quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Ossos do ofício


Na Assessoria de Imprensa, somos a ponte entre o cliente e a mídia. Conseguimos espaços gratuitos nos veículos de comunicação para construção da imagem institucional da empresa, marca, pessoa ou produto.
Mas nem tudo são flores, pois já me apareceu cada tipo aqui na Toda Comunicação. Esta história infelizmente é real, não citarei os nomes das personagens e nem do programa para manter a ética profissional.
Se não fosse trágico seria cômico, acompanhe comigo:

Consegui mais um espaço em um programa de TV local em Curitiba, de variedades que passava a tarde para um novo cliente. 80% de audiência feminina. A apresentadora era super badalada, uma piruá com P maiúsculo. Piruá no bom sentido, hein gente. Admiro muito quem saiba se vestir e tenha vaidade para isso. Quando eu crescer, quem sabe chego lá. Pessoa elegante e mais velha, cheia de nove horas. Sempre aceitava minhas sugestões de pautas. Eu tinha um ótimo relacionamento com a pauteira dela e com ela. Vivia na TV, cada dia com um cliente diferente. Até que assinei contrato com uma empresa de design. Um casal que desenhava de tudo, de gibi a sites. (O cara era bom mesmo!!)
A pauteria me pediu que a fonte desenhasse algo ao vivo no programa. Em média 20 minutos de entrevista, um bloco todo. Dos quais, uns oito, ele teria para desenhar, no máximo.
Lá fui eu ligar para o cliente para perguntar se ele topava desenhar ao vivo, já que agora era condição sinequanon para a aprovação da pauta. Como eu já conhecia seu trabalho sabia que isso seria tranqüilo para ele. (Doce ilusão...)
Primeiro tive que gastar muita saliva mostrando para o clinete que ele era capaz, já que sua esposa tinha outro compromisso importante e não poderia ir. Falei que ele era um excelente profissional (e era) e que ele deveria esquecer das câmeras (pensar que estava na sala de estar de um amigo apenas). E no vácuo fiz o mídia training, ou seja, treinamento de postura na frente das câmeras, como de costume.
Mas ele não queria desenhar tinha medo, pelo fato do programa ser ao vivo e poder dar alguma zica na hora, sei lá um branco, uma tremedeira qualquer. Assim para dar o “cheque mate” e convencê-lo de uma vez, disse para ele treinar um desenho qualquer em casa e quando ele fosse solicitado, já teria pensado e treinado e que assim não haveria problema algum. (E este foi meu erro... )
A apresentadora perua da nhanha pede que ele faça um desenho. Olhos na prancheta e provavelmente ouvidos mudos e neurônios dormindo.
- Não, melhor. Faça uma nova logo para o nosso programa. Pede novamente a apresentadora.
(...) Os oito minutos se passam e pasmem, ele desenhou uma PORQUINHA BAILARINA. É acho que o pânico de ter que desenhar ao vivo, de fazer isso pela primeira vez, fez com que meu cliente perdesse o bom senso. Imagine a minha cara. Se o programa não fosse ao vivo eu pulava no pescoço dele.
Segundos ficaram no ar e claro a apresentadora se fez de “João Bobo” e acabou logo com a entrevista, achando lindo o tal do desenho da porquinha bailarina. Jogo de cintura para quem trabalha todo dia ao vivo é outra coisa não é? Já ele poderia ter saído desta saia justa na classe, caso o pânico não tivesse se instaurado por todo lado, dizendo que para a construção de uma marca não é assim. Tem que ter pesquisa, estudo, blá blá, blá e que no momento ele iria fazer um desenho qualquer.
Agora me pergunte se levei mais algum cliente lá? E se esta criatura continua sendo meu cliente?

Verônica Pacheco

18 comentários:

*Lu* disse...

Socorro heim Verô, eu sempre tive um pé atras para indicar pessoas, claro que as vezes eles nos surpreendem positivamente, mas quando é negativamente, bah, a vontade de pular no pescoço fala mais alto hahahah...

Adorei, porquinha bailarina é pra acabar heim...
Bjks da Lu

Alice Bacilla Munhoz da Rocha disse...

