domingo, 27 de setembro de 2009

Versões Adultas



Sexta à noite, cinco garotas, cerveja, um apartamento e uma brincadeira: inventar uma brincadeira. As brincantes são: Ana Linhares, Carolinni Tauscheck, Ana Paula Silva, Fernada Lima e Luciana Calçado. Primeira tentativa: começam a criar uma história a várias mãos. A narrativa acabou não tendo prosseguimento, não que fosse desinteressante a odisséia de um casal que viaja bêbado no meio da noite para o litoral e transa dentro do carro, estacionado na areia, enquanto a maré sobe arriscando levar o veículo para dentro do mar. Mas não houve a devida empolgação. Partiu-se então para outras tentativas. A próxima correspondeu a jogos eróticos, tendo por primeira ideia a dublagem de filmes pornôs e a segunda tracejar um caminho pelo corpo feito com chantily, sendo que a outra pessoa deveria percorrê-lo com a língua e de olhos vendados. Mas ficou muito em cima da ideia da Bia, postada na terça-feira aqui no blog. Por fim, chegou-se na proposta definitiva: transformar brincadeiras de crianças em brincadeiras adultas. Vamos às dez selecionadas.

Gato mia
A brincadeira na versão infantil: uma pessoa entra na sala escura, com todas as demais escondidas, e, ao encontrar alguém, toca a pessoa e pede “mia, gato”, tentando adivinhar que é a partir do som de sua voz.
Gato toca
A brincadeira na versão adulta: uma pessoa fica para fora da sala e as demais se escondem no escuro em seu interior. A pessoa entra e tem de apalpar (intimamente) as demais para identificar quem é.

Esconde-esconde
A brincadeira na versão infantil: alguém conta até 30 enquanto os demais se escondem, tendo de ser encontradas por quem fez a contagem. A cada vez que alguém consegue sair do esconderijo antes de ser encontrado, corre até o pique e bate “31 meu!”, ficando livre de ser pego.
Acha-acha
A brincadeira na versão adulta: esparrame objetos pela casa (totalmente escura) e se esconda, sendo que alguns desses objetos terão o seu aroma. Seu(ua) parceiro(a) deverá encontrar você sabendo distinguir pelo olfato quais são os objetos que consistem em pistas reais, ou seja, os que têm seu cheiro.

Casamento atrás da porta
A brincadeira na versão infantil: uma pessoa vira de costas para as demais e outra indaga “quer com esse?... Ou com esse?...”, e assim por diante, apontando aleatoriamente cada um dos presentes, até que um deles seja aceito. Então, a pessoa de costas dirá o que quer com essa que foi apontada (beijo, abraço, aperto de mão), sem saber quem é, devendo então executar o que desejou.
Sacanagem atrás da porta
A brincadeira na versão adulta: a mecânica é a mesma, só que com opções mais calientes (chupar, pegar, bulinar).

Telefone sem fio
A brincadeira na versão infantil: alguém fala uma frase cochichada a outra pessoa, sendo que esta deverá rentransmiti-la a outro participante (também cochichando) e assim sucessivamente, até se chegar a uma última da fila que deverá falar a todos o que ouviu, para que possam conferir em que frase a transmissão ouvido a ouvido resultou.
Telefone fio terra
A brincadeira na versão adulta: uma pessoa cria uma frase daquilo que quer fazer com outra. Então, fala a frase cochichada para um dos participantes, que fala para a próxima e assim sucessivamente, porém cada uma incrementa adicionando alguma outra ação a mais. Quando chegar na última pessoa (que é aquela com quem o participante inicial gostaria de transar), esta terá de recitar tudo o que foi falado no telefone sem fio. Se errar, o primeiro da ponta deverá ditar com quem ela irá praticar o desejo que foi errado ou omitido.

Pega-pega
A brincadeira na versão infantil: alguém corre atrás dos demais, sendo que ao tocar em um dos participantes, delega a este a incumbência de ser perseguidor.
Pega-e-tira
A brincadeira na versão adulta: na hora que toca na pessoa, ela deve tirar uma peça de roupa, a ser escolhida por quem a tocou. E assim consecutivamente, até ser tirada toda a roupa dos brincantes.

Passa-anel
Um participante passa suas mãos pelas dos demais integrantes, sem se saber em qual delas foi depositado um anel. Outro participante deve adivinhar em que mãos o anel ficou.
Passa-anal
A brincadeira na versão adulta: Tem de descobrir em quem foi introduzida uma bolinha de pompoarismo. O prêmio? Bom, pelo nome da brincadeira já dá para adivinhar.

