro Batel , na cidade de Curitiba , resolveu trazer uma réplica do David de Michelangelo com o objetivo de aumentar a freguesia .
O que ninguém sabia é que aquela cópia além de ser perfeita , tinha alma . Porém o problema é que a maioria da população não sabe admirar uma obra de arte .
Nos primeiros dias em que a estátua ficou ao lado do restaurante , ela notou que algumas pessoas , principalmente jovens , ao verem o tamanho das suas partes íntimas davam gargalhadas . Por isto este David foi vítima de muitos dramas , que iremos ler abaixo :

O Jovem e os Anabolizantes :

Um certo dia , a escultura estava triste e com depressão , pois há muito tempo ninguém parava para admira – la .
Então , de repente , um carro novo e importado parou em frente a ela . Assim desceram duas pessoas : uma senhora e um jovem . Desta forma a mulher apontou para David :
- Está vendo , meu filho !
- Se você continuar a tomar anabolizantes seu fim será este ...
A réplica deu um pequeno sorriso , mas a dama continuou :
- Seu fim será este se você continuar a tomar anabolizantes : músculos fortes com “bilau” pequeno demais. Afinal as drogas atrofiam as partes íntimas de um homem .
Ao escutar isto , rolou uma lágrima dos olhos de David , que pensou :
- O que é isto ?!
- Estão me comparando a atleta bombado !
- Que ignorantes !
- Se eles lessem mais a Bíblia , saberiam que eu derrotei o gigante Golias com os meus músculos !
- E o que importa a quantidade , se sempre é a qualidade que conta ?!

O Nissei Agressivo :

Alguns dias depois , de madrugada , um rapaz nissei parou em frente a estátua , arrancou um preservativo do bolso e colocou no “piu-piu” da escultura . Depois como sobrou muito espaço , o moço fez a bainha da camisinha e ainda colocou um cartaz ao lado , dizendo :
“ – Todo mundo diz que “japa” tem que fazer a bainha do preservativo , mas este aqui está numa situação pior ! “
David ficou triste e refletiu :
- Preconceituosos !

Uma Cueca Para David :

Num certo dia frio e nublado , uma mendiga parou com sua filha , embaixo da estátua e começaram a tirar roupas de uma sacola . Desta forma a mulher exclamou :
- Agora vamos ver o que ganhamos de esmola !
De repente , a moça viu uma cueca e disse :
- Uma cueca ?!
- O que faremos com uma cueca ?!
- Afinal não tem homem em casa !
A menina olhou para a escultura e comentou :
- Deixa que eu coloco esta “Zorba” neste rapaz pelado ...
- Coitado deve estar com frio !
- Bem que ele podia ser garoto-propaganda de cuecas !
Desta forma a garota colocou a peça no David , que ficou furioso .

David Recebeu Ajuda de Outras Obras Rejeitadas da Cidade :

Numa certa madrugada , David saiu do seu restaurante e foi até a Praça Dezenove de Dezembro , onde há a escultura do Homem Nu e desabafou :
- Não agüento mais esta vida de estátua em Curitiba !
- As pessoas debocham do meu órgão íntimo e não dão valor para mim ...
Deste jeito o Homem Nu explicou :
- A maioria do povo desta cidade é assim mesmo , não sabe admirar uma obra de arte !
- No começo fui tão rejeitado pela população que tiraram – me desta praça e levaram – me atrás da prefeitura , de uma maneira com que eu ficasse muito bem escondido .
- Mas não entre em depressão ...
- Por favor , aguarde um minuto que eu já chamei as outras obras rejeitadas !
Pouco a pouco foram chegando mais peças , como : Cavalo Babão do Largo da Ordem , Mulher do Chafariz do Jardim Botânico , Leão do Portal de Santa Felicidade , e Coqueiro de Plástico da Avenida Batel .
Desta forma o Homem Nu explicou :
- Todas estas belíssimas obras de arte , aqui presentes , foram rejeitadas pela população . Só há uma solução para isto : que as professoras de Educação Artísticas ministrem aulas sobre História da Arte para que as pessoas tenham mais sensibilidade .
Luciana do Rocio Mallon

terça-feira, 2 de setembro de 2008

MENTIRAS BRANCAS OU INOCENTES.