Olha amiga, eu apresentando radio ao vivo ja tive de tudo. Ja tive um entrevistado que fora do ar era todo cheio de opinioes, um vez No AR ele ficou completamente monosilabico. ao falar de transplantes (sua area) ele só respondia sim, nao, é aham.
foi me dando um panico.
e ainda tinha 20 min com aquele individuo no ar...
acabei eu tendo de explicar sobre o assunto. Ao vivo é assim ou faz ou se socorre de quem faça.

acho q vou sentir falta destes micos.
bj

Ana Gi disse...

ai gente! que mico!


alguem saberia me dizer um mal, "mais mal" e necessário "mais necessário" do que cliente?

Na minha area É IGUALZIIINHO!!

Salvo raaaras excessões...
oooo "bichinho" complicado, viu?!

Não bastasse eu ter que adivinhar mais da metade do que o "infeliz" deseja na hora de criar um material, ainda temos as fantásticas e mirabolantes nomenclaturas personalizadas, acompanhadas de efeitos sonoros de ultima geração ...que o cliente TEM CERTEZA: transmitir um monte de informação!

vamos lá... alguns exemplos reais:

"faz um treco que de um Tcham! eu colocaria um Splim!" (e que raios seria um splim? será que devo espirrar em cima da coisa? - saúde!)

"queria um logotipo que quanto a pessoa olhasse ela sentisse: "uuuuuupa!" (heim? acho que preciso me preparar melhor para atender esse! curso de interpretação espiritual, tem?)

"eu preciso de um "flai", vai vendo aí... que depois eu te digo quem vai tocar e o dia da festa"
(mas....mas....mas...fora essas informações... nao vai mais nada no "flyer"...)

"será que dá pra inverter tudo sem mudar nada?" (essa é uma das minhas preferidas, embora sem som!! tipo.. dá? se dá... alguem que peloamordejezuuuisemaria me explique a façanha! eu nuuum seeeei)

"brrrrrrrrrrr... mas que tal! ficou meio "hidro-fosforoso", né?"
(daí...que.... essa eu nao vou ter como explicar... eu até me esforcei por anos e anos...
mas eu nao tenho a maaaais vaga idéia do que o ser, em seu mais profundo delírio imaginário, estava tentando me falar...)





FELIZ DO PADRE QUE TEM FIÉIS E NÃO CLIENTES!!!!

Anônimo disse...

...Risos,Verô,acontece não?!
Puts...eu escrevia alguns "discursos",e textos para campanhas eleitorais de mais de um partido...em minha "provincia"... rs...é muito comum carro de som,certo dia,eu havia pedido para gravarem alguns cds,um dos candidatos queria com urgencia o cd dele,e o mesmo é quem naquele dia iria sair pela cidade fazendo sua "divulgação",o que ele não esperava,tão pouco eu, é que aquele cd quem estava no carro dele,e que começou a gritar no "centro" da cidade era do seu adversario...nem preciso dizer né... a partir daí ele também não me procurou mais... :$

Rodrigo Leite disse...

Entrevistas ao vivo sempre reservam surpresas mesmo! Ainda mais quando é preciso combinar o dizer com o fazer! Jesus amado...
Adorei o seu texto, Verô!!! E continue mandando sugestões de entrevistas lá pra gente na Massa, especialmente se o assunto for esporte! Eu agradeço muito!
Beijos e parabéns!
Rodrigo Leite

Leo Franklin disse...

Vero. Existe também o outro lado.
Quando o jornalista não deixa o entrevistado falar.
Outro dia levei um entrevistado em um VIVO de manhazinha. Antes das 7h.
O cara, cardiologista foi pra falar de colesterol. Até aí tudo bem.
Chegando lá, a reporter já avisou: temos 1 minuto de entrevista.
Pô..... tira um cardiologista às 5 e tanto da manhã pra dar um minuto pra falar de colesterol.
Vamos lá..... Jornal no ar e chegada a hora do VIVO a reporter leva uns 20 segundo pra se apresentar, apresentar o cara e fazer a pergunta magistral: O QUE É COLESTEROL. Acho que estou ficando chato mesmo. Será que alguém ainda não sabe o que é colesterol.
Em frente... O cara abre a boca pra responder e.... a editora chefe dá um grito no rádio. 30 SEGUNDOS....
Daí pronto. Acho que o cara levou uns 5 pra organizar as idéias, falou um pouquinho e já era.
Pô, eu hjá tava mais com vontade de rir, mas tive que fazer cara de paisagem pro cara não ficar ainda mais P!!!
Um beijão Vero!!!
Até semana que vem!!!

