sexta-feira, 18 de abril de 2008

GOZE-SE


Vamos ser sinceras, meninas. É muito fácil culpar os outros. É muito fácil culpar ‘ele’ por que você não conseguiu gozar. Claro, existem mil motivos e neuroses que nos perturbam e nos fazem perder o tesão. Aqueles motivos clássicos que todas sabemos de cor, por exemplo: o Homem Pão Duro. O cara leva a moça para jantar e reclama dos preços do cardápio; ou o Exibicionista, que antes da transa fica narrando seus grandes feitos; ou, pra piorar, aquele cara que no primeiro encontro vai te buscar de camiseta regata, tênis branco e pochete, com cheiro de perfume barato (ou sem perfume). Enfim, tenho certeza que todas nós poderíamos fazer uma lista com mil itens de situações que nos fazem broxar.

Mas, você saberia dizer qual é a sua parte de culpa por não conseguir chegar lá? Já pensou nisso? Afinal, o que a mulher mais precisa é de concentração, claro, além do estimulo e tals... Mas, se algo faz a mulher perder a concentração, FODEU (não que isso seja uma verdade absoluta, mas, é o que rola na maioria das vezes...). Imagina a transa perfeita, tudo indo bem, e, de repente chega alguém em casa, bem quando você ta quase chegando lá, você escuta aquele barulho de chave entrando na fechadura, as vozes se aproximando, e pronto, parece que um balde de água fria caiu sobre sua cabeça. Daí, você faz aquela força mental danada pra não deixar a peteca cair... Ou então, quando a cama começa fazer um barulho tão grande, tão grande, que você acha que o prédio todo está ouvindo e pensando: “olha lá, a vizinha do 62 está tirando a barriga da miséria hoje”. Você pode estar falando aí, do alto da sua cadeira de rodinhas “áhhhhhhhh, mas eu não me importo com os outros”. E eu, do alto da MINHA cadeira de rodinhas, digo: “DU-VI-DOOOOOOOOO”. Eu (na maioria das vezes) tou cagando para o que os outros acham, mas, não é nada confortável quando o vizinho sabe que você deu a noite toda e pior, quando no outro dia, você tem o azar de pegar o elevador com ele. Ainda com as bochechas meio coradas, de tanto ‘exercício’ que praticou a noite toda. Bom, já tou fugindo do tema, voltemos...

Quilinhos a mais, nos fazem perder o tesão por nós mesmas, nossas pererecas sem depilação, espelho no quarto com a nossa barriguinha caindo. Ah, outra coisa, na frente do espelho... quando você ta ‘saltitante demais’, sabe? Parece uma égua galopante e de repente, você se olha no espelho, e os teus peitos estão pulando, meio sem sincronia, você tem vontade de parar de trepar e cair no chão de tanto rir. Buscar a camisinha e não achar nunca dentro da sua bolsa que mais parece uma mochila de 90 litros daquelas que as pessoas usam para acampar. Lembrei de outra boa: quando você quer dar uma de fodona-boazuda, que sabe tudo do kamasutra e jura que consegue fazer aquela posição com as coxas na orelha, sabe? Daí começa a dar uma câimbra fortíssima, o ciático trava e você começa a uivar de dor e acha que nunca mais vai conseguir sair daquela posição. Hahahaha.

Bom, a minha intenção aqui era tentar, de uma forma divertida, fazer com que a gente não culpe tanto os outros quando as coisas não acontecem da forma como gostaríamos. Sabe, aquela coisa que a nossa mãe sempre fala, “olhe mais para o seu umbigo, minha filha”... Mãe sempre tem razão. Ah, e também, tente não levar as coisas tão a sério, principalmente, você mesmo.




Mônica Gozadora Wojciechowski

4 comentários:

Anônimo disse...

Obrigado por nos defender, Gozadora. De fato, sentimos sempre um peso de responsa muito maior do nosso lado na hora do vamos ver. Mas tudo bem também, porque acho que sexo é como uma dança e o homem acaba assumindo o papel de condutor. Principalmente porque tem o "instrumento". Se por um lado isso parece uma injustiça, porque acabamos ficando pivôs das transas mal dadas; por outro pode parecer machismo, já que, de certo modo, os louros acabam vindo para o nosso lado se conseguimos dar conta do recado com competência. Mas é simplesmente uma regra natural, e a natureza não estabelece critérios de mérito ou justiça formalizados. O fato é que nós, homens, precisamos mesmo entender que temos um percentual maior de responsa e ponto final. Mas agradecemos de montão quando vocês se manifestam de forma estimulante e compreensível (e bem humorada) como você fez em seu texto. Beijo, Mopi.

Charlie

Josiany disse...

ADOREI!!! e também ri um bocadinho :)

Rodolfo disse...

Mô,
Realmente diria que depois de tantas "cipoadas" vindas de todos os lados para a classe masculina, achei que teu depoimento deu um certo clarão, um quase desejo de equiparação dos sexos, entendendo que as mulheres tem sim uma dinâmica e uma velocidade diferentes mas que os homens, mais ligados (e não vou colocar "sensíveis" pois vou levar uma do Charlie certamente), entendem essa dinâmica, com sabedoria, às vezes pegada, às vezes leveza.

Sobre a posição do meu amigo Charlie devo discordar. Se somos nós que conduzimos a dança, e ela é com nossa parceira, só se dança bem com um casal que se afina. Ou que quer se afinar mais e mais. Assim sendo, como dizer que a responsa é sempre maior do homem? Na na na na Não! A responsa é dos dois. O movimento balanceado, os jogos de olhares, as mãos bobas e tudo aquilo que fazem do sexo uma das melhores coisas do mundo.

Acho que ele tá tão acostumado a fazer sexo virtual, onde como excelente redator, deve dominar as parceiras no laço, que quer trazer tudo para si. Não concordo.

Como diriam os tribalistas em uma homenagem que faço a uma pessoa que dediquei leminski nessa semana:

" Eu não quero ganhar. Eu quero chegar junto. Sem perder eu quero um a um com você. No fundo não vê que eu só quero dar prazer, me ensina a fazer canção com você, em dois. Pouco a pouco me perder ganhar você. Muito além do tempo regulamentar. Esse jogo não vai acabar. É bom de se jogar. Nós dois, um a um. Nós dois."

Pra que somar, se a gente pode dividir.

Bj

Rodolfo

Mônica disse...

é isso ai gentens. que bom que gostaram e riram... beijos.