Cobra-cega
A brincadeira na versão infantil: alguém fica no centro de olhos vendados e tem de tocar nos demais para passar a vez de ficar de bobo na brincadeira.
Cobra-ereta
A brincadeira na versão adulta: uma pessoa de olhos vendados fica no meio das demais (todos nus) e tem de tentar tocar uma delas. Na hora que conseguir pegar uma das pessoas, sendo uma mulher pegando um homem, ela deverá provocar uma ereção nele; se for homem pegando mulher, ele deverá estimular em si mesmo uma ereção “usando-a”. Se não houver sucesso, quem estava de olhos vendados continua na função.

Dança da cadeira
A brincadeira na versão infantil: dança-se caminhando ao redor de cadeiras, sendo que não se tem o mesmo número delas para a proporção de pessoas brincando (uma a menos). Ao parar a música, todos devem sentar e quem não conseguir sai fora, até que reste apenas uma pessoa.
Dança do colinho
A brincadeira na versão adulta: os homens ficam sem roupa sentados e as mulheres dançam ao redor, também sem roupa. Quando pára a música, sentam-se no colo dos homens, e vale o mesmo da brincadeira original: ganha a que sentar por último. Essa terá o direito de culminar o ato sentada no parceiro que restou com ela.

Estátua
A brincadeira na versão infantil: joga-se uma bola para cima e, quando ela cair, uma pessoa deverá pegá-la e gritar “estátua!”. Todos param instantaneamente, a pessoa pega a bola e dá três passos para tentar acertar alguém.
A brincadeira na versão adulta: os homens correm, sendo que quem jogou a bola (mulher) pode escolher qualquer um e usar seu corpo para ser feito dele o que bem ela quiser. Se lhe causar uma ereção, ele sai da brincadeira e ela volta a prosseguir com os demais.

Forca
A brincadeira na versão infantil: desenha-se uma forca e, ao lado, tracinhos correspondentes ao número de letras de uma palavra. Uma pessoa tem adivinhar que palavra é e, cada vez que erra, desenha-se um pedaço de um corpo na forca até que seja formado por completo, significando que o adivinhão perdeu o jogo.
Forca na cama
A brincadeira na versão adulta: cada vez que se é enforcado, uma parte do corpo é algemada: primeira vez mãos, segunda pés e, por fim, os olhos são vendados, para se fazer depois o que bem se quiser com o “enforcado”.

Nota: claro, com o perdão da redundância, essas brincadeiras não passam de uma brincadeira, algumas exigem um verdadeiro esforço de gincana. Mas o exercício de criá-las foi divertido. E se alguém levar a sério alguma das modalidades e quiser praticar, por favor, que nos escreva para contar do resultado. Vai que temos uma mistura de Nero com Coringa lendo o blog...


Mario Lopes

12 comentários:

Camila disse...

Êta criatividade que vai longe. Só faltou na lista o jogo da verdade. rs
Beijos.

Anônimo disse...

Algumas delas são bem mais interessantes nesta versão adulta. Gostei!

Anônimo disse...

Uma das ideias foi o jogo da verdade, Mila, aquele com a garrafa. Anônimo, teve outras ideias, a gente acabou ficando com dez. Em breve, o livro, nas melhores livrarias. ;-)

Beijo, Mila. Abraço, anônimo.

Mario

Karime disse...

Livro ? Eba! O jogo da verdade é o mesmo para vocês que o jogo da garrafa para os gaúchos ? Esse não pode faltar no livro...

Anônimo disse...

Pois é, foi pensado mesmo no jogo da verdade, porém, jogo da verdade não se trata de um jogo infantil e sim um jogo mais para o público juvenil/adulto, então foi descartado essa hipótese de colocar esse jogo. Mas seria divertido modificá-lo, quem sabe!!!

Luciana Soares

Anônimo disse...

o jogo da verdade fica como capa do livro! hahahahaha

Ah, se as paredes falassem naquela sexta-feira!!

Carooooooool =D

Anônimo disse...

As paredes não falam, Carol, mas têm ouvidos, digo, vizinhos. rs
Beijo.

Mario

Anônimo disse...

Adorei fazer essas brincadeiras... ééé... digo... inventar!!!

Fenanda Lima

Anônimo disse...

Fer, sua bocuda. rs Chupa essa manga! ;-)
Beijo.

Mario

Camila disse...

Ih, pensei besteira. rs
Beijos.

Camila disse...

Ei, que tal fazermos o jogo da verdade no blog? rs

Anônimo disse...

Td bem, vc começa. rsrs
Beijo.

Mario