Anônimo disse...

olá... meu nome é Marco Voigt, artista plástico natural de curitiba, e a Veronica é minha acessora... na qual ja me apresentou em alguns veículos ao vivo... "Por conhecer seu trabalho, que é sério e profissional, acredito que "tipos" assim sempre vai ter.. e da próxima vez pule no pescoço de verdade!!!" hora pois!!!

Sucesso!

Voigt

MAGA disse...

Que saia justa!!! Ao vivo é para quem está acostumado mesmo! Coitada da pirua, rsrsrsrs. Ainda teve que mostrar o desenho para todo mundo ver! Depois sabe como é, artista é temperamental, nunca se sabe o que pode acontecer... É a vida.
beijo
MAGA

Verônicas Pacheco disse...

Pois é Lu, mas esse é meu ofício. Normalmente dá certo, ainda mais pq eu não pego qualquer cliente. O cara tem que ter o que mostrar, mas ai, desta vez não deu muito certo. Bom ele era, mas sem noção.
***
Para isso que serve as Assessoras de Imprensa Aline, para fazer o media trainig, aconselhar, treinar e acompanhar o cliente, além do básico né? (conseguir o espaço) Mas vez ou outra não funciona, pois depende também do interlocutor. Fazer o que? As vezes estamos em quinta e o cara não engata, não adianta.
Tudo a seu tempo amiga. Calma que ainda seu talento será reconhecido e vou te ouvir na FM. Escreve isso.
***
Gi rolei de rir. Muito rica sua participação aqui hoje. Obrigada de coração! O seu: FELIZ DO PADRE QUE TEM FIÉIS E NÃO CLIENTES!!!! Vai ficar para história.
***
Anônimo, pior que nesse mico vc entrou de gaiato hein? Mudo-se da sua província por causa isso? Carão! Deus me livre!! Pior que este meu cliente nem se ligou do que tinha feito. Do que fez a apresentadora e eu com elas passar, além do preju que ele me deu, me cortando o canal.
***
Rodrigo querido, uma honra ter suas palavras por aqui. To ficando chique. Até editor me lendo agora. Obaaa! Opa, preocupante isso. Tenho que me empenhar mais. Rsrsrs
Nem fale, tem cada personagem sem noção.
Pode deixar que mês que vem terá um mega evento na Hípica (o Indoor) e farei questão da sua presença no Baile de Gala, que dirá para sala de imprensa e tudo mais.
***
Leo, nem fale. Já passei por cada uma, do outro lado do balcão como vc mesmo citou. Nomes e cargos errados é o que mais acontece (erro primário, imperdoável a meu ver). Teve uma vez que o cliente veio de Minas Gerais só para ser entrevistado em uma TV e a apresentadora gente boníssima não se preparou e deu uma de loira burra. Me envergonhou muito. A empresa era a Helimed Transporte Aéreo Médico e ela do nada perguntou se tinha algo haver com a Unimed. Pode? E olha que fiz um mega release com mais de 15 perguntas prontas e ela nem deu bola pro meu serviço. Fez a entrevista inteira de cabeça, com chutes sem sentido assim.
É foda né? Agente se prepara um monte e no final o resultado é esse. O seu cliente acordou cedo, o que já é muito para ele, imagine o meu, que gastou com avião, hotel e tudo mais para esse resultado?
Aguardo vc semana que vem!
***
Marco, vontade não falta, mas não tem como. Infelizmente!! Ainda bem que são exceções à parte e não o dia-a-dia.
***
Maga querida, saudades de vc! Quase fui para Curita hoje! Tinha reunião com clinetes, show do Jota Q. e festa de 15 anos da filha de um cliente... Fora pegar o que esqueci por ai e matar a saudade de todos, mas me segurei por aqui. Meu ap tá lindo, mas ainda tem muito o que arrumar. E durante a semana a Toda não me dá trégua.
Nem fale, carão a entrevista. Mó mico pra todos!
***
Muuuuuuuuuito obrigada pela participação de todos! Ricas palavras tivemos hoje aqui. E quinta que vem aguardo vocês novamente.
bejim

Verô

Claudio disse...

O design mandou muito bem, muitos ao serem o centro das atenções nem uma simples porca desenharia.
Lembro da primeira aula que lecionei, acabei o conteúdo de duas horas em apenas 15 minutos, neste momento me veio na cabeça "o que faço agora?"... rss, foi uma baita saia justa...
Acredito que deva ter aprndido com o miko, né Vero?... eu aprendi com o meu... hehe
Bjos

Aline Dias Anile disse...

