segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Semana de tema livre

Acabou o sossego


18 setembro - sexta feira - 18h30
Estava eu, a caminho da faculdade, fazendo a via crucis na estação Sé (quem anda de metrô em SP sabe do que estou falando). Espremida no vagão feito sardinha em lata, tentava ler um livro quando um cidadão sem o mínimo de bom senso (e de bom gosto também, diga-se de passagem) liga o celular no último volume sem usar o fone de ouvido, e coloca um funk. A “melodia” ecoa, competindo com avisos de chegada nas estações dos alto-falantes do trem: “Vai quebrando, vai quebrando e descendo até o chão...”

Fiquei putíssima com tamanha falta de respeito. Minha vontade de quebrar, sim... aquele maldito aparelho só para não ter os meus ouvidos lesionados por aquele lixo musical (se é que aquilo pode ser chamado de música. Os funkeiros que me perdoem).

O pior de tudo é que o cara se achava o tal, quando resolveu “dançar”, tentando movimentar os braços e as pernas no meio da muvuca. Se bem que eu acho que ele estava a fim mesmo era de se aproveitar da superlotação para ficar no esfrega-esfrega com alguma menina...

Não demorou muito para acabar o sossego e o clima ficar pesado. Os outros passageiros também estavam incomodados com a situação, mas ninguém tinha coragem de dar um chega-pra-lá no sem noção (ih, rimou! rs). Somado às conversas das pessoas, a barulheira ficava cada vez mais insuportável. Tanto quanto encarar calor e gente fedida nos coletivos no fim do dia.

- Puta que pariu, meu ouvido não é pinico!

Não deu para ficar calada. Também não faço idéia se falei alto demais, ou se o meu tom de voz foi muito agressivo, pois as pessoas mais próximas se viraram na minha direção. Algumas sorriam, enquanto outras me olhavam assustadas. Estas provavelmente pensaram: “essa menina é maluca”. Nem dei importância. O importante é que a minha indignação deu resultado. O cara, super sem graça diante do que eu falei e dos olhares dos demais usuários, não teve outra alternativa senão desligar o celular.

Aí sim, finalmente pude respirar aliviada. Ninguém merece ouvir algo de que não gosta.

Ouvir música alta no ônibus, no trem e no metrô virou modinha, sim, mas vale lembrar que o uso de aparelhos sonoros nos coletivos é proibido por lei.

Música (seja ela de qualidade ou não) é boa, mas em volume alto faz mal para os tímpanos e sem o fone de ouvido, faz mal para a educação.


Camila Souza

3 comentários:

Anônimo disse...

Aqui em Curitiba (juram) logo vai ter metrô, Mila. Daí te conto nossas experiências similares. ;-)
Beijo.

Mario

Camila disse...

Ô, conta sim. rs
E para variar, ontem à noite tive o azar de encontrar um mané no ônibus, desta vez ouvindo pagode no celular (e hiper alto).
Juro, quase o mandei enfiar o celular naquele lugar. rs
Beijos.

Camila disse...

P/não ter os meus ouvidos contaminados por tanto lixo (sub)musical, ouço até as sinfonias de Beethoven. rs
Beijos