Desde o início para provar que em geral eu não minto e destesto mentiras, não vou fingir que a maioria das frases abaixo é minha. E confesso que dentro de várias idéias sobre o assunto não consegui fechar em nenhuma por falta de tempo ou inspiração...

O cinismo da raça humana tenta acolher a mentira como um recurso válido. Criaram-se assim as mentiras brancas, tidas como leves, em contraste com as mentiras grosseiras. A mentira de conveniência ou social, onde se ajusta a mensagem ao gosto do patrão. A mentira piedosa tenta diminuir o impacto da verdade. E a mais execrada de todas é a mentira deslavada, tão grotesca que não convence nem a quem fala.

Há até quem afirme: “Vou fingir que acredito”, ou, “Engana-me que eu gosto”! Vivemos tempos tão confusos que por vezes até preferimos ser enganados a enfrentar a verdade!

Aliás, mudando de idéia, eu minto sim e muito. Minto alucinadamente, afirmando e acreditando que sou outra pessoa nos palcos ou na frente das câmeras... Mas não me viciei nisso, sinto tesão em ser eu mesma na vida real, por mais confusa que seja. Ao contrário de várias pessoas que se vêem presas à mentiras leves pela necessidade de serem sempre agradáveis...

É por esta razão que existem pessoas idolatradas, consideradas perfeitas e no entanto, são tão infelizes! Estão manchadas de más intenções que embora não reveladas e nem denunciadas, estão escritas em cada célula do seu ser. Outras há que não são nada populares, até podem ser consideradas inconvenientes pela sua transparência, mas dormem em paz.

Provavelmente o leitor duvida da minha palavra, pois é impossivel você conviver bem em sociedade sendo absolutamente sincero e falando as coisas na cara do sujeito no calor da emoção.
A verdade magoa quase sempre, incomoda, é desagradável, irritante, espelha-nos e denuncia-nos a cada instante, mas o pós-operatório também e a verdade é a única cirurgia libertadora, o único antídoto eficaz para este “ópio” desgastante.


O leitor tem razão, já fui considerada inconveniente em vários meios, mas com o tempo aprendi a importância de algumas mentiras brancas, ou o melhor: de um silêncio. Este sim é verdadeiramente necessário. Usado sabiamente para pensar e escolher as melhores palavras e melhor maneira de falar a verdade sem machucar.


Palavra de psicóloga: "No relacionamento amoroso, as mulheres são consideradas as rainhas dos panos quentes, pois buscar contornar as situações, mas em alguns momentos, mentir pode se tornar uma solução paliativa para um problema que, futuramente, pode ficar ainda maior".
Mesmo as consideradas mentiras "brancas" ou de "piedade" podem degenerar em perigosas espirais de mentira, arrastando-nos e prendendo-nos a uma realidade falsa.


segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Tema da semana: Fingimentos necessários

Fingir ou não fingir?
Sharon Stone está certa? Está errada?
Quem nunca fingiu um orgasmo?
Qual o homem que não fingiu no relacionamento?
Tudo depende da situação... o famoso lado bom ou o lado ruim...
O clássico rss
Mary queria transar, mas Jonhy estava cansando...
Jonhy queria transar, mas Mary estava com dor de cabeça...
Mary estava procurando emprego e perguntaram:
- Que idiomas você fala, lê, escreve fluentemente?
- Qual a sua experiência?
- Por que saiu do seu emprego anterior?
- Como era seu chefe?
- Como era o ambiente de trabalho?
- Por que saiu?
Jonhy queria vender o seu carro e perguntaram:
- Já teve alguma batida?
- Quanto km faz por litro?
- E assim vai...
Mary precisava de um vestido para uma festa e foi em algumas lojas:
Será que ficou bom perguntou para a vendedora:
- A vendedora ficou lindo!
- Tenho outras cores?
- Mais comprido?
- Mais decotado?

Enfim vivemos o dia fingindo ou não fingindo, depende do nosso estado de espírito, do nosso humor, ahh TPM... ahh depressão, ahh distúrbio bipolar, tri, polipolar rsss

Vivemos em uma sociedade e às vezes precisamos fazer alguns:
Fingimentos (des)necessários rs.


By Aletéia Ferreira (ALE)