Acho que todo mundo já passou por isso né...e é muito chato, pois você também se queima com o programa depois...uma vez indiquei uma psicóloga de um centro de reabilitação que eu fazia assessoria para um programa de debate...o programa tinha mais dois participantes e a minha psicóloga não abriu a boca!!!!! queria morrer....mas fazer o que né...

Verônica Pacheco disse...

Ai Cláudio, neste caso eu preferia o egocentrismo exacerbado do cliente, pois dae, só ele ficava mal na foto.
Eu me lembro desta história. Vc contou na aula do Bom Negócio. Mó micão! Eu na época de estágio supervisionado da facul de história também passei por isso. Mas um pouco pior, pois era minha avaliação. Me ferrei. Não tava acostumada. Quá, quá, quá, quá... Neste caso aprendi que não sirvo para isso, melhor ficar aqui pelo jornalismo mesmo. Já no da TV aprendi que não podemos subestimar as pessoas e confiar nelas, por melhor que elas pareçam ser. Tem gente que tem que se ensinar como se ensina criancinha.
Teve uma vez, quando eu fazia estágio, trabalhava na redação de um site. Meu chefe tinha minha idade, já tava formado em duas facus e fazendo pós. Falava alemão e inglês, geria a filial de uma empresa de TI de SC em Curita, onde a maioria dos funcionários era mais velha do que ele. O cara era o máximo! Eu admirava muito ele e a cada dia aprendia uma coisa diferente para minha postura de vida. Agente almoçava na empresa todo mundo junto e este era o momento de descontração, pois ele era alemão e tudo lá era certinho, não se podia respirar fora de hora. Eu como era a única mulher, era o centro das atenções. Uma beleza! Bons tempos... Entre piadas e brincadeiras ele me falou que estava procurando patrocinador, pois ele queria escalar uma montanha de gelo lá, cheia de nove horas... Eu falei que era fácil. Era só colocar ele no jornal. Que eu faria isso, sem problemas. Só que nunca tinha feito e deixei isso bem claro, que ele seria minha cobaia. Ele me perguntou quanto eu cobrava, Não tinha a menor idéia, pois nunca tinha feito isso antes. Queria muito fazer e já tinha decidido que ia viver disso, mas tinha uma vaga noção de como fazer apenas. Por isso não acha certo cobrar. Ele como era todo certinho disse que não. Que todo trabalho deve ser remunerado e que eu deveria cobrar. Tinha uma bota vermelha de couro trabalhado linda, que era carona, e eu tinha curtido muito. Falei o preço da bota e ficou por isso mesmo. Fiz o release e mandei para meu mailling. Enviei para Gazeta Mercantil Caderno Sul só para deixar minha consciência tranqüila. Para pode colocar a cabeça no travesseiro bem e não é que eles me ligaram em seguida, mesmo antes de eu fazer o follow. Notícia boa fala por si. E putz eles marcaram a entrevista bem na hora do meu horário de acupuntura. Fiquei sem saber o que fazer. Mas como tava esperando aquele horário no homeopata há semanas resolvi ir, dei o media training assim por cima, pois como eu admirava muito o cara achei que ele dava conta. E lá fui eu trepida e faceira para minha consulta. Eita ego!! Ainda bem que agente amadurece. E a matéria não saiu, pois ao invés dele falar do mega executivo que ele era, falou dos esportes radicais que fazia aos finais de semana. Só que ele não se ligou que isso tinha que ficar em segundo plano, pois a Gazeta Mercantil não tem Caderno de Esportes. Mais uma vez quá, quá, quá quá! Nunca mais faço isso. Hoje se eu assessorar Jesus Cristo, vou fazer tudo nos conformes.
E tem o terceiro lado da moeda nesta história toda, se é que existe um terceiro lado. Rsrsrs. MVou fazer o advogado do diabo agora.
Duas vezes me colocaram de gaiato na frente de um microfone e quase me borrei inteira. Não sei se é porque sempre fico nos bastidores que me acostumo nesta situação. Primeiro foi na rádio Educativa. O Toim me viu nos corredores da tv e me colocou para falar no dia da mulher. Me arrastou para lá, sem me perguntar. E putz, ficava me lembrando de todo treinamento de media training que dou diariamente aos meus clientes, mas é pica, não funciona assim na prática. Mas acho que fiz bonito. Feio fiz quando levei as Desaforadas na mesma rádio, só que em outro programa e gaguejei até. Na minha cabeça eu era a assessora e não a desaforada, apensar de ser também. Não me preparei para falar. Me preocupei em preparar os outros. Me arrependi depois. Força do hábito.
Rsrsrs
***
É Aline, sei bem como é. Vc deve estar falando do Com a Palavra. Neste seu caso não foi tão ruim, pois no debate tem outras fontes. Imagine a Alice, segundo coments, que era ela e Deus? A fonte que manjava do negócio, falava pelos cotovelos, mas na hora H deu para trás. Vinte minutos nessa situação parece uma eternidade.
Bjão pros dois
Verô

