sexta-feira, 28 de março de 2008

Teoria errada

A teoria de que os opostos se atraem é correta na lei da física. Na lei da atração humana ela peca. Nós, humanos, somos todos iguais e gostamos de coisas novas, do diferente. A diferença sempre foi mais atrativa. A mulher toda certinha um dia já beijou um homem com perfil totalmente ao contrário, quem é rico já teve interesse pelo mundo dos pobres (nem que seja só para saber como é) e quem nunca teve fetiche por alguém comprometido? Quem nunca quis saber como seria ousar, aprontar, fazer algo fora do comum para a sua sociedade? Quem nunca quis fazer amor em locais diferentes? Com pessoas que não podia? Quem nunca teve tara por um professor(a)?
No relacionamento afetivo isso fica muito evidente. Depois de um tempo de relacionamento todo casal precisa criar maneiras e métodos diferentes para quebrar a rotina e mudar. Pois tudo que fica muito comum fica chato. Não é? Claro que todos gostamos de algo seguro, principalmente no relacionamento, mas podemos mudar em alguns sentidos.
Ano passado assisti uma peça que abordava diversos relacionamentos. Em um deles a história era mais ou menos assim: A mulher, uma secretária, era toda certinha e apaixonada pelo marido, que também era todo certinho. Ela só usava roupas comportadas, nada de decotes! Ele era muito tímido e quase não falava com outras pessoas. Todo dia eles tomavam café, banho, escovavam os dentes e pegavam o ônibus no mesmo horário. Depois do trabalho chegavam em casa no mesmo horário, assistiam televisão e iam dormir. E assim a rotina se repetia... e se repetiu durante anos. Num certo dia a mulher foi numa despedida de solteira. As amigas, não tão certinhas assim, deram um porrete na moça que depois de beber todas revelou que tinha fetiche por homens de atitude, que agarram a mulher, tiram a roupa e a jogam na cama. Bem ao contrário do seu amado marido.
No outro dia, quando a pobre chega em casa o marido está enfurecido pois uma “amiga” de sua mulher contou a ele sobre o modelo de homem ideal para ela. Ele brigou, não a deixou falar e saiu de casa. Depois de dias sumido e de choro constante da sua esposa um homem abre a porta de casa, a pega no colo, tira sua roupa e a joga na cama. Este homem era o seu marido! O casal inovou... que mulher nunca comprou uma lingerie para estrear com o parceiro? Quem nunca tentou posições novas na cama? Acessórios? Fantasias? Locais incomuns? O diferente sempre atrai mais!!!
Mas voltando ao assunto... muitas pessoas acham que o casal não combina por ser diferente e um gostar de algo que o outro não gosta. Neste caso pode apostar que alguma coisa os dois gostam ou fazem igual. Eu, por exemplo, morro de medo de altura. Tenho tanto medo que a minha primeira viagem de avião foi trágica. Vou contar só para vocês terem noção de como sou medrosa.
Tinha combinado com uma amiga de irmos de ônibus para Porto Alegre e de voltarmos de avião. Na volta, já com as passagens compradas, minha amiga teve que ficar por lá.. e eu estava sozinha. Fiquei branca de pavor e para ajudar o avião estava com turbulência. O piloto disse: senhores passageiros a turbulência está ocorrendo por causa de algumas nuvens. A besta aqui comprou na janela (ai ai ai) e resolveu olhar para ver as nuvens. Quando olhei para cima não tinha nuvem nenhuma no céu, daí resolvi olhar para baixo. Entrei em pânico!! Nunca mais andei de avião!
Imagine só que eu namoro um paraquedista! Meu namorado ama estar no ar e pular do avião... Claro que eu acho isso maravilhoso. A coragem dele em gostar destas coisas que tenho tanto medo. Quando nos conhecemos isso foi uma coisa que me atraiu.
E tem várias outras coisas que somos diferentes. Sou jornalista e ele engenheiro, eu gosto de português e ele de matemática, prefiro ficar em locais confortáveis e ele gosta de ir para o mato conhecer cachoeiras, eu prefiro carro e ele moto, e assim vai. Mas também temos muito em comum. Adoramos churrasco, sair com os amigos, ficar em casa deitado sem fazer nada, comer nachos, etc..
Ou seja, temos semelhanças e diferenças, como qualquer ser humano. Está aí a graça!
Na quinta-feira fui a um bar no aniversário de um amigo. As mulheres na mesa estavam conversando sobre relacionamentos e uma delas disse que quando amar de verdade vai pegar um pote de cera e passar na casa toda (ela odeia tarefas domésticas), que vai fazer chapinha no cabelo só para encontrar a pessoa, não importa nem o clima (ela também nunca faz isso), entre outras coisas. Isso mostra que quando a gente ama acaba fazendo coisas que nunca fez ou gostou de fazer por companheirismo, para ficar ao lado da pessoa e para manter o interesse dele em nós (e isso deve ser recíproco). Então, se os opostos realmente se atraírem o casal vai ficar junto por muito tempo. Se isto não ocorrer foi uma faísca momentânea. Independente do caso o que vale é aproveitar o momento, mesmo que seja só para ter alguma história para contar.


Josiany Vieira

3 comentários:

Anônimo disse...
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Anônimo disse...

Muito bacana, Josy. Só q esse negócio de "tara por professor" não existe, hein. Desconjuro! Sai de retro. rsrs

Charlie

Aleteia disse...

Medo de avião ahaha
essa eu nao sabia...
bem o avião nao caiu... o que são algumas turbulências rss

Charlie é tara pelo "poder" rs do conhecimento do professor ou professora rsss