LeoThomaz disse...

seguinte:
causa espanto respostas não conformadas com a criatividade expressa pelo seu cliente, ele foi atemporal, foi angustiante, foi além, captou a msg do projeto televisivo. Pq deveria ser conformista, ser limitado, restringir sua capacidade criativa? A idéia de traição ainda persiste? Ainda é "vc está comigo ou contra mim?" lembrem-se, todo aparelho de espionagem é di-ta-du-ra gente! Pra que a liberdade senão pra ser usada?
Vamos aos fatos: ele rompeu, chamou atenção, comunicou! A peruá perdeu a melhor chance da vida dela de usar do boneco pra fazer outdoorres gigantescos, endeusar o autor seria atrair pra si a maior divulgação gratuita do mundo, lembraríamos dela hoje, seria comentada. Olha os fenômenos que temos na nossa TV, veja os grandes puxadores de voto nas útimas eleições, a hodiernidade do "macaco simão", os "Enéas", a eleição dos chefes de torcida de futebol, é a utilização do poder de comunicação.
Lembrem-se, a massa consumidora aplaude, se identifica e especialmente CONSOME!

Verônica Pacheco disse...

Tô de cara Leo. Que aula hien? Marketeiro de primeira. Agora terei que agradecer o Ronald a vida toda por ter me apresentado vc.
Amo meus amigos inteligentíssimos. Não sei o que seria de mim sem vcs. Muito obrigada por sua visão "fora do quadrado", ou da "caixinha", não sei qual é a moda agora. rsrsrsr
bjocas
Amei!
Verô

Anônimo disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blog.
Anônimo disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blog.
Verônica Pacheco disse...

Eu não poderia deixar vcs de fora deste diálogo. O Leo, meu amigo que comentou logo acima e deu um show de marketing conversou comigo no MSN antes e depois de postar. Tava ocupadíssima naquela hora, mas dei trela para ler depois, pois sabia que vinha coisa boa. Acompanhem comigo
Tomaso diz:
clarooo, concordo com esse cara
Verônica diz: o que?

Tomaso diz:
mas a sociedade nova aceita bem issi, é preciso recriar, desconstruir, causar rupturas
Tomaso diz:
observe os picos de votação pra vereador, emblemático e tem tudo a ver com o contexto
Tomaso diz:
veja Curitiba
Verônica diz:
manda bala lá no blog falando bonito, vamos dividir com todos.
Tomaso diz:
professor gaudino, 43021, quase todo colegial que tem título (e são pouquíssimos) votaram no cara!
Tomaso diz:
veja aí o antigo macaco simao,
Tomaso diz:
em sampa, estourou o "EU SOU ENÉASSSS!"
Tomaso diz:
pao e circo
Tomaso diz:
desde sodoma e gomorra
Verônica diz:
sério que o prof Glaudino ganhou?
Verônica diz:
não acredito
Tomaso diz:
tem que causar, expandir
Tomaso diz:
o universo é em expansão
Tomaso diz:
regra prima da comunicação, vc é operadora da comunicação: CHAMAR ATENÇÀO
Tomaso diz:
já comeu carne de macaco?
Tomaso diz:
já comeu tatu, tacacá no tucupi?
Tomaso diz:
são iguarias em algumas comunidades, até barata, escorpião
Tomaso diz:
causa asco pra nós pelo motivo do fato social, a coerção social entra no indivíduo
Tomaso diz:
mas pros zilhões de chineses é seguir a ideologia
Tomaso diz:
MAO Tsé TUNG falou e o povo acatou ibsis literis "pode comer tudo que respire, exceto o ser humano"
Tomaso diz:
e, nesse caso, sobreviver
Tomaso diz:
a ideologia social é a oficial
Tomaso diz:
o cara do desenho foi além, foi causante, foi criativo
Verônica diz:
no desaforadas, por favor.
Tomaso diz:
apenas rompeu com o muro
Tomaso diz:
deixou um rastro de desaforos, tem td a ver!!!!!!!!
Tomaso diz:
vou lá
Verônica diz: ok

Tomaso diz:
vc escolhe bem seus temas, parabéns
Verônica diz:
rsrsrsrsr valeu
Tomaso diz:
voltando ao detalhe do Gaudino, eleito aqui com mais de 11 mil votos
Verônica diz:
sério?
Tomaso diz:
ele declarou (e deve estar correto) ter gasto na eleição R$ 400,00 no total, rsss
Tomaso diz:
ele gastou baterias pra por som na sua bicicleta e ficar cantando seu slogan nas esquinas
Tomaso diz:
e gastou nuns 3 guarda-pós brancos, tipo de laboratório
Verônica diz:
Pois é eu que o diga, tinha que trabalhar ouvindo aquele slogan chatão
Tomaso diz:
ele é o marketing viral, que não se iludam os que acham que o povo é calhorda e retardado a ponto de dar voto a msg recebida pela internet
Tomaso diz:
ele mostrou que tinha TOTAL comprometimento com o que queria
Tomaso diz:
a ponto de romper, de ser um caricato de si
Tomaso diz:
e fez menos votos, sabia? na outra eleição ele teve mais de 16 mil
Verônica diz:
é ele me parece ter boa vontade e correr atrás um dia vi ele numa esquina, tava frio e chovendo e ele cantando com a tal bicicletinha
Verônica diz:
morri de pena, mas ali ele mostrou pra mim a que veio
Verônica diz:
e o contato corpo a corpo dele era intenso
Tomaso diz:
pois aí está o ponto baby! vc viu e se emocionou com isso!
Tomaso diz:
talvez, digo talvez por nao acreditar nisso, nem ele soubesse o alcance do que fez pra gente ter esta certeza, eu e vc agora, de como é fácil ganhar eleição, como é fácil se comunicar: basta causar ruptura com o status quo, assim a desestrutura interna abre as armaduras sociais e permite a comunicação acontecer, chega a se subliminar
Tomaso diz:
é o tal caso da capacidade de absorção pela nossa construção mental
Verônica diz:
nossa, mais isso é uma aula
Verônica diz:
tô boba.
Verônica diz:
obrigada pela sua inteligência e carinho. Gosto muito de ser sua amiga
Tomaso diz:
a visão de quem constrói a noticia é poderosa, vc tem o poder! sua influencia é td de bom ou td de mau
Tomaso diz:
vc produz seus clientes, faz deles noticia, faz acontecer, isso é super!
Tomaso diz:
nao basta ser bom, tem que parecer bom, como já dizia ao Príncipe o velho Maquiavel
Tomaso diz:
veja o Goeber (não sei se escreve assim, ok? o marketeiro do bigodinho nazista) qdo dizia "diga uma mentira mil vezes e se tornará uma verdade"
Tomaso diz:
tá valendo hj
Verônica diz:
eu sei disso
Verônica diz:
é poderoso mesmo o que faço
Verônica diz:
por isso tento fazer bem feito e com bons clientes
Tomaso diz:
Por isso que digo, seu espaço web é super válido, é preciso fazer cabeças baterem com cabeças, deixar de ser maré da rede bobo, currais de zumbis
Tomaso diz:
claro, se for assim pesado como estou sendo, o público foge, debanda na hora, rsss
Tomaso diz:
ninguém gosta de ser chamado à razão
Tomaso diz:
especialmente a massa
Tomaso diz:
bom, bateria do micro acabando e sem recarregador próximo, bye baby
Verônica diz:
ok, falamos melhor depois
Verônica diz:
bj
Tomaso diz:
qquer dia vou aí pra vc me apresentar o sortudo do bolachinha
Tomaso diz:
e tomarmos todos os chops do Rio!
Verônica diz:
Te espero

Eduardo Scola disse...

Eu acho que reconhece esse programa.... Pelo amor de Deus não é nenhum que eu tenha coordenado não. É? rsrsrsrssr
beijo. Ótimo texto.